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06# Lista com as aparições do Rio no cinema estrangeiro
03/11/2009

por Daniel Herculano

Rio de Janeiro. Mulatas. Samba. Caipirinha.” Geralmente essas são as primeiras palavras que os gringos falam quando o assunto é Brasil. Stallone filmou há pouco, parte do seu Os Mercenários (2010) e causou rebuliço. Fernando Meirelles e José Padilha foram os primeiros diretores confirmados para Rio, Eu Te Amo, um projeto previsto para 2010 similar à Paris, je T''''aime (2006) e Nova York, I Love You (2009). Existem rumores sobre um segundo Uma Saída de Mestre (2003), intitulada The Brazilian Job lá para 2011. Nesse mesmo ano, o brasileiro Carlos Saldanha vai dirigir um desenho sobre uma arara nerd e impopular que sairá do conforto de sua gaiola em uma pequena cidade do Minnesota e vai parar o Rio de Janeiro... O nome da animação? Rio! Precisa dizer mais? E para completar, o Rio de janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016! Abaixo listamos algumas aparições do Rio de Janeiro no cinema gringo.

1. Oh yeah! Sexo!
Michael Caine caiu no Feitiço do Rio (Blame It on Rio, 1984) quando a bela Demi Moore saiu das águas cariocas de topless, seios à mostra, bem antes de turbiná-los;  

Atrás de sexo fácil e muita diversão, Turistas (idem, 2006) americanos desembarcam nas praias brasileiras. Poucas cenas – incluindo a final – se passam no Rio de Janeiro, mas parte das filmagens de um dos piores filmes de todos os tempos ocorreram por lá; 

Já Carré Otis e Jacqueline Bisset se embrenharam nas ousadias sexuais de Mikey Rourke e outros parceiros no Brasil em Orquídea Selvagem (Wild Orchid, 1989); 

O título da co-produção franco-ítalo-brasileira, No Rio Vale Tudo (Si Tu Vas a Rio... Tu Mers, 1987) já diz tudo. Olha como a trama é tosca: dois irmãos gêmeos chegam ao Rio em pleno carnaval. Um é padre, o outro, traficante de cocaína.


2. Ação Hollywoodiana:

E até James Bond já  se encantou pelo Rio! Em 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker, 1979) a cena emblemática mostra a luta entre 007 e o vilão Jaws em pleno bondinho do Pão de Açucar;

O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008) tem como cenário de seus primeiros vinte minutos a favela Tavares de Barros, no Rio! Edward Norton corre de lá para cá entre os corredores da favela e se esconde de brasileiros que falam um português claramente dublado; 

O Rio de Janeiro de Alpha Dog (2006) aparece timidamente apenas o final, sem muito estardalhaço ou mesmo fotografia identificável, mas não esquece de uma bossa nova rolando no ar. 

3. Hitchcock carioca:

Cary Grant e Ingrid Bergman tiveram as paisagens do Rio como cenário em Interlúdio (Notorius, 1946), de Alfred Hitchcock. Pontos como o Jockey Club e a Praia de Copacabana tiveram cenas externas em destaque no longa que mistura suspense e romance; 

4. Comédias Musicais:

Voando para o Rio (Flying Down to Rio, 1933) foi o primeiro a fazer da Cidade Maravilhosa uma co-protagonista da trama. A paisagem do Rio participa da ação, além de um delirante número musical nas asas dos aviões, e a utilização da música local, uma gafieira estilizada, batizada de ''''a carioca'''' em pontos chave;

Carmem Miranda interpreta “Cai-Cai”, “Mamãe Yo Quero (Mamãe Eu Quero)”, entre outras, na comédia musical Uma Noite no Rio (That Night in Rio, 1941). Contracenando com Don Ameche (em dois papéis), ela desfila seu estilo tropical, de beleza alegre e sensualidade natural num clássico da época da República das Bananas;

5. A Caminho do...

Depois de A Caminho de Singapura (1940), ...de Zanzibar (1941), ...de Marrocos (1942), ...de Utopia (1946) chega A Caminho do Rio! (Road to Rio, 1947). O quinto filme de sete no total da série Road to... (A Caminho de...)  é protagonizado por Bob Hope (em papel duplo) como dois clandestinos que acabam na Cidade Maravilhosa. Os outros títulos que complementam a cinessérie são A Caminho de Bali (1952) e A Caminho de Hong Kong (1962);  

6. O samba:

Um drama ítalo-franco-brasileiro, que se passa numa favela do Rio – na época do carnaval, inspirado na mitologia grega (a história de Orfeu e Eurídice) adaptado (pelo diretor Marcel Camus e Jacques Viot) a partir da peça teatral Orfeu da Conceição, do peora Vinícius de Moraes. O nome do filme: Orfeu Negro (Orphée Noir/Orfeo Negro, 1959). Venceu a Palma de Ouro em Cannes, Globo de Ouro e Oscar de filme estrangeiro, mas para a França. A maioria das músicas é de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que inclui também Luís Bonfá e Antônio de Maria, e quem interpreta a música-tema “Manhã de Carnaval” é Agostinho dos Santos; 

7. Pastelão!

Bud Spencer e Terence Hill gravaram no Rio Eu,Você,Eles e os Outros (Non c''''è due senza quattro, 1984), em que eles são confundidos com agentes secretos, arrumando muitas encrencas... 


Bollywood também esteve aqui, rodando o exagerado Dhoom 2 (idem, 2006), onde um bandido acaba chegando ao Rio, sendo perseguido incessantemente por um policial. Cenas gravadas na Marina da Glória, na Avenida Atlântica, na Cinelândia, e até em Joatinga.

Das antigas, Charlie Chan no Rio (Charlie Chan in Rio, 1941) tem a trama definida por seu título, onde Chando (Sidney Toler) e seu filho chegam ao Rio para prender uma cantora de sucesso, mas acabam tendo que investigar um assassinato; 

8. Francês carioca?

Jean-Paul Belmondo foi O Homem do Rio (L´homme de Rio/That Man From Rio, 1964), em que o roubo de uma relíquia de antiga civilização desencadeia uma série de aventuras que envolve morte e sequestro. Percorrendo alguns lugares do mundo, como Paris, e até chegar também ao Brasil, onde foram utilizados os cenários de Brasília, o Amazonas e Rio de Janeiro; 

9. Orson Welles praiano:

O título já diz: É Tudo Verdade (1993), obra não finalizada por Orson Welles, mas refeita e lançada nos EUA em 1993.

10. Inéditos:

A história – ou parte dela – da fuga ao Brasil, ao refúgio carioca do ladrão inglês Ronald Biggs é contado no ainda inédito por aqui Prisioner of Rio (1988). A brasileira Florinda Bolkan está no elenco; 

Com boa carreira em sua Itália natal, O Barbeiro do Rio (Il Barbiere di Rio/The Barber from Rio, 1996) tem até o pagode do Só Pra Contrariar (“Essa tal liberdade”. Daí se tira de como deve ser essa pérola, em que um decadente barbeiro italiano, depois do convite de sua irmã – que mora no Rio - decide refazer sua vida no Brasil. Os principais pontos turísticos da cidade são destaque na trama;

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Daniel Herculano é crítico de cinema formado em cursos com Pablo Villaça (Cinema em Cena), Ruy Gardnier (Jornal O Globo) e Joaquim Assis (roteirista). Graduado em Comunicação Social, é publicitário, produtor musical e assessor de comunicação. Atualmente escreve sobre cinema para a coluna semanal Script no O Povo On line, de Fortaleza-CE, a Revista O Grito, de Recife-PE, e o blog Script no Blogueisso!.

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