canto canto canto  
» Online: 768

» Cadastrados:
65.890 

» Estão no Em Cena:
moniquerruts, marce, NéuCidral

» Tutorial
Promoções
High School Musical Brasil - O Desafio
Vencedores

Publicidade
Halder Gomes, diretor de "The Morgue"

19/09/2008

 

por Renato Silveira

 

Fernando Meirelles. Walter Salles. Bruno Barreto. Vicente Amorim. Todos são diretores brasileiros que tiveram a oportunidade de filmar fora do Brasil nos últimos anos. Mas você por acaso ouviu falar em Halder Gomes?

 

O cineasta cearense é mais conhecido no circuito de festivais por dois curtas que dirigiu: Cine Holiúdy – O Astista Contra o Caba doMal (2004) e Loucos de Futebol (2007). Ele também realizou o longa de ação Sunland Heat – No Calor da Terra do Sol (2001), que pode ser encontrado nas locadoras. Agora, Halder – que começou a carreira em 1991 como dublê em filmes de artes marciais em Los Angeles – lança mais um trabalho, o thriller sobrenatural The Morgue (assista ao trailer). É o primeiro de sua carreira produzido totalmente em Hollywood, falado em inglês e com elenco internacional. 

 

Mas apesar de contar com distribuição da gigante do cinema independente Lionsgate nos Estados Unidos e de um grande estúdio, a Universal Pictures, no Brasil, o novo filme de Halder corre o risco de passar despercebido pelo público. Primeiro, porque está saindo direto em DVD nas locadoras e com um título pouco atraente: Cadáveres 2. E segundo, porque a divulgação feita pelo distribuidor relega a produção a um lançamento de canto de prateleira, sendo que o press-release sequer menciona o fato de este ser um filme feito por um brasileiro.

 

The Morgue, que foi co-dirigido pelo também brasileiro Gerson Sanginitto (fundador da produtora novata Reef Pictures), está sendo lançado nos EUA neste mês simultaneamente com o Brasil. E é com a expectativa de fazer com que o filme encontre seu público, que Halder iniciou também sua própria campanha de divulgação.

 

Na entrevista abaixo, concedida ao Cinema em Cena, o cineasta fala sobre essa experiência e também conta como foi trabalhar em Hollywood e dirigir atores como Heather Donahue (de A Bruxa de Blair) e o veterano Bill Cobbs (de O Guarda-Costas e Uma Noite no Museu). Faixa preta em taekwondo, ele também faz um desabafo sobre sua luta para ganhar espaço numa mídia que privilegia aqueles que “fazem enxame” por alguns minutos de fama.

 

Halder, o filme está sendo lançado no Brasil pela Universal Pictures, diretamente em DVD e com o título de Cadáveres 2, sendo que não é uma continuação e não tem relação alguma com o primeiro Cadáveres (aliás, você viu este filme?). Como funciona essa relação com o distribuidor, como você se posiciona frente a essa decisão de mudar o título da obra e lançá-la do jeito que for mais conveniente para eles?

 

O título original do filme é The Mogue, e confesso que fiquei surpreso com o título no Brasil, até porque eu havia assistido ao Cadáveres e não vi nenhuma relação entre ambos. Artisticamente fica complicado ter que explicar isto o tempo todo, mas entendo que, principalmente nos dias de hoje, devido à pirataria, os distribuidores não dispõem de muito tempo para se dedicarem à criação de uma campanha exclusiva dos filmes para cada país. Devido a esta urgência, tornou-se comum o uso de títulos de continuação, mesmo não sendo, para, assim, tentar atingir uma meta específica de vendas. Até hoje, todos os filmes que fiz foram distribuídos, até os curtas-metragens, portanto, conheço bastante o mercado e suas dificuldades, e compreendo o motivo. Na verdade até mesmo o Cadáveres chama-se Unrest!

 

Como o The Morgue foi adquirido nos EUA, e não existe nunhuma cláusula no contrato que impeça a adaptação do título, cada distribuidor, em cada país, pode criar seu próprio título. Meu primeiro filme, Sunland Heat, na Inglaterra foi chamado Dragoness, pois a protagonista é uma mulher, lutadora.

 

No release da Universal, sobre o lançamento de The Morgue nas locadoras nacionais, sequer é mencionado que o filme foi dirigido por um cineasta brasileiro. Não achou isso estranho, uma vez que essa informação poderia impulsionar o interesse do público pelo filme? Afinal, você mesmo tem feito uma divulgação por conta própria que, ao meu ver, é muito mais eficaz do ponto de vista do marketing, quando você se coloca como “cearense que dirigiu em Hollywood” – é algo que chama a atenção.

 

É verdade. Mas quando os distribuidores adquirem os filmes no exterior, normalmente esta é uma informação que não é tão relevante, até porque o filme é uma produção americana, e o esperado é que fosse dirigido por americanos ou asiáticos, devido ao gênero. Talvez faltou à empresa que faz as vendas internacionais passar esta informação. Mas, concordo que, certamente, criaria no mínimo uma curiosidade, até porque pouquíssimos diretores brasileiros viveram esta experiência e, por isso, me sinto um privilegiado e grato por esta oportunidade que os produtores Gerson (meu parceiro de direção) e Carina Sanginitto me deram.

 

Tenho feito divulgação por conta própria, mas em determinado momento, quando a Universal tomou conhecimento que os diretores eram brasileiros, disponibilizou sua assessoria de imprensa para dar uma força. Agradeço por isso, pois nunca tive esta oportunidade na divulgação dos meus trabalhos. Na verdade, minha carreira tem sido assim, um tanto solitária, tanto para fazer meus filmes quanto para divulgá-los. O único momento em que disponho de uma equipe é quando estou no set. Após as  filmagens, fico só, e tenho que fazer pós-produção, promoção, contratos, etc. No The Morgue, também vivi uma experiência inédita, que foi pensar somente na direção do filme e ter a tranqüilidade de saber que produtores de extrema competência estavam cuidando dos outros assuntos, que em meus projetos autorais tenho que absorver.

 

Quanto à eficácia da minha divulgação, é também uma luta pessoal para anunciar a quebra de alguns paradigmas. Estou cansado de ver atores nacionais famosos, outros pseudo-famosos e alguns desesperados por fama, dizerem que vão fazer teste em Hollywood, e isto acaba virando manchete na Caras, Gente, Contigo, etc, etc. Ora, teste qualquer um faz! Se eu fosse ator, cearense, e fosse fazer um teste em Hollywood, será que teria a mesma repercursão? Claro que não. Muita gente usa isso como promoção, e na maioria das vezes não dá em nada. Às vezes até duvido se realmente fizeram teste, ou é só uma forma de criar assunto para estar na mídia, sem conteúdo. No bom “cearensês”, tentando fazer enxame. Se fizermos um flashback, veremos que foi quase tudo blefe, o que não é o caso do Rodrigo Santoro ou da Alice Braga, por exemplo, que não precisam disso. Agora, se eu disser que sou cearense, e que dirigi um filme em Hollywood, no mínimo criam-se três expectativas: será que é verdade? Será que é algo bem feito? Como é que pode? Por muito, muito, muito menos, já vi muita gente ocupando grandes espaços na mídia nacional, mas conta-se nos dedos os diretores brasileiros que dirigiram um filme em Hollywood – com distibuição em massa nos EUA  por uma major – e nesses dedos, estou eu e o Gerson. Tem muita gente competente fazendo seus filmes, sejam longas ou curtas, ganhando prêmios no exterior, que merecem espaço para divulgar suas obras. Tenho certeza que tem muita gente que  adoraria saber sobre estas conquistas verdadeiras e seus exemplos de luta e dedicação.

 

E como surgiu a oportunidade de fazer o filme? De onde veio a idéia da história, como você teve contato com o roteiro?

 

Conheço os produtores, Gerson e Carina Sanginitto há muito tempo. São grandes amigos, de extrema competência, que saíram do Brasil em busca de um sonho, formaram-se em cinema pela Universidade de Long Beach, Califórnia, e hoje são sócios da Reef Picutres, junto com investidores americanos, e fazem o que brasileiro nenhum faz: 3 ou 4 longas por ano! Em 2006, fiz 1a assistência de direção no filme Beyond the Ring, que é um longa de artes marciais estrelado por um cearense, André Lima (co-estrelado por Gary Busey e Martin Kove) produzido por outra cearense, Chris Lima, fotografado pela Carina Sanginitto e no qual o Gerson foi o diretor. Em resumo, um filme americano regido por cearenses e cariocas. O Gerson já conhecia o meu trabalho, dedicação e persistência, até porque, temos fortes laços devido às artes marciais. O Gerson é faixa preta de jiujitsu, e eu de taekwondo. A produção do Beyond the Ring foi uma oportunidade de, pela primeira vez, fazermos cinema juntos. Quando eles fundaram a Reef Pictures, logo adquiriram alguns roteiros e começaram a pensar nos diretores para os projetos. No caso do The Morgue, eles buscavam a visão de uma realizador não necessariamente especilaista no gênero, mas que trouxesse algo de diferente para o filme, até mesmo autoral. Eles conheciam o meu curta Cine Holiúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, que embora seja uma comédia nostálgica, tinha um toque diferente. E o Cine Holiúdy acabou sendo o bilhete de entrada em Hollywood. Nunca sequer imaginei!

 

Seus filmes anteriores foram feitos de maneira independente, já The Morgue contou com uma produtora por trás, ainda que seja uma produtora iniciante. Como foi trabalhar nesse sistema? Que liberdades ou restrições você teve?

 

Foi tudo muito diferente do que nos meus projetos anteriores, a começar pela velocidade em que tudo aconteceu. The Morgue só consumiu seis meses da minha vida! Meu primeiro filme levou cinco anos para ser feito! Tudo isso foi muito bom, pois estava cercado de profissionais de extrema competência e conhecedores de cinema, não só acadêmico, mas prático também. Me refiro principalmente ao Gerson e à Carina. Tê-los  ao meu lado me ajudou muito e me deu a segurança para encarar algo tão complexo e desafiador. A pressão é óbvio que existe, mas a vejo como algo engrandecedor, que torna você um melhor profissional e melhor diretor. Quanto às restrições, quando existiam, em relação à produção, eram de razões orçamentárias e de cronograma, o que foi muito bom para manter tudo dentro do orçamento previsto. Quanto ao aspecto criativo, o Gerson, que é também o produtor executivo do filme, sempre me dava a liberdade de apresentar-lhe propostas e opções para tudo, e, juntos, discutíamos o que era melhor para o filme. Trabalhamos assim o filme inteiro, e, felizmente, tínhamos visões bem parecidas do que queríamos. Tê-lo próximo foi um privilégio e uma grande escola, pois sua experiência em filmar nos EUA me dava muita segurança nos momentos mais difíceis.

 

E como foi a experiência de co-dirigir um filme? Seus curtas possuem todo um estilo próprio, autoral, que está ausente em The Morgue, até mesmo por ser um gênero de filme totalmente diferente. Até onde você teve que ceder ou articular suas opções artísticas nas filmagens?

 

É verdade, porém meus curtas são casos à parte. São minhas histórias de vida, meu mundo, e por isso tem a minha cara. Concordo, The Morgue era um caso diferente, um gênero novo pra mim, e uma história que não era nem minha, nem do Gerson, embora a reescrevemos. Na verdade, não se faz cinema sem concessões, é um trabalho totalmente coletivo. Você faz concessões à quantidade de negativo, ao tempo, às limitações das locações, ao equipamento utilizado, ao clima, e, porque não, aos outros departamentos criativos? Posso afirmar mais que tudo, que não se faz cinema senão de forma coletiva. Não existe esta possibilidade diante da grandeza e das infindáveis variáveis que envolvem a realização de um filme. Fazemos concessões até a nós mesmos, diretores,  quando temos que deixar de lado um plano que gostamos, em detrimento do rítimo do filme ou por outro motivo. Chega a um ponto que o próprio filme começa a lhe impor condições para inserir ou tirar uma cena, por exemplo. No caso do The Morgue, sempre discutíamos cada detalhe (e o filme é rico nisso), e fiz todas as concessões que achei que foram mais sensatas do que minhas opiniões, e assim fez o Gerson também. Nos momentos de indecisões, muitas vezes a palavra final era dele, pela sua experiência, e por ele ser também o produtor do filme, que nos EUA tem uma conotação hierárquica diferente do Brasil. The Morgue é um projeto da Reef, e eu fui diretor contratado.

 

The Morgue tem alguns toques autorais, da minha parte e do Gerson. Curto inserir algumas informações subliminares nos meus filmes, seja num plano no Cine Holiúdy, em que a composição, luz, enquadramento e perspectiva remetem com precisão a um quadro do meu pintor favorito, Johannes Vermeer; seja num plano do Sunland Heat, onde um faço uma metáfora de uma luta de artes marciais e seu impacto, através de uma montagem paralela de uma pessoa destroçando um caranguejo numa barraca de praia no Ceará. No The Morgue, aparece um livro sobre a 4a dimensão, em que o nome do autor é o meu nome, Halder, e o do Gerson, que, escritos ao contrário (Redlah Nosreg), soam como o nome de um cientista maluco. O filme também tem uma característica comum aos meus trabalhos, que é uma certa “desorganização” proposital na narrativa, que fecha e se amarra de forma intensa no final, chegando a um clímax. O The Morgue tinha o potencial para isto, e o aproveitamos em sua plenitude. É como ver uma pessoa pintando um quadro; tudo parece muito confuso, até que se veja o resultado final. Até propus ao Gerson inserirmos numa cena a nossa “loura do banheiro”, que ficaria sinistro, mas optamos em não usá-la, para não confundir o espectador. Mas The Morgue não era um filme que cabia tanta autoria, para não desviar o foco da trama, que por sí só, já é bem complexa. Era muito importante ter um conceito visual e estético apurados, e ao mesmo tempo assustador, que transmitisse a estranheza do local, que é um “personagem” à parte na trama. Como temos um ritmo cadenciado e com poucas falas no 1o ato, era importante trazermos o espectador para dentro da locação, fazê-lo sentir seu silêncio incômodo e o frio do mármore das lápides que cercam todos os corredores. Quem conhece o trabalho do Gerson vai perceber seu preciosismo com o posicionamento e movimento de câmera, o cuidado com os detalhes importantes da história e o perfeccionismo, característica de seus filmes.

 

Você participou da escolha do elenco? Como foi o trabalho com os atores?

 

Sim. Tínhamos uma agência de casting (adorei isso), que nos enviava os DVDs com os testes iniciais. Em seguida, selecionávamos os atores que queríamos ver. Fizemos vários call backs, até chegar ao elenco definitivo. Na verdade, tivemos pouquíssimo tempo para ensaiar com os atores, pois os selecionamos na véspera de Natal e Ano Novo, e logo em seguida começamos as filmagens. O processo de seleção também foi difícil, pois era período de testes para os pilotos dos seriados, e a maioria dos atores havia feito testes e ficavam receosos com a possibilidade de conseguir o papel e ser selecionado para um seriado. Incrível, mas vivenciamos este paradoxo. Coisa de indústria, mesmo! Esta situação fez com que tivéssemos nosso elenco somente uma semana antes das filmagens. Além do mais, ficamos à espera das respostas de alguns agentes de nomes conhecidos, até o nosso limite de tempo e paciência. Foi uma grande experiência trabalhar com atores consagrados, como Bill Cobbs (O Guarda-Costas, Uma Noite no Museu, O Presente), Heather Donahue (A Bruxa de Blair, Taken), a doce revelação, Lisa Crilley, dentre outros. Para minha surpresa, foram muito receptivos, gentis e parceiros.

 

Você teve alguma palavra no corte final do longa? Participou também da montagem?

 

Sim. Ao terminar as filmagens, voltei para o Brasil para matar as saudades da minha filhota, esposa e família. Isso foi bom, pois este distanciamento ajudou a dar uma pausa para a mente e o corpo, após semanas intensas. Quando retornei aos EUA, entrei no 3o corte, e daí fomos até o 7o ou 8o. O editor, Bryndon Smith, também trabalhou no set conosco, como gaffer, e foi muito bom tê-lo por perto quando tínhamos alguma dúvida de como seria melhor fazer um plano ou outro. Para as cenas mais complexas, fizemos storyboards, plano a plano.

 

A Lionsgate ou a Universal tiveram alguma influência na produção do filme ou participaram só mesmo da distribuição?

 

A Lionsgate entrou somente na distribuição. O Gerson e a Carina foram muito criteriosos quanto a quem seria o distribuidor do 1o filme da Reef. Ter sido escolhido pela Lionsgate, uma das maiores e influentes no mundo e líder absoluta no gênero, foi algo muito gratificante, pois sabemos que todo realizador que faz esse tipo de filme quer ter o selo Lionsgate, e ter sido escolhido dentre tantos outros filmes, nos deixou bastante orgulhosos e cientes de termos feito um trabalho que passou pelo crivo de um líder mundial de mercado. Lembrando que fizemos um filme considerado de baixíssimo orçamento para os padrões dos Estados Unidos.

 

E você gostou do resultado, do filme pronto?

 

Demais! Adoro o ritmo inicial, sem frenetismo, bem a cara do lugar. Gosto dos planos  mais clássicos, sem cortes, como a cena do longo silêncio no interior de um carro. O cansaço e o desconforto entre a família é melhor com o silêncio do que com mil palavras. Gosto demais da cena final, um plano-seqüência de quase cinco minutos, revelador para a trama. Adoro o look, a fotografia do Jack Anderson. Tê-lo rodado em película (Kodak), com câmeras e lentes Panavision (sonho de consumo de 10 entre 10 realizadores), foi crucial para obtermos a textura, temperatura e o pallete de cores que queríamos. Amo o mood do filme, assim como o suspense, que conduz a história sem usar recursos gratuitos de assustar o espectador e sem nenhuma computação gráfica. Gosto muito do desfecho da trama, único, e aberto a interpretações, seja do ponto de vista espírita (espíritos  que não aceitam o “desencarno” quando ocorrido de forma trágica e abrupta), do ponto de vista católico, com suas condenações ao limbo e purgatório, e do ponto de vista cético, onde o mundo dos vivos e dos mortos são mundos à parte. Adoro a sua estrutura não linear e a forma com que curvamos o tempo, que tem um referencial para os vivos, que difere do dos mortos. É um filme diferente para o gênero, rico em detalhes, sutil, com sua estranheza e seus simbolismos, como um dos nossos medos mais primários e latentes em nossos inconscientes, o de ser enterrado vivo. Este medo é simbolizado pela pá e o coveiro, que juntos, selam o “trâmite” final da morte, conforme os rituais praticados pela maioria dos povos. Sou muito feliz com o filme, e a cada vez que o assisto faço novas interpretações. É como ver um quadro abstrato, que traz novas interpretações a cada vez que é revisistado. Não é um filme que vai de um ponto A a um ponto B, ou que segue modismos de torturas e sangue jorrando.

 

Conte-nos como andam os seus próximo projetos, entre eles a versão longa-metragem de Cine Holiúdy.

 

O Cine Holiúdy é um projeto autoral que tem a minha cara, histórias da minha infância no interior do Ceará, nostalgia e muito humor. É um Cinema Paradiso brasileiro, como já foi mencionando por muita gente que viu o curta. Tenho imensa paixão pela história e o roteiro. Por dois anos consecutivos o roteiro ficou entre os 10 finalistas do país no Edital de Baixo Orçamento do Ministério da Cultura. Vou concorrer pela 3a vez. Já tenho a maturidade suficiente para fazê-lo da forma certa, a altura das expectativas causadas pelo sucesso do curta. Mas não quero fazê-lo de qualquer maneira, e sim com as melhores condições possíveis, sejam financeiras, cronograma, etc. Tenho também outro roteiro de longa-metragem pronto: Sweet Dreams, Cinderella, drama/ação que  aborda o tráfico de mulheres do Nordeste do Brasil para a Europa. Tenho alguns  roteiros de curtas prontos e em desenvolvimento. No momento, estou acompanhando a carreira do meu documentário Loucos de Futebol, que acabou virando um sucesso de festivais no Brasil e exterior – 21 no total, em 7 países (Brasil, Canadá, Armênia, Bulgária, Bósnia, Itália e Holanda), e quatro prêmios... Somente este ano! Estou também envolvido na promoção do sucesso de bilheterias Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito, que certamente incentivará novos projetos no gênero. Em resumo, tudo em aberto, com possibilidades interessantísismas.

 

Obrigado, Halder. E sucesso com The Morgue e seus próximos filmes.

 

Caro Renato, agradeço demais a oportunidade de conceder esta entrevista ao Cinema em Cena.

 


Gerson Sanginitto e Halder Gomes no set



   



     
 

 

Os servidores deste site são gerenciados com o eMaster® SafePlace