SONY BLU PARA ABRIL DE 2010

by Kas 28. February 2010 18:42
     

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Blu-ray

O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA / ELIZABETH

by Kas 21. February 2010 06:12

 

 

Dois títulos, produzidos com um intervalo de mais de 30 anos entre eles, mas que curiosamente se completam, são lançados ao mesmo tempo em DVD. O primeiro, O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA (A MAN FOR ALL SEASONS, Inglaterra, 1966), foi o grande vencedor do Oscar em 1966, faturando as estatuetas de filme, direção, ator (o magnífico Paul Scofield), roteiro, fotografia e figurino. Fred Zinnemann é um cineasta que divide a crítica, com grande parte considerando-o por demais acadêmico. Estes se esquecem de uma carreira composta por marcos como MATAR OU MORRER, UMA CRUZ À BEIRA DO ABISMO e A UM PASSO DA ETERNIDADE.

Quando o Rei Henrique VIII (Robert Shaw) cria a Igreja Anglicana, como desculpa para conseguir o divórcio de Catarina de Aragão e se casar com a amante Ana Bolena (ponta de Vanessa Redgrave), seu conselheiro Thomas More (Scofield) se recusa a aprovar a medida e é considerado traidor.

Adaptado de uma peça de Robert Bolt (roteirista de LAWRENCE DA ARÁBIA e DR. JIVAGO) pelo próprio, O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA se insere na filmografia de Zinnemann como mais um estudo ético sobre como um homem se posiciona perante a sociedade, em defesa de suas crenças pessoais. Em MATAR OU MORRER, Gary Cooper fazia um xerife recém-casado (com uma deslumbrante Grace Kelly) que abandona a esperada lua-de-mel para defender sozinho sua cidade de perigosos bandidos, que retornam para dar cabo de sua vida. Aqui, Thomas More também vai contra toda uma nação e contra o próprio rei, para defender seu direito a fé e ao silêncio, mesmo quando este pode levá-lo à guilhotina. Ancorado num elenco excelente e nos diálogos afinados de Bolt, Zinnemann conduz com precisão toda a intriga de bastidores e a luta pelo poder que se instaura a partir da decisão de Henrique VIII. Abandonado por todos, More caminha em direção a um trágico destino, um prenúncio para uma das maiores crises políticas da história da Inglaterra. 

Crise que ELIZABETH (Inglaterra, 1998, Universal) aborda de forma estilizada e empolgante. O filme trata da protestante Elizabeth (Cate Blanchett), filha de Ana Bolena, que assume o trono da Inglaterra após a morte de sua meia-irmã Maria, a Louca, causando furor nos católicos.

O diretor indiano Shekhar Kapur, revelado em A RAINHA BANDIDA, conduz a trama em ritmo de thriller, equilibrando com maestria o visual rebuscado e barroco e o roteiro intrincado, cheio de reviravoltas. Um equilíbrio que Kapur não conseguiria manter em seu projeto seguinte, a fraca adaptação de AS QUATRO PLUMAS BRANCAS chamada aqui de HONRA E CORAGEM, com Heath Ledger. Em ELIZABETH, Kapur tem a sorte de contar com um elenco impressionante, no qual destoa apenas o canastrão Joseph Fiennes, irmão de Ralph Fiennes. Foi o papel que consagrou mundialmente a australiana Cate Blanchett, que conquistou uma das oito indicações ao Oscar obtidas pelo filme (ganhou apenas o de maquiagem). Blanchett não fica nada a dever a Bette Davis, que se firmou como a grande intérprete da rainha em dois filmes, MEU REINO POR UM AMOR (1939) e A RAINHA TIRANA (1955), ou mesmo Judi Dench, que encarnou a Rainha Elizabeth I já na velhice em SHAKESPEARE APAIXONADO (também de 1998). Mas o grande destaque é o assassino homossexual a serviço de sua majestade vivido por um ameaçador Geoffrey Rush. A orientação operística da obra é visivelmente inspirada em A RAINHA MARGOT, com resultados igualmente inspirados. Uma continuação intitulada ELIZABETH - A ERA DE OURO, novamente dirigida por Kapur e estrelada por Blanchett, desta vez acompanhada de Clive Owen, não encontrou a mesma boa recepção por crítica e público.

Ao contrário do DVD de O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA, que traz o filme em cópia restaurada, acompanhado de um ótimo documentário sobre Thomas More (18 min), o DVD de ELIZABETH não só é isento de extras, como traz o filme mutilado em uma deficiente cópia em tela cheia. Um crime, ainda mais considerando que o visual é um dos pontos fortes da obra.

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DVD - Resenhas

OS CANHÕES DE NAVARONE: EDIÇÃO DE LUXO

by Kas 21. February 2010 06:00
Famosa aventura de guerra, extraída do romance homônimo de Alistair McLean, que fez grande sucesso em todo mundo, sobre especialistas (entre eles Gregory Peck, Anthony Quinn e David Niven) que são convocados para destruir uma base nazista na ilha de Navarone, na costa da Grécia, onde perigosos canhões impedem a passagem da frota aliada.
 
Produzida e escrita pelo lendário Carl Foreman (conhecido por filmes de temática social como MATAR OU MORRER), esta superprodução sobre um grupo de heróis cada qual especialista em uma área, mas com uma missão em comum, pavimentou o caminho para diversos outros títulos na mesma linha, como DESAFIO DAS ÁGUIAS, OPERAÇÃO POLAR ZEBRA (ambos baseados em McLean), OS DOZE CONDENADOS e OS GUERREIROS PILANTRAS, além do recente BASTARDOS INGLÓRIOS.
 
O diretor J. Lee Thompson substituiu às pressas o primeiro cineasta contratado, o inglês Alexander Mackendrick (QUINTETO DA MORTE), mas conseguiu realizar um trabalho marcante e ainda vigoroso. Vendo este e outros filmes realizados por Thompson nos anos 50 e 60, como SANGUE SOBRE A ÍNDIA, CÍRCULO DO MEDO e O OURO DE MACKENNA, fica difícil acreditar na decadência do diretor, que terminou a carreira comandando policiais de baixo orçamento e qualidade duvidosa estrelados pelo também decadente Charles Bronson.
 
Reedição em DVD duplo, que traz alguns dos extras presentes na primeira versão do filme (comentários do diretor, documentários), assim como outros inéditos, todos de qualidade. Só é inacreditável que a distribuidora, mesmo chamando esta de “edição de luxo”, não tenha legendado nenhum dos extras, inviabilizando assim seu acesso à maior parte dos consumidores brasileiros.

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007 - CASSINO ROYALE: EDIÇÃO DE LUXO

by Kas 20. February 2010 06:30

O agente secreto James Bond tem de desbaratar um esquema de financiamento de terrorismo, derrotando no pôquer o responsável pelas transações.

A série do agente de Sua Majestade James Bond, vulgo 007, chega ao vigésimo primeiro filme (tirando dois longas não-oficiais) revitalizada e pulsando de energia. Ao contrário do último filme da fase estrelada por Pierce Brosnan, que era um espetáculo vazio e destituído de qualidade fílmica, 007 - CASSINO ROYALE (CASINO ROYALE, Inglaterra, 2006) traz a série de volta aos trilhos, unindo o entretenimento inteligente das aventuras do agente estreladas por Sean Connery com a agressividade e o ritmo alucinante popularizado pelo seriado 24 HORAS na TV e pelos filmes de Jason Bourne no cinema.

Os responsáveis por tal alquimia são o diretor Martin Campbell, aqui no topo de sua forma, o co-roteirista Paul Haggis (vencedor do Oscar por CRASH) e, principalmente, o atual intérprete de Bond, o inglês Daniel Craig. Este esbanja carisma e talento, chegando a rivalizar Connery como o melhor ator a encarnar o agente. A chegada de Craig sinaliza uma nova fase da série, que procura estabelecer uma cronologia a partir desta aventura, mostrando o início da carreira de Bond e deixando portas abertas para uma continuação, QUANTUM OF SOLACE, quase tão boa. Uma jogada inteligente por parte dos produtores, que criam um personagem mais falível, mas não menos sedutor e espirituoso, e estabelecem assim um ponto zero para novos fãs. Eva Green, que estrelou para Bertolucci o maravilhoso OS SONHADORES, compõe também uma bond-girl memorável. Preste atenção em como o filme brinca com a própria fórmula estabelecida. Não por acaso, CASSINO ROYALE adapta o primeiro livro escrito por Ian Fleming com o personagem.

Segunda edição do filme em Blu-ray. A primeira já era tecnicamente impecável, mas trazia apenas extras medíocres. Já esta, em dois discos, mantém a qualidade técnica, que é referência no formato, e acrescenta os sempre excelentes comentários em áudio do diretor, desta vez acompanhado do produtor Michael G. Wilson, além de um bom making of, cenas excluídas e vários outros quitutes para os fãs do agente.

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Blu-ray - Resenhas

A ÁRVORE DOS TAMANCOS

by Kas 20. February 2010 06:21
Em 1948, no auge do neo-realismo, Luchino Visconti realizou o ambicioso A TERRA TREME, que seria a primeira parte de uma nunca completada trilogia focando comunidades distintas do interior italiano. O filme de Visconti, que trazia no original o subtítulo EPISÓDIO DO MAR, tratava de uma vila de pescadores na Sicília.
 
Eis que em 1978 o também italiano Ermanno Olmi lança A ÁRVORE DOS TAMANCOS (L'ALBERO DEGLI ZOCCOLI, Itália, 1978), belíssima homenagem aos cânones do neo-realismo, que retoma ao mesmo tempo a idéia de Visconti, só que abordando desta vez uma comunidade de lavradores no Norte da Itália. São vários os pontos em comum entre as duas obras: a longa duração, os atores amadores selecionados entre os habitantes da região, as várias histórias que se interligam, e principalmente, a beleza e poesia com que ambos os cineastas abordam este universo. Só que A TERRA TREME já antecipava um certo estilo operístico que Visconti iria desenvolver em seus trabalhos posteriores, enquanto o tratamento de Olmi é mais delicado e observador. A ÁRVORE DOS TAMANCOS levou a Palma de Ouro em Cannes naquele ano, conquistando o júri presidido por Roberto Rossellini, não por acaso o precursor do neo-realismo.
 
A excelente fotografia é preservada nessa ótima cópia, que de extra, traz apenas o trailer de cinema.

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APROVADOS!

by Kas 20. February 2010 06:10

Para evitar a decepção dos pais, já que não foi aceito em nenhuma universidade, jovem decide inventar uma. Só que sua mentira ganha contornos mirabolantes.

Comédia adolescente que não aposta nas piadas escatológicas e no conteúdo sexual de outros filmes do gênero, como AMERICAN PIE e o já ancião PORKY'S. Mesmo assim, ou talvez por isso, APROVADOS!  (ACCEPTED, EUA, 2006) é surpreendentemente divertida e bem sucedida em suas modestas pretensões. Isso graças ao bom ritmo empregado pelo diretor Steve Pink e à simpatia do elenco, do qual o rosto mais conhecido é o de Justin Long. Não espere nada demais, porque não vai encontrar aqui. Vendido como O CLUBE DOS CAFAJESTES da nova geração, não é tão emblemático e demolidor e nem tão memorável.

Mas não justifica o pouco caso com o qual a distribuidora tratou este título por aqui, eliminando todos os extras presentes na edição americana, como making of, erros de filmagem e cenas excluídas. Infelizmente, é algo que a Universal vem fazendo com frequência com seus lançamentos.

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O LOBISOMEM

by Kas 12. February 2010 05:25

Ouça-as. Crianças da noite. Que música elas fazem!

Extraída do romance DRÁCULA, a citação se refere não apenas aos vampiros, mas a todos os seres descarnados e sobrenaturais que surgem com a noite, e ao fascínio perene que estes exercem nos pobres mortais. O Lobisomem, o mais brutal destes monstros clássicos, ressurge agora nos cinemas. Será noite de lua cheia?

Passado no fim do século XIX, uma era em que a religião e a ciência (principalmente a da mente) apresentavam aspectos mais bestiais que os do próprio paganismo, O LOBISOMEM (THE WOLFMAN, Inglaterra/EUA, 2010) trafega por caminhos edipianos e pelo romantismo fatalista do período, acentuado pelos violinos da partitura musical gótica de Danny Elfman. A trama se aproveita não apenas da estrutura de conto de fadas do filme original, de 1941, como também de O LOBISOMEM DE LONDRES (1935) e das releituras da Hammer nos anos 1960 (faltou apenas um erotismo mais acentuado), que serviram de base também para Tim Burton e seu A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA, com o qual este O LOBISOMEM guarda muitas semelhanças, visuais e temáticas.

Amaldiçoada foi a trajetória deste novo monstro para as telas. Surgido como um projeto pessoal do ator Benicio Del Toro, fã do filme original, parte do lendário ciclo de horror que fez a fama do estúdio, o novo O LOBISOMEM perdeu seu diretor original, Mark Romanek (mais conhecido pelos premiados videoclipes que por sua incursão no cinema, RETRATOS DE UMA OBSESSÃO), três semanas antes do início das filmagens. No que foi substituído por Joe Johnston, não estranho a este tipo de encargo de última hora. O realizador já servira antes como estepe para Stuart Gordon e William Dear em, respectivamente, QUERIDA, ENCOLHI AS CRIANÇAS (1989) e ROCKETEER (1991).

Johnston é um exemplo típico de uma categoria que ficou relegada às sombras após a promulgação da Política dos Autores: o artesão. Ou seja, aquele competente operário padrão hollywoodiano que dá conta do recado, ainda que não apresente um toque especialmente particular que dê unidade a sua obra. Nada de errado com isso. Grandes diretores da clássica Hollywood são considerados “meros” artesões, como Robert Wise, Michael Curtiz e Mark Robson. Johnston se inscreve nessa linha. É um realizador cuidadoso, com bom gosto para design e iluminação, algo que fica claro em O LOBISOMEM, onde consegue contornar muitos dos problemas resultantes do orçamento limitado (razão oficial pela qual Romanek abandonou o projeto) e do prazo apertado. Fotografia, direção de arte, figurinos e maquiagem são absolutamente convincentes na criação do clima vitoriano.

Não quer dizer que O LOBISOMEM não tenha sofrido com a guerra dos bastidores. As cicatrizes estão lá para quem quiser ver: alguns efeitos digitais não funcionam, a história corre demais em alguns pontos cruciais e é inegável que seria muito mais prazeroso para o cinéfilo ver uma cena de transformação à moda analógica de UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES do que o espetáculo CGI que temos aqui, ainda que este parcialmente dê conta do recado. Mas é fato que Johnston teve de descascar um abacaxi. Assumir um projeto alheio, com roteiro pronto, elenco já escalado e pré-produção finalizada não é nada fácil, principalmente se você procura inserir algumas idéias próprias no resultado final.

Assim, fica complicado saber a quem dar o devido crédito pela bela estrutura circular que marca O LOBISOMEM. Desde o início, o filme estabelece a Lua como marco conceitual. Todo o filme se constrói em cima dessa idéia de ciclo, não só do lunar. Temos uma história de um filho, o famoso ator shakespeariano Lawrence Talbot (Del Toro), que a casa torna por conta da morte de um familiar, anos após abandoná-la por conta da morte de outro parente. O filme tem início e fim na decadente Mansão Talbot (após uma grande sequência em Londres), onde vivem o patriarca da família Talbot (Anthony Hopkins, se divertindo com o aspecto sinistro de seu personagem), Gwen (uma doce Emily Blunt), a cunhada de Lawrence, e o servo Singh (Art Malik). Ao tentar desvendar o assassinato brutal de seu irmão, Lawrence sobrevive ao ataque de uma misteriosa criatura, mas descobre-se condenado a se transformar numa delas nas noites de lua cheia. Uma boa sacada do roteiro é colocar um personagem real, o Inspetor Abberline (Hugo Weaving), como o principal investigador dos crimes do monstro. Abberline, que ficou famoso investigando – sem muito sucesso – o caso de Jack, o Estripador, já aparecera nas telas na pele de Michael Caine (JACK, O ESTRIPADOR, 1988) e Johnny Depp (DO INFERNO, 2001).

Finda a tragédia mostrada aqui, a maldição se insinua propícia a outro ciclo sem fim. Pelo menos enquanto continuar o fascínio do público por tais criaturas da noite.

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IMAGEM FILMES E SEUS BLU-RAYS PARA MARÇO DE 2010

by Kas 11. February 2010 08:29

   

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Blu-ray

BLU-RAYS SONY PARA MARÇO DE 2010

by Kas 11. February 2010 08:27


  

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Blu-ray

NINJA ASSASSINO

by Kas 5. February 2010 04:22

Raizo, o protagonista de NINJA ASSASSINO (NINJA ASSASSIN, EUA/Alemanha, 2009), não é uma criação dos quadrinhos, mas bem que poderia ser. Trata-se de um lutador praticamente invencível, com capacidades sobrenaturais, perigoso, mas dotado de um rígido código ético. É claramente baseado em personagens clássicos das HQS, como Mestre do Kung Fu e Punho de Ferro, ambos da Marvel.

O filme de James McTeigue segue as leis daquele universo e tem estrutura bem mais próxima da de uma graphic novel que de um roteiro cinematográfico. J. Michael Straczynski, co-autor do mesmo (junto com o estreante Matthew Sand), tem extenso currículo na área quadrinística, assim como créditos em cinema (A TROCA, de Clint Eastwood) e na TV (o cultuado seriado de ficção científica BABYLON 5). Ou seja, é capaz de transitar bem de uma mídia para outra.

Nada justifica então os diálogos canhestros e o manancial de furos de roteiro encontrados em NINJA ASSASSINO. Ninguém, porém, espera que um filme com esse nome seja um primor de dramaturgia, e nem é esse o seu calcanhar de Aquiles. O que vale, para o público alvo, são as espetaculares cenas de luta e feitos prodigiosos do herói. Algo que os Irmãos Wachowski, produtores de NINJA ASSASSINO, entendem bem. Nem tanto o diretor McTeigue. Apadrinhado pelos Wachowski, que bancaram sua estréia na direção em V DE VINGANÇA (este sim, uma adaptação legítima dos quadrinhos, que funcionava melhor enquanto cinema), McTeigue até que estabelece um ritmo eficiente o bastante para que os buracos no caminho fiquem menos perceptíveis, mas falha num ponto essencial: o visual genérico e sem imaginação, que faz uso limitado do potencial fantástico da trama e das ferramentas digitais disponíveis. Tome, como exemplo, a cena em que o herói é perseguido por um exército de ninjas por ruas atulhadas de carros, com estes desviando espetacularmente dos veículos que vem na sua direção. O que tinha potencial para tomadas  de encher os olhos soa frouxo nas opções sem criatividade de McTeigue, que filma tudo muito de perto, como se preocupado mais com a exibição a posteriori de seu filme em DVD do que na telona do cinema. 

O que até faz sentido. Sem a classe de um KILL BILL, se contenta em ser diversão ligeira, apropriada para o mercado de locação. Nesse ponto, se aproxima mais das modestíssimas pancadarias que atulharam o mercado de vídeo nos anos 1980, como as estreladas por Chuck Norris, Michael Dudikoff, Cynthia Rothrock e outros menos cotados. Só que com sangue digital.

 

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