Despedida


Até

Não gosto de despedidas, me provocam confusão, por isso direi: até. Foram meses de intensa aprendizagem aqui. Li cada palavra com muita atenção e carinho, até as mais revoltadas. Cada um tem sua razão específica e blogs são espaços democráticos. Não continuarei mais no Falando Série por motivos pessoais/financeiros. Acho injusto abandonar o blog e aparecer de vez em quando.


Por isso, me despeço aqui. Peço desculpas por não ter suprido as expectativas de uns e agradeço pelas palavras e trocas de outros leitores. Quando minha Internet voltar um dia cada dica será bem lembrada. Que as histórias televisivas possam sempre nos levar a mundos diferentes e que sim, seus roteiros possam nos fazer refletir. É o que desejo a todos. Vibrações positivas sempre. Até, Hanny.

Postado por Hanny Saraiva em 7/7/2008
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Procura-se II


Procura-se II


Tenho que confessar uma coisa: ultimamente poucas séries me agradam. Muitos leitores reclamam que eu vivo falando mal de suas séries prediletas. Todos têm direito de expressar suas indignações e "lutar" por sua série, independente de quem vê defeitos ou não. Mas a verdade é que ando entediada com os roteiros atuais. Algumas séries apresentam episódios interessantes, mas logo depois caem na mesmice e eu, como boa ariana, enjôo. Prefiro ficar andando pelo Youtube ou caçando algum curta interessante.


Televisão para mim precisa mostrar algo diferente, irreverente, audacioso. Se é para ver a mesma coisa, prefiro assistir desenho animado. Rir das piadas negras de As terríveis aventuras de Billy e Mandy ou do psicodelismo da Mansão Foster para Amigos Imaginários. Eu quero gostar de paixão de algo e sair mergulhando como quando assisto Dexter ou Pushing Daisies ou Skins, mas não consigo ser fisgada por nenhuma série. Alguém pode me iluminar com alguma solução?

Postado por Hanny Saraiva em 25/6/2008
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Damages - Season 01 Finale


Não Confie em Ninguém com Mais de 32 Dentes

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Damages é o mais puro exemplo da Teoria dos Jogos, ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno. As táticas de manipulação e o comportamento dos personagens nos mostram como essa teoria se aplica a jogada que provoca “danos” em todos envolvidos. Compreender as dinâmicas e manobras dessa primeira temporada é jogar certa luz sobre a maneira como agimos e reagimos perante situações extremas, de poder e de justiça. Tom, dando todas as gotas de sangue e suor para Patty, Arthur com sua carapuça de welfare norte americano mimado, símbolo para o que chamamos no Brasil de emergente. Ray Fiske com sua insegurança amorosa. Aqui eu abro um parêntese. Os sonhos de Ray Fiske com dentes que caem de sua boca era um presságio para todo o caso Frobisher? Minha avó sempre dizia que sonhar com dente quer dizer morte. Pista muito bacana que os roteiristas colocaram na trama levando-se em consideração a forma como Sr. Fiske acaba. Sua frase: “Todos nós temos limites” resume bem sua personalidade. Glenn Close tem o papel de ouro da nova safra televisiva norte-americana. Perspicaz, audaciosa, segura.



Será que todos nós temos limites ou a Sr. Hewes é exceção? Prestando atenção ao último episódio vemos que não. Patty está cavando sua própria cova. Acredito que sua obsessiva vingança para com Frobisher tenha a ver com a perda de seu bebê, de alguma forma. Assim como a obsessão de Ellen na segunda temporada envolverá Patty Hewes. Eu tenho pena de Arthur Frobisher. Ele é alguém que veio de baixo e que não sabe lidar direito como o fato de perder, ou de ter poder em mãos. Justificável? Não, mas compreensível. Assim como é compreensível o “Trust no one” de Patty e a nova casca que se formou na personalidade de Ellen. Glenn Close, memorável em sua atuação nos mostra que confiar é perigoso, pois envolve o poder de se comprometer e ser afetado. O tempo presente e passado que se cruzou na primeira temporada algumas vezes retardou a narrativa, mas envolveu-nos com a velha e atual característica pós-moderna: o de decifrar e gostar de ver quebra-cabeças. Sim, Patty Hewes é uma víbora, mas ela é mais do que isso, é uma jogadora que sabe qual papel usar. Será que Ellen, mesmo virando o jogo para a segunda temporada saberá aproveitar a chance de legitimar a Teoria dos Jogos? Eu torço para que seu senso de Justiça seja ponderoso: descobrir os assassinos de David ou afundar Patty?

Postado por Hanny Saraiva em 23/6/2008
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Swingtown S01E01


De Volta aos 70

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

A vizinhança dos anos 70 de Swingtown é regada a sexo, trocas e relações grupais. Mas não é só isso. O piloto me lembrou Everwood, pela dramaticidade familiar e a fotografia nostálgica. Não sei por que ela entrou no rol de série polêmica, será que em pleno século XXI os puritanistas ainda ficam chocados quando o assunto é sexo? Outro trunfo da série é a trilha sonora.


O som tem papel de destaque. Vamos ver se ela conseguirá sair do estigma de mais uma série dos anos 70. Espero que sim. Os personagens se apresentam carismáticos, neuróticos e inseguros e a direção de arte recupera todo o estilo e ingenuidade (mesmo na vida adulta) dos anos 70. Volto com comentários sobre ela semana que vem. Alguém por aqui também aposta alto em Swingtown?

Postado por Hanny Saraiva em 19/6/2008
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BSG S04E10


Para Onde Nós Vamos Daqui?

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Um sentimento estranho me absorveu depois desse mid season finale. Normalmente os mid seasons te dão uma sensação de quero mais ou uma ansiedade que te faz catar mais informações pelos blogs e sites de spoilers. Revelations funcionou como um ponto vírgula. Sim, há algumas perguntas, mas nada que não dê para esperar. Nobre a atitude de Saul ao se apresentar cylon para Adamão. Mas foi hilária a reação dele. Ficar bêbado e babão não parece uma atitude fidedigna do almirante. Confesso que gargalhei quando ele questiona Saul: “Mas quando eu te conheci você tinha cabelo!” Foi muito mais chocante ver a reação de Kara ao saber que Sam é cylon. Ela é sim, fiel, como alguns cylons. É ela que vai checar o que Sam pede para checar no viper. É ela que acredita no instinto. É ela que comprova a usabilidade dos Final 4. E então chegamos a Terra. Muitos fãs apostaram nesse tipo de Terra, devastada por algum tipo de guerra nuclear. Inabitável?


O que será que acontecerá para fechar o ciclo Battlestar Galactica? Não se deu muita atenção ao último cylon. Então eu aposto que ele/ela estará na Terra. Perdido (a). Será que encontraremos algum sobrevivente terráqueo? Ou será que cylons e humanos lutarão lado a lado contra ataques alienígenas ou macacos mutantes? Será que teremos algo chocante e mais contemporâneo para abordar ou todo o caminho que já percorremos se fechará com a moral ambiental “destrua o que um dia você precisará e você estará frakking condenado”. Não creio. Depois de abordar política e filosofia tão bem, a série não cairá nesse chavão de ficção científica. Todavia, a frase de Kara Thrace me impressiona: “For children to reach their full potential, their parents have to die." Será que a tropa da Galactica terá que se auto-sacrificar para que a nova geração (tipo Nick, Hera) sobreviva? Quase uma gestação, só saberemos daqui a 8 meses.

Postado por Hanny Saraiva em 16/6/2008
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B&S x DH Season Finales


Previsível, mas Mesmo Assim...

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Há tempos que venho vendo essas séries como se vê novela no Brasil. Você fica sem ver semanas e semanas, até meses e não perde nada. Mas final é sempre final. Previsível, mas mesmo assim... Brothers and sisters fecha a temporada com o casamento de Kevin, o melhor personagem até então, Justin pegando Rebecca em uma tomada bem poética e o mesmo problema que fechou a primeira temporada: “Wow, papai teve mais uma amante”. Se Rebecca não era filha do senhor Walker, quem era? Rachel Griffths não descansará enquanto não souber quem o Grande Papai Urso traçava! Surpreendente? Não. Nada chocante, digamos que seja uma saída óbvia e clichê da narrativa. Mais novelesca impossível.



Do outro lado, Desperate Housewives revelou o grande segredo de Catherine e o poder que as vizinhas têm quando se fala do requisito proteger uma amiga que resguarda a família. Digamos que a série perdeu um pouco seu lado irônico e adequou-se ao “american way of life”. Para sacudir o subúrbio eu apostaria mais nos conflitos e preconceitos dos personagens, mas pela pitada que a série nos dá pulando para cinco anos depois, parece que nada vai mudar muito e continuaremos com esse lado meio novela meio sitcom externo. Uma pena.

Postado por Hanny Saraiva em 13/6/2008
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BSG S04E09


Falta Muito?

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Sempre defendi os roteiros de Battlestar Galactica e o lema ‘termine antes que fique chato’, mas parece que os roteiros se perderam e a chatice reinou. A “consciência” de Laura Roslin parece cópia quentinha saída de Matrix e o discurso “Somente ame alguém” parece filosofia Wachowski.


Eu tento, com todas as minhas forças, encontrar pontos positivos, mas sou bombardeada por uma narrativa que não anda com esse joguinho cylon x presidente x doença x rezas. O que mudou depois desse episódio? Acabaram com a nave de Ressurreição, Diana está de volta e Baltar novamente é atingido, mas não morre. Citando as próprias palavras de Baltar: “Não faça isso comigo, por favor.”

Postado por Hanny Saraiva em 11/6/2008
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Dexter S.03 A espera


Só Um Pouquinho Dexter

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

O que nos faz não matar alguém? Moral? Princípios religiosos? Medo? Nossa cultura contemporânea tem mostrado que assassinos, justiceiros e serial killers apresentam-se como pessoas normais, não facilmente identificáveis, que convivem “pacificamente” em meio social. Eles não são mais monstros Frankeinstein, Dráculas ou aliens. Talvez seja esse um dos pontos onde Dexter me vicia. Seja o que for, parece que está perto. Nossa contemporaneidade é repleta disso, um medo presente, invisível, urbano.


Dexter é o retrato do ser humano em seu estado mais latente, mais visceral, mais pós-moderno, envolto a esse medo, ansiedade, falta de segurança. Jogue a primeira pedra (comentário) quem nunca nunca quis matar alguém. Por mais que sejamos bons, corretos ou socialmente controlados, essa vontade animalesca nos ronda sempre, como formiguinhas que andam por nossos braços. Como nosso anti-herói só volta em outubro, de acordo com E!, me diga: qual o elo que te prende a Dexter?

Postado por Hanny Saraiva em 9/6/2008
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Lost S04E13-14 S. Finale


Checkmate, Mr. Jacob

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Salve as pessoas que você ama. Minha impressão depois do season finale. Além de confirmar que Ben é um anti-herói manipulador que usou Locke como uma marionete chinesa. Eu fiquei satisfeita. Respondeu todas as grandes questões, colocou pingos nos is e terminou a quarta temporada com um ponto vírgula. Nada mais nada menos. Ainda deu um “fim” romântico para Desmond e Penny e redimiu Michael. Sim, se você se redime, você morre. A teoria voltou à tona. Todos morrem na Ilha se “cumprirem” suas missões. Talvez por isso Jin não tenha morrido, como afirmou Kristen do Canal E! Sua missão não está completa. A inocência de Locke não me comove mais, como ele pode ser tão ingênuo? Isso deve ser alguma deficiência. Sua crença de que as pessoas podem conviver pacificamente é de irritar qualquer criança do ensino fundamental que sabe que em grupos rivais ninguém espera o melhor de ninguém.


A frase: “I’m John Locke. I have no conflict with you” foi hilária a ponto de me fazer rir mais alto quando ele se impressiona ao ver a atitude de Ben ao esfaquear o sujeito que matara Alex. O “E daí?” de Ben para Locke é uma pista para comprovar a última cena. Sim, Locke foi um joguete nas mãos da Ilha/Jacob ou Ben. Quem é mais forte que quem ainda é uma incógnita, mas pela primeira vez Lost fechou uma temporada com um suspiro de pausa, sem grandes mistérios frenéticos. Agora que todos estão “fora” da Ilha, inclusive Ben, eles terão que voltar. Todos, inclusive Ben? O Sr. Linus sabe manipular emocionalmente como ninguém e mais uma vez a pequena vespa de olhos claros toca a ferida de Jack. Para voltar à Ilha, ele está disposto a tudo. Meu palpite é, uma vez lá dentro de novo, os Oceanic 6 nunca mais poderão sair. Alguém acredita que Ben deixará?

Postado por Hanny Saraiva em 5/6/2008
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BSG S04E08


Searider Falcon

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

O que se esconde nas entrelinhas do livro Searider Falcon? A pista para o Quinto Elemento? O fim de Roslin? O segredo da gravidez da Six prisioneira? Momento pasme: Como assim cylons se reproduzem? O filho é do Saul? Como? Eu apostaria em Baltar, pois ele se relaciona com todos e hedonismo é um princípio divino, segundo suas ações. Não duvido nada de que ele tenha abocanhado essa Six também. Apesar de ter gostado da briga entre Adamão e Saul, senti falta da tristeza e poesia do sétimo. Porém o que mais me impressionou nesse oitavo episódio de Battlestar Galactica foi perceber o papel de destaque para com as visões. Não é mais somente Laura que as tem, mas os “espectros” parecem incomodar a todos.


Desde gato-fantasma a um contínuo Saul perturbado pela imagem de sua mulher. Esses vultos têm saído do passado tão freqüentemente que me pergunto se não são essas visões os verdadeiros limites de cada pessoa. Em termos de narrativa, talvez o episódio tenha sido uma barriga só para dizer que Adamão ainda é Adamão, mas em termos filosóficos, me deixou a pensar e repensar por horas a fio: encarar o medo é uma boa memória?

“The raft was not as seaworthy as I'd hoped. The waves repeatedly threatened to swamp it. I wasn't afraid to die. I was afraid of the emptiness that I felt inside. I couldn't feel anything. And that's what scared me. You came into my thoughts. I felt them. It felt good.(Searider Falcon)

Postado por Hanny Saraiva em 2/6/2008
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Damages S01E01 a 03


Entrelaçados?

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Fui pega por Damages em uma manhã bucólica de quarta-feira. Terceiro episódio na AXN. Reprise. Para deixar claro: eu odeio séries sobre advogados, as acho pretensiosas e repetitivas. Por isso confesso que levei um susto. Essa série não é sobre o mundo corporativo dos defensores da lei, mas sim sobre manipulação e personagens multifacetados. Toda vez que Glenn Close sorri tenho a impressão de que um arrepio do além irá passar e destruir tudo. Justiça, segundo o Aurélio: “A virtude de dar a cada um aquilo que é seu; a faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.” O programa não questiona a melhor consciência, mas como diferentes consciências podem estar entrelaçadas em prol de um bem que só privilegiará o maior manipulador. Ou aquele que souber jogar melhor. Damages é um exemplo claro de como a Teoria dos Jogos funciona.


Patty Hewes x a inocência e ingenuidade de Ellen, Kate, até de certa forma de Arthur Frobisher. Eu teria ficado satisfeita com a complexidade da personagem de Glenn Close, mas para me deixar mais ansiosa pelo quarto episódio e querer saber mais sobre o quebra-cabeça desse jogo, também fiquei encantada pela fotografia do tempo real, o presente. Somos apresentados pelo piloto com Ellen Parsons descabelada e suja de sangue indo à polícia e logo depois somos projetados a 6 meses antes do ocorrido, em flashbacks. A maior parte da trama passa-se no passado, mas quando o presente aparece somos jogados a uma fotografia de uma tonalidade que nos envolve em um ambiente misterioso e caótico. A cor, a luz, os pixels são viscerais, nervosos. Saber como a personagem de Ellen foi levada até esse mundo confuso e desordenado é intrigante e reflexivo. Acho que vou me viciar. Antes tarde do que nunca.

Postado por Hanny Saraiva em 29/5/2008
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Medium S04E16 S. Finale


O Bem e o Mal de Medium

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

O que mais me chamou atenção nos últimos episódios de Medium é a integridade de Joe. Como Allison e ele sempre são vistos em suas camas, com uma vida sexual relativamente ativa e como o season finale evidencia isso. A impressão que eu tenho é que os roteiristas colocaram Allison e Joe se “amando” na garagem para realçar algo do tipo: “Viu? A Allison é boa em tudo” e justificar porque ele não cedeu aos encantos de Meghan. Politicamente correto, me pareceu forcação de barra, porque todos nós sabemos que Joe é um encanto único de marido. Fico me perguntando porque sempre mostram ele como um ser totalmente íntegro, sem falha humana. Sempre gostei dele, mas a partir desse fim de temporada, me pergunto: Por que Joe é sempre visto como a rocha de Allison, sem reais crises de existência, mesmo quando ele está à beira da pobreza ou com uma mulher linda à sua volta? Sua fidelidade me assusta porque em nenhum momento ela balança. É muita confiança para uma pessoa só.


Medium passou por um caminho de pedras nessa quarta temporada. Os episódios variaram entre medianos e ruins, com alguns consistentes como os últimos do agente Cooper e a dicotomia bem/mal ou o episódio do carro “maldito” ou aquele onde Marie pela primeira vez é focada de verdade com seu problema de visão. A verdade é que a temporada não ficou clara, um caminho de altos e baixos se misturou a alguns bons episódios, mas tudo envolto a uma névoa que ofusca o brilho e a unicidade da série. Medium teve sua temporada mediana. Destaco no season finale como Joe e conseqüentemente Allison foram enganados pela esperteza da senhora Doyle. Bem, Allison sempre diz que quando se trata de seus familiares e amigos ela não consegue ver direito, isso é um exemplo clássico. Mas mesmo assim, o homem íntegro foi recompensado e aqueles que não são assim sempre acabam doentes ou morrendo, fechando o ciclo que a série abriu ao focar ao longo de sua temporada o que nos faz MAL ou BOM. Maniqueísmo puro.

Postado por Hanny Saraiva em 27/5/2008
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HIMYM S03E20 S. Finale


Milagres

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Muitos, muitos season finales. Depois do feriado e de colocar as séries em dia, pude perceber que me diverti muito mais vendo o fim das séries do que as acompanhando. Algumas são como novelas, você vê o início, alguns episódios do meio da temporada e o season finale diz tudo que você gostaria de ouvir ou algumas vezes joga uns ganchos para a próxima temporada que te deixa satisfeito. Meu review de “finales” abre a semana com How I Met Your Mother. A diferença de How I Met Your Mother para outros sitcoms é que a série não depende de piadas. Para criar uma atmosfera romântica e nostálgica necessitam-se de personagens. O que ilumina a série sobre esses 5 amigos de Nova York é exatamente isso: seus personagens são irresistíveis.


A relação entre eles é afiada e sentimental. O que cruza a vida desses jovens adultos urbanos está intrinsecamente ligada a nossa forma de manipular/construir a memória e conseqüentemente, de ver o mundo. O que faz a série se destacar é o enredo em volta desses personagens e como eles são alegremente cuidados ao longo da narrativa. Tentou-se focar nas piadas, mas não deu certo. Entretanto, o foco nos personagens e em seus mundos interiores trouxe de volta a unicidade de How I Met Your Mother e fechou a temporada bem, apesar dos trancos e barrancos e das inconsistências que a greve causou na narrativa da terceira temporada. A série proporciona uma boa sensação ao fim de cada episódio, mas a emoção desse último episódio mostrou como é belo e tocante o elo que esses amigos têm.


Discordo daqueles que comparam a série com Friends. How I Met Your Mother alegra, mesmo que a situação seja chocante. Os diálogos, apesar de comuns, são animadores. O reencontro de Ted com Barney e Stella era esperado, mas a teoria de Marshall sobre os milagres roubou a cena. Agora que a série esquenta, acaba. Gostinho de quero mais.

Melhor de 3:
1.MARSHALL:“Eu tô com piolho!”
2. BARNEY: “Eu tô morto? Eu tô morto?”
3. ROBIN: “Tão romântico e meigo, mas não é um milagre.”

Postado por Hanny Saraiva em 26/5/2008
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TBBT - S. Finale 01


O Fim de The Big Bang Theory

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Segunda temporada confirmada, o final da primeira temporada de The Big Bang Theory me fez tomar uma decisão: desisto da série. Comecei a assisti-la empolgada, cheia de esperanças sobre como os nerds seriam vistos. Achava tudo irônico e com diálogos pontuais. Depois da greve, para mim, a série se perdeu. Colocou Sheldon em uma posição irritante e terminou a temporada com um final supostamente feliz (?) para Leonard. Apesar de ter gostado da explicação de Sheldon sobre Teoria do Gato de Shröedinger, ver os outros personagens como Raj e Howard serem mal aproveitados me decepciona.


As risadas que eu dava no começo da temporada esgotaram-se. Por isso, para evitar ficar falando mal e irritar fãs que apreciam a série, decidi abandoná-la. Repetir as mesmas piadas com palavras diferentes e colocar Penny e Leonard em uma nova equação para a próxima temporada é, a meu ver, uma solução previsível e imatura que obscurece a amplitude do universo geek e traz opacidade aos outros personagens que estão em uma única dimensão e não vemos nada mais do que seus invólucros caricatos. Cansativo isso. Enfim, adeus Big Bang!

Postado por Hanny Saraiva em 22/5/2008
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BSG S04E07


Guess what’s Coming to Dinner

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Enfim Battlestar Galactica recomeça. Com sua linguagem poética ao colocar Gaeta como um coro grego trágico ao perder sua perna, nos dando dicas sobre o destino da líder moribunda, nos questionando sobre o papel da mortalidade. Gostaria que a quarta temporada tivesse começado nesse episódio. Parece que agora as coisas vão caminhar. O episódio centrado na questão da confiança me fez pensar sobre qual confiança é mais perniciosa, a humana ou a cylon. O contrato mútuo entre cylons e humanos é o resultado da doutrina que viemos testemunhando ao longo das temporadas? Morte, valores, rebeldia.


Battlestar Galactica volta daqui a duas semanas, mas deixou cravado o que me faz gostar da série: seja humano ou cylon, a sobrevivência é sempre um fator de seleção. O que acontece no meio de tudo isso é provocador, sofredor e triste. Ver a morte de Six, o desespero de Athena ao pensar na possibilidade de perder a filha, as baixas que se tem que fazer em nome de um “bem” maior, a híbrida gritando “Jump”, tudo isso me faz lembrar de um trecho da música de Joni Mitchel: “You can’t go back you can only look behind from where we came and go round and round and round in a circle game” (Você não pode voltar, só olhar para o ponto de onde veio e rodar e rodar em um jogo circular)

Postado por Hanny Saraiva em 20/5/2008
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Lost S04E12


Não Há Melhor Lugar que Nossa Casa

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Motores esquentando para o grande season finale, vamos dar uma paradinha para apreciar a vista. É o que parece ser There’s no place like home. A opção por usar um flashforward bota um ponto final nas pendências deixadas pelos episódios passados: 1. Kate em outro flashforward é obcecada por Aaron porque ele é a única noção de família que lhe resta; 2. Jack descobre que Claire é sua irmã; 3. Ben sempre tem um plano extra; 4. Sayid e sua namorada viveram felizes por um tempo. Será que o season finale revelará porque só 6 saíram da Ilha? Ou quem são os outros dois que supostamente faleceram? Seriam Desmond e Sawyer? Ou Juliet e Locke? Como faleceram? O controle de Jack perante a situação fora da ilha não condiz com o que ele diz dentro da Ilha, que ele é o responsável pelas pessoas.


A mudança de postura do personagem não seria gratuita. Algo bombástico está por vir. O que faria Jack “desistir” do resto dos sobreviventes? Fato curioso: se os 6 sobreviventes estão em localizações diferentes, como se cruzarão para saírem da Ilha? Rolaria uma viagem espaço-temporal provocada pela Orquídea? Algum wormhole? Lost é série para fã, não tem como escrever de forma generalizada porque os mistérios são só mistérios para quem acompanha cronologicamente. Acho difícil ter uma postura neutra e dar um panorama sobre como a série se encontra. Particularmente, acho que os roteiros dessa quarta temporada foram mais ousados, focando mais nas narrativas e na forma atemporal de vermos o universo da série. Nos deixar “lost” faz parte da brincadeira.

Postado por Hanny Saraiva em 16/5/2008
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HIMYM S03E19


Lilyandmarshallselltheirstuff.com

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Everything must go, foi um episódio de How I Met Your Mother simples, “neat” e como dizem as meninas, fofo. A campanha no fim do episódio para ajudar Charity Folks, vendendo os adereços do episódio é uma atitude bem bacana e consciente. Mas o que eu mais gostei foi a trilha sonora quando Ted aparece com suas botas “Pull them off” e quando Lily tenta vender seus quadros. A música fala por si, dando um brilho na cena.



Até a volta de Britney foi mais leve e suave, como um risinho no canto da boca. E a solução do episódio fazendo com que os cachorros curtissem a arte de Lily foi pilhérica. Pontos altos:

- Marshall: “Lily, você terá que vender sua coisa”
Lily: “Marshall, isso é uma coisa que a gente só brinca de fazer no quarto” ;
- Lily para o companheiro de vendas: “E você gosta de heroína?”

Postado por Hanny Saraiva em 15/5/2008
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BSG S04E06


Fé Move Montanha?

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Faith foi recheado de algumas preocupações com o universo interno humano. Dor, morte e mais metáforas. Sam defendendo Kara foi intrigante. Até quando ele continuará assim? Será “fiel” como Athena? Mesmo quando a amada descobrir que ele é um fraking machine? Ver a híbrida me fez lembrar do oráculo de Matrix e todo o paralelo de que “os corpos-fisicos não estão se movimentando no espaço vazio, você é o espaço vazio onde eles estão se movimentando.” Voltas e voltas e a certeza de que a Terra está bem debaixo do nariz da tropa. Enfim, Kara Thrace está parecendo Alice no país das maravilhas. E Laura Roslin começa a acreditar em Baltar? Incrível como mesmo à distância, Baltar e sua presença invisível roubaram a cena novamente com sua metáfora: “O rio que separa esse mundo do próximo” .


O ex-corrupto agora meio messias lembra muito certas figuras no Brasil. Seu discurso vindo pelas ondas de rádio aos poucos invade o recinto e Laura escuta mesmo não querendo. Por um minuto ela me lembrou até Spock. Foi meio chocante ver sua careca tão exposta, bem verossímel, todavia. Será que por causa de sua doença ela se unirá a Baltar? A minha teoria de que Gaeta pode ser o último cylon me fez até ver um pedaço de metal na perna dele, mas acho que foi ilusão de ótica. Há entretanto rumores de que o último cylon possa ser Dr. Cottle, mas eu não creio. Battlestar Galactica continua caminhando e está aos poucos voltando à intensidade, mas onde está Lee?

Postado por Hanny Saraiva em 14/5/2008
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Torchwood - 1ª Temporada


O Momento Amplificado por Tecnologia Alien

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Torchwood poderia ser uma boa produção de ficção científica se não fosse previsível. Eu comecei sem querer a ver o 12° episódio pensando que era o piloto e logo de cara já tinha descoberto a premissa, o enredo e o final. Aí assistir ao 1° me fez gargalhar. Philip K. Dick se revoltaria. Com todas as ferramentas para se tornar um cult, Torchwood nada mais é do que uma revisão rasa sobre a literatura de ficção científica. Uma cópia européia de Arquivo X? Armas poderosas, aliens malvados e egoístas, atores canastrões, edição precisa, som poderoso, direção meio perdida e roteiros lotados de clichês e soluções medíocres.


Spin off de Doctor Who (que não vi), Torchwood é na verdade um anagrama para Doctor Who. Talvez o intuito da série seja melodramatizar ou brincar com a ficção científica, mas apesar de alguns episódios bons de ação como aquele onde os agentes são perseguidos por canibais ou o mundo tenebroso das fadas, a série peca por não se definer nem como comédia nem como drama, diferente da irônica saga dos irmãos Winchester, em Supernatural. É um programa pipocão bem hollywoodiano, apesar de ser europeu.

Postado por Hanny Saraiva em 13/5/2008
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Lost S04E11


A Vadia Inconstante

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Wow. Para quem reclamou do último episódio, tivemos o nosso Wow moment nesse. Lost com certeza marcará essa década de cultura pop por causa de seus múltiplos devires. Os acontecimentos são mutáveis assim como os “eus” e tudo o que testemunhamos é variável na Ilha. Porém, quando se afirma (eu sou) é mais difícil de entrar em crise existencial com as multiplicidades? A resposta é John Locke. Locke sempre foi uma figura singular, o único “sólido” em meio a personalidades líquidas. O único que não cede. Talvez seja essa sua única arma. Isso pode ser chato para muitos, mas esse episódio só confirma o que antes ele já havia dito: “Não me diga o que eu não sou capaz de fazer”. Sua fraqueza física é substituída por sua teimosia em acreditar em algo, em alguma essência metafísica.


Não sei por que, mas quando Locke abre a porta da cabine e recebe como resposta: “I’m Christian” eu vi uma pontinha de ironia religiosa nisso. Só um milagre para mudar a Ilha de lugar?

Coisas que me deixaram com a pulga atrás da orelha:

1. O quadrinho Mystery Tales profetiza: “Qual o segredo da misteriosa terra escondida? Pagará por ignorar o aviso?” A imagem de uma cidade flutuando acima de outra cidade parece uma pista de como remover a ilha;
2. O sorrisinho sinistro de Claire me deu medo, ela estava mais suja na cabana, não?
3. Richard Alpert poderia ser Jacob? Ou uma manifestação da Ilha? Ou ele é quem ele é mesmo, um eterno quarentão?
4. Quem não vibrou quando Ben disse: “Porque destino, John, é uma vadia inconstante” ?

Postado por Hanny Saraiva em 9/5/2008
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HIMYM S03E18


Bros

Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.

Barney Stinson precisa muito mais de Ted Mosby do que vice-versa. É engraçado como ele procura desesperadamente por um substituto e o máximo que acha é um cara sangrento. Tivemos duas tramas paralelas que não se cruzaram. Ted de um lado e Barney do outro. No meio, ligações de celular.


Eu acho que alguma coisa vai feder em Stella. Ela é perfeita demais para Ted, apesar do período de hibernação sexual. Interessante como a memória do Ted no futuro sempre vê as mulheres de sua vida como elementos belos e experiências únicas. Destaque para a hibernação de Lily em São Francisco e seus tremores. Impossível não se apaixonar por ela.

Postado por Hanny Saraiva em 7/5/2008
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Sistema por Daniel de Oliveira Good God