W.W.J.D.Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Os adultos de
Skins são idiotas. Sim, vivem em mundos separados, como se não falassem a mesma língua que os adolescentes, ou pior, fossem aliens abduzindo humanos. Paradoxalmente, nossos adolescentes de Bristol estão crescendo. Aprendem o novo código da vida adulta, são obrigados a escolher, aprender línguas que não estão em seu mundo, pensar em futuro. Não é por acaso que o espanhol, a língua caliente, é o pano de fundo do episódio. Todo o conflito interno de Jal, “os segredos que machucam” que Cassie sinaliza, a honestidade como melhor política, o silêncio como fuga momentânea são sinais de que
Skins além de polêmico, é um retrato não só de adolescentes, mas de humanos que são jogados de um lado para outro por outros humanos, todos confusos e receosos por sempre terem de decidir.

Abrir-se para outro ser humano é tão doloroso quanto manter um segredo. A série aproveita certos simbolismos (como a maçã em cima da cadeira de um aluno ou a placa sinalizando silêncio quando Jal sai de seu teste oral de espanhol e encontra Michelle ou o jantar que Chris dá para Jal com uma vela em formato de pênis) para apontar como o mundo que gira em torno desses adolescentes é repleto de contradições e ironias. A “pele” de
Skins é fina, delicada e acima de tudo, sensível. Apesar de não ter sido um dos melhores episódios da série, saber que o elenco será substituído traz um quê de tristeza a cada episódio que passa. Que seja eterno enquanto dure.