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TBBT - Season Finale 01
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O Fim de The Big Bang TheoryAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Segunda temporada confirmada, o final da temporada de The Big Bang Theory me fez tomar uma decisão: desisto da série. Comecei a assisti-la empolgada, cheia de esperanças sobre como os nerds seriam vistos. Achava tudo irônico e com diálogos pontuais. Depois da greve, para mim, a série se perdeu. Colocou Sheldon em uma posição irritante e terminou a temporada com um final supostamente feliz (?) para Leonard. Apesar de ter gostado da explicação de Sheldon sobre Teoria do Gato de Shröedinger, ver os outros personagens como Raj e Howard serem mal aproveitados me decepciona.  As risadas que eu dava no começo da temporada esgotaram-se. Por isso, para evitar ficar falando mal e irritar fãs que apreciam a série, decidi abandoná-la. Repetir as mesmas piadas com palavras diferentes e colocar Penny e Leonard em uma nova equação para a próxima temporada é, a meu ver, uma solução previsível e imatura que obscurece a amplitude do universo geek e traz opacidade aos outros personagens que estão em uma única dimensão e não vemos nada mais do que seus invólucros caricatos. Cansativo isso. Enfim, adeus Big Bang!
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por Hanny Saraiva em 22/5/2008
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BSG S04E07
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Guess what’s Coming to DinnerAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Enfim Battlestar Galactica recomeça. Com sua linguagem poética ao colocar Gaeta como um coro grego trágico ao perder sua perna, nos dando dicas sobre o destino da líder moribunda, nos questionando sobre o papel da mortalidade. Gostaria que a quarta temporada tivesse começado nesse episódio. Parece que agora as coisas vão caminhar. O episódio centrado na questão da confiança me fez pensar sobre qual confiança é mais perniciosa, a humana ou a cylon. O contrato mútuo entre cylons e humanos é o resultado da doutrina que viemos testemunhando ao longo das temporadas? Morte, valores, rebeldia. Battlestar Galactica volta daqui a duas semanas, mas deixou cravado o que me faz gostar da série: seja humano ou cylon, a sobrevivência é sempre um fator de seleção. O que acontece no meio de tudo isso é provocador, sofredor e triste. Ver a morte de Six, o desespero de Athena ao pensar na possibilidade de perder a filha, as baixas que se tem que fazer em nome de um “bem” maior, a híbrida gritando “Jump”, tudo isso me faz lembrar de um trecho da música de Joni Mitchel: “You can’t go back you can only look behind from where we came and go round and round and round in a circle game” (Você não pode voltar, só olhar para o ponto de onde veio e rodar e rodar em um jogo circular)
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por Hanny Saraiva em 20/5/2008
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Lost S04E12
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Não Há Melhor Lugar que Nossa CasaAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Motores esquentando para o grande season finale, vamos dar uma paradinha para apreciar a vista. É o que parece ser There’s no place like home. A opção por usar um flashforward bota um ponto final nas pendências deixadas pelos episódios passados: 1. Kate em outro flashforward é obcecada por Aaron porque ele é a única noção de família que lhe resta; 2. Jack descobre que Claire é sua irmã; 3. Ben sempre tem um plano extra; 4. Sayid e sua namorada viveram felizes por um tempo. Será que o season finale revelará porque só 6 saíram da Ilha? Ou quem são os outros dois que supostamente faleceram? Seriam Desmond e Sawyer? Ou Juliet e Locke? Como faleceram? O controle de Jack perante a situação fora da ilha não condiz com o que ele diz dentro da Ilha, que ele é o responsável pelas pessoas.  A mudança de postura do personagem não seria gratuita. Algo bombástico está por vir. O que faria Jack “desistir” do resto dos sobreviventes? Fato curioso: se os 6 sobreviventes estão em localizações diferentes, como se cruzarão para saírem da Ilha? Rolaria uma viagem espaço-temporal provocada pela Orquídea? Algum wormhole? Lost é série para fã, não tem como escrever de forma generalizada porque os mistérios são só mistérios para quem acompanha cronologicamente. Acho difícil ter uma postura neutra e dar um panorama sobre como a série se encontra. Particularmente, acho que os roteiros dessa quarta temporada foram mais ousados, focando mais nas narrativas e na forma atemporal de vermos o universo da série. Nos deixar “lost” faz parte da brincadeira.
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por Hanny Saraiva em 16/5/2008
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HIMYM S03E19
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Lilyandmarshallselltheirstuff.comAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Everything must go, foi um episódio de How I Met Your Mother simples, “neat” e como dizem as meninas, fofo. A campanha no fim do episódio para ajudar Charity Folks, vendendo os adereços do episódio é uma atitude bem bacana e consciente. Mas o que eu mais gostei foi a trilha sonora quando Ted aparece com suas botas “Pull them off” e quando Lily tenta vender seus quadros. A música fala por si, dando um brilho na cena.  Até a volta de Britney foi mais leve e suave, como um risinho no canto da boca. E a solução do episódio fazendo com que os cachorros curtissem a arte de Lily foi pilhérica. Pontos altos: - Marshall: “Lily, você terá que vender sua coisa” Lily: “Marshall, isso é uma coisa que a gente só brinca de fazer no quarto” ; - Lily para o companheiro de vendas: “E você gosta de heroína?”
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por Hanny Saraiva em 15/5/2008
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BSG S04E06
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Fé Move Montanha?Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Faith foi recheado de algumas preocupações com o universo interno humano. Dor, morte e mais metáforas. Sam defendendo Kara foi intrigante. Até quando ele continuará assim? Será “fiel” como Athena? Mesmo quando a amada descobrir que ele é um fraking machine? Ver a híbrida me fez lembrar do oráculo de Matrix e todo o paralelo de que “os corpos-fisicos não estão se movimentando no espaço vazio, você é o espaço vazio onde eles estão se movimentando.” Voltas e voltas e a certeza de que a Terra está bem debaixo do nariz da tropa. Enfim, Kara Thrace está parecendo Alice no país das maravilhas. E Laura Roslin começa a acreditar em Baltar? Incrível como mesmo à distância, Baltar e sua presença invisível roubaram a cena novamente com sua metáfora: “O rio que separa esse mundo do próximo” .  O ex-corrupto agora meio messias lembra muito certas figuras no Brasil. Seu discurso vindo pelas ondas de rádio aos poucos invade o recinto e Laura escuta mesmo não querendo. Por um minuto ela me lembrou até Spock. Foi meio chocante ver sua careca tão exposta, bem verossímel, todavia. Será que por causa de sua doença ela se unirá a Baltar? A minha teoria de que Gaeta pode ser o último cylon me fez até ver um pedaço de metal na perna dele, mas acho que foi ilusão de ótica. Há entretanto rumores de que o último cylon possa ser Dr. Cottle, mas eu não creio. Battlestar Galactica continua caminhando e está aos poucos voltando à intensidade, mas onde está Lee?
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por Hanny Saraiva em 14/5/2008
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Torchwood - 1ª Temporada
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O Momento Amplificado por Tecnologia AlienAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Torchwood poderia ser uma boa produção de ficção científica se não fosse previsível. Eu comecei sem querer a ver o 12° episódio pensando que era o piloto e logo de cara já tinha descoberto a premissa, o enredo e o final. Aí assistir ao 1° me fez gargalhar. Philip K. Dick se revoltaria. Com todas as ferramentas para se tornar um cult, Torchwood nada mais é do que uma revisão rasa sobre a literatura de ficção científica. Uma cópia européia de Arquivo X? Armas poderosas, aliens malvados e egoístas, atores canastrões, edição precisa, som poderoso, direção meio perdida e roteiros lotados de clichês e soluções medíocres.  Spin off de Doctor Who (que não vi), Torchwood é na verdade um anagrama para Doctor Who. Talvez o intuito da série seja melodramatizar ou brincar com a ficção científica, mas apesar de alguns episódios bons de ação como aquele onde os agentes são perseguidos por canibais ou o mundo tenebroso das fadas, a série peca por não se definer nem como comédia nem como drama, diferente da irônica saga dos irmãos Winchester, em Supernatural. É um programa pipocão bem hollywoodiano, apesar de ser europeu.
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por Hanny Saraiva em 13/5/2008
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Lost S04E11
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A Vadia InconstanteAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Wow. Para quem reclamou do último episódio, tivemos o nosso Wow moment nesse. Lost com certeza marcará essa década de cultura pop por causa de seus múltiplos devires. Os acontecimentos são mutáveis assim como os “eus” e tudo o que testemunhamos é variável na Ilha. Porém, quando se afirma (eu sou) é mais difícil de entrar em crise existencial com as multiplicidades? A resposta é John Locke. Locke sempre foi uma figura singular, o único “sólido” em meio a personalidades líquidas. O único que não cede. Talvez seja essa sua única arma. Isso pode ser chato para muitos, mas esse episódio só confirma o que antes ele já havia dito: “Não me diga o que eu não sou capaz de fazer”. Sua fraqueza física é substituída por sua teimosia em acreditar em algo, em alguma essência metafísica.  Não sei por que, mas quando Locke abre a porta da cabine e recebe como resposta: “I’m Christian” eu vi uma pontinha de ironia religiosa nisso. Só um milagre para mudar a Ilha de lugar? Coisas que me deixaram com a pulga atrás da orelha: 1. O quadrinho Mystery Tales profetiza: “Qual o segredo da misteriosa terra escondida? Pagará por ignorar o aviso?” A imagem de uma cidade flutuando acima de outra cidade parece uma pista de como remover a ilha; 2. O sorrisinho sinistro de Claire me deu medo, ela estava mais suja na cabana, não? 3. Richard Alpert poderia ser Jacob? Ou uma manifestação da Ilha? Ou ele é quem ele é mesmo, um eterno quarentão? 4. Quem não vibrou quando Ben disse: “Porque destino, John, é uma vadia inconstante” ?
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por Hanny Saraiva em 9/5/2008
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HIMYM S03E18
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BrosAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Barney Stinson precisa muito mais de Ted Mosby do que vice-versa. É engraçado como ele procura desesperadamente por um substituto e o máximo que acha é um cara sangrento. Tivemos duas tramas paralelas que não se cruzaram. Ted de um lado e Barney do outro. No meio, ligações de celular.  Eu acho que alguma coisa vai feder em Stella. Ela é perfeita demais para Ted, apesar do período de hibernação sexual. Interessante como a memória do Ted no futuro sempre vê as mulheres de sua vida como elementos belos e experiências únicas. Destaque para a hibernação de Lily em São Francisco e seus tremores. Impossível não se apaixonar por ela.
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por Hanny Saraiva em 7/5/2008
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BSG S04E05
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Terceira Vez é o TalismãAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil. “Eu não vejo Kara Thrace, eu vejo um anjo divino cintilando com a luz divina. Um anjo determinado a guiar seu povo para casa.” Ok. Pausa. De novo? Do episódio anterior para o de agora nada mudou. Referências à Terra Prometida, Baltar e seu “não há deuses”, Chief com seu remorso eterno. Estamos andando em círculos, desde a desordem em Demetrius até as proposições de fé. Qual é a estrada menos viajada?  É aquela onde alguém solitário delira enquanto uns fazem motim e outros transmitem mensagens via rádio pirata? Resumindo o episódio pelas próprias palavras de Gaius: “Isto não é tudo que somos.” Ok. Ok, mas ficou confuso, não? Apesar de The Road Less Traveled reexplicar o que anteriormente nos deu em puzzles, essa explicação não adicionou nada. Ou será que não vi a peça sobressalente?
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por Hanny Saraiva em 6/5/2008
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Lost S04E09/10
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Por quê?Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Escrever sobre séries populares é uma tarefa difícil. Os fãs analisam e discutem os spoilers, trabalham como workaholics e conhecem o universo dos programas como ninguém. A única coisa que nos resta é concordar. Minha curiosidade é sempre ativada por essas séries que nos conquistam e nos viciam sem sabermos direito por quê. Gostamos de Lost por causa dos mistérios ou por causa das multi-tramas? Eu confesso que gosto das perguntas. O excelente nono episódio da série me fez sentir pena de Ben pela primeira vez e assim como o décimo, nos trouxe respostas a perguntas antigas: sim, Sayid não é do mal. Sim, Ben agora quer vingança.  Sim, Kate e Jack ficaram juntos (pelo menos por um tempo). Sim, Hurley sabe que a felicidade plástica de Jack é ilusória. Apesar de todas as respostas explícitas, perguntas nas entrelinhas: por que cada Oceanic 6 é “assombrado” por um fantasma? Qual o papel dos mortos? Seriam eles elos entre a Ilha e o Mundo Exterior? Por que Kate é tão obcecada por Aaron? Muitos podem considerar o décimo episódio fraco, mas acho que respondeu bem, nos deu uma pausa para o que vem mais na frente: como e por quê uns ficam para trás enquanto que 6 não. A quarta temporada está bem amarrada e Lost continua viciante.
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por Hanny Saraiva em 5/5/2008
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TBBT S01E13/14
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NerdvanaAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Normalmente cada pessoa escolhe um tipo de personagem para se identificar. Não foi diferente comigo. No começo de The Big Bang Theory eu achava Sheldon uma figura carismática, arrogante, mas inteligente. A verdade é: tudo que eu sempre gostei na série foi embora nos dois últimos episódios. Ver o programa me dá sono, não acho mais graça nas falas de Sheldon, a Penny me irrita, Leonard continua sendo invisível e Raj e o engenheirinho não se desenvolveram muito.  Diálogos fracos, tramas sem problemas consistentes e um elenco fora de sintonia a cada episódio. A série perdeu o fôlego e o entusiasmo. Uma pena. The Big Bang Theory que tinha tudo para ser um programa diferente, caiu no defeito das séries nerds: quer ser engraçada, então repete as piadas. E todos nós sabemos que quanto mais engraçado queremos ser, menos nos tornamos. Uma pena.
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por Hanny Saraiva em 1/5/2008
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HIMYM - S03E17
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The Bro CodeAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.O 30° aniversário de Ted em How I Met Your Mother pode confirmar minha teoria de que ele e Robin ainda se entrelaçarão muito. A angústia de Barney perante a reação de Ted é a prova de que Ted é sim uma pessoa importante na vida de nosso Mr. Awesome. Mas ao quebrar o Código dos Manos, Barney também quebra esse elo invisível que separa Ted e Robin. Na verdade, acho que isso será o primeiro passo para juntá-los (mais um palpite).  Ou talvez os roteiristas estejam querendo despistar os telespectadores ansiosos por descobrirem quem é a mãe. Pontos destaque: - Marshall dizendo: “Você dormiu com Robin?” e as salsichas ficando prontas; - A música que acompanha a cabra toda vez que ela aparece; - Robin falando: “Vou tomar banho até junho”; - Lily e suas “curiosidades”.
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por Hanny Saraiva em 30/4/2008
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BSG - S04E04
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Veias, Não FiosAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Esses últimos episódios de Battlestar Galactica culminaram em crises de identidades, não mais fixas e permanentes, mas móveis e instáveis. Chief, o ser confiante, ideológico, político de outrora entra em conflito em um teor filosófico e subjetivo. Dor e salvação estão ligados em Escape Velocity. As conseqüências religiosas começam a se espalhar como o câncer de Laura Roslin e Baltar, o "líder" espiritual dos cylons profetiza o que ficou claro nesse episódio: "Você é perfeito do jeito que é." Essa frase me lembra o discurso de religiosos ortodoxos que pregam: "Você é perfeito do jeito que é, desde que tenha "Jesus" em seu coração."  O limiar entre fanatismo e crença percorre a série em uma linha tênue. As cenas intercaladas de Six batendo em Saul e o guarda batendo em Baltar foram memoráveis. E falando em memória, não dá para abordar identidades sem percorrer esse campo. A memória parece ser a única ligação que homens e cylons têm na verdade em comum. Ironicamente quando Adamão fala para Chief: "Não faça isso com sua memória", ele não fala somente sobre o que Chief lembra de Cally, mas a "essência" de ser humano. O programa, como nenhum outro, cutuca bem esse ponto: "O que nos define humanos?" O que somos está misturado com essa "essência" que nós mesmos não sabemos o que é, algo inalcançável, metafísico. Na verdade, seja cylon ou humano, o que nos restam são somente memórias.
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por Hanny Saraiva em 28/4/2008
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SDOACG - S01E01 a 03
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Questão de SemânticaAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Secret Diary of a Call Girl é o Dexter britânico. Ao invés de mortes, temos sexo. Eros e Tanatos sempre andaram lado a lado. A série me lembra Dexter pela ousadia e as afirmações de sua protagonista: “Tenho algumas regras”; “Uma profissional nunca deixa cliente cheirando a mulher”; “Nunca durmo com clientes”. Todas essas “verdades” são camuflagens para esconder o real “eu” da personagem. Paralelo com Dexter.  Ao apelar por um assunto ainda polêmico, garotas de programa de luxo, a série poderia ir pelo caminho mais fácil e melodramatizar. Ao invés disso, temos o excelente humor britânico e uma personagem interessante. Hannah não quer ser ela mesma. Ao optar pelo sexo ela opta pela plasticidade, pelo invólucro, pelo corpo. É mais fácil lidar com o exterior do que o interior, certo? Sem ser piegas, Secret Diary of a Call Girl é cru, poético e rapidinho. Mais inglês contemporâneo, impossível.
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por Hanny Saraiva em 24/4/2008
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HIMYM S03E16
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RevertigoAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.O roteiro de Kourtney Kang trouxe de volta a carreira artística de Robin e um bônus extra. Sim, alguns leitores estavam certos, a química rolou! Literalmente Barney ganhou a noite. Foi de longe o melhor episódio depois da greve, apesar de não ter sido tão engraçado quanto Let’s go to the mall. Porém a participação de James Van Der Beek como um antigo namorado canadense careca e barrigudo foi divertida, principalmente a alusão que Robin faz das camisetas “cool” dele, relembrando a febre da t-shirt do Hard Rock Café.  Nossa, eu me senti com 16 anos novamente, só faltava uma participação especial do Parker Lewis (alguém lembra?). Robin “totally lame” e o “revertigo” dos outros personagens trouxe de volta a graça do sitcom. Apesar dos pesares, não acho que Robin e Barney ficarão juntos. Tenho um pressentimento de que no fim da série Ted fica com Robin, já que o Ted do futuro diz para os filhos que eles sabem como a tia Robin sempre esteve presente. Sim, Ted encontrará a mother, se apaixonará e terá filhos, mas ele passará a vida toda com ela? Será? Ah, ponto extra para o “Oh, Canada face” – Barney is awesome!
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por Hanny Saraiva em 22/4/2008
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BSG S04E03
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The Ties that BindAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Dois episódios com Kara esperneando que todos estavam indo na direção errada. Agora que ela tem Demetrius toda para si, ela continua confusa. Todavia, a cena pós coito dela com Anders nos dá uma dimensão diferente, segundo suas próprias palavras, o corpo dela parece ter essa coisa alien, como se ela estivesse experimentando ver sua vida e não vivendo-a. A experiência de encontrar a Terra foi tão mística assim fazendo com que tudo a sua volta fosse insignificante? Ou a experiência sexual com o novo cylon ativado lhe deu uma visão clara de que ela estava nada mais nada menos se relacionando com uma máquina e que estaria mostrando o caminho também para os cylons? Agora Battlestar Galactica realmente começa a esquentar os motores.  Os novos cylons estão mostrando suas verdadeiras faces enquanto que os velhos continuam a brigar entre si. Por um momento eu até pensei que Cally poderia ser a última cylon, mas isso saiu de cogitação quando ela caminha em direção ao compartimento da cabine pressurizada, meio que se auto-sacrificando. Isso é uma coisa humana, nunca cyloniana(neologismo meu). Achei super interessante a metáfora que acompanha Cally nesse último episódio. Quando ela aparece pela primeira vez está no meio de estrelas, elaboradas pelo abajur do filho. Ao final do episódio, ela está no meio de reais estrelas, com o olhar vazio na imensidão do espaço. Desde sua primeira aparição, temos “a dica” de que ela morrerá, mas só percebemos isso no fim do episódio. Genial. E Cavil roubou a cena: Nós somos máquinas, querida, lembra? Não temos almas. ”
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por Hanny Saraiva em 21/4/2008
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HIMYM S03E15
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The Ninja ReportAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Sim, Indy-Joe, a série voltou às antigas. Os diálogos de The Chain of Screaming foram engraçados. As dicas dos amigos de Nova York para Marshall foram boas: Barney com sua sabedoria corporativa, Robin ironizando a violência de armas e confirmando sua tara por charutos e armas, Ted e seu discurso a la musiquinha patriótica, Lily com suas necessidades sexuais. As piadinhas com gosto de salgadinho foram muito bem colocadas. O episódio que gira em torno do então advogado formado Marshall nos trouxe de volta à sintonia da “gangue”. Barney rouba a cena mais uma vez com sua teoria de círculo/pirâmide do grito e Marshall em sua terapia do grito resume muito bem a vida de Barney.  Duro, formado e pegando dinheiro emprestado com Ted para pagar seu apartamento torto, Marshall termina o episódio nos deixando com a pulga atrás da orelha: será que ele arrumará um emprego que lute por boas causas ou voltará à firma do “Mal”? Destaque: 1.Marshall no começo do episódio: - “Cerveja, cerveja.”2.Barney: -“Isso é América Corporativa, Marshall. Gritar é uma ferramenta de motivação, como bônus de Natal.” 3.Barney trocando água de um copo para outro para ajudar o cara que se revolta com o chefe a urinar na mesa da empresa. 4.O sorvete de Robin.
Postado
por Hanny Saraiva em 18/4/2008
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TBBT S01E12
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Eu x EleAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.O mundo de Sheldon foi derrubado por um garoto de 15 anos porque a única coisa que preenche sua vida é o fato de ser o mais inteligente. Quando um desequilíbrio acontece nessa Força, será que ele seria capaz de perceber que há vida além de matemática e ciência? Não. Episódio divertido, mas gostaria que o enfoque fosse na vida dos outros personagens. Sheldon é um personagem interessante, mas o problema atual de sua caracterização é que ele está deixando de ser um personagem sarcástico e inteligente e passando para o estereótipo de arrogante, mimado e prepotente.  Talvez por trazer mais empatia, os roteiristas decidiram focar mais uma vez nele, mas repetir as mesmas ações e infantilizá-las coloca Sheldon em uma posição rasa. Sinto falta de um incidente incitante, algo que desarranje o equilíbrio de forças na vida dos personagens que seja mais bem elaborado, melhor traçado, original. Talvez eu esteja querendo demais de um sitcom, ou talvez não tenha achado tanta graça das piadas. Destaques: - “Hello, lumpa-lumpas of science.”- “I sense disturbance in the Force.”
Postado
por Hanny Saraiva em 17/4/2008
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Skins S02E10 Season Finale
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Até, Junkies.Atenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil. “She is thin, she is blonde and says Oh uau a lot”. Essa frase entra no rol de frases destaque. Incrível como o personagem de Tony se desenvolveu tanto nessa temporada e me fez apreciá-lo. Eu o achava insuportável e idiota, agora tenho a opinião totalmente inversa. A amostra inicial de um pedacinho de cada um, tocados pela perda de Chris foi redondinha. Por mim, Skins terminava no nono episódio, mais chocante e mais profundo. Todavia, esse último episódio é bem “despedida” e engraçado. Tony e Sid fugindo com Chris na “garupa” ao som de Oops, I did it again foi hilário. Jal e Michelle fazendo cabaninha, como se recuperassem a meninice perdida, misturado com a necessidade de se proteger foi bacana.  Os fogos de artifício no funeral ao som de Seven Nation Army (se eu morrer amanhã sem colocar no meu testamento, deixo declarado aqui: eu também quero essa música para meu enterro) foi tocante. Eu até esperava um coro a la Fuck it, mas não rolou. A amizade de Tony e Sid é um elo de amor entre irmãos, forte, consistente. Porém, Maxxie and Anwar.... bem, sem comentários. A minha necessidade pessoal clamava por um final mais melancólico, mas a equipe de roteiristas optou pelos finais em aberto. Boa opção. Não temos conceitos fixos do que aconteceu na realidade e assim podemos “viajar” com teorias sobre o futuro de cada personagem. “It’s supposed to be lucky.” Eu vou sentir falta da Cassie e de seus junkie friends.
Postado
por Hanny Saraiva em 16/4/2008
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BSG S04E02
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Aconteceu Antes e Acontecerá de NovoAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil. “Atira em mim! Se você acha que eu sou uma cylon, atira em mim!” Kara Thrace sempre foi uma personagem passional, mas sua visita à Terra chacoalhou com seus limites de razão e emoção e me deixou apreensiva por vê-la tão a mercê de um instinto. As mulheres roubaram a cena nesse episódio. Tocante ver a “despedida” de Lee e Dualla. Parênteses: não poderia Dualla ser a quinta cylon? Levando-se em consideração que as mulheres cylonianas têm um papel fundamental no desenvolvimento da trama, não seria surpreendente saber que a mignon da Dualla é na verdade uma cylon? Palpite meu. Instinto. Falando em mulheres, Six surpreende. Ironicamente, a híbrida continua profetizando que transformação é o objetivo. Reflexivo saber como os cylons se comportam e funcionam como sociedade.  A questão de identidade como algo imutável e mágico percorre o grupo. Opiniões divididas, conseqüências e poder. A sociedade dos cylons é mais humana do que imaginávamos, cheias de falhas e neuroses. Me lembrou por um momento igrejas cristãs. Um plus de fã orgulhoso: Adamão com sua dignidade e amor fechou com chave de ouro o discurso de Roslin: “You’re afraid you may not be the dying leader you thought you were. Or that your death would be as meaningless as everyone else’s.” (Você tem medo de perceber que não é a líder moribunda que pensou ser. E que sua morte pode ser tão sem sentido como a de todos os outros.) Mas se Kara Thrace voltar à Terra e guiar a humanidade para lá, não será o fim dos humanos? Aconteceu antes e acontecerá de novo? Será que Adamão se decepcionará por confiar em seu coração?
Postado
por Hanny Saraiva em 14/4/2008
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Medium S04E07 a 11
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Eu Não Quero AdivinharAtenção: O post contém spoiler de série inédita no Brasil.Eu tenho tentado evitar falar sobre Medium porque queria aderir ao lema “Só fale se tiver algo a falar”, mas já que o leitor Guilherme perguntou, aí vai: eu achei os 5 últimos episódios de Medium chatos. A saída de Anjelica Houstoun foi abrupta, imatura e sem lógica. Em dois episódios descobrimos que ela tinha uma filha, que Allison sonhava com a filha e bum, ela foi embora. Gosto do Devallos e do Lee, sinto saudade dos episódios mais densos, mais cheios de mistérios com clima pesado, meio CSI.  O último episódio foi mediano, legal ver a atuação da irmã Arquette, a volta de Devallos, a “coincidência” de Scanlon ao encontrar o assassino, mas os mistérios estão ficando óbvios demais. Inferiores, eu diria. Estranho porque a série foi master em reinventar situações e “despadronizar” conceitos. Encaro isso como uma crise que todo programa que aborda drama enfrenta: a mesmice. Se Medium sairá disso ou não, nem mesmo uma paranormal para adivinhar.
Postado
por Hanny Saraiva em 10/4/2008
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