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Resident Evil 5: Retribuição
(Resident Evil: Retribution)
95 min - 2012 (Estados Unidos)
O mortal T-vírus da Umbrella Corporation continua a assolar a Terra, transformando a população do planeta em uma legião de zumbis esfomeados. A esperança da raça humana está em Alice, que desperta no meio de uma das instalações clandestinas da Umbrella e descobre mais sobre o seu misterioso passado. Disposta a encontrar os responsáveis pelo surto, ela viaja pelo mundo inteiro, resultando em uma revelação chocante que a fará repensar tudo em que ela acreditava ser verdade.
 

Crítica

por Pablo Villaça

Dirigido por Paul W.S. Anderson. Com: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Sienna Guillory, Li Bingbing, Boris Kodjoe, Johann Urb, Kevin Durand, Oded Fehr, Aryana Engineer, Shawn Roberts.

Acho bonitinho que o diretor Paul W.S. Anderson acredite que a franquia protagonizada por sua esposa Milla Jovovich tenha desenvolvido uma história tão complexa ao longo dos últimos quatro filmes a ponto de merecer um “Previously, on Resident Evil” nos minutos iniciais deste novo capítulo. A verdade, no entanto, é que um espectador desavisado poderia ser apresentado a este Retribuição sem jamais ter ouvido falar dos anteriores e isto não faria qualquer diferença. Aliás, estou sendo bonzinho: o tal espectador poderia entrar na metade da projeção deste filme e ainda não teria sua experiência prejudicada. Eu poderia, com isso, acusar a série de não ter uma trama das mais inteligentes, mas serei generoso e direi que a intenção de Anderson foi criar um projeto perfeitamente acessível a um público com agudo déficit de atenção.

Tratando o retorno de personagens mortos nos episódios anteriores como um reencontro aguardado pelos fãs da franquia – o que também é engraçadinho, já que nenhum deles havia deixado marcas realmente profundas no público -, Resident Evil 5 mais uma vez tenta beber na fonte da série Alien (aqui, de O Resgate) ao buscar criar algum tipo de drama através da relação entre Alice (Jovovich) e uma garotinha que a enxerga como sua mãe, o que, somado ao fato de a menina ser surda, pode provocar lágrim... UAU, VEJAM MILLA JOVOVICH USANDO APENAS DOIS TRAPOS BRANCOS PARA OCULTAR SUA NUDEZ!

Perdão.

O que eu estava dizendo? Ah, sim. Drama. Como aquele evocado pelos diversos sacrifícios feitos por este ou aquele personagem em seus momentos finais, quando optam por abrir mão da própria vida em prol dos demais companh... EXCELENTE ESCOLHA DE TRAJES PARA UMA MISSÃO QUE ENVOLVERÁ ZUMBIS, LUTAS, TIROS E AMBIENTES FRIOS, ADA WONG (Bingbing): UM LONGO VESTIDO COM DECOTE E UM RASGO IMENSO PARA EXPOR A PERNA! MELHOR QUE ISSO, SÓ USANDO SALTOS ALTOS E...

 Fapfapfap. Cof-cof.

Continuemos.

O fato é que Resident Evil 5 não tem história; tem fases. Tentando criar uma traminha na qual realidades simuladas escondem-se em camadas sob a terra, o filme é a resposta à eterna pergunta “O que aconteceria caso Paul W.S. Anderson visse A Origem e tentasse fazer algo parecido?” – e não é à toa que o filme soa como um game do início ao fim, exibindo portas que se abrem magicamente quando a heroína mata um determinado número de zumbis (Achievement unlocked!), mapas que expõem a geografia de cada nível e até mesmo um tutorial oferecido pelo Agente Smith... digo, Albert Wesker (Roberts), que, antes vilão e agora aliado, explica os objetivos do jogo para um espectador que, pobre coitado, passará os próximos 95 minutos vendo o primo jogar sozinho.

Decepcionando até no quesito “zumbis”, já que estes são desinteressantes, aparecem relativamente pouco e são vistos quase sempre de relance mesmo quando estão na tela, o longa até começa bem com uma sequência de créditos interessante na qual Anderson enfoca o ataque ao navio em rewind e câmera lenta (aliás, acho que as iniciais “W.S.” em seu nome significam “Wow! Slow-motion!”), mas não demora muito até que o projeto descambe para uma sequência de ação repetitiva atrás de outra, empregando tiros e explosões no lugar de diálogos ou reviravoltas. Por outro lado, o diretor mais uma vez demonstra competência ao menos em sua abordagem da linguagem 3D, já que investe pesadamente em planos abertos com grande profundidade de campo, evitando também uma fotografia demasiadamente escura ou cortes muito rápidos (comparado a Timur Bekmambetov, de Abraham Lincoln, ele é quase um Scorsese), permitindo ao menos que compreendamos o que está ocorrendo na tela.

Mas sejamos sinceros: quem sou eu para dizer algo a Paul W.S. Anderson? Afinal, ele não apenas construiu uma carreira de sucesso (comercial) como diretor, mas ainda se casou com a bela Milla Jovovich no processo. Aliás, considerando que o igualmente picareta Len Wiseman tornou-se marido de Kate Beckinsale, estrela de sua franquia Underworld, percebo que o negócio é criar uma série de “terror” sob medida para uma atriz aspirante a Ellen Ripley a fim de levá-la ao altar.

Em breve, anunciarei aqui o primeiro capítulo da saga Lobisomens Zumbis: A Gênese. Agora, se me dão licença, tenho que ligar para a Alessandra Negrini.

Observação: Leia também as críticas de Resident Evil: Apocalipse, A Extinção e Recomeço.

15 de Setembro de 2012

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