Pablo Villaça

Crítico de Cinema
Nasc: 18/09/1974

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Fim do blog
Encerro, aqui, este blog.

Foram 1.825 posts e 35.607 comentários deixados pelos leitores desde agosto de 2004. E li cada um deles, sem exceção.

Mas é hora de seguir adiante.

E, assim, o novo blog entra no ar aqui. A partir de agora, todos os novos posts serão publicados somente ali - e esta versão original, tão querida, passará a funcionar apenas como arquivo.

Ah, sim: se assinou o feed RSS do Diário de Bordo, é hora de atualizá-lo. O endereço do novo feed pode ser encontrado... ora, no novo blog.

Obrigado a todos vocês por estes quatro anos de convivência neste espaço. E muito obrigado ao meu querido, amado, idolatrado irmão Daniel por ter programado este velho e já saudoso Diário de Bordo.

Vamos para a casa nova?


Postado por Pablo em 10/7/2008, às 20:03
Comentar - 35
 

Polvos irritados
Recebi hoje emails de dois "polvos" irritados com o que escrevi recentemente nos comentários deste blog. O teor dos emails não vem ao caso, já que não tenho autorização dos remetentes para divulgá-los (e nem citarei os nomes dos dois indivíduos), mas uma passagem em particular de um dos emails me chamou a atenção pelo preconceito manifestado com relação ao público do Cinema em Cena e ao meu trabalho (preconceito este que eu já conhecia e que, aliás, foi o que me impulsinou a escrever sobre aqueles sites inicialmente).

E como ele diz respeito a vocês, sinto-me autorizado a copiar o trecho em questão. Diz o email da tal pessoa (os erros gramaticais são dela, não meus):

"Por quê ao invés de assinar seus e-mails com sua belíssima posição na Online Film Critics Society (que, aliás, qualquer pessoa pode fazer parte) e buscar consolo em leitores adolescentes que adoram ler esse papo furado de sua vida pessoal, filho, esposa e seus choramingos com filmes da Pixar, você não pára de se esquivar de uma postura mais ativa no cinema de sua cidade e mostra sua cara e suas excelentes soluções para o quê deva ser uma curadoria de festival e festivais em si?????"

Respondi:

"É curioso que diga que "qualquer um pode fazer parte da OFCS", mas, ao mesmo tempo, me acuse de escrever sobre algo sobre o qual não tenho conhecimento. A OFCS tem 140 membros em todo o mundo e recebe, anualmente, cerca de 350-450 inscrições de interessados. A comissão de seleção formada por 7 membros avalia candidato por candidato, submetendo, mensalmente, um parecer sobre 12 deles para a diretoria. E os novos membros não chegam a 5 por ano. Mas tudo bem. Esqueci que vocês têm o direito de fazer pouco do meu trabalho (como apontei no email anterior); eu, por outro lado, supostamente sou obrigado a reverenciar o chão salpicado de conhecimento no qual os senhores pisam.

(...)

Sobre meus leitores "adolescentes": gostaria de saber qual pesquisa demográfica utilizou para qualificar desta maneira o público do Cinema em Cena. Porque nossas pesquisas junto aos leitores apontam uma faixa etária média entre 25-35 anos. Mas talvez estejamos errados em nossa metodologia e você, com sua intuição, saiba mais a respeito.

Sobre meu "papo furado de vida pessoal, filhos, esposa": você conhece o conceito de blog? Ali é um espaço que me permite escrever o que quer que seja; as críticas ficam para o Cinema em Cena. E, perdoe-me por não fazer jus às imensas expectativas do que julga como sendo o papel de um blog, mas, para mim, estes assuntos não são "papo furado", mas sim o que me moveu a lutar contra os problemas de saúde. Não misture questões pessoais às profissionais. Não fiz isso em meu post - e poderia."

Com relação a fazer algo pelo cenário de festivais e eventos similares em BH, a pessoa tem razão: eu deveria fazer algo a respeito. Algo que não estivesse associado ao monopólio da Universo Produções.

A boa notícia é que estou fazendo. E com pessoas que considero dignas e que, mais importante, entendem e amam o Cinema, não encarando-o apenas como forma de enriquecer. Mais em setembro.


Postado por Pablo em 10/7/2008, às 15:53
Comentar - 46
 

Melhor partida do mundo
Hoje estou com o humor um pouco melhor - e a seguinte história, que descobri na Internet, colaborou para isso. E mesmo que você deteste futebol, por favor, tenha um pouco de paciência, pois valerá a pena.

Pois bem: em 1994, durante as semifinais da Copa do Caribe entre as seleções de Barbados e Granada, uma reviravolta estranhíssima provocada pelas regras do campeonato ocorreu. Barbados precisava vencer por dois gols de diferença para ir à final contra Trinidad e Tobago e havia conseguido esta vantagem. Porém, quando Granada fez um gol no segundo tempo, os jogadores de Barbados viram a classificação escapar por entre os dedos. À medida que o jogo se aproximava do fim, eles perceberam que dificilmente conseguiriam marcar mais um gol contra o adversário, cuja defesa havia se fechado.

E foi aí que alguém se lembrou de uma das regras do campeonato: em caso de empate, o jogo iria para a morte súbita. Porém, por uma decisão ilógica dos organizadores do campeonato, o time que conseguisse marcar o "gol de ouro" venceria por um placar pré-estabelecido de... 2 a 0. Ou seja: mesmo que o jogo ficasse em 5 a 5, o time que marcasse na morte súbita venceria, para todos os efeitos, por 2 a 0.

Justamente o placar que Barbados precisava.

Percebendo, então, que sua única chance era ir para a prorrogação, os jogadores de Barbados atacaram o próprio gol e marcaram contra.

E foi aí que tudo ficou ainda mais estranho.

Percebendo a estratégia dos adversários, a seleção de Granada também passou a atacar o próprio gol. Porém, os jogadores de Barbados, antecipando que isto poderia acontecer, passaram a defender o gol adversário - e, assim, os minutos finais do jogo trouxeram a estranha imagem de duas seleções defendendo os gols adversários enquanto tentavam marcar contra si mesmas.

No final, o jogo acabou indo mesmo para a prorrogação e a estratégia de Barbados se mostrou eficaz, já que, com o gol de ouro, aquela seleção conseguiu o placar de 2 a 0 que tanto desejava.

Inacreditável? Pois taí o vídeo para provar:



Postado por Pablo em 9/7/2008, às 17:07
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O Escafandro e a Borboleta
A crítica do filme está no ar.


Postado por Pablo em 9/7/2008, às 02:18
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Abalado
A imagem de um garoto de três anos enterrado com a fantasia do Homem-Aranha, seu herói favorito (e o do Luca), não me sai da mente. Não consigo sacudir este pensamento para longe. Não consigo, não consigo, não consigo.


Postado por Pablo em 9/7/2008, às 00:35
Comentar - 14
 

A BH que eu não amo
Minha querida amiga Ludmila, que também trabalha na área cultural em BH (assim como sua mãe maravilhosa), publicou em seu blog, há alguns meses, um post infinitamente mais articulado do que o meu com relação às frustrações enfrentadas pelos profissionais da área que aqui residem.

Concordo com cada letra deste post e, em particular, com esta passagem:

"Eu não amo a Belo Horizonte que faz questão de ser, no pior sentido, provinciana e achar que isso é motivo de orgulho. Não amo a Belo Horizonte que não tem bons shows, de peso internacional, ou concertos de graça nos parques. Amos menos a Belo Horizonte que não comparece a esses shows quando raramente acontecem. (...) Não amo a Belo Horizonte que suspira com nostalgia pelo Cine Pathé e Café Pérola, sem ter tomado qualquer atitude para torná-los passíveis de funcionamento.".

Ludj está coberta de razão. E lembra um ponto importante, em seu post: um leitor raivoso comentou que, em vez de reclamar, eu deveria fazer algo para mudar a realidade cultural de BH. A verdade? Não adianta. Não é à toa que BH, de terceira maior praça nacional em termos de público de cinema, agora está na décima-e-não-sei-quanta posição, perdendo para cidades do interior paulista e paraísos litorâneos como Salvador (que tem menos salas e mais público!).

Os únicos eventos que atraem público, aqui, são os gratuitos. Sim, o Indie lota porque distribui ingressos. Se cobrasse dois reais, metade do público sumiria. Na realidade, atualmente estou trabalhando em um projeto (não posso falar mais, por enquanto) que acontecerá em setembro e uma das questões que estamos discutindo é esta: cobrar um preço simbólico que, ainda assim, ajudaria a realizá-lo ou fazer sacrifícios e manter o ingresso gratuito - pois sabemos que só assim garantiríamos casas lotadas.

Quando discuti com meu amigo Pedro Olivotto a idéia das sessões triplas que se iniciam à meia-noite e terminam às seis da manhã, com café para os sobreviventes (e que funcionam maravilhosamente bem em SP), tivemos que aceitar a realidade de que não funcionaria aqui: se dez ou quinze pessoas aparecessem, seria um milagre.

E não é à toa que, de ano para ano, o público de cinema em BH cai mais e mais, afastando-nos cada vez mais da lista de praças prioritárias das distribuidoras brasileiras.

Mas leiam o post da Ludj. Vale a pena.


Postado por Pablo em 9/7/2008, às 00:20
Comentar - 24
 

Esclarecendo
Sobre o post "BH é uma bosta": talvez no campo de atuação de muitos leitores deste blog que residem em BH, a cidade funcione. No meu, não. Simples assim. As cabines aqui são raras; a maior parte dos filmes chega ao nosso circuito com meses de atraso; os eventos cinematográficos como mostras e festivais são raríssimos; e igualmente escassas são as retrospectivas e homenagens que tão comumente ocorrem em cinemas de arte de São Paulo.

Então, sim, BH realmente é uma roça no que diz respeito ao meu campo de atuação; não adianta bater os pés de raiva em defesa cega da cidade neste sentido.

Mas talvez meu post anterior tenha pecado por não trazer o contexto da afirmação - e é isto que forneço agora.

Update: Ponto em questão.


Postado por Pablo em 8/7/2008, às 18:02
Comentar - 31
 

João Roberto
Foda-se a temperança - especialmente hoje, que estou num mau humor infernal: se soubesse como, eu mesmo enfiaria duas balas na cabeça de cada um dos canalhas filhos de uma puta que mataram o garoto no Rio. Não há desculpa ou atenuante para o que fizeram; dispararam vários tiros em direção a um carro parado a meio metro e cujos ocupantes não esboçavam qualquer reação. Mesmo se estivesse lotado de bandidos, os tiros dos policiais seriam injustificados, já que ninguém disparara do automóvel.

Sei que este post, vindo logo depois daquele sobre "esperança", soa como um paradoxo, mas... sou humano, meu estado de espírito oscila como o de qualquer um. E violência contra criança é algo que me tira completamente do sério, que me impede de pensar direito. Se eu fosse o pai do garoto, já estaria planejando desde já o momento em que ficaria de frente com os assassinos e pensando na melhor forma de matá-los antes que me segurassem.


Postado por Pablo em 8/7/2008, às 16:45
Comentar - 30
 

BH é uma bosta
Estou muito puto. Hoje teve a cabine de "Dark Knight" em São Paulo. Em BH, ela só acontece no dia 15, dois dias antes da estréia, obrigando todo mundo a escrever correndo.

Estou cada vez mais cansado dessa roça; é impossível trabalhar aqui.


Postado por Pablo em 8/7/2008, às 16:42
Comentar - 22
 

Série Você em Cena #13
Que tipo de coisa te faz chorar? (E não estou falando do choro provocado por dor física.)


Postado por Pablo em 7/7/2008, às 22:41
Comentar - 96
 

Sobre o post anterior
O cinismo daqueles que acreditam que a moça se filmou na esperança de que os caras da Pixar vissem o vídeo... bom... tira um pouco da tal esperança que citei no post anterior.

E se somarmos isso com os comentários sobre como "chorar é coisa de gay"...

Arre.


Postado por Pablo em 7/7/2008, às 22:40
Comentar - 23
 

Pixar, Humanidade, Emoções
Hoje foi um dia particularmente difícil do pós-operatório: estou com dores intensas desde o fim da tarde e, depois de ter ido dormir cedo para tentar livrar-me delas, acordei há cerca de uma hora novamente incomodado. Para tentar desviar minha atenção do incômodo, passei a fuçar a Internet e achei uma história envolvendo a Pixar e uma garota norte-americana chamada Courtney que... bom, que mexeu comigo.

Quando o primeiro teaser de "WALL.E" foi divulgado na Internet, Courtney descobriu-se imensamente tocada pela imagem tristonha e pela voz infatilizada do robozinho - e toda vez que assistia ao vídeo, começava inevitavelmente a chorar. Ela, então, gravou um vídeo de si mesma assistindo ao teaser e publicou em seu blog.

Pouco tempo depois, começou a receber emails de alguns funcionários da Pixar que se mostraram tocados com o vídeo da moça. E, há algumas semanas, ela foi convidada pelo estúdio a participar da festa promovida pelos produtores para comemorar o lançamento do filme - e eles se ofereceram para pagar o transporte e a hospedagem da moça.

A festa incluía uma exibição de "Wall.E" e, antes do filme começar, o diretor Andrew Stanton disse algumas palavras - e aqui passo a traduzir o relato escrito pelo namorado de Courtney, que também estava presente:

"Então [Stanton] disse: 'Há seis meses, quando o primeiro trailer de Wall.E foi lançado, estávamos apenas na metade do processo de realizar o filme e não sabíamos ao certo como iríamos concluir o projeto. Estávamos exaustos. E aí, um dia, um vídeo apareceu no YouTube mostrando uma garota assistindo ao trailer. E toda vez que o via, ela chorava. Quando vimos aquilo, soubemos que estávamos indo na direção correta'.

Todos no cinema riram deste caso, demonstrando que sabiam do que ele estava falando.

'Bem', Andrew Stanton disse. 'Nós convidamos Courtney para estar aqui esta noite.'

Um burburinho tomou conta do cinema. Quando virei e olhei para minha namorada, ela estava boquiaberta pela surpresa. Andrew Stanton pediu que ela se levantasse e mil pares de olhos se viraram para fitá-la e, então, um ensurdecedor aplauso começou. Courtney ficou parada e, sem saber o que fazer, soprou beijos para os artistas e técnicos que fizeram o filme.

Foi uma das coisas mais emocionantes e surpreendentes que ela já viveu e que já testemunhei. E a Pixar fez isso apenas porque o vídeo dela havia tocado seus artistas, deixando-os otimistas com relação ao filme que estavam fazendo. E eles quiseram retribuir o favor.

(...)

A Pixar nunca tentou usar essa história para promover o filme. Eles realmente fizeram isso exclusivamente porque ficaram tocados pela reação de Courtney ao trailer, porque acharam que isto seria algo bacana de se fazer e porque acreditaram que isto agradaria também aos seus funcionários - os quais, pelo que vi, eles tratam com enorme respeito".


O relato completo da visita da garota à Pixar pode ser lido aqui.

Agora, o que me motivou a escrever este post: embora tenha me emocionado com o filme, jamais me ocorreria ficar emocionado com seu trailer. Porém, ao assistir ao vídeo de Courtney assistindo ao trailer... acreditem ou não, mas chorei. Vejam só: vê-la emocionada me deixou emocionado; a genuidade, espontaneidade e abertura de sua reação me desarmaram completamente.

E isso tudo, de certa forma, remete a uma das mensagens do próprio filme, que celebra o espírito humano. Sim, somos capazes de iniciar guerras e de discriminar semelhantes por bobagens como credo, cor e orientação sexual, mas também somos capazes de nos comover com a voz metálica de um robozinho solitário de um filme supostamente infantil - e de chorarmos apenas porque testemunhamos, no outro, uma emoção genuína.

E isto me enche de esperança com relação à Humanidade.


Postado por Pablo em 7/7/2008, às 02:22
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Luca crítico
Luca e eu estávamos revendo O Homem-Aranha 2 quando, durante a longa seqüência da batalha no metrô, o pequeno disse:

- Essa cena tinha que ser a do fim do filme, né, papai?

- Ué, por quê, meu filho?

- Porque essas lutas grandes, mais demoradas, do vilão com o super-herói acontecem sempre no fim do filme.

Danadinho.

Por falar em Luca, dia desses eu estava brincando de apertar seu nariz, suas orelhas, suas mãos, enquanto dizia: "Vou arrancar esse narizinho pra mim; vou arrancar essa orelhinha pra mim; vou arrancar essa mãozinha pra mim", etc. Quando cheguei na boca, apertei-a e falei:

- Vou arrancar essa boquinha pra mim.

Ao que Luca prontamente respondeu, fazendo com que meu coração inchasse vinte vezes:

- Mas aí como eu vou poder falar que te amo, papai?


Postado por Pablo em 5/7/2008, às 20:18
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Hancock
A crítica de Hancock está no ar.


Postado por Pablo em 5/7/2008, às 18:03
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Jedi Gym
Imperdível.

Deixem-me repetir isso: imperdível.



Postado por Pablo em 5/7/2008, às 17:03
Comentar - 18
 

Críticas
A de "Kung Fu Panda" está no ar. "Hancock" não teve cabine em BH, então vou pegar a sessão das 21 horas. Já "O Escafandro e a Borboleta"... bom, sentei-me ontem para escrever a crítica e, quando abri o arquivo com minhas anotações, não conseguia mais lembrar o que quis dizer em metade delas, já que assisti ao filme há vários meses, num DVD enviado pelo distribuidor norte-americano.

Amanhã vou vê-lo de novo para refrescar a memória antes de escrever.


Postado por Pablo em 4/7/2008, às 19:44
Comentar - 25
 

Série Jornalistas #19
Entrem neste link e cliquem na quarta foto (a que traz o crítico Ego, de Ratatouille).

Ao que parece, cinco anos depois de ter morrido, Richard Harris saiu do túmulo, pegou o nome de Peter O'Toole emprestado e foi contratado como dublador pela Pixar.

Feito impressionante.

Update: O leitor Maurício encontrou, no mesmo link, um erro ainda pior: na foto 33, sobre a dublagem de O Galinho Chicken Little, a pata Abby aparece entre as fotos de Mariana Ximenes, que a dublou no Brasil, e... John Cusack, que a teria dublado na versão original. E o detalhe mais hilário é que a legenda ainda diz "Pouca gente imagina, mas a voz da Pata Feia, de "O Galinho Chicken Little", que no Brasil é de Mariana Ximenes, foi gravada originalmente por John Cusack".

Será que "pouca gente" imagina isso porque, na realidade, a personagem foi dublada pela irmã do ator, Joan Cusack?


Postado por Pablo em 4/7/2008, às 01:12
Comentar - 19
 

LHC
O leitor Caio, que é físico, deixou o seguinte comentário no post relacionado ao "fim do mundo" e achei que valia a pena copiar aqui:

"Primeiramente, Pablo, sua preocupação, do ponto de vista de um leigo faz sentido pelo que é dito pela midia, que é muito fraca na divulgação cientifica. Para uma melhor compreensão, já que um post é uma conversa 'one-way', aconselho essa comunidade no orkut, onde nós todos moderadores somos físicos profissionais trabalhando com pesquisa no Brasil e fora. Qualquer coisa meu perfil está na lista dos moderadores.

O LHC, que será inaugurado em outubro, é um acelerador de partículas, ou seja, é uma maquina que pega um feixe de partículas (que no caso de LHC serão protons), e através de um processo continuo, aumenta a energia desse feixe para que possamos estudar suas colisões. O LHC irá funcionar a 13 TeV (ou seja 13 trilhões de eletrons-volt), que é 13 vezes mais que o acelerador mais potente da geração anterior (o fermilab).

Isso parece ser muita coisa, mas no fundo não é. Comparando com energias do dia-a-dia isso é muito menos que o que estamos acostumados.

Mas o mais importante é que existem raios cósmicos (particulas que detectamos vindas do espaço) com energia superior a 10^7 TeV (ou seja, 10 milhões de vezes mais energia que o do LHC). E mesmo com esse tipo de colisão, nada acontece. Uma energia de 13 TeV, do LHC, é portanto, muito pequena.

Essas "lendas" sobre o risco surgiram há muitos anos, e cada grande novo acelerador elas voltam, sempre levadas pelo mesmo grupo de pessoas. E por diversos outros argumentos (de muito maior teor técnico, por isso nao colocarei aqui) eles não são levados a serio na ciencia.

Infelzimente, essa é uma visão que é passada pela midia, que a ciencia seria feita dessa maneira descuidada, o que é uma visão enganosa, já que só o LHC passou por uma preparação de mais de 20 anos."

Ok, Caio, vou adiar minha expedição terrorista ao local do acelerador.


Postado por Pablo em 3/7/2008, às 22:42
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Boba Fett Flashdances
O franco-canadense Patrick Boivin se descreve, em seu canal no YouTube, como um "diretor autodidata". E explica:

"Pois na maior parte do que você vê [aqui], eu fiz a luz, a câmera, a direção, a montagem e os efeitos especiais... Em algum deles, também fiz o som e a música."

Aliás, no vídeo abaixo é possível perceber que Boivin está trabalhando em sua casa, de maneira amadora, apenas para diversão própria. Porém, o resultado da animação é incrivelmente fluido e o final, bastante inspirado.

Tem futuro, o rapaz.



Postado por Pablo em 3/7/2008, às 13:46
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Metrópolis de volta
Em minha crítica sobre "Metrópolis" (publicada há mais de dez anos!), escrevi:

"Quanto à cópia brasileira do filme, da Continental Home Video, existem dois aspectos, um negativo e outro positivo. O positivo é que nossa cópia tem 136 minutos, uma das maiores que existem atualmente (o original tinha quase 3 horas, mas não existe mais)."

Pois bem. Lembram-se de quando escrevi que a vida é mais surpreendente que a fição? Pois é.


Postado por Pablo em 2/7/2008, às 20:35
Comentar - 9
 


Criado por Daniel de Oliveira Good God
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