Acabo de voltar da cabine de The Dark Knight. Uau. Na realidade, como disse o colega Carlos Quintão na saída do filme, são dois capítulos em um.
E Ledger... que desperdício terrível, morrer tão jovem. Sua performance neste longa deixa a de Jack Nicholson em Batman terrivelmente pálida e inofensiva. Sempre que está em cena, tememos o que este sujeito sádico e instável irá fazer - e quando não está, tememos o que está planejando. Aliás, esta é a diferença básica entre os Coringas de Ledger e Nicholson (e que serve, até certo ponto, para diferenciar os Batmans de Nolan e Burton): se este último divertia o espectador com sua irreverência, levando-nos a desejar mais tempo ao seu lado em tela, o primeiro simplesmente assusta, apavora, intimida. Sua presença não é um fator de entretenimento, mas sim algo incômodo, amedrontador. É como um desastre de carro que atrai uma atenção mórbida, levando-nos a olhar para os destroços ao mesmo tempo em que desejamos nos afastar dali.
Filme excepcional. E olha que já sou fã do primeiro.