Pablo Brasi?

by Pablo 31. julho 2008 16:40
O leitor xlucas (blog aqui) me enviou, há algum tempo, uma montagem que fez envolvendo... bom, confiram abaixo e cliquem para ampliar. (Só vi hoje, xlucas! E já salvei como papel de parede do Vista. Tongue out
    
Update: Nos comentários abaixo, o inigualável RaUL também resolveu me... hum..."homenagear" à sua maneira.

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Mil comentários

by Pablo 31. julho 2008 15:02
Só pra constar: com 21 dias de existência, este blog já ultrapassou a barreira de 1.000 comentários. Obrigado a todos pela participação. ;)

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Cena Misteriosa #11

by Pablo 31. julho 2008 06:28

Apenas um segundo separou as respostas enviadas pelos leitores Guilherme Santiago e Andrea Treadle para a cena misteriosa #10 e, portanto, ambos terão seus nomes listados no "hall da fama". ;) O filme em questão era Inverno de Sangue em Veneza, que Nicolas Roeg lançou em 1973. Protagonizado por Donald Sutherland e Julie Christie, o longa é considerado por muitos como um dos melhores exemplares que o gênero "terror" já produziu, sustentando um clima de tensão durante quase toda a projeção.

Infelizmente, sou obrigado a discordar. Ao longo dos anos, assisti a Inverno de Sangue em Veneza pelo menos três ou quatro vezes - e nunca consegui compreender o fascínio que o filme exerce sobre seus fãs. De modo geral, acho a personagem de Christie irritante; as irmãs videntes (na realidade, a cega é a vidente; a outra é apenas esquisita) me parecem risíveis; e o desfecho é simplesmente estúpido, usando a bizarrice como forma de assustar o espectador. Por outro lado, a seqüência que intercala a apaixonada transa do casal principal com imagens prosaicas do pós-coito é absolutamente fantástica, servindo ao mesmo tempo para ressaltar ainda mais a intimidade daquelas pessoas e o distanciamento que experimentam em função da morte da filha (e nem mesmo o sexo consegue uni-los por muito tempo). Da mesma maneira, há cenas específicas que adoro, como aquela que usei aqui no blog e outra na qual Sutherland conversa com um policial italiano que parece estranhamento alheio à queixa do norte-americano.

E não há como negar a eficácia da labiríntica Veneza como locação principal. Eu realmente queria gostar deste filme, mas creio que isto nunca acontecerá.

Quanto à cena de hoje, posso dizer apenas que o YouTube está cada vez mais lento. Enviei a cena ontem à noite e, esta manhã, ela ainda não havia sido publicada (e eu já a enviei em flash, não era necessário convertê-la). Assim, recomendo que entrem no canal do Cinema em Cena no YouTube - ela surgirá em destaque assim que for disponibilizada pelo sistema. 

Update: Como ela não entrava no ar de jeito nenhum, enviei outra, que entrou na hora. Vá entender. 

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cena misteriosa | cinema

A Ética

by Pablo 30. julho 2008 00:41
De acordo com o leitor Leo OC, há uma cópia de A Ética disponível na videoteca armada no Palácio das Artes durante o Festival Internacional. Aos interessados, fica a dica (eu mesmo nem sabia disso...). E, claro, comentários serão bem-vindos.

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Feliz

by Pablo 29. julho 2008 20:12

Há algumas semanas, enviei A Ética para Fernando Meirelles, que já havia lido e elogiado o roteiro. Em função da greve dos correios, porém, o pacote ficou retido na agência local durante 10 dias, o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Ansiedade? Sim, claro: ciente de que o filme está longe de ser perfeito e que ainda tenho muito o que aprender como diretor, arrependi-me de ter despachado o filme segundos depois de ter saído da agência. Assim, foi com alívio e alegria que recebi um email de Fernando dizendo que havia "gostado muito" de A Ética, classificando-o como "Simples e intrigante". Quando respondi que estava ficando desanimado depois do filme não ter sido selecionado para os festivais de BH (mas, honestamente, isto eu já esperava) e SP (fiquei chateado), ele respondeu que eu deveria continuar insistindo, pois o filme "funciona muito".

Vindo de um diretor que admiro tanto, foi o melhor elogio que poderia receber. Recarregou minhas baterias. Guardadas as devidas proporções, deu pra imaginar como o próprio Fernando se sentiu ao ouvir o elogio de Saramago a Ensaio sobre a Cegueira.

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Luca independente e Nina chegando

by Pablo 29. julho 2008 18:51

Há alguns dias, a tia de Luca, que mora numa cidade próxima a BH, perguntou ao baixinho se este gostaria de passar uns dias com ela. Animado com a idéia, Luca veio nos perguntar se podia ir e não ficou nada satisfeito com a negativa. Emburrado, cruzou os braços e disparou:

- Falta muito tempo para eu poder mandar em mim próprio?

Cinco anos de idade e já quer independência. Já posso imaginar as dores-de-cabeça que virão com a adolescência...


Por falar em Nina, hoje fizemos o último ultrassom. Há algumas semanas, ficamos preocupados quando algumas extra-sístoles atriais foram detectadas pelo exame e resolvemos fazer um ecocardiograma fetal. As mesmas extra-sístoles foram apontadas, mas nenhuma alteração anatômica foi vista, graças a Deus. A conclusão foi a de que se trata de uma imaturidade natural no sistema de condução elétrica do coração e que isso sumirá com o tempo (mas faremos novos exames depois do parto, obviamente).

Mas o que quero dizer, neste post, é como o processo de gestação é curioso: por um lado, Nina está a poucos centímetros de distância, separada de nossas mãos por algumas camadas de pele e músculos, e até mesmo seus menores movimentos já podem ser percebidos facilmente sem que eu nem mesmo tenha que tocar a barriga de Ioná. Por outro lado, é como se a pequena estivesse num outro mundo, milhares de quilômetros distante daqui. É uma sensação paradoxal e muito interessante. 

E que chegará ao fim na próxima semana, quando finalmente poderei carregar minha filha no colo.


E já que mencionei minha cunhada, que mora no interior, hoje fiquei sabendo que existe um garoto, em sua cidade, que foi batizado como John Lennon Stallone da Silva.

Vou repetir: John Lennon Stallone da Silva.

Imediatamente tive essa imagem mental de Rambo metralhando os inimigos enquanto canta "Imagine". Da Silva.

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Luca & Nina | variados

Watchmen

by Pablo 29. julho 2008 17:12

Ontem finalmente li os doze volumes de Watchmen, série escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons. Fiquei impressionado; eu simplesmente não conseguia parar de ler. O quarto capítulo, em especial, que gira em torno da história do Dr. Manhattan, me impressionou particularmente pela belíssima construção narrativa. Aliás, a estrutura da série é impecável: não apenas as narrativas paralelas se complementam perfeitamente (incluindo-se, aí, uma "história-dentro-da-história" girando em torno de um náufrago) como a própria utilização dos personagens secundários (quase figurantes, na realidade) é empregada com inteligência por Moore. Se inicialmente o leitor questiona a importância do jornaleiro, do garoto do gibi, do psiquiatra ou do casal de lésbicas, esta dúvida cai por terra quando percebemos como o tempo que passamos ao lado destas figuras aumenta o impacto dramático dos acontecimentos do terceiro ato da trama (se é que podemos falar em "terceiro ato" no caso de graphic novels).

Fiquei entusiasmado para ver o filme. E, assistindo ao trailer, é possível perceber que, ao menos visualmente, Zach Snyder parece ter sido bastante fiel ao conceito original.

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novos filmes | variados

Encarnação do Demônio

by Pablo 28. julho 2008 13:30

Acabo de voltar da cabine de Encarnação do Demônio, que transporta a figura emblemática de Zé do Caixão, criação de José Mojica Marins, para o século XXI. Aliás, o contraste entre a imagem do personagem e a ambientação moderna é uma das (poucas) coisas boas do filme, que, de modo geral, é uma imensa decepção regada a pura misoginia e que se enquadra perfeitamente na mesma categoria "pornografia da tortura" que embala os trabalhos do doente Eli Roth.

Quando digo que a idade e a experiência de vida são fatores fundamentais na formação de um bom crítico, aliás, é justamente a isto que me refiro: somente a extrema imaturidade pode permitir que um filme como Encarnação do Demônio seja celebrado sem levar em consideração as implicações morais e temáticas de sua narrativa. Não que o Cinema não possa retratar a violência contra a mulher (ou crianças, ou quem quer que seja); muitas vezes, isto é necessário para que a história seja contada da maneira apropriada. Há uma diferença fundamental, porém, entre a violência justificada pela narrativa e aquela que surge apenas como sensacionalismo barato, como truque gráfico para chocar e, assim, atrair um público interessado apenas no gore

É inacreditável, aliás, que este filme tenha vencido o prêmio principal do Festival de Paulínia. Uma coisa é reconhecer a importância de Marins para o Cinema brasileiro e sua tocante história pessoal (fiz uma longa entrevista com ele, em 2001, para o programa "Retratos" da TV Horizonte, e fiquei encantado com sua perseverança e amor pela 7a. Arte); outra é deixar que este respeito por sua figura influencie de maneira imprópria a percepção de seu trabalho atual.

Sim, o trash pode ser divertido (e ainda que tente negar sua natureza trash, Encarnação do Demônio não consegue totalmente), mas isto não o torna menos ridículo. E o status cult, que o filme também busca atingir, não é algo que um cineasta pode conferir ao seu longa já na concepção; é algo que só o tempo traz - e em alguns casos. E, infelizmente, Encarnação do Demônio não é nem mesmo ruim o bastante para se tornar um Plano 9 do Espaço Sideral.

Devo escrever sobre o longa com mais detalhes. Mas, por enquanto, queria apenas dividir com vocês minha decepção.

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cinema | novos filmes

Entrevista com Breno Silveira e Thiago Martins

by Pablo 28. julho 2008 02:43

Confiram, abaixo, a entrevista que Renato Silveira, co-editor do Cinema em Cena, fez com Breno Silveira e Thiago Martins, diretor e ator de Era uma Vez..., respectivamente.

 

 

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cinema | novos filmes

Across the Universe, the PTA

by Pablo 27. julho 2008 03:12

Terceiro post nesta madrugada de insônia. Desta vez, para trazer para vocês o videoclip (ainda se usa essa palavra ou estou denunciando minha idade?) de "Across the Universe", versão de Fiona Apple para a belíssima canção dos Beatles assinada por Lennon e McCartney. Gosto desta versão, mas o motivo de publicar o vídeo aqui reside em seu diretor, Paul Thomas Anderson, que, na época (1998), morava com a cantora. Contando com os longos planos e a câmera lenta que se tornaram marca registrada do cineasta, o clipe é genial em sua proposta de contrapor a letra otimista com as imagens de caos e violência, fazendo jus ao talento de Anderson, que parece incapaz de fazer algo ruim.

(E, sim, o vândalo que surge aos 3'44'' é o ator John C. Reilly, colaborador habitual do diretor.)

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Série Você em Cena #16

by Pablo 27. julho 2008 02:57
Inspirado no post anterior: que ator ou atriz despertou (ou desperta) suas fantasias?
 
(De certa forma, eu já revelo estas minhas fantasias antigas - ou atuais, em certos casos - na série "Musas". Portanto, já respondi a questão.)

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Série Você em Cena

Outro sinal de que estou ficando velho

by Pablo 27. julho 2008 02:31

Ao ler uma matéria no "Telegraph" britânico, agora há pouco (sim, insônia), levei um susto tremendo ao ver a foto ao lado e constatar que aquela mulher de meia-idade era a mesma atriz que, no início da década de 90, havia despertado mil fantasias em minha mente adolescente ao surgir nua ou semi-nua em filmes como Acima de Qualquer Suspeita e O Jogador. Embora ainda bela, Greta Scacchi surge, na foto, como uma mulher que exibe no rosto a idade que tem (48 anos) - e a ausência de cirurgias plásticas óbvias que denunciariam um desespero inútil de se manter atraente funciona, ao seu próprio modo, como um elemento sexy de sua personalidade (a auto-confiança é sempre sedutora).

Ainda assim, não posso deixar de constatar que estou mesmo ficando velho. Sim, Sharon Stone também atingiu a meia-idade, mas, de certa forma, o fato de ter acompanhado seu envelhecimento ao longo dos anos diminuiu o impacto que isto poderia provocar em minhas memórias juvenis. Por outro lado, Kathleen Turner enfrentou uma grave doença que a obrigou a tomar corticóides que justificariam a perda de sua beleza (e que me perdoem os fãs de Corpos Ardentes, Crimes de Paixão e Tudo por uma Esmeralda, mas o filme no qual ela realmente mexia comigo, acreditem ou não, era O Homem com Dois Cérebros - também conhecido como O Médico Erótico).

Já Scacchi simplesmente deixou de me chamar a atenção: tenho consciência de ter visto a atriz em filmes como  O Violino Vermelho, Emma e Plano de Vôo, mas, de certa forma, não a associava com a promotora assassinada de Acima de Qualquer Suspeita ou a artista plástica de O Jogador. E é por isso que, ao "reencontrá-la" como uma jovem senhora, senti um certo arrepio de reconhecimento da passagem inexorável do tempo.

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personalidades | variados

Luca e seu vocabulário

by Pablo 26. julho 2008 17:28

Há alguns dias, quando minha amiga Fabiana esteve aqui em casa, Luca (que a adora) resolveu ensiná-la a desenhar o Homem-Aranha.

- Primeiro, você faz a cabeça. Desenha uma coisa redonda e vai "amagrando", "amagrando", até ficar com a forma certa.

Adorei o "amagrando". Aliás, é impressionante como as crianças têm facilidade em criar palavras novas que, de certa maneira, fazem um sentido danado.


 Esta relação de Luca com novas palavras, diga-se de passagem, constantemente traz resultados interessantes. Outro dia, por exemplo, ele perguntou:

- Como é mesmo aquela palavra que significa "cocô"?

- Merda.

- Ah, é. (pausa) Quando eu for ao banheiro, então, eu posso falar que vou "fazer merda"?


 E por falar em "merda", certo dia Luca soltou um "puta merda!" que me pegou de surpresa. Expliquei que aquilo era feio, era um palavrão. 

O tempo passou e, esta semana, estávamos jogando Super Trunfo quando, ao perder a carta principal (justamente o Super Trunfo), Luca exclamou:

- Puta!

- Hein?

- Puta! Puta!

- Luca, meu filho, não fale isso! É palavrão!

- Ué, papai, mas eu não falei "merda" depois...

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variados | Luca & Nina

Crítica

by Pablo 26. julho 2008 15:26
Esqueci de avisar aqui, mas a crítica de Arquivo X: Eu Quero Acreditar está no ar.

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cinema | críticas | novos filmes

Cena Misteriosa #10

by Pablo 25. julho 2008 13:19
O leitor Eduardo Menezes foi o primeiro a apontar Dinheiro do Céu (Pennies from Heaven) como a cena misteriosa #09. Dirigido por Herbert Ross em 1981, o filme parte de um conceito (concebido por Dennis Potter) inspirado: um melancólico retorno aos Estados Unidos da época da Grande Depressão em que os personagens ganham liberdade para externar suas frustrações, seus sonhos e medos através das músicas do período, que surgem dubladas pelo elenco. Filme triste como seu protagonista (Steve Martin, em seu primeiro papel "sério"), Pennies from Heaven conta com a fotografia maravilhosa do mestre Gordon Willis (O Poderoso Chefão) e um design de produção impecável, impressionando dos cenários aos figurinos. Além disso, o longa foi o primeiro a aproveitar, no Cinema, o passado de Christopher Walken na Broadway, utilizando muito bem seus dotes como dançarino. Para finalizar, é sempre um prazer ver Bernadette Peters, uma de minhas musas (e sei que ela não tem uma beleza convencional, mas o que posso fazer?), em cena.
 
Vamos à cena de hoje:
 
 

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cena misteriosa | clássicos

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