Diário de Los Angeles: Intervalo para alguns vídeos

by Pablo 31. julho 2009 06:44

Depois do intervalo para as fotos, é a vez dos vídeos - e os dois vistos logo abaixo foram gravados na Legacy, empresa de Stan Winston:

 

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Diário de Los Angeles: Intervalo para algumas fotos

by Pablo 31. julho 2009 02:47
Como estou absolutamente exaurido e sem a menor condição de escrever em função de meu estado semi-comatoso, compartilho com vocês algumas fotos que tirei ao longo dos últimos quatro dias do programa produzido pelo InFilm (clique para ampliá-las e sinta-se à vontade para reproduzi-las - desde que, claro, cite este blog e o autor das imagens): 
 
Na Warner, manequim com figurino da Espectral (Watchmen) e estátua de cera do Agente Smith (Matrix).
 
No museu de carros da Warner, o veículo de Harry Potter e a Câmara Secreta e o Match 5 de Speed Racer.
 
A vida é bela - e nossas colegas de grupo da InFilm também (na foto, Tatyane, Luciana e Júlia).
 
Na sala de projeção da Rhythm & Hues e uma figura esquisita vista por lá.
 
Escritório de John Hughes (não, não é aquele), dono da Rhythm & Hues (observem o livro "Managing for Dummies" sobre a mesa).
 
O crítico Joshua Ralske exibe seu carrão na porta da biblioteca da Academia.
 
Miniaturas de O Quinto Elemento na Digital Domain.
 
O jornalista norte-americano Jeffrey Wells fotografa a coreógrafa brasileira Luciana Brites ao lado de um velho amigo na Academia.
 
Na Anatomorphex, bustos de vários atores e a máscara da morte de John Dillinger (observem o buraco da bala no rosto do gângster).
 
Na Anatomorphex, máscaras de Katharine Hepburn, Hitchcock, Elizabeth Taylor, Marlon Brando, Humphrey Bogart e Grace Kelly.
 
No "Party Bus" do InFilm.
 
Na Legacy de Stan Winston, dou a mão para a máquina que aparecerá no Avatar de James Cameron.
 
Duas fotos que me excitam e apavoram ao mesmo tempo.
 
Máquina de vento no pátio da Full Effects.
 
Priscilla, que me mataria com dois tiros poucos momentos depois.
 

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Diário de Los Angeles - Dia #02

by Pablo 30. julho 2009 06:11

Diário de Los Angeles – Dia #02

Por Pablo Villaça*

Há pouco tempo, publicamos, no Cinema em Cena, uma matéria sobre a fundação do International Film Institute (ou InFilm), uma criação do empresário brasileiro Marcos Wettreich que tem, como objetivo principal, produzir programas educacionais e turísticos para cinéfilos de todo o mundo que se interessem em conhecer um pouco melhor a indústria do entretenimento em Hollywood. Contando com uma equipe que se divide entre Los Angeles e Rio de Janeiro, o InFilm traz a veterana jornalista Ana Maria Bahiana como um importante trunfo no sentido de planejar e organizar os eventos que farão parte de cada tour, desde o especializado programa sobre Efeitos Visuais (sobre o qual comentarei esta semana) até chegar a outros que trazem descrições um pouco mais genéricas como “Programa para Cinéfilos”.

A convite do Instituto, viajei para Los Angeles a fim de participar do primeiro programa realizado pela empresa, que não apenas já conta com clientes pagantes (um sinal promissor para o InFilm) como também com jornalistas brasileiros e norte-americanos que têm buscado justamente avaliar a proposta da instituição – e se você já acompanha o Cinema em Cena há algum tempo, certamente não estranhará minha decisão de escrever sobre o evento da maneira habitual, investindo no mesmo tipo de informalidade que, diga-se de passagem, serve como atmosfera do programa sobre o qual escreverei.

Depois de uma longa viagem de São Paulo a Los Angeles e de um primeiro dia devotado a explorar os arredores do hotel (algo que descrevi aqui), descemos ao lobby do hotel Le Parc para o encontro inicial com a equipe do InFilm, que, além de contar com a participação do próprio Wettreich (algo que obviamente não se tornará prática comum), traz também Bahiana no papel de informada guia da tour e com a eficiente Joana Ericson, vice-presidente do instituto, que vem oferecendo apoio logístico dos passeios. Já de imediato, Wettreich tomou para si a responsabilidade de explicar algo que logicamente despertara a curiosidade de todos os presentes: por que empresas como a Digital Domain, Rhythm & Hues e profissionais experientes como Robert DeVine aceitaram receber os grupos do InFilm? Qual seria o incentivo para que assim agissem?

De acordo com o presidente do InFilm, a empresa não tem apenas o caráter de promovedora de excursões turísticas: como é de se esperar, muitos profissionais estrangeiros interessados em acesso aos bastidores de Hollywood poderão compor os grupos – algo que, financeira e estrategicamente, interessaria aos profissionais norte-americanos, que enxergam, assim, a possibilidade de conhecerem novos clientes e/ou parceiros comerciais em potencial. Wettreich explicou, também, que o InFilm pretende atingir brevemente um ponto no qual passarão a realizar até 15 programas por mês, alcançando clientes em todo o planeta.

Feita esta introdução, partimos para a primeira atração do programa: uma visita à biblioteca da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (AMPAS).

A Biblioteca Margaret Herrick

Sediada no antigo prédio que servia como estação de tratamento de água em Los Angeles (seus antigos tanques sendo convertidos em fortes cofres), a biblioteca da Academia homenageia, em seu nome, a antiga bibliotecária e diretora da instituição, Margaret Herrick, que costuma receber o crédito por ter batizado a estatueta dourada de “Oscar” ao dizer que esta se parecia com seu tio homônimo.

Exibindo um lobby amplo e bem iluminado que traz imensos cartazes de filmes como King Kong e também o busto de Douglas Fairbanks Sr. (o primeiro presidente da Academia), a biblioteca impõe rígidas regras de acesso ao segundo andar, no qual se encontra seu acervo, proibindo a entrada com canetas, máquinas fotográficas ou bolsas de qualquer tipo e liberando apenas a utilização de notebooks, cadernos para anotação e lápis (que eles mesmos fornecem, caso você tenha levado apenas canetas).

Com um acervo que conta com mais de 30 mil livros, 70 mil roteiros, 32 mil cartazes e 12 milhões de fotografias, a biblioteca traz desde livros teóricos obrigatórios a newsletters que eram produzidas na década de 20 pelos estúdios apenas para consumo interno – incluindo, portanto, informações sobre nascimentos, mortes, casamentos e festas de seus funcionários, bem como matérias triviais sobre times de boliche da empresa e por aí afora (o que, de maneira curiosa, acabou contribuindo para que os integrantes menos “nobres” da indústria tivessem seus nomes registrados na História da cidade).

Mas não é só: além de servir como fonte de pesquisa para historiadores, acadêmicos e teóricos, a biblioteca ainda acaba funcionando como um mini-museu, já que conta com exibições dos roteiros encadernados que pertenciam às coleções particulares de diretores como John Huston, Lewis Milestone e George Cukor e também de roteiristas como o inacreditavelmente produtivo Nunnally Johnson (As Vinhas da Ira). Além disso, como se trata da Academia, é claro que, aqui e ali, acabamos vendo uma ou outra estatueta do Oscar, como a recebida por Edith Head e Charles Le Maire pelos figurinos de A Malvada. Como se não bastasse, discretamente enfeitando um canto da sala encontrava-se nada menos do que um cinetoscópio original construído pela empresa de Thomas Edison.

O ponto alto da visita para mim, no entanto, ocorreu quando recebemos um cartãozinho de associado da biblioteca, o que me permitiu solicitar um roteiro que se encontrava no arquivo: o de O Poderoso Chefão. Para minha surpresa, no entanto, a prestativa atendente me entregou dois tratamentos diferentes: o segundo, datado de 01 de março de 1971, e o terceiro, finalizado 28 dias depois. Folheando os dois roteiros, constatei que Coppola e Puzo diminuíram em 15 páginas o terceiro tratamento, retirando quatro cenas – entre estas, uma que deveria ocorrer depois do momento em que Kay (Diane Keaton) vê seu marido Michael Corleone (Al Pacino) ter a mão beijada pelos caporegimes da família, estabelecendo-se como o novo Don: na cena em questão, Kay surgia numa Igreja depositando moedas numa caixa de madeira e acendendo 30 velas como penitência pelos pecados de Michael, quando, então, o filme se encerrava.

(É fácil entender por que Coppola, de família ítalo-americana e, portanto, de formação católica, incluiria uma cena como esta. Felizmente, porém, ele percebeu que a imagem da porta se fechando entre Kay e Michael era emblemática o bastante para encerrar o longa.)

Feliz com a visita e a oportunidade de ter folheado o roteiro de O Poderoso Chefão arquivado na biblioteca da Academia, saí dali satisfeito e pronto para a próxima parada. 


A Digital Domain

Quando conversei com meu colega Jeffrey Wells sobre os passeios presentes no programa, uma das coisas que mais chamaram sua atenção foi o acesso às empresas de efeitos visuais, o que achei interessante, já que, embora tenha morado mais de 20 anos em Los Angeles e conheça todos os principais nomes da indústria, Wells jamais entrara na Digital Domain – e seu fascínio pelo sucesso do InFilm em conseguir a visita revelou, para mim, como aquela oportunidade se mostrava rara e, conseqüentemente, digna de nota.

Fundada por James Cameron em 1993 para conceber parte dos efeitos visuais de True Lies, a Digital Domain criou, nestes seus 16 anos de existência, efeitos para obras como Entrevista com o Vampiro, Apollo 13, Uma Mente Brilhante e Transformers 2, tendo recebido o Oscar da categoria recentemente em função de seu trabalho em O Curioso Caso de Benjamin Button.

Mostrando-se imensamente simpático e acessível, o RP da Digital Domain, Tim Enstice, nos guiou pelos dois prédios da empresa, revelando, inicialmente, os modelos criados por esta para filmes como O Quinto Elemento, Na Roda da Fortuna, True Lies e, claro, Titanic, desde os prédios construídos para os dois primeiros até a miniatura do navio naufragado, passando pelos caças vistos no longa estrelado por Schwarzenegger. Em seguida, nos dirigimos à sala de projeção presente no próprio prédio e que é utilizada praticamente durante todo o dia para que os técnicos confiram a qualidade de seus trabalhos em uma tela grande e também para que os diretores possam avaliar os planos solicitados.

Mais uma vez, a experiência se revelou interessante e agradável justamente pela sensação de estarmos tendo acesso a algo ao qual pouquíssimas pessoas fora da indústria têm habitualmente – e os clipes apresentados por Enstice e que revelavam os processos empregados em filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button e Transformers 2 serviram apenas para estimular ainda mais a imaginação do grupo.

Paciente e simpático, o funcionário da Digital Domain revelou, entre outras coisas, que a atriz que interpreta a universitária-robô de Transformers 2 havia sido completamente recriada em computador para um close no qual deveria beijar Shia LaBeouf e que não fôra filmado por Michael Bay – um entre os mais de 125 planos do filme que envolveram a participação da empresa e que exigiram o envolvimento de 155 funcionários ao longo dos 13 meses de superprodução (e ainda assim os efeitos só foram concluídos três semanas antes da data de estréia). Considerando que a DD conta com 420 funcionários, torna-se assustador perceber que mais de um terço do pessoal ficara focado na obra de Michael Bay durante mais de um ano.

Mas o que seria possível realizar neste período de tempo? De acordo com Enstice, “com tempo e dinheiro, literalmente tudo”. Convencido de que a Digital Domain ultrapassara aquele que era considerado o limite final dos efeitos visuais (a criação digital de um personagem humano realista, o que ocorreu em Benjamin Button), Enstice chegou a afirmar que, com tempo e dinheiro suficientes, “qualquer coisa” poderia ser criada no computador hoje em dia – e, para provar seu argumento, explicou (e mostrou clipes ilustrativos) que a atuação de Brad Pitt no trabalho de David Fincher não se resumira a uma simples “substituição de cabeças”, que implicaria filmar a performance de Pitt e transplantá-la para o corpo dos atores que interpretaram Benjamin Button em diversas fases de sua vida; em vez disso, eles dividiram o processo em duas etapas: inicialmente, pintaram o rosto do ator de verde e pediram que ele fizesse inúmeras expressões, desde as óbvias “caras tristes” ou “felizes” até caretas absurdas. Mais tarde, filmaram Pitt (mas sem qualquer processo de motion capture) lendo seus diálogos. A partir daí – e isto me espantou profundamente – a Digital Domain criou a atuação a partir do “banco de expressões”.

- Isto é assustador. – comentei neste momento. – Teoricamente, isto quer dizer que vocês podem pegar um ator medíocre, pintá-lo de verde e captar centenas de caretas absurdas, criando, a partir daí, uma performance digna de prêmios apenas no computador.

- Sim, teoricamente, podemos. – foi a resposta sincera. Que imediatamente cedeu lugar a uma explicação não muito convincente sobre como, na verdade, o ator ainda seria necessário para a referência de interpretação – o que, como qualquer animador tradicional seria capaz de dizer, não é realmente fato.

Em outras palavras: não se espantem caso Keanu Reeves ganhe um Oscar algum dia e agradeça aos amigos da Digital Domain.

Outra revelação interessante feita durante a visita dizia respeito ao melhor tipo de efeito visual: aquele que não se apresenta como tal e que, portanto, passa despercebido pela platéia. Ao citar alguns dos filmes nos quais a empresa trabalhara, Enstice citou Os Donos da Noite, de James Gray, sobre o qual escrevi em novembro de 2007 e cuja crítica continha a seguinte passagem:

Em contrapartida, Gray exibe seu talento como diretor nas seqüências de ação, destacando-se no violento tiroteio que ocorre na “fábrica” dos traficantes e, principalmente, na brilhante perseguição sob a chuva, quando o cineasta mantém sua câmera no carro ocupado por Bobby, prendendo-nos ao seu angustiante ponto de vista, e descartando uma trilha sonora convencional a fim de utilizar ruídos orgânicos à cena para aumentar a tensão, como o som do limpador de pára-brisa.

Pois Enstice comentou que, na realidade, aquela brilhante seqüência havia sido rodada durante um dia de sol e que a chuva e o céu nublado surgiram apenas graças aos efeitos criados pela Digital Domain – algo que eu desconhecia e que me fez admirar ainda mais o talento da equipe da empresa. (Outro filme que contou com mais de 400 planos envolvendo efeitos visuais imperceptíveis criados por eles foi o magnífico Zodíaco, de David Fincher).

A chuva, aliás, é uma das especialidades da DD, que expõe a animação de fluidos como seu ponto forte, assim como a criação de carros digitais (e não é à toa que, portanto, tenham sido contratados para trabalhar em Speed Racer).

Vendida por James Cameron há alguns anos, a Digital Domain agora tem, entre seus donos, o diretor Michael Bay, o que não impediu Enstice, no entanto, de fazer um breve comentário sobre Avatar, dirigido por seu ex-chefe: “Parece que não será como nada que tenhamos visto antes”, confessou o sujeito, completando: “E deverá mudar as regras do jogo. Pelo menos, é o que todos vêm dizendo”.

E considerando que esta foi apenas a primeira vez das várias ocasiões em que algo similar foi dito em relação ao longa de Cameron, é bastante provável que algo realmente revolucionário esteja sendo realizado pelo diretor de obras como Titanic e O Exterminador do Futuro.


A Palestra de Paul Salamoff

Algo importante a ser lembrado com relação aos programas do InFilm é que a idéia é levar amantes do Cinema aos bastidores de Hollywood – e não necessariamente conhecedores de Cinema. Assim, como já seria de se esperar, há determinados momentos dedicados justamente à instrução destes participantes.

O que justifica a palestra de Paul Salamoff.

Inspirado pelo veterano Tom Savini (você se lembrará dele em Um Drink no Inferno: é o sujeito que exibe uma pistola cujos dois tambores e a localização na virilha remetem a um pênis capaz de metralhar qualquer inimigo), Salamoff decidiu ainda jovem se dedicar aos efeitos visuais. Filho de dentistas, ele usava os materiais que os pais compravam para a fabricação de próteses a fim de criar seus próprios efeitos de maquiagem – e não muito depois ele conseguiu trabalhar no departamento de maquiagem de filmes tão díspares quanto o barato e divertidinho Criaturas 3 (que marcou a estréia de Leonardo DiCaprio no cinema) e o caro e pavoroso Batman & Robin.

Sujeito simpático e visivelmente apaixonado por seu trabalho, Salamoff ofereceu uma palestra de 90 minutos durante a qual traçou uma linha do tempo didática e abrangente sobre a História dos Efeitos Visuais, explicando também as diferenças entre efeitos óticos, práticos e digitais – e mesmo que não tenha descoberto um único fato novo durante a fala do profissional, apreciei sua empolgação (e, como já dito, os integrantes do grupo que pouco sabiam sobre o assunto demonstraram satisfação com o que aprenderam).

O irônico é que, após concluir a palestra, Salamoff exibiu seu portfólio profissional, despertando meu interesse sobre sua experiência particular e as técnicas envolvidas no processo de criação das miniaturas e da maquiagem – algo que ele talvez aborde diretamente no workshop que oferecerá na sexta-feira.

De todo modo, o dia se mostrou interessante o bastante para manter o grupo alerta mesmo apesar do cansaço, o que sempre é um bom sinal. Além disso, como relaxar sabendo que o dia seguinte nos proporcionaria testemunhar o encontro entre duas verdadeiras lendas da animação?


(Para maiores informações sobre o InFilm e futuros programas promovidos pela empresa, clique aqui.)

 

* Pablo Villaça viajou a convite do evento.

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Nas entranhas da Rhythm & Hues

by Pablo 30. julho 2009 05:22

Vídeo captado por Jeff Wells na Rhythm & Hues, quando visitamos o espaço (gelado e barulhento) que abriga não só os servidores e HDs de todos os computadores da empresa, como também sua "rendering farm" (numa tradução literal, "fazenda de renderização"), onde os efeitos criados pelos animadores são renderizados 24 horas por dia.


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Chat ao vivo - Dia 02

by Pablo 27. julho 2009 22:51
Update: Chat ao vivo no ar: envie perguntas pela janela de bate-papo abaixo do vídeo, por comentários no blog ou através do twitter (para @pablovillaca).

 

Free live streaming by Ustream 

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Los Angeles - Dia 01

by Pablo 27. julho 2009 04:12

Embarquei em Miami às 8h25 da manhã (9h25 no Brasil) e, como não havia dormido nada durante as mais de sete horas do vôo anterior, logo apaguei.

Abri os olhos ao sentir uma sacudida mais forte do avião. Ao olhar pela janela, surpreendi-me com o céu terrivelmente acizentado e com os constantes relâmpagos que pareciam surgir a poucos metros do aparelho. Nesse instante, a voz do capitão soou na cabine:

- Aqui é o comandante Bradley. Fomos informados pela torre de Los Angeles que as condições meteorlógicas são das piores possíveis neste trecho. Tentaremos evitar qualquer desconforto, mas é bastante provável que a forte turbulência seja difícil de ser contornada. Peço que mantenham os cintos afivelados.

Gelei. Nunca ouvira um piloto falar desta maneira com os passageiros. Infelizmente, logo vi que ele tinha razão: o avião começou a sacudir de maneira pavorosa enquanto o som alto dos trovões  parecia prestes a romper a janela. Segurei o braço da poltrona com força e, neste instante, um passageiro que se encontrava na fila ao lado foi arremessado para fora de seu assento justamente por não seguir as ordens de afivelar o cinto. A agitação ao meu lado era visível; todos pareciam amedrontados. Olhei para fora mais uma vez e, surgindo de repente no meio das nuvens, uma montanha pareceu passar a apenas alguns centímetros da asa do avião. 

Estávamos bem mais baixo do que eu imaginava.

Como o tremor não parecia ceder, comecei a me preparar para o pior - e este não demorou a ocorrer: subitamente, o aparelho virou de lado e pareceu despencar em direção a outra montanha. Senti um frio terrível na barriga e percebi que iria morrer. Fechei os olhos para não testemunhar o impacto.

E acordei assustado e confuso em minha poltrona.

Depois de alguns breves e tensos segundos, percebi que havia tido um pesadelo - mas, a partir daí, o restante da viagem foi tomado por sobressaltos e pensamentos negativos, embora o céu absolutamente azul e a absoluta ausência de turbulência fossem óbvios. Finalmente, o comandante (cujo nome desconheço) anunciou que estávamos prestes a pousar em Los Angeles. Olhei para fora e tive a impressão de que pousaríamos em Brasília, já que a cidade se estendia em uma longa planície à minha esquerda. Imediatamente senti uma certa decepção ao comparar a experiência ao pouso em Nova York, há cerca de dois anos: naquela ocasião, a visão de Manhattan me fizera perder o fôlego, ao passo que Los Angeles parecia decepcionante em contraste. Ao longe, vi o globo da Universal erguendo-se sobre os prédios que se encontravam ao seu lado, mas nada que me levasse a constatar estar na capital mundial do Cinema.

Depois de pegar a mala, saí do aeroporto e me ofereceram um táxi: ciente de que a corrida daria mais de 50 dólares, recusei a oferta e me dirigi ao local em que um sujeito anunciava uma van (ou "shuttle") por 15 dólares: expliquei que queria ir para West Hollywood e logo estava a caminho, dividindo o banco traseiro com apenas mais um passageiro, um jovem asiático. Na "freeway" que liga as várias regiões de Los Angeles (também neste sentido a cidade lembra Brasília; mas em vez de superquadras, há verdadeiros distritos), notei a mesma ausência de qualquer carro pequeno sobre a qual escrevera durante minha viagem a Nova York: para os norte-americanos, apenas os carros grandes, pouco práticos e imensos consumidores de gasolina parecem servir.

Ainda decepcionado pela paisagem comum, tive uma pequena amostra da história de Los Angeles ao ler uma placa que dizia "Howard Hughes Parkway", já que somente uma cidade como esta poderia homenagear uma figura como Hughes. Ao mesmo tempo, comecei a perceber a abundância (já esperada) de gigantescos anúncios de diversos filmes enfeitando fachadas inteiras de prédios enormes: de Funny People a Força G, passando por G.I. Joe e Harry Potter, as propagandas dos grandes lançamentos pareciam dominar a cidade.  

 

Minha sorte começou a mudar graças ao rapaz ao meu lado: ele estava indo para a UCLA e, com isso, ganhei uma visita ao campus da Universidade. Imediatamente, as imagens de belas e alegres jovens usando shorts mínimos (Los Angeles está mergulhada em calor) passaram a surgir na janela. Estranhei toda aquela agitação, já que o período do verão norte-americano é o de férias, mas logo entendi o que estava ocorrendo quando deixamos o garoto ao lado de uma tenda que dizia: "Arts Camp". Aparentemente, tratava-se de alguma atividade extra-curricular que envolvia coisas como "Acting for the Camera", "Advanced Digital Film", entre outras coisas.

Ao nos dirigirmos para fora do campus, passamos por um imenso campo de futebol no qual dezenas de garotas ensaiavam danças de líderes de torcida.

Só então lembrei-me de ligar minha máquina fotográfica, mas já sem tempo para registrar a imagem. Damn.


Até então, minha imagem de Los Angeles era a de uma cidade habitada apenas por milionários; uma imensa Beverly Hills. No entanto, o que eu via pela janela não correspondia exatamente a esta idéia. Lembrei-me das imensas mansões do bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte, ou daquelas ficam ao redor da Lagoa da Pampulha e pensei que em nada deviam àquelas casas que eu via no caminho.

E foi então que entramos na Sunset Boulevard e, pouco depois, em Beverly Hills.

A cada duas esquinas, uma pequena placa anunciava a venda de mapas que indicavam a localização das casas das "estrelas" - e não duvidei que cada uma daquelas mega-mansões realmente abrigasse um Tom Cruise ou um Will Smith. De repente, os milionários do Mangabeiras me pareceram pobretões patéticos. (E eu, claro, me tornei um sem-teto.)

À medida que mergulhávamos em Beverly Hills, eu me sentia mais e mais como Eddie Murphy em Um Tira da Pesada, quando a câmera em ângulo baixo revelava sua reação ao cruzar as ruas da cidade pela primeira vez - e a impressão só se tornou mais forte quando passei a reparar nos carros displicentemente parados nas entradas daquelas casas (em uma delas, vi nada menos do que uma Ferrari e duas BMW e a frase "Não estamos mais no Kansas, Totó" me passou pela mente). Mais adiante, três crianças corriam umas atrás das outras em um belo gramado - uma cena que poderia parecer natural caso elas não estivessem correndo em Segways e não a pé

Já os turistas fazendo poses diante de um imponente edifício que exibia uma bela torre em nada me espantou; isto é, até o instante em que li os letreiros que identificavam aquele "ponto turístico" como sendo o Departamento de Polícia da cidade. Tentei imaginar alguém tirando fotos diante de uma delegacia brasileira, mas logo desisti: era absurdo demais.

Finalmente cheguei ao hotel e, por coincidência, meu colega Jeffrey Wells, do site Hollywood-Elsewhere, acabava de entrar. Informado de que os quartos estavam sendo arrumados e só seriam liberados em duas horas, senti um certo desânimo, mas foi então que Jeffrey, que morou em Los Angeles por mais de 20 anos (atualmente está em Nova York), me convidou para conhecer a cidade, já que alugara um carro. Primeiro, fomos à loja de DVDs e Blu-Rays Laser Blazer, que me impressionou pela diversidade do catálogo. Em seguida, Jeffrey fez uma verdadeira tour que passou pelos principais bairros e distritos que compõem Los Angeles - e de pontos turísticos óbvios a detalhes como a casa em que Marilyn Monroe morreu, vi em poucas horas muito mais do que imaginei que veria durante toda a viagem. Além disso, apaixonei-me pelo cinema de rua que exibia, em sua fachada antiga, o anúncio de que exibiria, em 70mm, Tempo de Diversão e Baraka, além de diversas outras atrações em panfletos despretensiosos afixados na bilheteria. 

  
 
Depois de passarmos pela aconchegante livraria "Book Soup" (8818 Sunset Blvd - West Hollywood), onde acabei comprando três livros, voltamos ao hotel - e foi aí que descobri que a tomada do carregador do notebook não encaixaria nas entradas do quarto. Assim, decidi caminhar até o shopping Beverly Center para comprar um adaptador, divertindo-me, no trajeto, com a nada envergonhada loja de lingerie que anuncia, com orgulho, vender peças "trashy". Reparei, também, que a aparência de prosperidade da cidade não parece ter resistido à crise econômica, já que, por todos os lados, lojas anunciavam seus fechamentos e imóveis traziam anúncios de "aluga-se".
 
 

Mais uma vez de volta ao hotel, fiz um videocast ao vivo e, depois de um longo banho, fui comer algo com meu amigo Josh Ralske.
 
E assim encerrei o primeiro dia em Los Angeles.
  

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Ao Vivo

by Pablo 26. julho 2009 22:58

O chat que fiz no domingo à noite (entre 23 horas e 1 da manhã, horário de Brasília; de 19h às 21h em Los Angeles) foi um dos mais informais até hoje: os últimos 15 minutos, então, que contaram com a participação de meu amigo Joshua Ralske, foram uma baderna completa. Estou pensando em fazer um chat toda noite, sempre neste horário - então fiquem atentos. Tongue out

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videocast

Em Miami

by Pablo 26. julho 2009 07:13

Por decidir chegar ao aeroporto mais cedo, acabei sendo premiado: meu vôo original sairia às 23h20, mas estava com um atraso previsto de mais de uma hora e, assim, o atendente da American Airlines perguntou se eu gostaria de embarcar no vôo anterior, das 21h20. Aceitei prontamente, claro, já que a idéia de ficar mofando em Guarulhos por cinco horas não era nada agradável.

Sete horas e meia depois, desembarquei em Miami (de onde farei conexão para Los Angeles) e de cara fiquei novamente impressionado com a beleza dos uniformes das autoridades locais. Sempre achei que um uniforme bonito despertava (ou intensificava) o orgulho de quem o vestia - e acredito que investir em uniformes imponentes como os norte-americanos para os policiais brasileiros seria um bom início na tentativa de melhorar nossas autoridades. Dito isso, eles continuam grosseiros como antes - e de nada adianta emendar um "Madam" ou "Sir" depois de gritar ordens do tipo "COME WITH ME!" ou "STEP BACK!". Por outro lado, acho que deixei de ter cara de traficante, já que desta vez não pediram que eu abrisse a mala.

Ah, sim: terminei a crítica de Inimigos Públicos durante o vôo (durante o qual também assisti a Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, que achei bem divertido) e ela já pode ser lida aqui. 

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críticas | novos filmes | variados

Curso - 13a. Edição - Balanço

by Pablo 25. julho 2009 00:31

Mais uma edição do curso concluída - e, com isso, completo 209 alunos somente em 2009. 209 pessoas que conheci e que, podem ter certeza, deixaram suas marcas, em maior ou menor grau. Aliás, um dos prazeres de viajar com o curso é justamente o de conhecer tantas pessoas novas e interessantes.

Quanto à avaliação, vocês já sabem: sempre entrego um formulário ao final do curso para que os alunos comentem e atribuam "pontos" à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações: 4,57 (Décima segunda) 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,06 (bastante superior à média anterior, 3,31 - e como o curso foi no mesmo lugar, atribuo a mudança ao fato da ótima sala estar mais vazia)
Conteúdo
: 4,75
Didática: 4,87
Estrutura do curso
: 4,19

Média geral: 4,47.

E para encerrar, a foto da turma, que não traz a participação do aluno Marcus (que teve que sair mais cedo nesse dia) e que, por um erro meu, traz a Lígia completamente escondida atrás do David (desculpe, Lígia!). Para ampliar, basta clicar. 

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Descanso (Descanso?!?!)

by Pablo 24. julho 2009 01:34

Hoje foi o penúltimo dia de aula do curso. Desta vez, estou trabalhando com uma turma menor, de 17 pessoas, já que: a) decidi abrir menos vagas por ter alugado um auditório menor e por não querer deixá-lo muito cheio, o que provocou certo desconforto na edição ocorrida em maio; e b) tive apenas 3 semanas para divulgar o curso, já que, além de resolver abrir esta edição extra de última hora, atendendo a pedidos de pessoas que só poderiam fazer o curso no período das férias, ainda acabei antecipando as aulas em uma semana em função de minha viagem para Los Angeles.

O fato da turma ser menor, porém, não prejudicou a dinâmica; ao contrário, os alunos têm perguntado mais do que de hábito, o que me fez atrasar um pouco em relação às demais edições (e só "alcancei" o ponto certo do curso hoje, no penúltimo dia). 

No entanto, se nas edições feitas fora de BH eu costumo trabalhar durante o dia, aqui estou dedicando o tempo livre a Luca e Nina, que vieram comigo. Assim, levei o baixinho ao Playcenter (cuja lotação, em plena quarta-feira, tornava as filas imensas, tornando impossível aproveitar os brinquedos como o desejado) e também fomos ao Instituto Butantan, onde testemunhamos as cobras no serpentário sendo alimentadas com ratos vivos - algo que achei meio cruel, já que os funcionários do Instituto seguravam os ratinhos pela cauda, balançando-os em frente aos répteis, até que estes atacassem e matassem os bichinhos. Já no espaço ao lado, os ratos eram jogados sobre as cobras, durando pouco tempo - e vimos até mesmo uma cobra engolindo um rato, o que deixou Luca impressionado. Para completar o passeio, demos a sorte de encontrar um biólogo que havia retirado uma falsa coral do cativeiro a fim de mostrá-la para uma jornalista do Estadão e que permitiu que Luca segurasse o réptil.

Somado ao dia delicioso que passamos no Parque da Turma da Mônica (onde brinquei com o filhote até mesmo na piscina de bolinhas), esta foi uma semana bem gostosa, ainda que terrivelmente cansativa, já que eu saía dos passeios direto para a sala de aula. 

E é claro que, justamente por isso, tive pouquíssimo tempo de "blogar".

No sábado, embarco para Los Angeles a convite do InFilm para participar do Programa FX - e devo ficar por lá até o dia 3. Espero ter um tempinho para ao menos publicar algumas impressões sobre o evento ao final de cada dia, embora também pretenda escrever uma matéria um pouco maior sobre o que verei por lá.

Mas antes disso, é claro, preciso encerrar esta edição do curso em São Paulo - o que farei nesta sexta-feira.

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curso | Luca & Nina | variados

RaUL - O Mito por trás do Menino

by Pablo 20. julho 2009 23:07

Sei que falo muito do RaUL. Alguns até acham que, ao fazer isso, dou corda para um psicopata obcecado por mim. Mas não acredito nisso; RaUL é, ao meu ver, um garoto extremamente perturbado pela necessidade de se afirmar como homem quando, na realidade, é apenas um moleque inseguro como tantos outros. Para piorar, sua terrível falta de cultura (e de um mínimo bom senso), associada a uma criação provavelmente repressora, criou uma pequena aberração com a qual todos nos acostumamos nos últimos anos.

Sim, anos. Pois RaUL já publica comentários neste blog há um bom tempo.

Há aqueles que não acham a menor graça em seus textos; outros que não entendem por que ele conseguiu ganhar tantos fãs. Entendo essa estupefação, mas nada posso fazer a respeito: RaUL é como uma ótima piada que simplesmente não funciona para alguns: tentar explicá-lo seria apenas perda de tempo e não resultaria em novos "admiradores".

Sim, ele é um personagem. Mas não somos todos? Cada um que posta comentários aqui assume uma identidade arbitrária, que jamais refletirá a complexidade do todo. Eu mesmo filtro bastante o que publico aqui: os dias em que acordo de mau humor, querendo que o mundo exploda, ou mesmo incidentes que sei que refletiriam mal sobre a imagem que alguns fazem de mim (outro dia, por exemplo, me envolvi numa briga de trânsito tão estúpida que, envergonhado, acabei apagando o post antes mesmo de terminar de descrevê-la no blog).

Quem são, por exemplo, Achilles de Leo, Fabiana Belizário, André Souza, André Flanders, Cristal, robfarah, Oz, Carolina Carvalho e tantos outros que postam regularmente por aqui e cujos nomes (ou nicks) já reconheço imediatamente? (E aí desconto o fato de já conhecer alguns deles por terem se transformado também em alunos do curso.) São avatares. Literal e figurativamente. E no que diferem do RaUL? 

Eles são tão reais uns para os outros como o RaUL, não? Quem garante, por exemplo, que André Souza não se chama, na realidade, Margareth Cruz, sendo uma velhinha de 82 anos que vive num asilo?

Digo tudo isso como introdução da revelação de que, depois de todos esses anos, finalmente descobri quem é RaUL. E não, não tenho a menor intenção de compartilhar isso com outras pessoas, já que sei que isso destruiria o "RaUL" para muita gente - e personagens como o RaUL, que vão sendo construídos e se tornam figuras quase tridimensionais graças ao histórico que acumulam, devem ser preservados. Sim, preservados - no mínimo como tributo ao esforço devotado à sua criação e manutenção.

O que posso dizer é que RaUL, de certa forma, é inspirado num personagem real. E que descobrir seu "autor" foi uma espécie de "momento Os Suspeitos", no qual fui encaixando várias pecinhas do quebra-cabeças numa seqüência que culminou num "Como não percebi antes?!". 

Isso não mudou, porém, meu fascínio pelo "garoto-mongo-pornô" cuja mãe exige "respeito" no Twitter e que é terrivelmente explorado pelo dono da Lan House. E que, em seus esforços de virilidade, mal percebe estar caindo nas mãos de pedófilos. 

Mas sei que nem todos compartilham deste fascínio. Sei, por exemplo, que há um certo "Saldanha" que encara RaUL como uma verdadeira ameaça; uma brincadeira que oculta um mal terrível. Já eu acho tudo tremendamente divertido. Mesmo conhecendo o Homem por trás do Menino (no, caso, de, maneira, não secsual, claro).

Longa vida a RaUL.

(Update: Sim, ele está na foto publicada neste post.)

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Vacinas e pirulitos

by Pablo 16. julho 2009 17:23
Hoje levei as crianças para que fossem vacinadas: Luca ainda tinha que receber uma dose da vacina contra Hepatite (a próxima injeção, só em 2014) e Nina... bom, a pequena ainda terá que enfrentar muitas agulhas até estar totalmente protegida contra as principais doenças que ameaçam crianças menores. Como de hábito, Luca começou a reclamar sobre a vacina assim que acordou, tentando nos convencer a deixar a idéia para lá - e assim que chegamos ao posto, o baixinho começou a chorar e a implorar por clemência. Fiquei com pena justamente por lembrar-me de como também detestava a palavra "vacina" quando criança, mas, depois de explicar pela enésima vez a importância daquilo para o pequeno, tive que segurá-lo até que levasse a injeção, o que o deixou revoltadíssimo.
 
Revolta que passou no exato segundo em que a enfermeira disse: "Pronto, acabou" - e mesmo ainda me fuzilando com um olhar magoado, percebi que ele não tinha sentido a dor que antecipara e que, portanto, estava tranqüilo.
 
Hora de Nina ser vacinada contra a meningite.
 
Neste caso, eu realmente senti um remorso tremendo ao observar como minha mocinha brincava inocentemente, divertindo-se imensamente com as fotos de bebês coladas na parede. A pequena não fazia idéia do que a esperava. Assim, peguei-a no colo e a abracei. Ela olhou para mim e sorriu, achando que eu estava iniciando alguma brincadeira. Quando a agulha entrou em sua perna, ela inicialmente fez uma expressão séria, confusa, como se tentasse compreender o que estava acontecendo e, em seguida, desabou no choro. 
 
Meu coração bobo de pai se partiu ao meio. Logo, porém, ela estava rindo novamente.
 
Como recompensa pelo "sofrimento", as crianças ganharam pirulitos de morango (mais o meu, que sempre peço por "sofrer" com eles) e voltamos para o carro. Como Nina ainda é pequena para chupar balas, deixei o pirulito embalado em sua mão apenas para que ela brincasse com aquela coisa colorida e se distraísse. Alguns minutos depois, porém, ao olhar pelo retrovisor percebi que de alguma forma ela havia conseguido tirar o plástico e mordiscava o doce. Achei bonitinho e deixei pra lá.
 
Até que, certo tempo depois, olhei pelo retrovisor novamente e levei um choque: Nina chegava a brilhar em função de todo o açúcar que se encontrava grudado em seu cabelo, em seu rosto e também no pescoço e na roupa - além, claro, da cadeirinha de proteção, do cinto de segurança e de tudo que estava ao seu alcance. Aparentemente, ela achara mais interessante esfregar o doce no ambiente ao seu redor do que em saboreá-lo.
 
E agora, distraída com os dedinhos grudados uns nos outros, ela se esquecera do pirulito, que se encontrava colado em sua bochecha esquerda. 
 
Atônito, só consegui dizer um fraco "Nina...". Isto atraiu a atenção de Luca, que, embora sentado ao lado da irmã, olhava pela janela viajando em sua própria imaginação. 
 
- Meu filho, tira o pirulito da sua irmã, por favor... - pedi.
 
Ao que Luca prontamente atendeu, arrancando o doce da bochecha da irmã (o que chegou a provocar um pequeno barulho) e enfiando-o alegremente na boca.

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Luca & Nina

Torcendo pelo Cruzeiro no Twitter (ou: Anatomia de uma Derrota)

by Pablo 16. julho 2009 00:08

E não deu muito certo...

  • Já adianto que nos próximos 105 minutos serei insuportavelmente cruzeirense.
  • A taça da Copa Libertadores parece o Sputnik. Coisinha feia. Mas eu quero.
  • O uniforme do trio de arbitragem deve gastar umas 200 pilhas AA por jogo.
  • 15 segundos de jogo e o Galvão já disse "Haja coração!". Acho que é um recorde, não?
  • To jogando muito Real Soccer no iPhone: vi o Cruzeiro se aproximando da grande área e me deu ânsia de apertar "B" para fazer o cruzamento.
  • "B"! "B"! "B!" "B!" Droga.
  • Argentino despencou na área de maduro. Coisinha fresca.
  • Ouvi dizer que não é recomendado olhar diretamente para esse árbitro sem colocar uma chapa de raio X na frente dos olhos.
  • Outro argentino caído sem motivo. A gravidade em Minas é mais forte do que lá na Argentina?
  • Quanto tempo até o Galvão soltar o primeiro "Jogo dramático!!!"?
  • No jogo passado, dois argentinos sangraram. Agora, o goleiro já está sangrando. É impressão minha ou eles são excessivamente delicadinhos?
  • Esse camisa 10 do Estudiantes com cabelos cheios de luzes é muito antipático. (Ele parece o Murilo Benício em O Homem do Ano.)
  • O Kléber tomou um soco na cara e ainda levou um cartão amarelo sem ter nada a ver com o negócio. É o Pato Donald do jogo.
  • Eu tenho medo desse argentino careca e de cavanhaque. O Camisa 11.
  • Aliás, eu sempre tenho medo de quem é careca e tem cavanhaque. Tem nome, isso? Cavanhacocarecofobia?
  • O bom desse uniforme dos árbitros e que, caso acabe a luz do estádio, o jogo pode continuar.
  • Pedi uma pizza no intervalo. Espero que o motoqueiro seja atleticano; se for cruzeirense, provavelmente vai cuspir na comida só de raiva.
  • Qual é o problema do gramado do Mineirão ser "pesado" (segundo o Galvão)? Os jogadores vão ter que carregá-lo?
  • Esse Murilo Benício (em O Homem do Ano) é um antipático. Tomara que tome uma porrada sem que o juiz veja.
  • Agora o Galvão quer incendiar a torcida. Já não temos tragédias demais no nosso futebol?
  • QUE GOLAAAAAAAAAAAAAAAÇOOOOOOOO!!!
  • Agora o Galvão quer incendiar o Mineirão inteiro. É um piromaníaco, esse cara.
  • Acho que eu vi o @cinematorio no meio da torcida, chorando em posição fetal.
  • Galvão insiste na idéia de "incendiar o Mineirão". Alguém chame a polícia, por favor.
  • Não foi um "golaço", não. A desviada no argentino enfeiou o gol. Mas vale do mesmo jeito.
  • Se o motoqueiro for cruzeirense e tiver perdido o gol, deve ter parado no meio da caminho pra esfregar a bunda na comida. :S
  • Nãããão, Murilo Benício (do Homem do Ano) filho da puta!
  • Nunca gostei desse cara.
  • "Decisão dramática". É oficial: 12:40 do segundo tempo.
  • Por que o goleiro do Cruzeiro tem a boca azul? É um banguela que veste a dentadura do time?
  • Galvão: "Magrão sentiu falta do Gerson; Gerson sentiu falta do Magrão. Eles têm que andar juntinhos!". Dá, não: jogador é muito preconceituoso.
  • Tomara que esmaguem esse filho da puta durante a comemoração.
  • Agora os argentinos só vão jogar caídos.
  • De que adianta "colocar o coração na ponta da chuteira"? Só atrapalharia o chute e provocaria a morte do jogador. Galvão burro.
  • Comentarista: "É preciso tirar alguma coisa de dentro... do fundo da alma. Porque na tática vai ser difícil". Que brilhante.
  • Galvão: "Se eles fizeram um gol de cabeça no cruzamento, por que o Cruzeiro não pode o mesmo?". Não sabia que futebol funcionava assim.
  • Agora Galvão quer incendiar o jogo. Esse cara é um criminoso.
  • Ok, hora da promessa desesperada: se o Cruzeiro vencer a Libertadores, eu vejo CINCO filmes do Rob Schneider em um só dia.
  • Achei que ia perder seguidores durante o jogo do Cruzeiro, mas acabei ganhando seis. O povo gosta de ver sofrimento alheio.
  • Os Atleticanos estão enlouquecidos em BH. Fico feliz por eles: assim ao menos podem sentir alguma alegria com futebol.
  • Valeu a decisão de ignorar o Campeonato Brasileiro. Ao menos agora não tenho mais nada para torcer até o fim do ano.
  • Ei, tá passando Casablanca no TCM! #mudandodeassuntorapidamente
  • Aposto que Humphrey Bogart era cruzeirense.

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twitter

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

by Pablo 15. julho 2009 01:45

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críticas | novos filmes

Curso em São Paulo - Últimas Vagas

by Pablo 14. julho 2009 15:07
Restam cinco vagas para o curso que começa na próxima segunda-feira.

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