100 Anos de Efeitos Visuais

by Pablo 28. agosto 2009 03:02

Dica do querido Jack Bianchi:

4.6 ponto(s). Avaliado por 7 pessoas

  • Currently 4,571429/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

vídeos

A depressão como mecanismo evolutivo?

by Pablo 28. agosto 2009 02:36

Eu ia jogar esse link no Twitter, mas considerando a longa e interessante (e franca) discussão relativa à depressão que tomou conta desse blog há alguns dias, achei que valeria a pena postá-lo aqui para que possam debatê-lo.

Em resumo: dois cientistas estão defendendo, através de argumentos lógicos (com ou sem aspas, como preferirem) e de avaliações relativas a neurotransmissores e funções neurológicas, que a depressão é um mecanismo evolutivo moderno ao permitir que as pessoas se concentrem na resolução de problemas em vez de se distraírem com o convívio social, com o sexo e até mesmo com a alimentação.

É claro que, no processo, os dois estão desconsiderando um obstáculo óbvio ao seu raciocínio: a idéia de evolução gira em torno da capacidade que os indivíduos mais "adaptados" teriam de sobreviver e reproduzir - dois verbos que normalmente não relacionamos às vítimas da depressão crônica.

Ainda assim, vale a leitura deste artigo.

3.8 ponto(s). Avaliado por 4 pessoas

  • Currently 3,75/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

mundo

The Strain

by Pablo 27. agosto 2009 14:39
Terminei de ler ontem o livro "The Strain", co-escrito por Chuck Hogan e pelo cineasta Guillermo del Toro. Poucas vezes levei tanto tempo para ler um livro, já que comecei na viagem para Los Angeles, em 25 de julho, chegando ao fim apenas um mês depois. Porém, que isto não soe como crítica à obra; eu realmente tenho tido pouquíssimo tempo para dedicar a atividades não relacionadas a trabalho. Espero mudar isso logo.
 
Seja como for, "The Strain" (que no Brasil ganhou o péssimo título "Noturno") é uma história de vampiros bem contada que remete diretamente ao maravilhoso livro do irlandês Bram Stoker - não apenas em sua trama principal, mas também na composição dos personagens. Se Stoker criou, por exemplo, um grupo de heróis composto por um estrangeiro especialista em vampiros (Van Helsing), um corretor de imóveis, um médico, um "cowboy" e uma bela jovem (Mina), Hogan e del Toro repetem a fórmula com um professor estrangeiro especialista em vampiros (Setrakian), um epidemiologista, um exterminador de ratos com sensibilidade "cowboy" e, claro, uma bela jovem (Nora, que também é epidemiologista). Da mesma maneira, se o romeno Dracula cruzava os mares em seu caixão transportado por um navio, exterminando a tripulação no caminho, aqui o polonês Surdu cruza os mares em seu caixão transportado por um avião, exterminando passageiros e tripulação no caminho. As referências surgem até mesmo em nomes de personagens secundários: Renfield, por exemplo, ganha uma homenagem no capitão Redfern, e assim por diante.
 
Dito isso, "The Strain" está longe de ser apenas uma releitura sem criatividade de "Drácula". Primeiro livro de uma trilogia, ele estabelece bem as bases da trama, apresentando de forma interessante os principais personagens e suas motivações - e a maneira com que salta constantemente de uma figura a outra lembra, também, a estrutura imaginativa que Stoker usou em seu livro, embora Hogan e del Toro mantenham sempre o tradicional narrador em terceira pessoa, ao contrário do que fazia o irlandês (sempre me espanto como "Drácula" é levado pouco a sério por amantes da literatura; o que Stoker fez naquele trabalho, em termos de estrutura, é simplesmente maravilhoso).
 
Já no que diz respeito ao estilo, "The Strain" é apenas adequado. Hogan (que, imagino, tenha sido o principal responsável pela elaboração do texto em si) não é um escritor dos mais sofisticados, embora, aqui e ali, tome algumas liberdades que agradam pela surpresa (como, por exemplo, ao ilustrar a velocidade e a raiva do ataque feito por Eph a um vampiro ao descrevê-la com a frase "KnifeKnifeKnifeKnifeKnifeKnife"). Na maior parte do tempo, contudo, ele faz um trabalho burocrático, mas não deficiente.
 
É uma boa leitura e confesso que fiquei curioso para ler os dois episódios seguintes da trilogia, que serão lançados em 2010 e 2011.
 
"The Strain"
Editora William Morrow (HarperCollins), 2009
401 páginas

5.0 ponto(s). Avaliado por 3 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

livros

Mais sobre a baianidade

by Pablo 26. agosto 2009 15:26

Desci para o café da manhã ontem e, enquanto olhava a mesa com as opções, a dona da pousada, Marlusa*, se aproximou:

- Ei, Pablo. Bom dia!

- Bom dia.

- Quer que faça uns ovos mexidos pra você?

- Acho que não, obrigado. Na verdade, não gosto muito de comer logo quando acordo.

Ela olhou para mim com seriedade:

- Rapaz, reflita! O café da manhã é a refeição mais importante do dia!

Sorri. Em que outro lugar do país a dona de um estabelecimento tentaria te convencer a solicitar que ela fosse para a cozinha preparar algo?

- Você tem razão. Mas vou comer algo aqui da mesa, mesmo, não precisa se preocupar.

- Então tá bom. Você quer se sentar aqui dentro ou lá na varanda?

- Na varanda.

- Ah, faz muito bem! Porque com essa vista, não tem nem como ficar de mau humor, né? Você pode estar preocupado, chateado, aborrecido, que é só dar uma olhada pra esse mar lindo que tudo passa! - e olhando para a mesa - Não deixa de provar as geléias de tamarindo e de jaca, não, viu? A gente mesmo é que faz!

(* Para quem perguntou: a pousada em questão é a Casa Vila Bela, que fica na Rua do Carmo, no Pelourinho. O nome de sua dona não é Marlusa; criei outro por não saber se ela gostaria de ter seu nome exposto aqui no blog.)

Vale dizer, aliás, que a simpatia dos baianos também se mostrou presente na organização do Ciclo Salvador de Cinema: poucas vezes fui tão bem tratado pelos produtores de um evento. Aproveito para deixar aqui um imenso abraço aos novos amigos Rodrigo, Pedro, Rubão e Rey, da produtora Domínio Públi(c)o, que foram simplesmente sensacionais.

5.0 ponto(s). Avaliado por 5 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: ,

premiações e eventos | viagens

Em Salvador

by Pablo 24. agosto 2009 19:22
Depois de pousar em Salvador, passei na casa de meu tio (o mesmo que me hospedou em janeiro) para um almoço rápido com a família e, em seguida, fui para a pousada que o pessoal da Caixa Cultural reservou em meu nome. (Para quem não sabe, vim dar uma palestra sobre crítica a convite do Ciclo Salvador de Cinema.) Ao chegar ao Pelourinho, toquei a campainha da pousada e fui recebido por uma baiana simpática que imediatamente se mostrou surpresa com minha presença.
 
- Pois não?
 
Olhei de novo a placa acima da porta e confirmei estar no lugar certo.
 
- Tudo bem? Eu tenho uma reserva em nome de Pablo Villaça.
 
Ela abriu a porta e me deixou entrar, dirigindo-se rapidamente a uma mesa localizada ao lado da janela que tinha um mapinha da ocupação dos quartos.
 
- Qual seu nome?
 
- Pablo. Villaça.
 
Ela olhou o papel intrigada.
 
- Tem certeza que é aqui?
 
- Ah... bom... eu tinha, mas agora que você falou dessa maneira... não sei mais.
 
Ela riu e jogou o papel na mesa.
 
- Na verdade, não sou eu quem faz isso. É a dona da pousada, mas ela foi em casa almoçar. 
 
- Ah.
 
- Você sabe o nome do seu quarto?
 
- Se eu sei o quê?
 
- O nome do quarto. Aqui os quartos não têm números, têm nomes. Senzala, Colonial, etc.
 
- Ah... só sei que o nome dele é Quarto. O sobrenome eu desconheço.
 
- Jaciara!
 
Assustei com o berro repentino. Ela estava chamando uma colega.
 
- Jaciara, você sabe em que quarto o Pablo está?
 
- Sei, não. Ligou para a dona Marlusa?
 
- Vou ligar.
 
Ela discou alguns números.
 
- Ih, caiu na caixa postal!
 
- Liga pra casa dela!
 
- Ah, é.
 
Discou de novo.
 
- Dona Marlusa? O Pablo chegou aqui. Ele tá em que quarto? Ah, tá. 
 
Desligou.
 
- Você tá no Colonial.
 
Ela me entregou uma chave e, olhando para a escada, disse:
 
- Pode subir ali. Fica à direita.
 
- Vocês têm internet no quarto?
 
- Tem, não. Mas aqui em baixo tem. Fica cheio de gente aqui nas poltronas mexendo na internet.
 
- Ah, ok. Obrigado.
 
Subi e, ao abrir a porta, senti o vapor abafado de um quarto que permaneceu algumas horas fechadas no calor de Salvador. Abri o frigobar para pegar um refrigerante. Vazio. Voltei para a escada e comecei a descer.
 
- Ei! - já gritou a moça, ao ver que eu descia. - Tá precisando de alguma coisa?
 
- O frigobar tá vazio...
 
- Ah, eu sabia que tinha esquecido uma coisa! Quando você sair do quarto eu encho pra você, tá? Mas você quer um suco de maracujá com acerola? Eu faço um pra você rapidinho!
 
- Quero, sim, por favor.
 
Voltei para o quarto rindo comigo mesmo. Há coisas que são inexplicáveis: o mesmo tipo de tratamento que me deixaria enfurecido em qualquer outro lugar... em Salvador me deixa apenas alegre graças à informalidade, à alegria e ao carisma de um povo pelo qual me apaixono um pouco mais sempre que passo por aqui.
 
Além disso, como ficar ranzinza se, ao abrir as portas da varanda do quarto, me deparo com esta vista?


Mais tarde, depois de passar algumas horas trabalhando no saguão do hotel, comprovo que a informalidade do baiano não apenas é geral, mas contagiosa: o dono da pousada, um francês radicado no Brasil há anos (e que fala o português - com sotaque baiano - maravilhosamente bem), se aproxima de mim e diz:

- Rapaz, mas você é estudioso, viu? Se alguém perguntar, eu sou testemunha!

Adoro esse povo, nativo ou importado.

5.0 ponto(s). Avaliado por 7 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: ,

cotidiano | viagens

20.000 comentários

by Pablo 22. agosto 2009 23:00

Quero apenas agradecer a todos vocês por mais esse importante número alcançado: desde 10 de julho de 2008, quando inaugurei esta nova versão do blog, vocês publicaram nada menos do que 20.450 comentários ao longo de 684 posts. Somados aos comentários da versão anterior do blog, totalizamos 56.057 comentários!

Putz, mas vocês falam, hein? Wink

4.5 ponto(s). Avaliado por 13 pessoas

  • Currently 4,538461/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

administrativo

Suicídio

by Pablo 22. agosto 2009 15:06

Como muitos de vocês já sabem, tomo anti-depressivo há vários anos. Hoje considero a doença (porque é uma doença) sob controle e venho pensando cada vez mais em abandonar os remédios, mas houve uma época em que a sensação de desespero e angústia praticamente me impediu de funcionar socialmente. Como podem imaginar, naquele período, a idéia de suicídio cruzava minha mente de quando em quando, mas jamais a considerei com muita seriedade. Aliás, creio que, em um momento ou outro, a maior parte das pessoas já pensou algo como "E se eu...", mesmo que isto fosse apenas uma espécie de exercício mental e/ou emocional.

Porém, o que sempre me impediu de pensar no suicídio como uma possibilidade real foi o fato de que isto não representa uma solução para nada, mas apenas uma fuga. Uma fuga da qual não é possível arrepender-se. E se consideramos o estrago colossal que uma atitude como esta provoca em quem fica para trás, o suicídio se torna não apenas um ato de covardia, mas também de profundo egoísmo. Um gigantesco "fodam-se" para todos aqueles que nos amam.

(Só para constar, eu considero o suicídio como uma alternativa "legítima" em apenas dois casos: doença incurável que provocará intenso e inevitável sofrimento e naquelas circunstâncias em que, para todos os efeitos, sua vida já acabou, como discuti em minha crítica de Mar Adentro - e mesmo neste último, não estou certo de "aprovar" a auto-destruição.)

Comecei a pensar nestas questões depois da notícia do possível suicídio (ainda não foi oficialmente confirmado) de uma blogueira/twitteira de 33 anos de idade. Além de provar de maneira inconteste que o Twitter é uma péssima mídia para se deixar um bilhete de despedida (não posso acreditar que o que você tem a dizer antes de deixar esse mundo pode ser resumido em apenas 140 caracteres), a moça aparentemente escolheu uma maneira absurda de se matar: enfiou uma faca no próprio peito - algo que, no que diz respeito a formas de auto-extermínio, só perde em falta de praticidade para a auto-imolação.

Sim, é possível que ela, num processo mental distorcido, tenha desejado sofrer antes de morrer. Ou talvez apenas não tenha pensado melhor no que iria fazer. Ainda assim, quando penso na dor e no tempo que ela provavelmente levou para morrer - a não ser que tenha conseguido a proeza de reunir pontaria e força suficientes para atingir o próprio coração -, não posso deixar de sentir um frio na espinha. E não entendo como alguém que já tomou a decisão mais definitiva de sua existência pode não ter uma paciência mínima para ao menos encontrar uma forma mais confortável (ou menos lenta e dolorosa) de executar seu plano.

É claro que lamento a morte de uma pessoa jovem e saudável - mesmo que considere sua atitude incrivelmente estúpida e egoísta (ao que parece, ela tinha um filho pequeno, o que torna tudo mais imperdoável). Mas as decisões de deixar uma despedida no Twitter e de se matar com uma facada no peito me levam a pensar, confesso com certo embaraço, que havia algo muito mais errado com a moça do que uma simples depressão.

3.3 ponto(s). Avaliado por 14 pessoas

  • Currently 3,285715/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

mundo | variados

InFilm

by Pablo 19. agosto 2009 07:13

Vocês sabem que sempre prezei a transparência neste espaço. Aliás, se há algo que vocês sabem que encaro como uma religião é a Ética. Assim, quando alguém me acusou de estar "fazendo jabá" no post anterior, ao divulgar um programa do InFilm, decidi que deveria esclarecer o que está acontecendo de fato.

Na semana passada, Marcos Wettreich, fundador do International Film Institute, me convidou a assumir o cargo de diretor geral da empresa. Foi um convite inesperado, embora já andássemos discutindo algumas possíveis parcerias, e que me deixou balançado.

É fácil entender minha hesitação: se por um lado a proposta do InFilm é algo que me encantou profundamente, por outro o Cinema em Cena vem sendo o centro absoluto de minha vida profissional há quase 12 anos. Aliás, o CeC é, para mim, quase como um filho - e abandoná-lo é algo que simplesmente eu não poderia fazer.

E que não farei.  

Nada muda no site, portanto. Ao contrário: creio que minhas atividades no InFilm (sim, eu aceitei o generoso convite de Marcos) irão enriquecer e muito minha visão profissional, beneficiando imensamente o Cinema em Cena - e, conseqüentemente, os leitores. Já os cursos que eu vinha dando em várias cidades, infelizmente, acabarão sendo suspensos por um tempo enquanto estabeleço uma dinâmica própria no InFilm.

5.0 ponto(s). Avaliado por 9 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

editorial

Novo programa InFilm

by Pablo 18. agosto 2009 01:00
O próximo programa do InFilm está imperdível: Como Filmes e Programas de TV São Realmente Feitos. Ele vai acontecer de 21 a 25 de setembro, em Los Angeles, e vai incluir os seguintes eventos:
 
1) Visita à Academia;
2) Visita aos sets da CBS;
3) Palestra com um bem-sucedido produtor de Hollywood;
4) Visita à Panavision;
5) Visita aos estúdios da Warner;
6) Visita a uma conhecida empresa que fabrica figurinos;
7) Visita à Digital Domain;
8) Visita à World Stunt Academy;
9) Visita à gravação de uma série de tevê;
10) Exibição de documentário sobre montagem seguida por conversa com sua produtora;
11) Além de dois eventos surpresa e de visita à biblioteca da Academia.
 
O valor do pacote é 2.900 dólares, já incluindo passagens aéreas e hospedagem em Los Angeles. Esse preço vale para inscrições até 10 de setembro (ou até o preenchimento das vagas, que devem ficar em torno de apenas 10, para tornar a experiência mais personalizada e íntima). As vagas serão preenchidas na ordem das inscrições.
 
(É preciso ter o visto de entrada nos EUA, claro.)
 
Para se inscrever, clique aqui.

4.8 ponto(s). Avaliado por 4 pessoas

  • Currently 4,75/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: , ,

premiações e eventos | séries de tevê | variados

Críticas da semana - 14/08/2009

by Pablo 15. agosto 2009 04:11

5.0 ponto(s). Avaliado por 5 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: ,

críticas | novos filmes

Gramado teve o que merecia

by Pablo 14. agosto 2009 15:37

Quando um festival supostamente dedicado a homenagear, honrar e celebrar o Cinema resolve premiar uma das maiores fraudes do país, uma figura que produz porcarias em massa sem o menor apuro artístico apenas para explorar os fãs e adicionar mais alguns trocados à sua já imensa fortuna, é natural que qualquer cinéfilo que se preze se sinta ultrajado. Dizer que Xuxa contribuiu para o cinema nacional apenas porque fez filmes de sucesso é um argumento tão estúpido quanto alegar que Rob Schneider fez bem para o gênero comédia ao mostrar que fazer rir não é tão simples quanto muitos imaginam.

O que forma público não é a presença de uma "estrela" em um subfilme. O que forma público não é um fenômeno pontual no qual crianças obrigam seus pais a pagarem ingressos para sua visita anual ao cinema. O que forma público são bons filmes que, através de histórias envolventes e bem contadas, levam as crianças a se interessarem por uma experiência diferente daquela que já vêem na televisão.

Sim, porque um "filme" que nada mais é do que uma versão widescreen de um especial da Globo não é "Cinema" apenas porque foi projetado numa tela em uma sala de exibição - e as crianças percebem isso; sabem que nada viram de diferente e, portanto, não encontram, ali, motivação para persistirem na descoberta desta nova forma de arte.

O que Gramado esperava celebrar, então, com a homenagem a uma criatura que apenas explora a arte que amamos para benefício próprio e que ainda se notabilizou por garantir a eterna censura a um filme no qual atuou (Amor Estranho Amor)? Se a homenagem partisse de uma associação de exibidores, perfeito. Mas de um Festival de Cinema?! Imperdoável.

Os organizadores do evento, porém, tiveram o que mereciam: depois de se venderem com o intuito de criar um oba-oba que recolocasse Gramado na lista dos principais eventos de cinema do país (na qual Gramado, ao lado do Festival de Brasília, vem deixando de figurar há algum tempo), os responsáveis por esta homenagem vergonhosa foram obrigados a testemunhar a Rainha cuspindo o prêmio em seus rostos. Com a falta de elegância e educação que poderíamos esperar de uma mulher que encontrou um nicho de mercado na sexualização dos programas infantis, Xuxa fez um discurso não apenas patético e sem a menor coerência, mas também ofensivo. Acusou o festival de ser preconceituoso, afirmou ser uma representante típica do "povo" (o que explica por que seus seguranças atropelavam quem tentasse se aproximar da auto-proclamada - e vejam a ironia - "Rainha") e ainda usou o clichê zagalliano do "eles tiveram que me engolir" depois de receber seu troféu.

E Gramado ainda pagou 60 mil reais à criatura para que esta ofendesse e humilhasse o evento (além de manchar sua História).

Brilhante. E merecido.

Update: Amor Estranho Amor (foto abaixo) pode ser visto na íntegra no Google Vídeos.

Update 2: A foto foi retirada em função de aconselhamento jurídico; aparentemente, a "Rainha do Cinema" decidiu que todos devem se esquecer de que o importante cineasta Walter Hugo Khouri fez um filme no qual ela surge nua e seduzindo uma criança e, portanto, é extremamente beligerante no que diz respeito a imagens do longa.

4.8 ponto(s). Avaliado por 69 pessoas

  • Currently 4,797101/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

premiações e eventos

O Festival de Gramado e a Rainha dos Baixinhos

by Pablo 13. agosto 2009 19:07

Ligo para meu amigo Paulo Henrique Silva, crítico do jornal "Hoje em Dia", para discutir uma questão particular e ouço o seguinte:

- Estou em Gramado esperando a Xuxa chegar.

Comecei a rir. 

- Tô falando sério! A Xuxa vai ser homenageada pelo Festival.

Surpreso com a notícia, faço uma rápida busca e descubro que a justificativa por trás da homenagem é o fato da Rainha dos Baixinhos ter levado "36 milhões de pessoas" aos cinemas com seus filmes. E, para mim, isto ajudou a solidificar uma opinião que muitos já manifestaram em voz alta: o Festival de Gramado acabou.

E mal posso esperar pela homenagem a Michael Bay no Oscar 2010.

Update: De acordo com um post do Zanin, do Estadão, o Festival pagou 60 mil reais de cachê para que Xüxa fosse à cidade ser "homenageada".

4.7 ponto(s). Avaliado por 6 pessoas

  • Currently 4,666667/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags:

cinema | premiações e eventos

Promoção Cinema em Cena no Twitter

by Pablo 12. agosto 2009 17:58

Com um total de 4.422 seguidores em seu perfil no Twitter, o Cinema em Cena dá início, nesta quarta-feira, dia 12 de Agosto, a uma superpromoção exclusiva para os leitores que nos seguem através desta ferramenta. Para participar é simples: basta copiar a mensagem (incluindo o link) que publicaremos diariamente através de nosso perfil @cinemaemcena, dando um RT para seus próprios seguidores.

("Dar um RT" significa simplesmente republicar a mensagem original, incluindo, na frente, as letras RT seguidas de @cinemaemcena.)

Uma das pessoas que derem o RT ganhará um superkit contendo vários brindes imperdíveis de diversos lançamentos nos cinemas e em DVD (e basta dar um único RT; mensagens múltiplas não serão consideradas.)

Mas atenção: a quantidade de brindes presentes no kit aumentará proporcionalmente ao número de seguidores de nosso perfil. Assim, incentive seus amigos a seguirem o @cinemaemcena e torne o kit ainda mais imperdível!

A composição do kit será a seguinte:

Início da promoção:  Camisa de "Brüno"

5.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G"

5.500 seguidores:  Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4"

6.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas"

6.500 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra"

7.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra" + DVD do filme "Max Payne"

7.500 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra" + DVD do filme "Max Payne" + DVD do filme "O Dia em que a Terra Parou"

8.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra" + DVD do filme "Max Payne" + DVD do filme "O Dia em que a Terra Parou" + bolsa do filme "Noivas em Guerra"

9.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra" + DVD do filme "Max Payne" + DVD do filme "O Dia em que a Terra Parou" + bolsa do filme "Noivas em Guerra" + bolsa do filme "Anjos e Demônios"

10.000 seguidores: Camisa de "Brüno" + camisa de "Força G" + boné de "O Exterminador do Futuro 4" + caderno capa dura de "24 Horas" + sombrinha "Noivas em Guerra" + DVD do filme "Max Payne" + DVD do filme "O Dia em que a Terra Parou" + bolsa do filme "Noivas em Guerra" + bolsa do filme "Anjos e Demônios" + relógio do filme "Max Payne"

 

A promoção irá até o dia 31 de Agosto; somente os RTs dados entre 12 e 31 de Agosto serão contabilizados durante o sorteio do brinde. 

Participe e incentive seus amigos a seguirem o perfil do @cinemaemcena no Twitter: eles não apenas poderão concorrer a brindes imperdíveis como ainda se manterão sempre a par das últimas novidades sobre a Sétima Arte!

2.3 ponto(s). Avaliado por 6 pessoas

  • Currently 2,333333/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: ,

brincadeiras | twitter

Diário de Los Angeles - Dia #03

by Pablo 11. agosto 2009 02:51

Diário de Los Angeles – Dia #03

Por Pablo Villaça*

Anime na Academia

Depois da visita à Biblioteca Margaret Herrick no primeiro dia do programa de Efeitos Visuais do International Film Institute (InFilm), o segundo dia começou com uma outra visita a um prédio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Desta vez, porém, fomos à sede da instituição, que abrigava a exposição “ANIME! High Art – Pop Culture”, devotada não só à animação japonesa, mas também ao manga (tipo específico de quadrinhos produzidos no Japão que se popularizou principalmente a partir da Segunda Guerra).

Buscando sempre realizar exposições do tipo (uma dedicada a Fellini e que trazia ilustrações de seu Livro dos Sonhos se encerrara em abril), a Academia desenvolve uma série de atividades importantes que transcendem, e muito, sua vitrine mais conhecida: a festa do Oscar. Empregando o dinheiro arrecadado com a cerimônia para manter diversas outras iniciativas, a AMPAS não apenas investe na restauração e preservação de filmes antigos como ainda oferece patrocínios para pesquisas relacionadas à Sétima Arte – e as próprias exposições que produz trazem um claro caráter educativo em suas concepções.

O que nos traz de volta àquela sobre anime: contando com peças pertencentes a colecionadores de todo o mundo, a exposição exibia artes originais de diversas produções emblemáticas como Akira – e não apenas desenhos finais, já com o background incluso, mas também rascunhos iniciais, revelando bastante sobre o processo de criação dos realizadores. Além disso, vários bonecos e miniaturas relacionados aos projetos completavam a galeria, que se estendia até uma sala misteriosamente encerrada por uma cortina rosa.

 

Hentai – a versão erótica dos animes.

Creio não ser preciso dizer que os homens que integravam o grupo do InFilm passaram boa parte do tempo ali – e se há algo que eu jamais havia imaginado é que minha primeira visita à sede da Academia teria menos a ver com a estatueta dourada e mais com esculturas de ninfetas asiáticas.

Mas foi uma troca agradável.

A Anatomorphex

Depois do almoço, nos dirigimos à Anatomorphex, empresa dedicada à criação de miniaturas e bonecos animatrônicos e cujo dono, Robert DeVine, nos recebeu de maneira absolutamente simpática e despretensiosa, usando o mesmo estilo de bermudas e sandálias que, estou certo, veste no trabalho todos os dias.

 

Relaxado e claramente sentindo imenso prazer em apresentar seu trabalho para o grupo, DeVine inicialmente explicou o processo de criação dos impecáveis moldes dos rostos de atores a partir de gesso ou resinas plásticas – algo que você certamente já conferiu em algum making of presente em tantos DVDs. A oficina da Anatomorphex, aliás, é repleta de moldes do tipo, incluindo os rostos de velhos atores como James Cagney e Humphrey Bogart, mas também de intérpretes contemporâneos como Winona Ryder, John Travolta e Robin Williams,  passando por Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Marlon Brando e Meryl Streep. DeVine explicou, diga-se de passagem, que estes moldes criados diretamente a partir dos rostos dos atores geralmente não são comercializados, sendo trocados ou negociados diretamente entre profissionais do meio, que colecionam estas peças há décadas – e claro que fiquei particularmente enlouquecido ao descobrir, pendurado displicentemente na parede, o molde do rosto de Marlon Brando feito durante a produção de O Poderoso Chefão (algumas das demais fotos tiradas na empresa podem ser vistas aqui).

  

Responsável por criar o boneco de Brad Pitt que é atropelado na cena inicial de Encontro Marcado (algo que muitos identificam erroneamente como um efeito puramente digital), DeVine já realizou trabalhos para filmes e comerciais em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil: são dele, por exemplo, os extraterrestres que, numa velha propaganda da Skoll, bebiam cerveja num bar alienígena.

Chefiando uma equipe pequena, mas dedicada (que pode chegar a 12 funcionários em tempo integral durante trabalhos encomendados por grandes produções), DeVine não permite que seus muitos anos de experiência no campo dos efeitos visuais obscureçam sua visão sobre o papel da tecnologia no cinema: “Embora faça efeitos visuais”, ele disse durante a visita, “eu acredito que muitos diretores usam estes efeitos apenas como papel de parede para cobrir os erros do filme; para evitar que o espectador perceba o que não está lá”.

E tendo sido bombardeado por G.I. Joe e Transformers 2 recentemente, não posso deixar de concordar com o sujeito.

 

De volta à Academia para o encontro de duas lendas

John Lasseter e Hayao Miyazaki. Dois gênios da animação que já atingiram o status de lenda nesta arte. Imagine, portanto, ganhar a oportunidade de ouvir um debate ao vivo envolvendo uma destas figuras e chegará à conclusão de que ter a chance de testemunhar um encontro dos dois diretores representaria um presente ímpar para qualquer cinéfilo.

E foi exatamente isso que o programa Efeitos Visuais do InFilm proporcionou na noite da terça-feira, 28 de julho de 2009, aos participantes do grupo.

Com ingressos esgotados há um bom tempo, o encontro entre Lasseter e Miyazaki no cinema localizado na sede da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood foi compreensivelmente tratado como um evento único, especialíssimo, por seus organizadores – especialmente em função da resistência do cineasta japonês em deixar seu país, algo que faz raramente. Some-se a isto a brilhante idéia de levá-lo a ceder uma entrevista para o nome mais importante da animação norte-americana atual (e o fato de cada um representar uma “faceta” desta técnica: o 2D e o 3D) e é fácil perceber por que os ingressos foram tão disputados (e a fila de “excedentes” à espera de lugares na porta da Academia, quando chegamos, comprovou isso).

Imponente com suas poltronas confortáveis, sua cortina vermelha e os Oscars gigantescos espalhados por todos os lados (ok, isso é um pouco cafona também), o cinema da AMPAS impõe rígidas regras aos seus ocupantes, como a proibição de que fotos sejam tiradas no interior da sala mesmo quando nada está sendo exibido na tela – uma imposição tola e desnecessária e sobre a qual só fui informado depois de capturar uma única imagem como registro para os leitores do Cinema em Cena (hum-hum).

Após a exibição dos trailers de todos os filmes dirigidos por Hayao Miyazaki desde 1984, quando comandou Nausicaä of the Valley of the Wind, até chegar ao novo Ponyo on the Cliff, John Lasseter subiu ao palco de maneira casual, sem nenhum anúncio prévio, e se apresentou rapidamente antes de dizer que se sentia honradíssimo em presidir esta homenagem ao seu “velho amigo” (expressão que utilizou dezenas de vezes ao longo do encontro, evidenciando sua admiração pelo cineasta japonês). Revelando que se inspirou em várias seqüências de Castle in the Sky ao ajudar a conceber cenas de Vida de Inseto, Lasseter explicou que conheceu Miyazaki ainda na década de 70, quando este viajou aos Estados Unidos para visitar o departamento de animação da Disney no qual o futuro dono da Pixar trabalhava.

E, em seguida, convidou a lenda do anime a subir no palco.

Com seus cabelos e barba brancos tradicionais, Miyazaki subiu acompanhado de uma tradutora, já que não fala inglês muito bem, e a partir daí a conversa teve início num ritmo um pouco lento (algo inevitável sempre que há um tradutor intermediando a entrevista), mas que logo se revelou encantadora por abordar os principais pontos da carreira do cineasta.

Falando com a voz sempre calma e demonstrando certa timidez, Miyazaki constantemente se inclinava para frente enquanto levava as mãos à testa, como se tentasse ocultar o rosto, e soltava risadinhas contidas ao se lembrar de certas passagens de sua vida – e esta maneira humilde de se comunicar (especialmente partindo de um mestre como ele) logo conquistou a platéia, que muitas vezes ria de maneira cúmplice com o diretor antes mesmo que sua fala fosse traduzida.

Explicando que começou sua carreira como intervalador na Toei (ele fazia os desenhos entre as posições-chave de um movimento específico), Miyazaki relembrou de quando trabalhava na produção da série Lupin para a televisão japonesa e foi então que Lasseter perguntou como ele saltara de intervalador desta franquia para a tevê para a posição de diretor de Lupin III: Castle of Cagliostro, que marcou sua estréia no comando de projetos para o cinema. Visivelmente embaraçado (o que provou risos no público), Miyazaki respondeu:

- É difícil explicar. Um colega meu mais experiente veio à minha casa uma noite e disse que teria que fazer um filme para cinema a partir da série Lupin e perguntou se eu poderia ajudá-lo um pouco. Então eu, meio que casualmente, disse que o ajudaria. E acabei dirigindo o filme. Quando penso sobre isso hoje em dia, percebo que deve ter sido uma armadilha. E terminamos o filme em quatro meses e meio.

- Quatro meses e meio?!?!?! – interveio Lasseter neste momento.

- É, eu fiquei muito, muito ocupado.

(Clique aqui para ouvir este trecho da conversa.)

Estabelecendo uma amizade que se solidificou até mesmo em função de suas posições similares de jovens rebeldes diante de corporações estabelecidas (Miyazaki e a Toei; Lasseter e a Disney), os dois diretores voltaram a se encontrar no Japão na segunda metade da década de 80, quando Lasseter visitou o estúdio do amigo, a Ghibli, durante a produção de Meu Vizinho Totoro:

- Não havia ninguém [na Ghibli] que pudesse traduzir o que estava sendo dito. – relembrou o diretor de Toy Story – Mas era como se estivéssemos falando a linguagem da animação. Eu nunca me esquecerei de quando ele me levou para o departamento responsável pelos backgrounds (cenários, a grosso modo; a parte da célula que não será animada, servindo de pano de fundo para a ação) e os cenários de Meu Vizinho Totoro eram tão lindos. Fiquei impressionado com as pinturas. Ele estava andando com essa espécie de “brilho Miyazaki” nos olhos e, sorrindo, me mostrou o desenho do Gato-ônibus. E eu pensei: “É um ônibus que é um gato e um gato que é um ônibus. Eu mal posso esperar para ver esse filme!”.

(Clique aqui para ouvir este trecho da conversa.)

Com esse tom de informalidade mantendo-se constante durante toda a conversa, Hayao Miyazaki explicou, ainda, que costuma se inspirar nas pessoas que conhece para criar vários de seus personagens – e completou, rindo:

- O amigo que deu origem ao pai de A Viagem de Chihiro, que come até virar um porco, está aqui conosco hoje. Mas acho melhor não apresentá-lo. Basta dizer que ele já melhorou muito.

Depois da exibição de mais alguns clipes de seus filmes, o cineasta passou a responder a perguntas enviadas pela platéia, incluindo, claro, indagações sobre seu novo projeto, Ponyo – o que levou John Lasseter a fazer uma interessante intervenção (especialmente ao considerarmos que sua carreira é toda baseada na animação 3D) ao descrever uma seqüência em particular do filme:

- (...) É um tour de force, é inacreditável, especialmente quando você se dá conta de que foi tudo desenhado a mão. É espetacular. Qualquer um que disser que já não tem interesse em assistir a animações feitas a mão tem que ver este filme e verá que está errado.

(Clique aqui para ouvir este trecho da conversa.)

Com a noite já chegando ao fim depois de mais de duas horas de conversa, Lasseter finalmente tocou numa questão recorrente na história de Miyazaki:

- Sempre surgem boatos, depois do lançamento de cada filme, de que você vai se aposentar. O que te faz voltar à direção?

- Se me permitem fazer uma confissão – começou o japonês -, a primeira vez em que disse “vou largar essa profissão” foi depois de fazer Nausicaä (em 1984), mas só falei isso para minha esposa. Mas ninguém acredita mais em mim então desta vez eu não disse que iria me aposentar. Acho que vou ficar calado sobre se vou continuar ou não trabalhando.

Ao que Lasseter respondeu:

- Bom, eu sei que falo por todos aqui hoje quando digo que desejamos que você jamais se aposente.

Amém.

(Clique aqui para ouvir este trecho da conversa.)

-------------------------------------------

Para maiores informações sobre o InFilm e futuros programas promovidos pela empresa, clique aqui.

* Pablo Villaça viajou a convite dos organizadores do evento.

5.0 ponto(s). Avaliado por 6 pessoas

  • Currently 5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: , , , , ,

cinema | viagens | videocast | vídeos

Algumas reações à minha crítica sobre G.I. Joe

by Pablo 10. agosto 2009 23:10

"Eu gostei muito do filme e na sala em que estava geral aplaudiu!, acho que esse Pablo villaça deve ser um cara chato besta que curte filmezinhos realistas e drámaticos que levam o espectador a dormir esperando que o filme acabe !"

"Esse Paulo Vilhaça parece que quer dar a bunda."

"O chato das críticas do Pablo Villaça é esse tom tecnicista demais. "o roteiro é muito assim..", "o ator tal é muito assado", "a fotografia é muito bela", "a direção muito 'elegante'. blarg. Já enchi o saco de críticas assim."

"O negocio do pablo vilaça é o seguinte, se vc gosta de filmes onde dois EUROPEUS VIADOS vão passar as férias de inverno no MARROCOS e começam um triangulo amoroso com um ator de teatro AFEGÃO naturalizado HOLANDES criado por pais adotivos TURCOS na BÉLGICA e que passa metade do filme tocando PUNHETA ao som de um arranjo de VIOLA CAIPIRA que nem nos filmes do CLINT EASTWOOD.  

Esse filme não é pra vc.

Tua arte é outra... tu gosta é de outra coisa. Tu gosta de piroca!

GI é foda meu, altos flashbacks fodinhas. Sem falar que as reviravoltas não são previsiveis porra nenhuma, isso é coisa de filho da puta querando dar uma de smartass, eu meto a porrada e ele não vai nem desconfiar o que lhe atingiu."

E algumas defesas feita por leitores e das quais, claro, gostei:

"Pablo faz a ponte entre o popular e o erudito, entre Roger Ebert e Ismail Xavier, entre Leonard Maltin e Jean Aumond. Vocês não entendem nada."

"Realmente ele é o melhor. Eu conheci ele na cabine de imprensa em uma sessão exclusiva de "X-Men Origins: Wolverine" e ele é também muito simpático."

Claro que estes argumentos não respondem às "acusações" sobre minha sexualidade e como esta reflete em minha crítica a G.I. Joe, mas tá valendo.

4.6 ponto(s). Avaliado por 9 pessoas

  • Currently 4,555555/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: ,

críticas

Powered by BlogEngine.NET 1.4.0.0
Theme by Mads Kristensen

Posts recentes

Comentários recentes

Comment RSS

Calendar

<<  março 2010  >>
seteququsedo
22232425262728
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930311234

View posts in large calendar