Críticas - 29/01/2010

by Pablo 30. janeiro 2010 02:00

Invictus, Zumbilândia e O Fim da Escuridão.

E escrevi brevemente sobre Tyson aqui.

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críticas | novos filmes

Nina enfermeira

by Pablo 29. janeiro 2010 18:14

Contando a paroxetina (anti-depressivo) e a masalazina (para a retocolite), tomo cinco comprimidos por dia. Assim, é claro que Nina já notou que algumas vezes por dia seu velho pai enfia algumas pílulas na boca - e achou um barato. Assim, sempre que me vê indo em direção aos remédios (que guardo no alto da geladeira), ela se aproxima e diz:

- Memédio papai. Memédio papai. - e estende a mãozinha. Então, entrego o comprimido à pequena que, com uma imensa alegria, o coloca em minha boca, completando em seguida: - Memédio papai. Deu.

Como acho isso lindo, toda vez que vou tomar os remédios, chamo a pequena, que vem correndo alegremente e já gritando "Memédio papai!".

Só agora me dei conta de que talvez a esteja condicionando a tomar conta do pai na velhice.

Eu sei, eu sei: sou um gênio.

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Luca & Nina

Outra da Foxlha?

by Pablo 29. janeiro 2010 14:01

Em matéria veiculada na Foxlha Online, encontrei o seguinte trecho:

"Assim que apareceu com a câmara de vídeo, e graças a um trabalho muito festejado no mundo fashion, Madeira foi procurado por estilistas. Glória Coelho batalhou para que ele, e não o produtor de vídeos Richard Luiz, recomendado pelo SPFW, filmasse o desfile de sua grife. Bateu o pé e conseguiu. Eduardo Dugois, assessor de Glória, confirma, mas diz que ela não quer falar sobre o assunto: "Não põe o nome dela, não, tá?", pede."

Agora uma pergunta: ao pedir para não incluir certa informação, o tal assessor não teria deixado claro que estaria falando em off? Assim sendo, ao incluir não só o que ele disse, mas também seu nome (e o próprio pedido de off), não teria a matéria cometido um dos pecados capitais da ética jornalística - desrespeitar a fonte e o sigilo desta?

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Série Jornalistas

Agradecimento

by Pablo 28. janeiro 2010 21:43
Post para agradecer o convite para votar no prêmio Blog de Ouro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (obrigado, Luciano Lima!) e, claro, o gentilíssimo texto que publicaram a meu respeito. Fiquei feliz. :)

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variados

Tributo maravilhoso ao filme noir

by Pablo 28. janeiro 2010 18:22

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cinema | vídeos

Como escrever uma reclamação

by Pablo 28. janeiro 2010 16:20

O texto abaixo foi enviado por minha querida amiga Ludj ao SAC da Livraria Leitura e postado em seu blog.

"Sua Opinião é muito importante para nós"

"Espero que minha opinião seja mesmo importante, pois por mais de uma vez fui mal atendida ou nem isso na Leitura do Pátio Savassi. No início do mês, comprei um cd para presente: pedi para embalar e o vendedor simplesmente se "esqueceu". Reforcei minha solicitação e ele a fez com tanta má vontade, que faltou deixar o preço no produto. Ontem, tentei em vão procurar um livro e dois atendentes extremamente grosseiros simplesmente se negaram a fazer a consulta no terminal. A primeira disse que "não tinha tempo" e o segundo falou que somente após levantar alguns preços para um cliente. Aguardei, mas ele continuou sua pesquisa e saiu como se eu nem estivesse diante dele. Fui então buscar o título pacientemente na prateleira e, como o mesmo podia constar tanto em literatura brasileira quanto numa sessão de comunicação social, esperei por mais algum tempo por um atendente que pudesse checar se o título estava disponível no local. Só para constar: a loja não estava cheia, com filas quilométricas no caixa. Tive o cuidado de evitar o tráfego intenso de pais em busca do material escolar. Ao sair, depois de quase 20 minutos sendo solenemente ignorada, perguntei a uma funcionária do setor de embalagens pelo gerente. Ela me disse que havia "um papelzinho" para reclamar, se fosse o meu caso. Agradeci e nem procurei o tal formulário evidentemente. Se este canal com o consumidor tiver alguma valia, gostaria de um retorno e uma justificativa plausível para tamanho desrespeito. O fato de ser uma megastore não justifica péssimo serviço, pois tenho o cartão fidelidade da Livraria Cultura em São Paulo - que é bem maior que a Leitura - onde sou tão bem atendida, que saio da loja com mais livros do que imaginava adquirir. Se a megastore em Belo Horizonte não tem condições de prestar a mínima atenção ao consumidor, como tenho notado e sentido, não irei mais me submeter ao masoquista ato de comprar na Leitura. Atenciosamente, Ludmila Azevedo"

E-mail enviado agora para o SAC da Leitura. Indignação mode on. Power to the People!

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cotidiano

Avatar: a maior bilheteria de todos os tempos ou não?

by Pablo 27. janeiro 2010 15:27
Gosto muito de Avatar (minha crítica pode ser lida aqui). É o melhor filme da História? Não, claro que não. Não é nem mesmo o melhor de 2009. Porém, bilheteria não é algo que traduza necessariamente (ou proporcionalmente) a qualidade de um projeto. Ainda assim, com 39 dias em cartaz, Avatar arrecadou mais, em números absolutos, do que Titanic levou 39 semanas para alcançar.
 
Um feito que muitos julgavam impossível, já que, até então, o longa que mais se aproximara do recorde daquele filme de 1997 fora O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei - que, mesmo assim, ficara mais de 500 milhões de dólares atrás de Titanic. Da mesma forma, a arrecadação apenas em solo norte-americano do projeto estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet chegara a 600,8 milhões de dólares, outro número impressionante e que O Cavaleiro das Trevas tentou alcançar, perdendo o fôlego ao chegar aos 533,3 milhões. Pois Avatar bateu todos esses recordes (na realidade, ainda não passou os 601 milhões de Titanic, mas fará isso nos próximos 10 dias).
 
Pois bastou que isso acontecesse para que alguns começassem a alegar que Avatar na realidade não é um sucesso tão grande assim, que se considerarmos as bilheterias reajustadas segundo a inflação ... E o Vento Levou fica muito na frente, que o longa de 1939 vendeu muito mais ingressos, blábláblá.
 
Isso procede? Sim e não.
 
Para começo de conversa, proporcionalmente falando, os ingressos de cinema eram muito mais acessíveis em 1939 - e, portanto, boa parte da população que hoje não tem acesso aos caros multiplexes (e às telas 3D e IMAX) podia perfeitamente freqüentar as salas de projeções. Além disso, não havia televisão. Assim, é natural que mais ingressos fossem vendidos, o que torna a comparação injusta e irrelevante. Como se não bastasse, o número de ingressos vendidos para ... E o Vento Levou não passa de especulação: os supostos "203 milhões de pagantes" poderiam facilmente ser, na realidade, 150, 180 ou 200 milhões. Ainda impressionante, mas é preciso levar em consideração que estamos falando de uma estimativa, não um fato.
 
Em seu ótimo post sobre o assunto, aliás, o jornalista norte-americano David Poland, especialista em analisar bilheterias (tanto contemporâneas quanto passadas), escreveu:
 
"Peguemos o valor médio (incorreto) do preço do ingresso nos dias de hoje, $7,35. 203 milhões de ingressos vendidos resultariam em $1,492 bilhões. Somem $3,50 a 80% dos ingressos vendidos (numa estimativa generosa) e teremos outros $568 milhões. Então... $2,06 bilhões, por alto, seriam o que ...E o Vento Levou teria arrecadado hoje em dia."
 
Detalhe: é mais do que provável que Avatar passe esse valor de $2,06 bilhões. (Um "especialista" brasileiro, querendo falar daquilo que não entende, chegou a anunciar em seu blog que ... E o Vento Levou teria arrecadado trilhões de dólares se tivesse sido lançado nos dias de hoje - um valor que copiou de um veículo dos EUA. O curioso é que ele só citou a fonte quando foi corrigido por um leitor, que gentilmente apontou que aquele número era maior do que o PIB da França. Ou seja: só citou a fonte para empurrar a responsabilidade do erro para outro. Triste.)
 
Quanto às bilheterias reajustadas de acordo com a inflação, Poland argumenta que cálculos realistas que levassem em conta valores relativos de ingressos e tudo mais implicariam em apenas dois filmes com faturamento maior do que $2 bilhões reajustados: Titanic ($2,8 bilhões) e Star Wars ($2,2 bilhões).
 
E lembro mais uma vez que estes números partiram da análise de um expert, não de um blogueiro brincando de analista.
 
Dito isso, acho importante frisar que, para mim, bilheteria é uma mera curiosidade. Acompanho todas as semanas, anoto estatísticas, observo queda de faturamento, flutuação de número de salas de exibição, médias por tela, etc, apenas porque acho interessante avaliar o lado business do show. Do ponto de vista de Cinema, porém, a arrecadação de  um filme não poderia me interessar menos.
 
Mas fiquei de saco cheio dos estraga-prazeres que falam sobre o que não entendem. Daí esse post. 

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cinema

Meu pai

by Pablo 25. janeiro 2010 21:26

Depois de gravar o áudio sobre O Segredo dos Seus Olhos, no qual comentei sobre o fato do filme me levar a uma série de reminiscências, passei a pensar em meu pai. De certa forma, ele está sempre em minha mente, já que uma de minhas grandes epifanias durante a terapia foi perceber o óbvio: que sua morte precoce foi responsável por dar origem a uma série de neuroses, medos e inseguranças que carreguei (e carrego) ao longo dos últimos 30 anos. Dito isso, embora ser órfão de pai não seja algo que jamais consigamos esquecer, não é comum que eu passe horas a fio pensando no velho Geraldo.

"Velho Geraldo". Quem dera isso fosse verdade. Morto em 1980 em um acidente de carro, meu pai tinha 40 anos quando deixou minha mãe viúva, aos 27, e com dois filhos pequenos para criar. Ele nunca teve a chance de envelhecer - ora, estou quase atingindo a idade que ele tinha quando morreu. Ainda assim, pensar no meu pai é algo que automaticamente me leva a assumir uma postura infantil, como se ele fosse essa figura paterna intocável, de autoridade eterna, e eu fosse instantaneamente devolvido aos 5 anos que tinha quando o perdi. Isto se contrapõe à minha relação com minha mãe, que aprendi a conhecer profundamente ao longo das décadas e que se tornou mais do que uma guia, mas uma grande e amada amiga.  

Não sei quem era meu pai. Ou melhor: sei aquilo que descobri através de terceiros. Era um homem divertido, mas explosivo (não com a família, mas com estranhos); era um trabalhador incansável, workaholic (o que herdei), mas notório pão-duro (o que não herdei, infelizmente). Era um pai carinhoso, mas que viajava mais do que o ideal. Tinha um imenso coração e se esforçava ao máximo para ajudar desconhecidos em necessidade (advogado, era extremamente comum ter clientes que o pagavam em milhares de prestações ou que acabavam representando serviço pro bono), mas era politicamente conservador - um homem de direita.

E morreu moço.

Tenho algumas poucas lembranças de meu pai: um passeio de bicicleta, um pequeno acidente de carro enquanto me levava para a escola, uma festa de aniversário. Mas a lembrança mais marcante que tenho é da notícia de sua morte: sem saber exatamente o que acontecia, lembro de ver minha mãe chorando e de experimentar uma terrível inquietação com seu sofrimento. Lembro de um tio nos visitar e comentar com meus primos baixinho, sem saber que eu ouvia: "Tadinho dele; o papai dele morreu". Mas não me lembro de realmente compreender o que significava tudo aquilo, que nunca mais veria meu pai.  

É estranho: se ele não tivesse morrido, eu certamente seria uma pessoa completamente diferente. Para começar, as inclinações esquerdistas de minha mãe talvez não tivessem exercido tamanha influência sobre mim. (E eu hoje talvez fosse eleitor do Serra, quem sabe?) Possivelmente não teria largado a faculdade de Medicina para me dedicar à escrita e ao Cinema. E, claro, meu amado irmão caçula, fruto do segundo casamento de minha mãe, não existiria. Ao mesmo tempo, é claro que eu gostaria que ele ainda vivesse. Não sei como tudo se encaixaria, mas não gostaria de ter perdido meu pai tão cedo, já que isso gerou um vazio que ainda hoje luto para preencher.

Por outro lado, de certa forma ele nunca nos abandonou. Quando tinha pouco mais de um ano, Luca me pegou de surpresa ao ver uma foto de meu pai e identificá-lo como "vovô" (algo que narrei nesse post) e, sinceramente, acredito ser um pai melhor justamente por não ter tido a chance de conviver com o meu. Mas tê-lo perdido aos 5 anos não é - e provavelmente nunca será - algo com o qual eu consiga lidar confortavelmente.

Como diria Kurt Vonnegut: "Coisas da vida". 

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cotidiano | Luca & Nina

O Segredo dos Seus Olhos

by Pablo 25. janeiro 2010 19:30
Comentário em áudio sobre o maravilhoso representante da Argentina no Oscar 2010.

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novos filmes | podcasts

Carinho dos leitores: recompensa inigualável

by Pablo 25. janeiro 2010 02:58
Quem freqüenta esse blog (e o Cinema em Cena) com certa freqüência sabe que tenho uma tendência terrível de responder mais às ofensas do que aos elogios. Muitos já comentaram que a melhor maneira de conseguir uma resposta minha é me provocando - e tenho me policiado justamente para não me entregar a esse tipo de comportamento. Sim, é claro que é difícil tentar não retrucar quando achamos que estamos sendo injustamente alfinetados ou agredidos, mas tenho aprendido que normalmente minha raiva é uma recompensa imensa (e, portanto, motivadora) para aqueles que não apreciam meu trabalho ou mesmo quem sou, simplesmente.
 
Aliás, se consultarem os vastos arquivos deste blog (em suas duas "encarnações"), verão que há vários posts dedicados a respostas, explicações, esclarecimentos, etc, e poucos voltados para os leitores que manifestam apoio, elogiam ou simplesmente comentam positivamente o que escrevo. Talvez eu tenha uma dessas personalidades "copo meio vazio" ou sei lá o quê, mas realmente tenho sempre que me esforçar para perceber o carinho que muitos de vocês dedicam ao site e a este espaço - e pelo qual sou imensamente grato, acreditem.
 
Este post, aliás, foi inspirado por um email que recebi neste domingo e que, assim como a carta aberta escrita pelo leitor Luiz F. Riesemberg, me comoveu tremendamente - tanto, aliás, que pedi permissão ao remetente para reproduzi-la aqui. 
 
E como falei no post sobre Riesemberg, esse tipo de retorno é o maior prêmio que alguém que vive de escrever pode receber.
 
Segue o email:
 
"Olá Pablo! Tudo bem? :)
 
Há tempos reunia disposição pra escrever essa mensagem, e hoje à tarde decidi que era hora, enquanto conversava com minha namorada. Explico: somos usuários do Twitter e o seu, é claro, é um dos que recomendo vivamente para qualquer amigo meu. De vez em quando comento algumas tiradas suas com ela, que costumava dizer até hoje "poxa, preciso seguir o Pablo, mas nunca me lembro". Eis que a essa altura ela já deve ser mais uma seguidora sua, e aproveitei o ensejo para mandar essa mensagem, que é parte um elogio, parte uma dúvida e muito um agradecimento!
 
O elogio parte do ponto que sou leitor do Cinema em Cena desde 2001, e nunca encontrei outro site tão completo e sério nessa área em português durante todos esses anos. E pode ter certeza que seus textos são o grande carro-chefe desse belo trabalho: não consigo lembrar de outro crítico que consiga ser tão claro, sério e ao mesmo tempo tão bem-humorado e desprovido de preconceitos - me incomoda o fato de muitos profissionais de cinema no Brasil só conseguirem trabalhar dentro de uma determinada persona, e você parece conseguir falar de qualquer tipo de filme com a mesma solidez de conhecimento e sem parecer pretensioso à toa. Não sei se consegui me expressar direito. Mas você parece estar livre de "ter de fazer média" com qualquer outro artista ou pessoa.
 
A pergunta é: sou de Belém/PA. E sempre pensei que seria sensacional ter a chance de assistir ao seu curso. Minha profissão nada tem a ver com cinema: sou analista de sistemas. Mas apaixonado por cinema, a ponto de ler mais que a média a respeito e gostar de devorar filmografias de artistas e diretores. Enfim. Sei que trazer seu curso para o Norte demandaria custos muito maiores que o habitual, mas será que haveria a chance disso acontecer no futuro (ainda que não tão próximo, talvez)? Teria o maior orgulho de ser seu aluno - e minha namorada, sua nova fã, também! Pode ter certeza de que, se acontecesse de ir assistir a um filme em BH ou SP e calhasse de encontrar você, já teria me apresentado. Bom, pense com carinho na possibilidade, que tal? Hehehe
 
O agradecimento é pelo simples fato de manter e melhorar cada vez mais seu trabalho, que para mim é uma referência nacional de como analisar e curtir o Cinema. Quem dera todas as pessoas que entrassem no site/blog tivessem o discernimento necessário para entender melhor seus textos. Sei que há muita gente boa que lhe segue e que você já inclusive conheceu, mas muitos de seus detratores só precisariam de uma visão um pouquinho menos estreita para perceber que você é do bem :)
 
Um forte abraço de um grande fã, que entrou no CeC pela primeira vez porque estava atrás de um link para um trailer de A Sociedade do Anel!
 
Raphael Pinheiro"
 
Muito, muito obrigado, Raphael. E concordo com você: tenho muita, mas muita gente boa entre meus leitores. :)
 
Hoje durmo feliz.

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variados

Mortos em 2010

by Pablo 23. janeiro 2010 15:39

(06/01): Donal Donnelly (78)

(11/01): Eric Rohmer (89)

(13/01): Gilbert de Goldschmidt (85)

(19/01): Erich Segal (72)

(23/01): Jean Simmons (80)

(25/01): L.A. Johnson (62)

(28/01): J.D. Salinger (91) e Zelda Rubinstein (76)

(29/01): Miramax (30)

(30/01): Karen Schmeer (39)

(01/02): David Brown (93)

(02/02): Cochin Hanifa (61), Justin Mentell (27), Leslie Linder (85) e Tahir Hussain (?)

(04/02): Betty Lou Keim (71) e Frances Reid (95)

(06/02): Te Wei (95), John McCallum (91) e Ian Carmichael (89)

(14/02): Bobby Hoy (82) e Gareth Wigan (78)

(17/02): Arnaud Rodrigues (67) e Umetsugu Inoue (86)

(18/02): Kathryn Grayson (88)

(19/02): Robert Turturice (60), Nirmal Pandey (48) e Lionel Jeffries (83)

(24/02): Rudy Larriva (84)

(25/02): Derek VanLint (78)

(27/02): Steffi Sidney-Splaver (74) e Séverin Blanchet (66)

(28/02): Wendy Toye (92)

(02/03): Vladimir Yakovlevich Motyl (82)

(03/03): Nathan Scott (94)

(04/03) Nan Martin (82)

(09/03): Charles B. Pierce (71)

(10/03): Corey Haim (38)

(15/03): Peter Graves (83)

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personalidades

Críticas - 22/01/2010

by Pablo 23. janeiro 2010 02:42

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críticas | novos filmes

A maldição dos efeitos visuais

by Pablo 21. janeiro 2010 21:20
Não sou um purista. Não sou um conservador. Não acho que as novas tecnologias representam o fim do Cinema. Não condeno os efeitos visuais digitais por natureza. Se o fizesse, não teria gostado tanto de Avatar.
 
Dito isso, tenho ficado cada vez mais incomodado com o uso indiscriminado de efeitos digitais nas grandes produções. Chegamos a um ponto em que até planos que poderiam ser perfeita e facilmente criados com efeitos mecânicos passaram a utilizar o computador. Dia desses, vi um filme no qual um personagem entrava em um helicóptero que, em seguida, decolava do alto de um prédio. Era fácil perceber que a cena fora rodada num estúdio, com o greenscreen, e que nada daquilo era real. É mais barato criar num computador a ilusão de um helicóptero decolando de um prédio do que seria alugar um aparelho real, pagar o piloto, subir num prédio com o ator e filmar? Sem dúvida alguma. Não só mais barato, mas mais prático, já que a equipe pode ser reduzida e não há o risco do mau tempo ou da iluminação imperfeita atrapalhar o cronograma da produção.
 
Mas custou ao filme em resultado, já que, naquele instante, fui atirado para fora da história. E aí vem a pergunta: aqueles 100-200 mil dólares de economia valeram a pena? Se estivéssemos falando de uma produção independente, sem recursos, a pergunta perderia o sentido, já que 200 mil dólares pagariam muita coisa, mas para uma superprodução de 100-150 milhões, isso é trocado. Então a resposta seria um sonoro "não".
 
Porém, ninguém mais faz esta pergunta. O computador se tornou uma ferramenta usada indiscriminadamente para criar de macacos gigantes a pequenas explosões, passando por carros, cenários e tudo mais. O problema é que, em vez de criar elementos mais realistas, permitindo que qualquer coisa se torne possível na tela, esse fenômeno tecnológico passou a levar o espectador a questionar tudo que vê.
 
Antigamente (agora, sim, estou soando como um velho saudosista), quando víamos algo como O Grande Roubo de Trem ou Indiana Jones e a Última Cruzada e víamos os personagens saltando sobre os vagões em alta velocidade, sabíamos que não estávamos vendo Sean Connery ou Harrison Ford, mas que algum ser humano, em algum momento, teve realmente que executar aquela cena para que a víssemos na tela. Se o herói despencava de uma imensa altura, sabíamos que alguém tivera que dar aquele salto, mesmo que com o uso de perspectiva forçada para aumentar a velocidade ou a altura. Mesmo artificial, a coisa era real de alguma maneira.
 
Hoje, se vemos duas pessoas lutando sobre um trem, imediatamente consideramos que aquilo foi rodado num estúdio e que o efeito foi criado posteriormente por técnicos. E a urgência e a força da imagem são diluídas pela patente artificialidade (ou por nossa desconfiança acerca desta artificialidade). Também recentemente, vi um filme no qual um personagem caía de um despenhadeiro - e imediatamente o ator era substituído por um boneco digital tão real quanto uma nota de três reais. Conseqüentemente, em vez de sentir o impacto daquela morte, apenas pensei: "Putz, que efeito ruim", o que, claro, foi fatal para o propósito narrativo do longa.
 
Uma coisa é criar o impossível no computador; outra é usá-lo para tentar recriar algo perfeitamente alcançável através de efeitos mecânicos ou de dublês apenas para economizar um pouco e ganhar um dia ou dois no cronograma de filmagens.

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cinema | discussões

Um Olhar do Paraíso

by Pablo 21. janeiro 2010 17:40

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novos filmes | podcasts

Enlouquecido pelo filho

by Pablo 20. janeiro 2010 00:44

Hoje tirei o dia para sair com Luca: fomos ver O Fada dos Dentes (bobinho, mas bem divertido) e depois fizemos um passeio que incluiu lanche, sorvete, visita à Leitura MegaStore (um favorito de pai e filho) e por aí afora. Foi, como sempre, uma delícia. Mas cheguei ao final do dia com dor de cabeça. Por quê? As perguntas. Sempre as perguntas. Um dia inteiro delas.

- Papai, o que faz a Terra ficar girando?

- Papai, o que faz existir a gravidade?

- Papai, se um asteróide estivesse vindo pra Terra, tem como não deixar ele chegar aqui?

- Se um asteróide não tivesse acertado a Terra, os dinossauros existiriam até hoje?

- Qual seu dinossauro favorito? Por quê?

- Como os animais surgiram? E as plantas? 

- Qual seu animal favorito? E sua planta favorita?

- Quanto ganha um motorista de ônibus?

- E um astronauta?

- Quem inventou as cores? 

- Como assim, elas sempre existiram? Alguém teve que inventar o roxo. Não existe nada roxo na natureza, existe?

- Qual sua cor favorita?

Ao final do dia, já atordoado, devolvi:

- Meu filho... o papai pode fazer uma pergunta?

- Pode.

- Você fica caladinho só um segundo?

Mas para esta pergunta ele já sabia a resposta. Um instantâneo e definitivo "Não".

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Luca & Nina

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