Poxa, a
edição #02 da Cena Misteriosa não durou nem meia hora - antes disso, o leitor
Marlonn DB já havia matado a charada: trata-se de
Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos, que revelou
Marcelo Masagão como um nome a ser lembrado. Aliás, tenho uma história curiosa com este filme: quando foi lançado, eu estava em São Paulo (não me lembro o motivo) e, certa noite, saí para ver um filme qualquer (qualquer
mesmo; eu queria ir ao cinema, mas não tinha idéia sobre o que veria). Entrei no primeiro cinema pelo qual passei e, ao ler o título, decidi que tinha que vê-lo. Entrei na sala vazia e acomodei-me na poltrona, ainda sem saber direito o que aguardar. Pois bem: eis que começa uma estranha sucessão de imagens e letreiros e, distraído, julguei tratar-se de um inspirado vídeo publicitário. E aguardei pelo gancho final que o amarraria, revelando o nome da empresa que o patrocinara. Mais três ou quatro minutos se passaram e comecei a ficar inquieto: que raios de filme institucional seria aquele? Comecei a torcer para que não acabasse, pois estava fascinado pelo que via - e, então, com mais quatro ou cinco minutos, finalmente (e com um atraso que denuncia a lerdeza - ocasional, ok? - que me acomete, me dei conta de que
aquele era o filme que eu pagara para ver). E simplesmente não consegui desgrudar os olhos da tela até que o delírio narrativo-filosófico de Masagão chegasse ao fim. Desde então, já aplaudi os documentários
Nem Gravata Nem Honra e
1,99 - O Supermercado que Vende Palavras, que o cineasta lançaria posteriormente. E só não assisti a
Otávio e as Letras porque... aliás, nem sei o motivo. Mas pretendo corrigir isto em breve.
Parabéns a todos os leitores que acertaram o filme.
E vamos à terceira cena - e se Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos tem um título maravilhoso, o nome da obra a seguir é igualmente inspirado. Aliás, mais: é um de meus títulos favoritos.