Filmes que vi ou revi recentemente:
As Crônicas de Spiderwick (The Spiderwick Chronicles, EUA, 2008. Dir: Mark Waters. Com: Freddie Highmore, Mary-Louise Parker, Nick Nolte, Sarah Bolger, Andrew McCarthy, Joan Plowright, David Strathairn e as vozes de Seth Rogen, Martin Short.) - Como fábula, não é das mais originais, mas ainda assim tem seu charme em função do carisma de Higmore, dos bons efeitos visuais e do desfecho tocante. (3 estrelas em 5)
Tá Dando Onda! (Surf’s Up!, EUA, 2007. Dir: Ash Brannon, Chris Buck. Com as vozes de Shia LaBeouf, Jeff Bridges, Zooey Deschanel, Jon Heder, James Woods, Diedrich Bader, Brian Posehn.) - O estilo mockumentary confere charme a esta animação, que também se beneficia da dublagem perfeita de Bridges e de uma técnica impressionante (a animação de fluidos é fabulosa). (3 estrelas em 5)
Elsa e Fred – Um Amor de Paixão (Elsa y Fred, Espanha/Argentina, 2005. Dir: Marcos Carnevale. Com: China Zorrilla, Manuel Alexandre, Blanca Portillo, José Angel Egido, Omar Muñoz, Gonzalo Urtizberéa, Federico Luppi.) - Zorrilla e Alexandre transformam o que seria uma comédia romântica convencional em um pequeno e divertido estudo de personagens que comove, faz rir e diz muito sobre o espírito humano em seu ato final da vida. (4 estrelas em 5)
Meninas (Idem, Brasil, 2006. Dir: Sandra Werneck.) - Comovente e impactante em sua abordagem nada sensacionalista, o filme ilustra muitíssimo bem a triste realidade da gravidez na adolescência ao permitir que suas jovens protagonistas exibam sua doce (e trágica) imaturidade na tela. (5 estrelas em 5)
Incident at Loch Ness (Idem, Inglaterra, 2004. Dir: Zak Penn. Com: Werner Herzog, Zak Penn, Gabriel Beristain, Russell Williams, David A. Davidson, Michael Karnow, Kitana Baker, Robert O’Meara, John Bailey, Jeff Goldblum, Ricky Jay, Pietro Scalia.) - Herzog se revela um convincente astro do gênero “ação/terror” neste filme que, além das muitas risadas, ainda oferece uma reveladora visão dos bastidores de Hollywood. (4 estrelas em 5)
The Signal (Idem, EUA, 2008. Dir: David Bruckner, Dan Bush, Jacob Gentry. Com: Anessa Ramsey, Sahr Ngaujah, AJ Bowen, Matt Stanton, Suehyla El-Attar, Justin Welborn.) - Esforçando-se ao máximo para alcançar o equilíbrio entre gore e paródia que transformou Uma Noite Alucinante em cult, esta bomba torna-se risível apenas pela incompetência generalizada com que foi realizada. (1 estrela em 5)
A Grande Ilusão (All the King’s Men, EUA/Alemanha, 2006. Dir: Steven Zaillian. Com: Sean Penn, Jude Law, Anthony Hopkins, Patricia Clarkson, James Gandolfini, Kate Winslet, Mark Ruffalo, Jackie Earle Haley, Kathy Baker, Kevin Dunn.) - Mesmo que não o comparemos ao clássico de 49, este filme constrange pelo roteiro confuso, pela montagem artificial, pelas atuações decepcionantes e pela trilha excessiva, salvando-se apenas a bela fotografia. (1 estrela em 5)
Tempo Esgotado (Nick of Time, EUA, 1995. Dir: John Badham. Com: Johnny Depp, Christopher Walken, Charles S. Dutton, Gloria Reuben, Roma Maffia, Courtney Chase, Marsha Mason, Peter Strauss, G.D. Spradlin.) - O artifício narrativo do “tempo real”, usado com bem mais eficácia em Matar ou Morrer e Festim Diabólico, acaba se revelando insuficiente para gerar a tensão desejada, que, como se não bastasse, é destruída de vez no terrível ato final do filme. (2 estrelas em 5)
Não Conte a Ninguém (Ne le dis à personne, França, 2006. Dir: Guillaume Canet. Com: François Cluzet, Marie-Josée Croze, Kristin Scott Thomas, Jean Rochefort, Marina Hands, Gilles Lellouche, Philippe Lefebvre, Nathalie Baye, André Dussollier, Guillaume Canet, Mikaela Fisher, Olivier Marchal, François Berléand.) - Demonstrando ter um olhar fabuloso para detalhes prosaicos, Canet desenvolve sua narrativa com a precisão de um relógio atômico, arrancando performances fabulosas de seu ótimo elenco e contando uma história complexa e belissimamente construída. (4 estrelas em 5)
Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake, Inglaterra, 2004. Dir: Matthew Vaughn. Com: Daniel Craig, Colm Meaney, George Harris, Jamie Foreman, Kenneth Cranham, Tamer Hassan, Sienna Miller, Ben Whishaw, Michael Gambon.) – A história bem amarrada é beneficiada ainda pelo senso de humor seco e eficaz, ao passo que o elenco confere charme a um bando de personagens inescrupulosos e a direção de Vaughn, associada à inventiva montagem, torna o filme sempre instigante. (4 estrelas em 5)
Bigger Stronger Faster* (Idem, EUA, 2008. Dir: Chris Bell.) – Pessoal como Michael Moore (incluindo um momento Roger and Me com Schwarzenegger) e auto-referencial como Morgan Spurlock (mas mais honesto), Bell cria um filme que levanta questões realmente relevantes sobre a caça às bruxas relativa ao uso de esteróides, o que é uma interessante surpresa. (4 estrelas em 5)
Transsiberian (Idem, Inglaterra/Espanha/Alemanha/Lituânia, 2008. Dir: Brad Anderson. Com: Emily Mortimer, Woody Harrelson, Eduardo Noriega, Kate Mara, Thomas Kretschmann, Ben Kingsley.) – Mortimer cria uma personagem interessante e complexa neste bom suspense que explora com eficiência as locações isoladas, criando uma forte atmosfera de ansiedade. Já o roteiro deixa um pouco a desejar, o que é uma pena. (3 estrelas em 5)
Edifício Master (Idem, Brasil, 2002. Dir: Eduardo Coutinho.) - Demonstrando o carinho habitual por seus entrevistados, Coutinho extrai depoimentos que, na simplicidade com que são oferecidos, ajudam a criar um maravilhoso mosaico da natureza humana a partir de um microcosmos aparentemente tão prosaico quanto um grande edifício. (5 estrelas em 5)
O Operário (The Machinist ou El Maquinista, Espanha, 2004. Dir: Brad Anderson. Com: Christian Bale, Jennifer Jason Leigh, Michael Ironside, Aitana Sánchez-Gijón, John Sharian, Larry Gilliard, Anna Massey, Matthew Romero Moore.) – Um angustiante pesadelo que, trazendo Bale numa performance corajosa e repleta de auto-sacrifício, funciona como um estudo poético sobre os extremos da culpa. (4 estrelas em 5)
The Hoodlum (Idem, EUA, 1951. Dir: Max Nosseck. Com: Lawrence Tierney, Edward Tierney, Allene Roberts, Lisa Golm, Marjorie Riordan, Angela Stevens.) – Tierney, sempre competente no papel de durão, cria um personagem repulsivo que se contrapõe bem à sensibilidade da sofrida mãe vivida por Golm. Porém, o filme revela-se simplista e datado em sua unidimensionalidade, fracassando também em sua abordagem noir. (2 estrelas em 5)