Luca, como toda criança, gosta de tudo que vê. Depois de cada filme que vemos juntos, ele sempre pergunta: "Papai, quantas estrelinhas você deu pra esse filme?" - e se minha resposta é inferior a cinco, ele fica frustrado. "Por que você não gostou?". Quando respondo "quatro" ou "três", tento explicar que gostei, mas que algumas coisas me incomodaram (e, então, explico quais foram essas "coisas"), mas isto nunca resolve a questão, já que ele invariavelmente demonstra ter ficado chateado. Quando respondo "uma" ou "duas", então, ele sempre fica combativo, tentando defender o filme diante de seu velho e ranzinza pai.
Assim, esta semana, depois de assistir a Shrek Terceiro pela primeira vez desde que o vira nos cinemas, Luca se aproximou de mim com uma expressão pensativa:
- Sabe, papai, quando a gente viu Shrek Terceiro no cinema, eu gostei muito. Mas agora não gosto mais, não.
- É mesmo, meu filho? Por quê?
- Acho sem graça. E muito longo.
Não sei explicar exatamente o motivo, mas, ao ouvir isso, meu coração se encheu de orgulho do baixinho.