A_ética online

by Pablo 28. setembro 2008 23:18

Há três formas de se assistir ao filme:

1) A versão em AVI, com maior qualidade, pode ser baixada aqui (157 MB).

2) A versão disponível no Vimeo (logo abaixo) tem boa qualidade de imagem e de som, mas o encode falha em dois momentos, quando a tela congela por um segundo no início e outra  vez quase no final. Infelizmente, considero os dois momentos importantes e acho que o congelamento prejudica):

 
3) No YouTube. Aqui há vantagens e desvantagens. A principal desvantagem: o filme, que tem 15 minutos de duração, teve que ser dividido em duas partes. As vantagens: o arquivo é  menor e, portanto, tem carregamento mais rápido; e, logo abaixo da tela no próprio YouTube, há a opção de assistir ao filme com maior qualidade de imagem. Se optar por esta forma, sugiro que já clique nos dois links para que as partes sejam carregadas simultaneamente e não tenha que esperar para ver a segunda metade, o que comprometeria o ritmo da narrativa.
 
Parte 1 e Parte 2.
 
Sinopse: Um homem desperta num galpão abandonado e, confuso, descobre estar amarrado à cadeira. À sua frente, um desconhecido dá início a um estranho discurso sobre sua ética particular de trabalho até que a conversa assume um novo e tenso contexto.
 
Ficha técnica:

Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.

Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho

3.3 ponto(s). Avaliado por 52 pessoas

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cinema | novos filmes

Comentários

28/9/2008 23:28:24

Henrique Gonçalves

Ah mlk bão!

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 0:21:32

Carlos

"Acaba logo, acaba logo...putz, acaba logo"

Carlos

29/9/2008 0:24:30

rafa_hc

Grande Pablo...finalmente vou poder ver seu filme...baixando jah...;)

rafa_hc br

29/9/2008 0:39:55

felipe queiroz

Parabéns Pablo, ótimo trabalho! Está me fazendo pensar para encaixar os fatos. Quando que vai sair o longa?

felipe queiroz br

29/9/2008 0:40:47

Henrique Lisboa

Acabei de ver o filme e adorei! A princípio eu achei bem convencional, mas com o desenrolar dos ótimos diálogos a história foi me prendendo casa vez mais. O final é muito bom! Parabéns, Pablo!

Henrique Lisboa br

29/9/2008 0:45:03

Romulo

Tô começando a ver agora.

Já rachei o bico: 'Eu acredito na ética... A ética tem feito minha fortuna'. Não imaginei que a homenagem fosse tão explicita assim =B

Romulo br

29/9/2008 0:57:07

Zé

Sinceramente Pablo..Não gostei mto não..Me pareceu uma versão curta-metragem daquele "Um jogo de vida e morte" com o Michael Caine e o Jude Law, filme que por sinal vc diz ter achado horrivel.

Mas vamos aos aspectos positivos, achei os dois atores ótimos e o roteiro engenhoso..Agora Pablo, pq vc tbm aderiu a essa insuportável mania de alguns cineastas de mostrar no final do filme um clipe com ações que supostamente explicam melhor a "surpresa"?
Pra mim tudo ja havia ficado suficientemente claro.e não havia a necessidade daqueles flashbacks que não acrescentam absolutamente nada..

De qualquer forma continuo fã do critico Pablo, e sigo no aguardo do próximo curta..

Abraços

br

29/9/2008 1:01:17

MRC

Parabéns Pablo, o curta é muito bom, e como o Henrique disse, também achei convencional no começo, mas a história vai te amarrando num ponto que você quer ver até o fianl(que é bem irônico, diga-se de passagem).
Não que o curta seja previsível, mas tenho que confessar que eu já esperava aquele final.

MRC br

29/9/2008 1:42:57

Lucas

Não entendi o final. Tô me sentindo bem burro depois dessa. Vi e revi o flashback e não saquei.

Mas gostei do filme, prende a atenção. Parabéns, Pablo!

Lucas br

29/9/2008 1:47:29

Henrique Gonçalves

Parabéns, Pablo! Muito bem produzido, ótimo fechamento e atores excelentes.
Gostaria de dar uma opinião mais construtiva, mas me falta embasamento e conhecimento técnico sobre narrativa cinematográfica. A questão é que dá a sensação de que poderia tirar ou pouco de gordura, poderia ser mais curto e mais direto melhorando o ritmo, sem que o enredo perdesse com isso.
De qualquer forma, pão e pães é uma questão de opiniães, não é?!
Desculpe a crítica inoportuna, mas o pouco de análise cinematográfica que eu sei eu aprendi lendo suas críticas desde 2003, portanto é só uma forma de retribuir.

Bom, o comentario ficou maior do que eu esperei (cometi o mesmo erro que critiquei em você!),tentei ser o mais "ético" possível (piadinhas clichês também me fariam perder estrelinhas), enfim, parabéns!

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 2:06:40

Gabriel Costa

Hoje, nós, seus leitores, seremos os criticos. E lá vai a minha resenha:

"A_Éticaé um reflexo sobre os contornos lúgubres que até mesmo valores de conduta podem adquirir... Ora, tem algo mais assustador do que encarar de frente a distorção de um conceito que você tanto defendia outrora? Do que assistir uma pessoa utilizar esses principios para conquistar e manipular o mundo ao seu redor? E quando a tal ética é usada de forma totalmente contraditória?

A idéia de A_Ética, como o parágrafo acima já explicou, é simples: Uma indagação sobre os principios morais nas mãos de pessoas erradas. Para melhorar, o filme segue sua jornada de 15 minutos utilizando-se de uma história de suspense que com facilidade, deixa o espectador concentrado e fixado na trama. O roteiro? Homem é vítima de sequestro de um estranho homem que parece não ter outro objetivo além de fazer valer o que ele chama de "Ética".

O filme conta com pequenos defeitos que já eram esperados levando em conta a inexperiência de Pablo como cineasta. Porém, alguns diálogos meio forçados e algumas cenas mal-editadas não comprometem o resultado final da obra, que é, surpreendentemente, muito bom.

Ao Pablo Villaça desejo sorte e sucesso, e levando em consideração este filme, acho que terá uma carreira como cineasta tão espetacular quanto a que teve como crítico.
Nota: 7.5"

Pablo Villaça, é isso! Parabéns!

Abraços para todo mundo.

Gabriel Costa br

29/9/2008 2:08:50

Gabriel Costa

E se não me engano PODE CONTER SPOILERS

O que você quer dizer com A_Ética? Seria uma ligação que daria a entender que o "Homem da Arma" é Aético?

Gabriel Costa br

29/9/2008 2:16:18

Joaquim

Como a discussão se transferiu para cá, coloco aqui também meu comentário (e minhas dúvidas).

Acabei de ver! Achei bem legal Pablo, parabéns! Planos muito bem feitos, interpretacões muito boas! Apenas fiquei um pouco confuso no que diz respeito ao final...

***SPOILERS****


O assassino foi o cara que pegou a localização do Pará com o próprio psiquiatra, sem que esse visse sua identidade. Combinou com o Pará de matar o psiquiatra, e matou ele, daí pegou o psiquiatra que estava escondido e fez o mesmo com esse: "Vou te matar, mas você me paga uma grana e mato o cara que te entregou, o Macedo", e assim vai, ele mata o psiquiatra, pega o Macedo (que, forçado, tinha entregado sem saber quem o assassino era, o psiquiatra a ele) e dessa vez, no final do curta fará o jogo com ele: "Fui pago para te matar, mas se você me der uma grana, mato quem te entregou".

Estou bastante confuso. Quem matou o Pará? O assassino? Por que o Pará teve que fugir? E por que o psiquiatra estava escondido, se ele sabia que era por causa do Pará, já confessaria de cara para o assassino "Ok ok, você me pegou", já que ele estava escondido, sabia muito bem DE QUEM estava se escondendo. Não entendo por que ele demora tanto a falar "quem te disse onde eu estava escondido, nunca fiz nada para ninguém". Se você está marcado de morte e está escondido, é claro que sabe quem quer te matar e quando for pego vai fingir que não sabe?? Não faz sentido.

Pará foi entregue pelo psiquiatra, que chegou nele PELO psiquiatra, quando tirou a informaçnao deste sem que ele visse seu rosto. Daí, o psiquiatra se esconde. O assassino mata o Pará e vai atrás de matar o psiquiatra. De alguma forma, encontra o Macedo pelo caminho. ESTE entrega a localização do psiquiatra, quando o assassino o intimida sem que Macedo veja seu rosto, no banco de trás do carro. O psiquiatra é morto e finalmente o assassino irá voltar a Macedo, para cumprir o pagamento que recebeu do psiquiatra.

É isso?

Joaquim us

29/9/2008 2:17:00

Gabriel Costa

Pelo menos, em meu ponto de vista é isso.

Aproveito, e acrescento uma pergunta:

E o próximo filme, é para quando? =D

Gabriel Costa br

29/9/2008 2:17:56

Henrique Gonçalves

Pode dar estrelinhas????
haeheahaehea

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 2:37:17

Henrique Gonçalves

Joaquim, uma hora o assassino pergunta algo do tipo para o psiquiatra "você sabe quantas pessoas eu tive que matar pra chegar até você?", não sei se foram exatamente essas palavras, mas essa foi a idéia.

Acredito que a idéia forte do curta é a questão do ciclo vicioso em que o assassino está inserido, portanto tanto faz quem mandou matar quem, etc. a questão é que tudo foi orquestrado pelo assassino e que, no final ao mostrar o Macedo na mesma situação do psiquiatra, o Pablo está piscando o olho pra gente dizendo "Essa história nunca vai parar".

Teve alguém que morreu antes do Pará, e vai ter alguém que vai morrer depois do Macedo, e por aí vai.

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 2:38:20

Henrique Gonçalves

Eu concordo com você, ficou meio embolado mesmo, mas essa deve ter sido a idéia

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 2:45:14

Robfarah

Um bom começo, com um final previsível, mas engenhoso.
O Pablo já tinha dito que o curta abriria do mesmo modo que O Poderoso Chefão e esta tomada e aquela na qual a vítima passa a esquerda pra direita, em direção ao "ponto de fuga" (conforme explicado pelo Pablo dias atrás), são as mais interessantes.

SPOILERS a seguir

A única parte meio corrida é quando, do nada, o psiquiatra começa a perguntar quem tinha revelado onde ele estaria. Em nenhum momento pareceu que ele estivesse fugindo de qualquer coisa antes de ser raptado.
Por um momento cheguei a pensar que o psiquiatra estaria realizando algum jogo mental com o matador, tentando hipnotizá-lo de modo a que ele pensasse que, naquele momento, o psiquiatra era o Pará, mas essa viagem durou poucos segundos.
Esperava o tempo todo que, por ser psiquiatra, a vítima acabaria sobrepujando mentalmente o matador, acabei me decepcionando com a falta de um conflito psicológico e/ou retórico-lógico.
Também achei desnecessários os flashbacks no final, tudo já havia sido bem esclarecido, mas pelo visto muita gente ainda fica com dúvida.

Pra quem não entendeu.
O matador desenvolveu um modo de manter "a fila andando". O Pará estava sumido porque havia revelado a localização da vítima anterior ao matador.
A vítima anterior ao Pará, pouco antes de morrer, contrata o matador pra assassinar o Pará.
O matador consegue a localização do Pará com o psiquiatra e, antes de matar o Pará, conta tudo a ele que, antes de morrer, resolve se vingar contratando o matador pra assassinar quem tinha entregado seu esconderijo, o psiquiatra.
Após matar o psiquiatra, e ser contratado pra matar quem o entregara (o Macedo) o matador consegue a localização do Macedo com outra pessoa (que não aparece) e mantém o círculo vicioso em ação.

O problema é que precisaria ter sido dito que, após revelar o esconderijo de alguém, as pessoas teriam que fugir e se esconder também, caso contrário o plano e o curta não fazem sentido.

Robfarah br

29/9/2008 2:55:11

Gabriel Costa

Ah sim. Explicando sobre o que aconteceu

SPOILLLEEEEEEEEEEEEEEEEEERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
SPOILER FORTE, SPOILER FORTE, SPOILER FORTE

O negócio é o seguinte: Era tudo um esquema montado pelo sequestrador, que simplesmente utilizou-se de um ótimo plano para continuar um circúlo de matança. Ele nunca deixou de respeitar a Ética. É como um circulo vicioso.

O psiquiatra foi para o pará, o mesmo que o macedo foi para o psiquiatra. E o círculo vai continuando sempre, sendo movido por essa idéia de "Ética"

Gabriel Costa br

29/9/2008 3:00:31

Gabriel Costa

Concordo com o Robfarah.

Gabriel Costa br

29/9/2008 3:02:21

Joaquim

Henrique, concordo que tudo é uma sequência de assassinatos e acho mesmo que a coisa e deu com o psiquiatra entregando o Pará para o assassino, e indo se esconder. Pará é encontrado e morto PELO assassino, mas não antes de pagar ele para matar o psiquiatra.

No seu caminho para encontrar o psiquiatra novamente (já que este havia se escondido), o assassino encontra o Macedo. Esse entrega a localização do psiquiatra.

O psiquiatra contrata o assassino para que ele mate o Macedo, em vingança, e essa foi a dramatização que assistimo.

Só não entendi duas coisas:

1. Por que ele não confessou logo. Se ele estava se escondendo, sabia muito bem que estava sendo procurado, e procurado pelo Pará, que queria ele morto. Logo, do que adiantaria "fingir" que ele não sabia? Se o assassino te encontrou, o jogo acabou.

2. E por que o psiquiatra fica puto logo antes de morrer? O assassino deixa claro que já sabe onde o Macedo está. É claro que sabe! Foi o próprio Macedo quem entregou o psiquiatra a ele, o psiquiatra sabe disso, qual o problema dele saber? É evidente que o assassino sabe a localização do Macedo; foi o Macedo quem entregou o psiquiatra a ele, ele contou isso.

A coisa ficou emboladona para mim, mas valeu pela tensão dos atores se embatendo.

Joaquim us

29/9/2008 3:07:16

Gabriel Costa

Spoilers, de novo.

Joaquim, ele não estava se escondendo, ele foi sequestrado. Quem estava se escondendo era o Pará, por um motivo oculto. Era tudo uma sacada muito inteligente do assassino, que cumpria a ética e dava continuidade ao circulo vicioso de assassinatos.

Veja bem a ligação: O Pará>Psiquiatra>Macedo>?

Assista de novo, com calma, e talvez perceba esses detalhes.

Gabriel Costa br

29/9/2008 3:11:45

Luiz

Ainda não vi, mas como é possível fazer um download direto de um arquivo do Megaupload? Será que o Pablo assinou algum plano lá?

E, infelizmente, dei o azar de ler alguém comparando "A_ética" com o remake de "Sleuth". Droga, vou assistí-lo com esse longa na cabeça.

Luiz br

29/9/2008 3:13:09

Gabriel Costa

Já tentou baixar pelo link que ele colocou?

Gabriel Costa br

29/9/2008 3:38:49

Lucas

Obrigado aos que esclareceram o final.

A discussão está ótima. Eu só achei o psiquiatra meio boiola. Não que isso comprometa a trama (o ator é bom), foi só uma constatação.

Achei algumas falas expositivas demais, Pablo. Mas não comprometeu o resultado final graças aos atores - e/ou a direção dos mesmos. Assisto muitos curtas produzidos aqui no Rio Grande do Sul, e é incrível o número deles com atuações poucos inspiradas ou ruins.

O cinema brasileiro como um todo ainda não encontrou uma linguagem própria nesse sentido.

Lucas br

29/9/2008 3:40:24

Lucas

Apesar que eu não entendi o final do filme, então talvez as falas não tenham sido tão expositivas assim Tong

Mas na hora me pareceram forçadas.

Lucas br

29/9/2008 4:06:16

Gabriel Costa

Eu concordo com quem disse que o psicólogo deveria iniciar uma "luta mental" com o assassino. Um embate psicológico. Acho que faltou isso mesmo...

Gabriel Costa br

29/9/2008 4:39:44

Joaquim

Gabriel, ele estava se escondendo sim. O Macedo diz isso ("ele está na casa de um amigo, eu tenho o endereço") e o psiquiatra grita: "Quem foi que te contou onde eu estava escondido?", pode assistir de novo.

E outra? Pra que o assassino deu "mil reais" pela informação de onde estava o Pará??? Á troco do que???

Isso também não muda o que eu coloquei: é claro que o assassino sabe onde está, ou consegue achar o Macedo facilmente, ele chegou ao psiquiatra via Macedo! Já encontrou o Macedo antes. Claro que ele tem essa informação ou se vira pra conseguir ela rapidamente... logo, minhas dúvidas continuam no ar...

Joaquim us

29/9/2008 6:00:03

André Navarro

"A Ética"

4 estrelas.

Dirigido por Pablo Villaça. Com Carlos Magno Ribeiro, Ilvio Amaral.

Faz tempo que acompanho o trabalho de Pablo Villaça como crítico. Devo ter começado aos catorze anos (quatro anos atrás), quando eu ainda via o cinema como entretenimento escapista. Naquela época, os trabalhos de diretores superficiais como Michael Bay me satisfaziam simplesmente por passarem o tempo.

Porém, duas coisas me fizeram passar a ver o cinema com outros olhos: quando meu pai me chamou para assistir o segundo (se não me engano) curta de Charles Chaplin, "Corrida de Carros para Garotos", e ler críticas. O primeiro portal de cinema que visitei foi o "Cinema de A a Z", agora extinto. Não demorei a encontrar o Cinema em Cena. Ao ler as críticas de Villaça, sempre bem-redigidas não importando o quanto eu discordasse delas, comecei a observar os filmes com mais atenção: o uso de música dramática em uma cena já dramática por natureza se tornou maniqueísta e até mesmo constrangedor para mim (algo que prejudicou horrivelmente "Tempo de Glória", de Edward Zwick); personagens que reagem a situações sempre da mesma forma padronizada (os famosos "estereótipos") se tornaram irritantes e falsos. Excesso de cortes passou a me incomodar, e ao assistir "O Pagamento Final" (meu filme favorito), meu amor por planos-sequência se consolidou (também fui imensamente infuenciado por "Filhos da Esperança" e "Irreversível").

Passei a amar o cinema e meu objetivo na vida tornou-se trabalhar como cineasta - algo pelo qual continuo obcecado e sempre serei sem a menor dúvida. E devo isso a tantos diretores, roteiristas e atores que é difícil citar apenas um. Mas quem me ensinou a dissecar um filme enquanto o assisto foi Pablo Villaça, e isso foi vital para dizer o mínimo. Portanto, é irônico que eu esteja usando seus ensinamentos para criticar seu primeiro trabalho como diretor e roteirista, "A Ética", um curta de quinze minutos retratando a conversa entre um assassino obcecado com escrúpulos e seu aterrorizado alvo.

A homenagem ao filme favorito de Villaça, diga-se de passagem, pode ser vista logo de cara: o longo "zoom out" que começa no rosto do assassino, enquanto este faz um monólogo, e descortina o ambiente em volta e o interlocutor - o mesmo movimento de câmera que dá início a "O Poderoso Chefão". O filme já chama atenção logo de cara pela fotografia de Marco Aurélio Ribeiro, que acerta em cheio ao reforçar tons marrons e vermelhos, e que acentua a tensão da cena. Esta jamais muda de cenário exceto por um breve momento ao longo de todo o filme.

E isso é um desafio: filmar uma conversa de quinze minutos e manter a atenção do espectador, uma técnica na qual Quentin Tarantino é um mestre. Claro, este curta em particular é beneficiado neste aspecto por sua natureza tensa, mas ainda assim não é tarefa fácil. E é nesse aspecto que a linguagem cinematográfica de Villaça e a montagem de Carlos Canela se mostram eficazes: trocando de ângulo com um timing invejável, o filme registra as reações dos dois personagens com atenção, como no momento em que a câmera se foca no Dr. Marcos (o alvo) enquanto este pára de ouvir o que o assassino está falando para observar o ambiente em volta (o que culmina em sua decisão de começar a gritar por socorro).

Nessa mesma cena, mais uma vez pode-se notar o cuidado da montagem (e o bom trabalho de composição): a princípio, a câmera está focada apenas no Dr. Marcos enquanto ele grita. De repente, o assassino surge da parte inferior do quadro (levantando-se da cadeira), o que causa um leve sobressalto no espectador, antes que haja uma troca de ângulo - e o ângulo escolhido mostra a cena por completo, sendo eficaz justamente por acentuar o isolamento dos dois personagens.

Claro, todo esse cuidado iria por água abaixo caso os diálogos não fossem merecedores deste. E felizmente, são. Embora não haja um diálogo célebre o suficiente para ser citado fora de contexto, eles retratam com eficiência ambos os personagens e soam naturais, com um assunto levando ao outro. O único diálogo que me chamou a atenção negativamente foi "Quanto ele te pagou pra entregar o próprio cunhado, porra? Ou tu fez isso só de sacanagem?", já que soa expositivo, mas depois reconheci que não é, já que o objetivo do assassino era justamente o de chamar a atenção do Dr. Marcos para a sua própria canalhice.

Antes de falar do ponto fraco de "A Ética" - porque infelizmente, há um ponto fraco significativo - também gostei muito da música de Felipe Fantoni e Márcio Brant, que permanece sabiamente ausente da maior parte do filme mas, quando toca, toca nos momentos em que realmente funciona bem. Aliás, um dos melhores momentos do filme é quando a música pára de súbito para retratar uma decisão do assassino (vide último parágrafo, porque eu estaria revelando o final do filme se continuasse nesta linha de raciocínio, e prefiro fazer isto no fim deste artigo após o devido aviso).

O ponto fraco, portanto: Ílvio Amaral, como Dr. Marcos. Infelizmente, o ator jamais consegue convencer o espectador de estar mesmo confuso e\ou com medo. E foi inteligente da parte de Villaça incluir um momento no qual o assassino limpa o suor do rosto do doutor, porque se dependesse só de Amaral, eu mal notaria sua tensão. Há um momento que ilustra bem sua fraca atuação: quando ele diz "Eu não costumo conversar com meus pacientes num galpão escuro, com as mãos amarradas e uma arma apontada pra mim". Amaral diz a fala da seguinte forma: "Eu não costumo conversar com meus pacientes (olha em volta), num galpão escuro, (olha para os pulsos) com as mãos amarradas, (olha para a arma) e com uma arma apontada pra mim.", como se até o momento ele não tivesse percebido que estava num galpão escuro com as mãos amarradas e que o assassino tinha uma arma (que já tinha sido apontada pra ele duas vezes na altura em que este diálogo é dito).

Carlos Magno Ribeiro, por outro lado, é mais eficiente como o assassino, conseguindo compor uma figura ameaçadora. Pena que o fato de ser ameaçador apenas acentue mais a artificialidade de Ílvio Amaral - cuja medíocre atuação inversamente faz com que a performance de Ribeiro pareça melhor do que realmente é. E embora o ator se saia bem pela maior parte do filme (a casualidade com a qual ele limpa a arma é particularmente boa por mostrar sua experiência), ele peca por gesticular muito de vez em quando, como no momento em que ele fala "(...) considerando os resultados!". E aí que os diálogos, a direção e a montagem se revelam bem-bolados ao conseguir compensar estes problemas.

O final é ambíguo - embora engenhoso, poderia ter sido mais discreto, já que o uso de flashbacks é exagerado. Uma única frase teria sido suficiente para revelar a situação por completo, e discutirei isto no próximo parágrafo, a ser lido APENAS POR QUEM JÁ ASSISTIU O FILME.

SPOILERS SPOILERS OH MEU DEUS SPOILERS IMENSOS CORRAM POR SUAS VIDAS AAAAAAH SPOILERS

Ok. O final...

SPOILERS!!!!!!!! AAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!!

O final é irônico e cruel - um tipo de final que eu adoro. E neste caso, retrata a falta de escrúpulos de tantas pessoas hoje em dia. Não pude deixar de notar o paralelo entre o assassino e George W. Bush - ambos usando valores falsos para esconder suas verdadeiras intenções. Mas já teria sido possível compreender a reviravolta meramente se o assassino tivesse dito algo como "espero que tenha aproveitado os mil reais que eu te dei". Não acho que Villaça tenha usado flashbacks devido a uma falta de fé na inteligência do espectador (já que ele abomina tratar o espectador como um retardado), mas sim pela tentação de expor a reviravolta em toda a sua glória - o que acaba fazendo com que esta se torne levemente pretensiosa, mas nem de longe o suficiente para prejudicar o filme, felizmente.

O mais importante de tudo, porém: "A Ética" jamais se torna cansativo, prendendo a atenção sem usar recursos desonestos ou maniqueístas. E fico orgulhoso de Pablo por ter, como cineasta, conseguido evitar tudo o que sempre abominou como crítico em seu primeiro filme, e por ter dirigido não apenas um curta admiravelmente tenso, como também uma inteligente discussão sobre o assunto-título. Claro, ainda há o que melhorar, mas Pablo sabe disso e portanto, ter começado sua carreira de forma despretensiosa com um curta distribuído de graça foi um passo sábio.

PS: A respeito da decisão do assassino, retratada pelo corte na música: a princípio, parece que seus pensamentos foram interrompidos pelo grito do Dr. Marcos. Mas o final revela que tudo não passou de um artifício calculado. Felizmente, neste caso, a música ainda funciona ao retratar o talento do assassino como um manipulador. Só quis deixar esta observação.

André Navarro br

29/9/2008 9:50:57

xlucas

Não consigo baixar do megaupload (da erro de limite de download excedido, diz que meu ip não é válido, etc).
Mas encontrei uma fonte no emule:
ed2k://|file|A_%C3%A9tica.avi|165529600|99F95044D0A5B5BB882903D65C2116F2|/

vou tentat baixar de lá primeiro, pois quero ver com melhor qualidade, se demorar demais ou não baixar, vejo pelo vimeo mesmo.
Alguem que ja baixou poderia por no torrent, hein!? É mais rápido pra baixar.

Ah! Pablo, prepare-se hein! Assim que eu acabar de ver vou postar uma crítica lá no meu Blog :>)...
Vc agora não é mais a pedra, e sim a vidraça. :>), e o que não deve faltar é pedra pra atingir essa vidraça, ne , Pablo.

Nem li ainda nenhum comentário, só vou ler o que o pessoal ta falando depois de assistir.

xlucas br

29/9/2008 10:00:28

Felipe Dias de Miranda

Três estrelas.

AVISO: DISCUTIREI PONTOS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO FILME (INCLUINDO ALGUNS SPOILERS) ENTÃO NÃO LEIA SE NÃO VIU O FILME AINDA.

Em quinze minutos de filme, Pablo Villaça conseguiu conceber uma história consistente, fluida e surpreendente. A ambientação do filme é particularmente feliz, auxiliada pela excelente fotografia que realça os tons de marrom, acentuando a sensação de isolamento dos dois personagens dentro de um aposento fechado, parecido com um tipo de depósito a julgar pelos vários objetos (portas, cadeiras e até mesmo um pneu!) jogados pelo cenário.

A referência a "O Poderoso Chefão" é clara, o filme inicia de maneira idêntica à aclamada obra-prima de Francis Ford Coppola e é bom ver que Villaça consegue incluir essa homenagem ao seu filme preferido de forma completamente orgânica à trama (até mesmo as primeiras frases "Eu acredito na ética. A ética fez minha fortuna.", que inicialmente poderiam soar forçadas, ao final compreendemos o que o assassino realmente quis dizer com isso).

Outro ponto forte do filme reside na atuação de Carlos Magno Ribeiro, como assassino, Magno cria uma figura ameaçadora que nunca perde o controle da situação, e muito menos se surpreende com as atitudes de seu alvo (quando finalmente achamos que o psiquiatra mexeu com o seu algoz, posteriormente o filme nos revela que aquilo não passou de um calculado artifício do assassino para conseguir êxito em sua empreitada), debochando até de algumas frases ditas pela vítima ('É sempre o mesmo papo. "Deve ter havido algum engano... por que eu? Eu não quero morrer, eu não quero morrer!"').

A montagem do filme também se revela feliz em estabelecer um ritmo dinâmico entre os diálogos, alternando entre a figura do assassino e do Dr. Marcos, prendendo a atenção do espectador e não deixando que se perca o fio da meada em momento algum. Nesse ponto o roteiro auxilia, pois apesar de não contar com nenhum diálogo particularmente brilhante, a história é desenvolvida naturalmente ao seu próprio ritmo. A única falha do roteiro diz respeito à inexplicável surpresa inicial do Dr. Marcos ao encarar a sua situação, uma vez que se ele já se escondia do Pará, então uma situação daquelas não era totalmente inesperada. Villaça tentou se deter a uma estrutura para construir a história do filme (onde 1º ato seria Dr. Marcos encarando sua situação inicial, 2º ato o desenvolvimento da história e o 3º finalmente a vítima lança sua proposta e o filme finalmente revela sua reviravolta) e não notou que em retrospecto o primeiro ato não funciona e enfraquece o filme, justo ele que tanto critica filmes que em retrospecto não fazem sentido. Enfim, coisas que acontecem quando se resolve assumir posto de 'alvo' e não de 'atirador', se me permitem colocar nesses termos.

Mas até mesmo essa falha poderia passar desapercebida se a atuação de Ílvio Amaral fosse convincente, o que não acontece. O ator simplesmente não consegue nos convencer do medo e desespero do Dr. Marcos frente à ameaça a sua vida. Apenas como exemplo, tomemos a cena inicial do personagem: o ator primeiro pergunta "Quem é você?" ao assassino, num tom incrivelmente calmo e depois emprega movimentos pausados de cabeça, primeiro ao seu algoz depois ao ambiente, com extrema artificialidade. Só a título de comparação, o ator que interpreta o Macedo, na cena final, sem dizer um pio e tendo apenas poucos segundos de aparição, tem uma atuação muito mais natural frente a uma situação dessas e nos convence imediatamente de sua desorientação inicial e posterior desespero. Depois de ter o saco removido da cabeça, ele fecha os olhos abruptamente, perturbado pela luz, depois ergue a cabeça com os olhos ainda quase fechados, tentando por instantes distingüir o que há em volta até se dar conta da situação, os olhos arregalarem, a respiração ficar ofegante e os braços tentarem se mover, inutilmente. Todos esses detalhes revelam um cuidado enorme de composição do ator em questão e que faltou no personagem do Dr. Marcos, e esta é a falha que mais prejudica o curta.

Com relação aos flashbacks do final, não acho que eles sejam tão desnecessários assim. Além de enfatizar as ações do assassino e estabelecer claramente seu plano audacioso no ciclo "Delator que vira Vítima que vira Delator", a cena ainda oferece a função de ligar um sequestro à outro, fazendo uma rima elegante entre a conclusão e início do curta (além de ser uma boa desculpa para o Pablo brincar um pouco com os efeitos de sua câmera =P).

PS: Algo que gostaria de comentar. Eu, como muitos, pensei que fosse haver algum combate psicológico entre vítima e assassino, com a vítima virando o jogo do meio pro fim. Felizmente, Villaça evitou o cliché e elevou a qualidade do seu curta com isso.

Felipe Dias de Miranda br

29/9/2008 10:20:53

Pedro

Então, Pablo. Muito bacana. Muito bacana mesmo. Não vou citar pequenos defeitos porque: 1) Sinceramente, não procurei nem achei. 2)Pela ética. Tong Afinal, um amador dar uma de crítico para com o primeiro filme de um crítico seria filha-da-putice de primeira ordem.
Também não vou fazer as comparações que tenho em mente porque você poderia sentir que estou diminuindo seu filme - o que está longe da verdade. Mas gostei um bocado de seu trabalho de direção, e, no roteiro, os diálogos também me agradaram bastante. Muito bom mesmo.
Está de parabéns!

Pedro br

29/9/2008 10:27:52

Robson França

Muito bom, Pablo. Excelente, eu diria. Mas gostaria de fazer uma crítica mais aprofundada no meu blog. Depois eu posto um link para o texto. Na minha classificação, daria 4 estrelas em 5. Parabéns!

Abraços e aguardando o próximo filme!

Robson França br

29/9/2008 10:44:17

Leandro

Mto show já baixei a noite estarei conferindo...!!!!

Leandro

29/9/2008 11:02:46

Ricardo Marques

Baixando...

Ricardo Marques br

29/9/2008 11:12:17

Fantôme

Sem pé nem cabeça. Como diretor, você é um ótimo crítico.

Fantôme br

29/9/2008 11:39:00

Frederico

Pablo,
Não vou fazer nenhuma analise sobre métodos que usou para surpreender ou não ou seja o que for. Só vou dizer que me surpreendi, mas com a qualidade! Adorei o filme e espero que descubra muitas falhas que tenha cometido. Simplismente porque é a melhor forma de você melhorar em qualquer coisa!
Parabens!

Frederico br

29/9/2008 11:44:31

LuG Quelhas

Perfeito. Um dos melhores curtas que assisti.

Pablo, agora vai para um longa. Você não precisa de mais nada.

LuG Quelhas br

29/9/2008 11:47:19

Vitor

Honestamente achei muito fraco e previsível.

Vitor br

29/9/2008 12:30:31

MikeBozzio

Eu gostei do filme. Apesar de achar que o assassino se exalta demais em alguns momentos. Como fica evidente no final do filme, é um sujeito bastante pragmático com relação aos seus métodos e eu acho que seria mais coerente e mais assustador, se ele se comportasse de maneira controlada. Quanto a vítima, sendo psiquiatra e a conversa dando a entender que é um profissional qualificado (Muito dinheiro no banco), me pareceu bastante frágil. Mas no geral é um bom filme.

MikeBozzio br

29/9/2008 12:32:25

MikeBozzio

A esqueci... e o Making Of? Quando você vai postar?

MikeBozzio br

29/9/2008 12:35:02

hartigan

Blé.. Atores horríveis, roteiro idiota, flashbacks toscos.. E o plano do Poderoso Chefão ficou ridiculo, o zoom out muito instável, sem elegância (dói, nesse caso, o fato de ser em vídeo), e com uma atuação bem fraca do assassino, sem voz, piscando o tempo todo. Fora que esse discurso não tem nada a ver com o clima do resto, na minha opinião, ficou bastante forçado, só pra conseguir incluir a referência.

hartigan br

29/9/2008 12:46:34

Magna

Olá Pablo,

Eu gostei de tudo, dos diálogos principalmente e é bom ver o Ílvio numa atuação dramática... uma pequena observação: Porque será que eu pude até mesmo ver o seu rosto no discurso inicial do matador? Parabens!

Magna br

29/9/2008 13:12:55

Henrique Gonçalves

pq ele ñ apontou o revolver na cabeça do psiquiatra enquanto este fazia a transação e obrigava ele a mandar os trezentos e tantos mil logo de uma vez?
Se o psiquiatra chorasse, era só dar um tiro no pé dele.Seria muito mais prático do que ficar pegando de 50 em 50.
É claro que, com o titulo e a trama voltada pra tal da etica fica muito facil defender o filme, falando da ética pessoal, bla bla bla,mas porra a parada tava ali era só obrigar o cara digitar 340 ao invés de 50! Seria uma economia de 7 mortes!

Henrique Gonçalves br

29/9/2008 13:23:26

Pedro S.E.

Finalmente \o/


Pois bem...
A principio, achei a atuação do Matador contida demais, mesmo que esta fosse a intenção... Seus olhos não mudavam muito e, enfim... Depois tive certeza de que ele já estava mais a vontade no seu papel, e gostei muito da atuação dele. Muito.
Agora a vítima... Eu realmente detestei. Muito.

Os quadros próximos a la In Treatment (comparaçãozinha boba =P) e nos momentos de fúria longe, ficaram coerentes e bons... nessa simples lógica.

O diálogo todo foi muito bom e fluído, prendendo a atenção.
Contudo, quando Matador está para atirar e a vítima fica gritando, ficaria melhor se a camera ficasse mais tempo no carrasco. Afinal, ele quem parecia estar se divertindo com as súplicas dele, portanto, mostrar a sua sádica expressão é fundamental.

Pablo, 3 estrelas para A_ética =)
Meu parabéns e não tenho dúvidas do quão divertido deve ter sido. ;)
Keep it up!

Pedro S.E. br

29/9/2008 13:32:40

Pedro S.E.

Mas então, será que não rola um post para o Pablo comentar sobre os comentários? Surpreso? Já era esperado? Hum? =P
Mais tarde, né? Smile

Pedro S.E. br

29/9/2008 13:45:02

Jaime F.

Estou baixando.... como já notei que existem spoilers nos comentários, não lerei nada agora... hahahah

assim que assistir, tbm deixarei minha opinião... =}


Jaime F. br

29/9/2008 13:45:58

Jaime F.

Opa... Pablo, vc viu mais esta:

http://www.empireonline.com/500/

Jaime F. br

29/9/2008 13:51:04

Jaime F.

Desculpe mais este comentário... mas indo direto ao ponto: http://www.empireonline.com/500/99.asp


Abraços

Jaime F. br

29/9/2008 14:04:03

Priscila

Eu achei um enredo interessantíssimo para se desenvolver em um conto. Faltou esmiuçar o universo psicológico dos dois personagens centrais, seus pensamentos, suas linhas de raciocínio, seus códigos de ética... Coisa que o cinema raramente consegue com refinamento.

Além disso, tudo pareceu inverossímil, desde o diálogo pouco natural dos personagens, até o cenário (voluntariamente?) teatral, destacando a artificialidade do vermelho. Serviu como alegoria, fazendo sobressair um roteiro cuidadosamente pensado, mas sem o arrebatamento esperado da imagem. Com toda a irresposabilidade que a leiguice me permite, eu diria que seu curta é um tanto literal.

Mas ficou bem feito. Eu gostei. Me lembrou "O Cobrador", do Rubem Fonseca. Smile

Priscila br

29/9/2008 14:38:04

João Paulo

Achei bastante interessante ... parabéns !! acredito que apesar de todos os pontos fracos que são apontados nesta lista, os quais vc mesmo deve reconhecer ... deve ser muito legal ter a chance de fazer algo criativo e colocar essa criação a prova de seus próprios leitores

João Paulo br

29/9/2008 14:45:35

Thiago

Gostei bem Pablo!
Adorei o assassino... o texto sai da boca dele com uma grande naturalidade. Achei a "vítima" um pouco teatral, mas muito bom tb!
Não precisava dos flashbacks não...
dou 4 estrelas!Pode?hehehehehehe

abração

Thiago br

29/9/2008 15:01:25

Allan Verissimo

Gostei,embora podia ser mais longo.5 estrelas.

Allan Verissimo br

29/9/2008 15:13:27

Renato Carvalho

Gostei. Deixou gostinho de "quero mais", sobretudo o assassino interpretado pelo Carlos Magno, o qual considerei uma personagem muito interessante.

Gostaria de voltar a vê-lo em futuros curtas, ou até, quem sabe, longas ;)

Amplexos...

Renato Carvalho br

29/9/2008 15:24:02

Jorge Souza

Constrangedor.

Jorge Souza br

29/9/2008 15:24:39

Leandro Moraes

"Vai começar com essa P**** de novo".

Cara 1 bem legal.

spoiler abaixo

Só tem uma parte onde o amarrado reclama sobre "o alvo", eu não acho que alguém faria aquilo, eu nem faria, não seria louco tão cedo assim (só depois de muito tempo naquela situação). Porém são 15 minutos e não imaginei de que outra forma você faria aquilo melhor (precisaria de uns 30 minutos de filme no mínimo). Então foi um ótimo resultado, e essa reclamação sobre o "alvo" mostra que o desconhecido também não está totalmente certo.

E no final o desconhecido ] girando a arma, legal.

O local também, gostei. Engraçado como Paul Anderson de Resident Evil não fez um local igual àquele. Algumas partes da mansão do 1º jogo eram parecidas. Paul poderia ter feito e gastado bem menos. Frown

Gostei do final.

Leandro Moraes br

29/9/2008 15:40:03

Gabriel Costa

Uma cena que eu acho maneirissima é quando o Psiquiatra começa a questionar o porquê daquilo. Acho que a interpretação do ator chegou ao ápice naquele ponto...

Gabriel Costa br

29/9/2008 16:05:55

Patrícia

Nem tenho o que comentar! Achei o filme genial!
Acabei assistindo no Youtube mesmo, mas vou baixar a versão com mais qualidade, porque é um filme que quero ter guardado.

Abraço!

Patrícia br

29/9/2008 17:00:59

Renan Angelicci

Tomei um baita susto quando subiu 'Um Filme De'! HAHAUUHUHUHAHUAUHAHU XD Pensei: 'Porra, não acredito que o Pablo traiu o movimento.' hahauuhuhauhauhauhuh Tong Fiquei aliviado depois xD

Um bom curta Smile

Renan Angelicci br

29/9/2008 17:22:42

Carlos

Bom, muito bom. Conforme outro comentário (do Renato Carvalho), gostei muito do assassino, como ele manipula as ações a todo o tempo, e usa o monólogo sobre "Ética" apenas para manipular as vítimas. Na certa dá para ter outras históris com ele.

Só discordo do comentário do Thiago, que diz que o flashback não era necessário. Claro que era, pois é nele que está contida toda a reviravolta da história.

Carlos br

29/9/2008 17:28:32

paladino79

gostei bastante do curta, acho que ficou bem interessante, conseguindo manter o clima de tensão o tempo inteiro... só tenho duas ressalvas: a negativa inicial do psiquitra quanto a não saber o motivo de ali estar me pareceu estranha e sem sentido; e a atuação do ator que faz o psiquiatra, que deixa bastante a desejar em alguns momentos...

agora, um esclarecimento pra segunda dúvida do Joaquim num comentário acima (com a primeira eu tb concordo, como o parágrafo anterior deixa claro, talvez outro possa esclarecer): o psiquitra fica puto porque enfim percebe o jogo do assassino... a questão não é se ele sabe ou não onde o macedo está; a questão é que ele não quer ter essa informação do psiquiatra, que ele já foi contratado pra matar... ele quer obter essa informação de outro, já que isso vai manter o ciclo (se vc prestar atenção em uma das últimas falas do matador - acredito até que seja a última - vai perceber isso), ou seja, ele vai pegar essa informação de um outro sujeito e fazer com que o macedo descubra quem foi, para que este (o macedo) tb contrate os seus serviços, da mesma forma que fez om o psiquitra, o pará, e sei lá quantos outros que o curta não menciona...

embora o curta não deixe isso absolutamente claro, acredito que, por uma questão ética (e também profissional, rsrs), o assassino deve sempre, após obter a localização de sua vítima por um informante, ordenar que o mesmo se esconda, de forma a que ele sempre tenha que precisar de um outro informante, mantendo o ciclo em movimento...

espero ter ajudado na compreeensão...

abs...

paladino79 br

29/9/2008 17:42:38

Felipe Lima

Estou bastante ansioso para ver esse filme, Pablo. Pena que não estou conseguindo baixar e não tenho tempo de assistir aqui do trabalho.

Felipe Lima br

29/9/2008 17:55:45

Josenanes Junior

Excelente!
Roteiro muito bem escrito,
atores certos e boa direção!
Parabéns Pablo Villaça!

P.S.: Quando teremos um proximo projeto!?

Josenanes Junior br

29/9/2008 18:19:27

G4mbit

É o cara que foi no Superpop falar da noiva abandonada!

G4mbit br

29/9/2008 18:21:37

joão papa

Adorei o primeiro-plano-poderoso-chefão.

joão papa br

29/9/2008 18:44:40

Fernando

Gostei, Pablo.
Prende a atenção.
Tirando os clichês que todo mundo falou (quem não vive sem eles), para um curta inicial achei que está com alto nível. Fica a curiosidade de como você se portaria como diretor de um longa.
Acima da média.
4 estrelas.

Fernando br

29/9/2008 18:50:34

Achilles

Pablo, vc nos (me) autoriza a divulgar com links em nossos blogues?
Coloquei no meu, se tiver algum problema: é só dizer.

Abração

Achilles br

29/9/2008 18:55:28

Pedro Stancioli

Gostei bastante, parabéns! Essa historinha a priori boba pode levantar interessantíssimas discussões acadêmicas e filosóficas. Smile Só tenho ressalvas quanto alguns pontos da direção, como alguns closes no assassino, que o fez parecer em dúvida ou pressionado, ao ponto que em nenhum momento, pelo roteiro e pelo que entendi, ele perdeu o controle da situação. Resumindo, boa direção e excelente roteiro.

Pedro Stancioli br

29/9/2008 19:37:00

José Roberto C. F.

Oi Pablo,

Bom, o estranho é que até hoje tenho um email seu, quando mandei uma dica de notícia pro Renato Silveira do filme Acredite, um Espirito Baixou em Mim, em que você não só falava mal do filme como detonava a dupla com quem vejo que trabalhou neste curta. Picaretas foi o mais tranquilo que usou para definir Maurício Canguçu e Ilvio Amaral...

José Roberto C. F. br

29/9/2008 19:46:59

Pedro S.E.

Matador me lembra muito o escritor André Vianco :O
hahahaha

Pedro S.E. br

29/9/2008 20:04:54

Rao

Realmente eu achei mto bom e prendeu bem a atençao, de uma forma q eu poderia fica vendo os dois conversando por horas... porem eu sou meio lerdo e leigo, e ja q o decorrer do filme e da historia foi mto bem explicado e detalhado, achei q o final poderia ter sido um pouquinho mais detalhado tb.. foi td mto rapido de uma forma q acho q até quem tenha entendido o q aconteceu teve q volta pelo menos uma vez na hora dos flash backs pra entende td direitinho.. mas como ja disse adorei... era um filme q merecia se tornar um longa e ser bem mais trabalhado em cima, q tenho certeza q iria dar mto certo...
abraço e meus parabens

Rao br

29/9/2008 20:46:56

Guilherme [WOA]

Acabei de ver. A trama é interessante e o roteiro é bem redigido. O problema do filme na minha opinião, como alguns aqui já apontaram, é a má atuação de Ílvio Amaral. Toda a película se concentra no embate entre psicólogo e matador, e como um deles simplismente não convence, o filme perde muita força. Em decorrência disso, simplesmente não consegui me envolver o suficiente com a história, os diálogos entre os dois soavam artificiais e a tensão consequentemente nunca era forte.
Eu sinceramente, como alguns também já apontaram, não gostei muito do flashback final. Já tinha ficado suficientemente claro do que se tratava o tal "ciclo". Talvez a cena ficaria melhor se a camera continuasse em Carlos Magno, que esboça um sorriso de canto de boca, passando para Ílvio Amaral digerindo a idéia e se revoltando posteriormente. Mas como já disse, isso necessitaria de uma atuação muito firme de ambos, o que não corre com pelo menos um deles. Aém disso, o flash ficou meio estranho, e não proporcionou a tensão que a situação deveria ter trazido.

É uma pena portanto que um material bom tenha sido razoavelmente desperdiçado, já que num plano ideal a película poderia ser muito mais forte e profunda. Talvez um outro ator no papel de psicólogo já resolveria grande parte dos probleminhas do curta. De qualquer forma, é um ótico começo como diretor e tenho certeza que nos próximos você continuará se aperfeiçoando e mostrando suas ótimas idéias. Boa sorte!

3/5 estrelinhas.

[]'s

Guilherme [WOA] br

29/9/2008 20:51:28

Gustavo Luizon

Estou um pouco frustrado, ficou meio artificial, mas o que mais me incomodou foi a falta de um dialogo mais interessante digno de seus textos, mesmo sendo sua primeira experiência. Estou ansioso para o próximo.

Gustavo Luizon br

29/9/2008 20:52:16

Léo Ribeiro

Pablo, gostei muito do filme.
Sei que você vai ler todos os comentários porque quer saber o que os seus leitores acharam.
Vou então falar o que me incomodou:

A diferença de qualidade da atuação entre matador (bacana) e Dr. Marcos (artificial)


Os diálogos cheios de palavrões ficaram parecendo aqueles filmes brasileiros dos anos 80. (Talvez se colocados de outra maneira poderiam não parecer assim)

Os enquadramentos na maior parte das vezes parecem nos distanciar dos personagens.

São opiniões de um leigo que aprecia muito tudo que você faz a pesar de nem sempre concordar (que bom né?)
Espero que tenha sido construtivo. Abraço!

Léo Ribeiro br

29/9/2008 21:06:31

Will

Três estrelas. Huhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhu

Will br

29/9/2008 21:18:48

Rodrigo Cunha

Eu achei o roteiro bacana, mas a atuação do Dr. ficou péssima, nossa senhora, ele praticamente estragou o filme, nada sai natural da boca dele.

A montagem no final, com a explicação, tb achei desnecessária. Preferiria se fosse uma montagem mais tradicional, calma, como nos anos 70, ao invés dos suspenses anos 2000. Mas gostei do ritmo como um todo.

Abraço, Pablão!

Rodrigo Cunha br

29/9/2008 21:24:09

Fernando TIM

Foi muito bom o documentário, principalmente as atuações. Mas teve uma característica que me incomodou bastante, e que, com um exemplo, colocarei no meu comentário...

Em sua crítica de Kill Bill Vol 2, você aborda, sobre o discurso do super-homem do Bill, o seguinte: "Não é. E, por mais fascinante que seja o monólogo de Bill sobre o Super-Homem, o fato é que o discurso não combina com o personagem; quem está falando aquilo é Quentin Tarantino, não o personagem de David Carradine."

Pois bem, no momento em que vemos na tela o personagem dizendo: "Por que dobro? por que não 3x ou então 7x?" percebemos não o personagem, mas o Pablo Vilaça (dá pra ver exatamente você dizendo isso sobre um clichê num filme policial, com a mesma entonação, os mesmos trejeitos). Isso me incomodou o filme todo... Quase sempre que o personagem do Carlos abria a boca eu via o Pablo Vilaça (seria um alter-ego? hehehehehhehehehe) e não o personagem.

Fernando TIM br

29/9/2008 21:33:14

Fernando TIM

Que viagem, ahaaahuuhauhahuahu...

onde se lê "documentário", leia-se "o curta"

Tong

Fernando TIM br

29/9/2008 21:54:26

Luiz Carlos

Parabéns Pablo. Este trabalho é o começo de uma brilhante carreira de cineasta. Eu gostei do filme, tem suas qualidades e defeitos. Aqui destaco que achei que as principais qualidades foram a fotográfica, roteiro e cenário. Achei a cena final maravilhosa demais para se passar em tão poucos segundos, por isso acho que ela ficou um pouco confusa, mas como os mais atendo compreenderam. O tema é maravilhoso, um paradoxo total um “Infrator da Lei” defendendo a “Ética”. Será que isto realmente existe?
Eu tenho minhas opiniões formadas sobre os problemas, mas prefiro guardar pra mim ou depois enviá-las direto a você. Acho que você nos ensinou bem. Aprendemos a ver um pouco além do que os trailers mostram. E hoje você expor seu filme a platéia de cinema mais exigente do Brasil: os seus leitores.
A minha idéia agora é que você possa nos mostrar um pouco do que foi o processo de construção do filme, e quem sabe fazer um painel de debate sobre ele, sobre todos os aspectos, deste o impacto social até os recursos técnicos implementado. Você já fez alguns comentários sobre a construção do filme, achei super interessante.
Espero o próximo trabalho: sou 4 estrelas

Luiz Carlos br

29/9/2008 22:27:15

Lucas

Que historinha boba... Sorry! De qqr maneira, os valores de producao estao muito bons!

Lucas us

29/9/2008 22:34:14

George Pedrosa

Vou comentar pouco que tá meio tarde...

Henrique, isso não seria muito ético, seria?

Me corrijam se eu estiver errado, mas eu acredito que o assassino realmente acredita em sua ética de trabalho, não é apenas um artíficio para manipular as vítimas. Ou não. Vou assistir de novo amanhã e decidir.

Gostei muito do filme, especialmente do roteiro engenhoso. Amanhã comento mais. Abraço...

George Pedrosa br

29/9/2008 22:59:27

Heitor

Então Pablo, não sei se vc vai chegar a ler isso mas me sinto na obrigação de escrever!
No caso, minha "resenha" que não é bem uma resenha, é simplesmente o que eu achei do filme.

Ontem um amigo meu me mandou umas músicas que ele fez. Ele fazia algumas antigamente, com uma qualidade bem inferior. Eis que as canções que ontem ele me mandou são excepcionais, tem alguns defeitos, porém são muito boas. Diferentemente das antigas. No entanto, não critiquei muito as canções do passado e essas atuais receberam muitas palavras explicando modos de como poderiam melhorar.
E quando ele me indagou por que as músicas que eu dizia estarem boas eram as que eu mais criticava, eu respondi: "É porque aquelas antigas não podiam oferecer mais nada. Já essas, essas têm um potencial gigantesco e por isso temos que fazer com que funcionem cada vez mais". Ele achou aquilo a maior verdade.
E eu aplico o mesmo ao seu filme.

Eu gostei muito. Muito mesmo. Quanto mais degusto o que vi, mais gosto e mais acho pequenas coisas que poderiam torná-lo mais interessante ainda. E, apesar de ser apenas um espectador comum, gostaria de compartilhá-las com você.

- Os atores são realmente muito bons. Gostei muito do fato de não haver uma reviravolta barata no final.
- Qualidade de imagem e parte técnica perfeitas também.
- Os diálogos as vezes soam muito artificiais. Quanto mais o tempo passa, mais naturais ficam. Estudos dizem que os palavrões vem nas horas da fala mais inconsciente, e em alguns momentos parece que os atores estão pensando para falar palavrões, o que causa a artificialidade.
- Gostei (e muito) do fato de você ter conseguido terminar o filme de um modo que cabe ao espectador interpretar o que viu, sem deixar tudo muito no ar ou subjetivo. Apenas grandes diretores conseguem isso.

Tá, resolvi colocar mais qualidade e guardar pra mim algumas das pequenas falhas subjetivas demais que eu não saberia expressar.

Mas eu daria 4 estrelas!
haha

abraço pablo, desculpa o texto enorme.

Heitor br

29/9/2008 23:02:00

Flávio

huhu acabei de assistir o filme. Pablo adoro seu trabalho como crítico, adimiro mesmo, e sei tambem como minha opinião é insignificante e não vale de nada mesmo, mas mesmo assim vou falar. voce como diretor... é um otimo diretor huahua. Muitissimo interessante, tanto o texto quanto a direção. me deixou pregado aguardando o final. Apesar de algumas falhas do elenco que as vezes soava artifical outras não e um defeitinhos aqui e ali, coisas inevitáveis, o filme ficou bem legal. Mesmo não sendo uma obra-prima (ninguem consegue isso no primeiro curta não é mesmo) é um filme bem instigante e bem desenvolvido. Valeu Pablo

Flávio br

29/9/2008 23:15:07

xlucas

Pablo, criei um torrent do seu curta. Já está disponivel e pode ser baixado por esse link:
http://www.mininova.org/tor/1862400

Caso, não seja permitido por algum motivo, é só falar que eu deleto.

Ah! já assisti. Mas não daria 5 estrelas. Essa semana ainda irei escrever (ou tentar, né!?), uma crítica sobre ele.

Que dureza, hein Pablo!? Agora todo mundo se acha crítico, né!?
Acho que esse vai ser o curta-metragem mais criticado da história (pode ser que não entre para lista dos ganhadores do Oscar, mas entrar para o Guiness é quase certo :>) )

xlucas br

29/9/2008 23:15:12

xlucas

Pablo, criei um torrent do seu curta. Já está disponivel e pode ser baixado por esse link:
http://www.mininova.org/tor/1862400

Caso, não seja permitido por algum motivo, é só falar que eu deleto.

Ah! já assisti. Mas não daria 5 estrelas. Essa semana ainda irei escrever (ou tentar, né!?), uma crítica sobre ele.

Que dureza, hein Pablo!? Agora todo mundo se acha crítico, né!?
Acho que esse vai ser o curta-metragem mais criticado da história (pode ser que não entre para lista dos ganhadores do Oscar, mas entrar para o Guiness é quase certo :>) )

xlucas br

29/9/2008 23:22:40

Elvis Wolvie

Pablo,
Sei que este é um momento muito especial para você e sei que preza os comentários de todos, então decidi deixar a minha contribuição.
Alguém acima questionou o fato do Matador não apontar logo a arma na cabeça do psiquiatra e ordenar a transferência dos trezentos e tantos mil. Ora, mas e o título do curta? Por causa da Ética! =) Ele é um assassino profissional, mas segue seu próprio código de trabalho (assim como Dexter segue o dele, referência que subitamente me pareceu apropriada agora). De acordo com sua ética particular, ele não poderia extorquir o alvo, muito menos ir matar o alvo seguinte sem que alguém lhe contratasse para isso. Ele simplesmente manipula suas vítimas para permanecer eternamente neste ciclo vicioso. "O Pará foi encontrado morto ontem". Sei. =P

Dando minha perspectiva sobre a obra (longe de mim atrever-me a fazer uma crítica, pois não tenho embasamento suficiente), eu diria que o roteiro é bem inteligente, a direção não decepciona, os atores são razoáveis (talvez suficientes para o papel), a trilha sonora acentua o drama sem ditá-lo, a montagem também foi bacana e o cenário, claro (inclusive o celular igual ao meu que aparece do lado do Notebook =PPP Merchandising da Nokia? Hahahaha).
Refletindo sobre A_ética, decido por 4 estrelas. Por que não 5? Bem, não sou capaz de ser imparcial, e o estilo da história não faz exatamente o meu gosto. ^^
Mas foi um início bem promissor, Pablo. Parabéns!

Fechando meu comentário, questiono: por que achamos estranho ouvir palavrões em filmes nacionais (os comparamos como as pornochanchadas que tanto destruíram a cinematografia brasileira), enquanto estamos completamente habituados a ouvir os "fuck" e "shit" que os americanos soltam a cada três diálogos? =P

Elvis Wolvie br

29/9/2008 23:28:52

Marcelo Formiga

Ola Pablo, ocasiao especial para fazer meu primeiro comentario no novo blog, que leio diariamente. Parabens pelo curta. Otimo. Daria 4 estrelas. Roteiro sem duvida nenhuma é a principal virtude e colocaria a atuacao (principalmente do Ilvio Amaral) como a parte fraca. Ele nao me convenceu nos momentos de desespero. Outra coisa que me incomodou foi o uso dos palavroes, que ficou um pouco forçado, nao ficou muito real. Sobre o final, confesso que no primeiro momento fiquei confuso, foi um pouco rapido para meu cerebro processar.
Assisti uma segunda vez ao filme para prestar atencao aos detalhes e passei a gostar mais ainda e serviu para entender completamente esse final sensacional.
Abraco

Marcelo Formiga br

29/9/2008 23:28:52

Marcelo Formiga

Ola Pablo, ocasiao especial para fazer meu primeiro comentario no novo blog, que leio diariamente. Parabens pelo curta. Otimo. Daria 4 estrelas. Roteiro sem duvida nenhuma é a principal virtude e colocaria a atuacao (principalmente do Ilvio Amaral) como a parte fraca. Ele nao me convenceu nos momentos de desespero. Outra coisa que me incomodou foi o uso dos palavroes, que ficou um pouco forçado, nao ficou muito real. Sobre o final, confesso que no primeiro momento fiquei confuso, foi um pouco rapido para meu cerebro processar.
Assisti uma segunda vez ao filme para prestar atencao aos detalhes e passei a gostar mais ainda e serviu para entender completamente esse final sensacional.
Abraco

Marcelo Formiga br

29/9/2008 23:59:00

Henrique Gonçalves

Tá, mas pra mim a ética dele está contida em fazer-se valer através do circulo vicioso e não do quanto ele ganha em cada etapa.

A ética está em cumprir o contrato anterior se amarrando ao próximo e por aí vai. Faço, inclusive um paralelo ao mesmo mecanismo usado pelo Angel's Eye, na primeira parte do filme 3 Homens em Conflito, do Leone.

Só achei irreal comer um pedaço se o bolo tava todo ali à disposição. Já ia matar mesmo, já sabia onde se encontrava o Macedo, por que pegar só 50 mil? Entendi a estratégia mais cinematográfica do que realista:

o Pablo não quis que ele apontasse a cabeça e obrigasse o psiquiatra a transferir tudo para nos dar uma falsa ilusão de que talvez haveria alguma chance para aquele personagem, deixando o momento final ainda mais dramático e supostamente surpreendente. Não consigo fazer paralelo nenhum com a tal da ética.

Henrique Gonçalves br

30/9/2008 0:59:15

Yuri Cavaco

tenho ate medo da hora em que o Pablo se manifestar sobre esses comentários =x
ahahuhuahuauhahuahua

Gostei bastante do curta. Só não da atuação do cara que acorda sem saber onde está. O matador, por outro lado, tá muito bem.

Yuri Cavaco br

30/9/2008 1:39:05

itry

pablo, na verdade não é o vimeo que "trava" duas vezes. o vídeo que você postou, o de 157mb é que congela duas vezes. no meu pc uso o media player classic (que é uma versão modificada e atualizada do player original da ms) e o vlc. no mpc sempre congela. no vlc não. testei tb com o media player 10 e "travou" tb. o seu encode é que está problemático...mas por alguma dessas questões inexplicáveis da informática, alguns leitores congelam e outros não...

itry br

30/9/2008 1:48:22

Gabriel Costa

Assistindo por uma segunda vez, percebi que realmente o filme perde o ritmo quando o Psiquiatra fala por muito tempo.

Mas ele mandou bem na cena da ameaça, no qual ele diz que "Aquilo é muito injusto!!"

Gabriel Costa br

30/9/2008 2:17:07

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lostinoblivionn.wordpress.com

30/9/2008 4:13:40

Pedro Gabriel Campos Brasil

Não irei falar da produção, pois isso na minha opinião é desculpa para os filmes feitos hoje em dia. Não gosto de seu trabalho como crítico...mas sei respeitá-lo,
você escreve muito bem e tem um poderoso conhecimento cinematográfico, mas isso não se aplica a este PÉSSIMO curta que acabo de assistir e que vossa prepotência acaba de dirigir. Muito parecido com as novelas da globo , díalogos forçados, um texto vazio e sem nexo algum, o uso de palavrões desnecessários, um tom pseudo-filosófico e principalmente , uma edição final de dar inveja aos filmes de MICHAEL BAY(que considero o pior diretor de todos os tempos, muito além de Ed Wood).
Enfim uma idéia fraca, previsível, ruim, mal pensada, mal planejada, um diálogo cômico e pastelão, repito novamente, pareçe uma novela global. Absolutamente superficial a interpretação dos atores, duvido muito de seu sucesso como diretor (pois sei que é de fato um cineasta frustrado).
Mas valeu a tentativa, pelo menos serviu para provar que como cineasta você é um crítico de cinema regular.

Pedro Gabriel Campos Brasil br

30/9/2008 5:45:38

Felipe Dias de Miranda

Hey Pablo, queria aqui ratificar um comentário.

Não sei quem foi que falou aí em cima que o fato de criticarmos com tamanha exigência vêm do fato que ela tem potencial para melhorar, bem concordo inteiramente com quem disse isso!

Me lembro de ter lido um texto seu, Pablo, (acho que uma 'conversa de cinéfilo') onde vc dizia que tinha um certo constrangimento ao ler suas críticas mais antigas, e só as mantinha no site por respeito aos leitores e tal. Bem, tomara que daqui a alguns anos você olhe para esse curta e sinta o mesmo. A experiência nos leva ao aperfeiçoamento e é isso que é importante frisar.

As críticas negativas não são para te desanimar (ok, algumas talvez, mas essas você ignora...), mas pra te motivar a melhorar daqui pra frente.

Você tá no caminho certo, não deixe de dirigir só porque o caminho tem umas pedrinhas ;P

Felipe Dias de Miranda br

30/9/2008 7:24:20

Flávio

Eua acho que seu filme, só de gerar essa discussão toda ai em cima já valeu ao seu propósito, voce deveria se sentir orgulhoso por isso huahua. Só frisando uma coisinha de nada. Acabei de rever o filme e percebi que algumas falas, são como voce criticando os clichês do genero. Não que isso seja um problema, muito pelo contrario, acaba sendo um dos charmes do roteiro huahua. E outra coisa que devia deixar voce orgulhoso da sua profissão, é que como voce defende o fato da critica sevir para aperfeicoar as ideias das pessoas e deixa-las exigentes, seu trabalho esta dando certissimo, pois voce criou muitos críticos como dá pra perceber nos comentarios do Blog huehue. Valeu mais uma vez Pablo

Flávio br

30/9/2008 8:15:44

Pedro d'Aquino

O cara tá lá, todo pimpão descendo o cacete, "prepotente" pra cá, "pastelão" pra lá e solta um "pareçe". Tsc.

Quanto ao curta, Pablo, eu gostei! Eu concordo com o Fernando TIM - na fala do "por que não 7x?" eu pensei em você falando a mesma coisa. Mas não acho isso um defeito; como alguém comentou depois, acho que dá um pouco de charme ao roteiro.

Eu achei, como alguns outros, o flashback desnecessário - mas talvez não seja o caso, já que alguns leitores tiveram dificuldades em compreender o filme.

Não gostei muito de nenhuma atuação, na verdade, mas a do psiquiatra compromete um pouco. Por outro lado, o primeiro plano à la Poderoso Chefão ficou tão fantástico que dá pra gente perdoar qualquer falha no curta! Hahahaha

Pedro d'Aquino br

30/9/2008 10:00:04

Jefferson

Pablo, hospeda no Cinema em Cena por um tempo, pq não consigo baixar do megaupload, que é barrado o acesso na minha empresa ... E manda pro Porta Curtas, tbém ..

Jefferson br

30/9/2008 10:15:41

Nerdnando

Pessoal, acho que esse é o fim desse blog.
Vocês detonaram geral o curta do Pablo.
Putz....

Nerdnando br

30/9/2008 10:18:01

MiguelJr

Bons diálogos, interessante edição...só senti falta dos planos "plongé" e "contra-plongé" tão presentes em seus trabalhos anteriores (críticas) e também dos, não menos importantes, planos "desiree" e "si vou ple" que com certeza estarão no longa mentragem de animação escrito pelo Pablo/dirigido pelo Saldanha/com arte conceitual de Casal/cenários de Cárcamo/pintura digital de Hoisel(meu bróder..rsrs)/com vozes de Selton Melo e Mário Jorge, dentre outros...

MiguelJr br

30/9/2008 10:25:59

Nerdnando

Não sei se atrapalhou, mas talvez o público (sobretudo o mineiro) esteja acostumado a ver o ator Ílvio Amaral atuando em comédias. É tipo ver o Didi interpretando Hammlet.

Nerdnando br

30/9/2008 11:01:52

Felipe Dias de Miranda

Se fosse por isso ninguém gostaria dos filmes dramáticos do jim carrey...

Felipe Dias de Miranda br

30/9/2008 11:05:40

Rodrigo Cunha

Também acho que vc deveria hospedar no porta-curtas, Pablo, lá é uma boa janela.

Há cartaz para o curta? E as stills, tem onde pegar?

Rodrigo Cunha br

30/9/2008 11:07:57

Nerdnando

Hum...Felipe, essa comparação não foi bem feita.
Nesses filmes "dramáticos" que você citou, o Jim Carrey (assim como o Chaplin fazia) faz drama utilizando o humor. É outro estilo, não tem nada a ver com o que vimos em "A Ética".

Nerdnando br

30/9/2008 11:09:47

Diego Rodrigues

4 estrelas.

E sim, os flashbacks foram necessários, talvez o modo como eles foram colocados tenha sido um pouco confuso. Porém, foi extremamente necessário para a reviravolta da trama, que diga-se de passagem, é ótima. Carlos Magno Ribeiro foi o grande destaque do longa, construindo uma atuação digna de Hollywood e um personagem complexo e interessantíssimo - se tivesse um longa baseado nele e na ética, poderia ser muito, mas muito interessante.

O Brasil tá precisando de cineastas desse calibre, que se preocupam em transformar nossos filmes em história e não em filmes-favela para mostrar pobreza do Brasil - esse gênero poderia ter acabado com o melhor representante, Cidade de Deus. Enfim, parabéns Pablo, espero que um dia possamos exibir nossos filmes no mesmo circuito, numa sala ao lado da outra - meu sonho é ser um cineasta.

Até.

Diego Rodrigues br

30/9/2008 11:18:09

Rafael Maranhão

Gostei muito do curta, acho que você tem que continuar produzindo Pablo.

Rafael Maranhão br

30/9/2008 11:22:36

Achilles

Meus comentários:

http://achlo.wordpress.com/2008/09/29/a_etica/

Achilles br

30/9/2008 11:35:28

Thiago Almeida

Duas estrelas:

- Péssimas atuações
- Roteiro complicado e, mesmo que curto, possui sim alguns furos.
- Os diálogos não prendem, e olha que a base da ação são os diálogos.

Por fim, aos 15 minutos do curta ficou parecendo uma hora de tão arrastado que ficou.

Thiago Almeida br

30/9/2008 11:41:20

leandro Firmino

O link que o Pablo disponibilizou para downloads, não está dando pra baixar não. parece que o número de downloads foi excedido, não sei se existe isso, mas é o que aparece!!!

leandro Firmino br

30/9/2008 11:52:15

Felipe Dias de Miranda

Realmente nao tem nada a ver... e sim, concordo que o carrey usa um pouco de humor nos seus filmes "dramáticos" mas, venhamos e convenhamos, é um humor muito mais sutil e anos-luz do pastelão de caras e bocas que ele estava habituado a fazer.

Enfim, talvez a comparação tenha sido mal pensada, mas o Carrey provou que esse estigma de "ator de humor" pode muito bem ser vencido com talento. Outro exemplo é "Efeito Borboleta" que traz Ashton Kutcher numa atuação séria (e boa) bem diferente do humor que marcou a carreira dele.

Felipe Dias de Miranda br

30/9/2008 12:14:13

MikeBozzio

Que quiser baixar pelo emule esse é o link:

ed2k://|file|A_%C3%A9tica.2008.DVDRip.XviD.avi|165529600|99F95044D0A5B5BB882903D65C2116F2|h=DZ5MRGIZOVNI47JNRW5QEEMF6HFGONJG|/

MikeBozzio br

30/9/2008 12:47:07

Pedro Gabriel Campos Brasil

Para o Pedro d' Aquino.
Minha posiçâo crítica não deve ser contestada com tamanha superficialidade,"O cara tá lá, todo pimpão descendo o cacete, "prepotente" pra cá, "pastelão" pra lá e solta um "pareçe". Tsc". Percebe-se claramente sua falta de maturidade e comprometimento com a sensatez , me "parece" uma daquelas tietes ou líderes de torcida que são loucas pelos jogadores (no caso o prepotente e arrogante Pablo Villaça).Falta-te muita humildade e inteligência , pois com esse seu medíocre comentário prova a te mesmo o quanto é limitado intelectualmente.

Pedro Gabriel Campos Brasil br

30/9/2008 12:57:28

Nerdnando

Gostei, Pablo.
Prende a atenção.
Tirando os clichês que todo mundo falou (quem não vive sem eles), para um curta inicial achei que está com alto nível. Fica a curiosidade de como você se portaria como diretor de um longa.
Acima da média.
4 estrelas.

Nerdnando br

30/9/2008 12:58:58

Dani

Pablo, cadê a programação do Festival de filmes Japonês que irá acontecer aqui em BH?

abraços

Dani br

30/9/2008 13:04:07

Rao

ahhh.. nao sei se alguem ja comento isso por aqui mas qdo puder escreve uma analise do seu curta ae no blog... tenho certeza q tem mtos detalhes q estao la de proposito e tem um certo significado e nem todo mundo inclusive eu é claro pegou tudo né.... e junto com essa analise vc poderia tambem da uma opiniao sobre o seu curta... é mais uma opiniao q uma critica .. sei q vc é suspeito rpa fala.. mas poderia fala alguns aspectos q vc gosto mais outros q gosto menos e se pudesse ecrescentar mais 2 ou 3 minutos o q voce faria... coisas do tipo, tenho certeza q vai pensa em algo legal..

abraçoo

Rao br

30/9/2008 13:08:19

Rao

*acrescentar

Rao br

30/9/2008 13:36:40

Pedro d'Aquino

Pedro Gabriel, depois o Pablo que é prepotente? Hmm!

Pedro d'Aquino br

30/9/2008 13:39:38

Filipe

Acho que o Pablo deveria explicar toda a história, pra esclarecer as dúvidas.

Filipe br

30/9/2008 14:15:54

Carlos

De Filipe: "Acho que o Pablo deveria explicar toda a história, pra esclarecer as dúvidas".
.
Pelo amor de Deus, isso é mesmo necessário? O filme não precisa de tantas explicações, quem não entendeu é porque não prestou atenção.

Carlos br

30/9/2008 14:16:44

Carlos

Pablo, voc6e viu a entrevista do Fernando meirelles no programa da Marília Gabriela no GNT? MUITO BOM. Tem uma parte que ele fala sobre críticas que foi muito interessante.

Carlos br

30/9/2008 15:03:15

Joaquim

O filme realmente está com o final confuso, o fato de que as pessoas não conseguem chegar a um consenso sobre ele não é sinal de que ele está instigante e profundo, e sim de que está mal desenvolvido e confuso, de que falta articulação que, quando bem encaixada, sendo complexa ou simples, irá trazer consenso à tona. Deixou a desejar.

Tanto a reação do psiquiatra a estar preso (fingindo que não sabe por que por tanto tempo, não tem credibilidade dramatica) quando sua reação a o que o matador fala ficaram um bocado incongruentes e não passam verossimilhança, e isso é um problema, um grande problema, e não uma virtude do filme.

O Pablo disse que a maioria das críticas "não se aplicavam" ao filme por que ou elas eram "propositais", "não alteravam o final" ou "não tinham conserto", colocar as coisas assim não resolve os problemas do filme nem o torna imbatível as críticas.

Fazer algo que não funciona de propósito não é um mérito, o fato de que o final de qualquer filme não se altera pelos erros que ele tem no meio da trama também não torna as observações sobre os defeitos irrelevantes, e o pior de tudo é não ter conserto. Se não tem conserto, adapte, mude, faça diferente.

O filme tem bons movimentos de câmera e boa fotografia, mas a trama se esconde atrás de uma virada falsa que não funciona, finge que é mais complicada do que é através da confusão, e isso não é positivo. Ele se esconde atrás da confusão, da falta de lógica e de uma narrativa bem articulada para fingir complexidade, isso tira sua força pois é um falso valor. As pessoas sentem que "o filme é inteligente por que eu não entendi direito". Algo negativo.

Mas vale o esforço de um primeiro trabalho, um passo em direção a novas produções.

Joaquim us

30/9/2008 15:48:52

André Flandres

Gostei. A trama é engenhosa e relativamente bem executada. O único "furo", que poderia ter sido facilmente contornado, é o fato dos "alvos" sempre se esconderem sem que houvesse uma motivação muito clara para tal atitude. Para explicar isso, poder-se-ia simplesmente mostrar o matador recomendando de forma cínica que eles se escondessem a cada vez que entregassem o esconderijo do outro alvo.

Outro aspecto falho é, como muitos já referiram, a fraca atuação da vítima. Em diversos momentos o que ele diz parece ser forçado demais. Talvez não seja apenas culpa do ator, mas um pouco também do texto.

Já o ator que interpreta o matador na maior parte das vezes está muito bem e parece bastante à vontade no papel. Quando ele diz "estou pouco me fudendo", a frase fica boa e o palavrão dá o tom adequado para a ocasião. Todavia isso não ocorre quando a vítima fala algo assim: "por acaso eu tenho uma porra de um 'x' na porra da minha testa, caralho!", soando a frase muito forçada para o momento de tensão vivido pela vítima. Talvez a intenção fosse justamente mostrar o estravasamento dessa tensão, mas a forma como o ator realizou aquela frase e, talvez, o próprio momento em que o texto foi inserido fizeram com que os possíveis propósitos não tenham funcionado.

No resto, contudo, o filme é muito bom. Prende a atenção do início ao fim e o argumento é muito inteligente e engenhoso. Parabéns pelo trabalho realizado!
Só para adaptar um pouco o que o pessoal está dizendo: na minha opinião, Pablo, como pensador político, tu és um excelente crítico de cinema, e um ótimo diretor e roteirista. ;)

André Flandres br

30/9/2008 16:13:28

Gabriel Costa

Sim, André. Os problemas do filme foram exatamente estes que você ressaltou.

Porém, do mesmo jeito, o filme é excelente! E eu, como apaixonado pela Sétima Arte, não poderia deixar de dar incentivos para que o Pablo faça ainda mais sucesso com seu próximo curta.

RUMO AO OSCAR =D

Gabriel Costa br

30/9/2008 16:37:29

Chemis

Minha - modesta e leiga - opinião:
O conceito é interessante, de modo geral bem executado (não vou falar nada técnico porque o pablo ainda não deu o curso dele aqui em Bsb, então não tenho as ferramentas ainda!).
Quanto ao flashback eu preferiria outro recurso para explicitar a reviravolta (alguém deu a idéia de ser uma fala do matador, poderia ser), a atuação do psiquiatra realmente me incomodou, e assim como várias pessoas aqui eu também achei que ele soava artificial demais.
Quanto ao matador, achei a atuação mais natural e melhor à medida que o curta progredia.
As falas pra mim foram um ponto fraco, muitas estavam artificiais, problema agravado pela atuação do psiquiatra. E os palavrões em sua maioria estavam forçados. Pode falar palavrão à vontade em português também, mas o ator tem que tentar fazer com que seja o mais natural possível. Como? Não tenho certeza, mas de repente se o ator usasse os palavrões que ele usa mais no dia-a-dia dele poderia soar melhor.

Enfim, mesmo com as ressalvas é um bom curta. Não é ótimo, mas acho que é um bom começo.

Eu queria ver os comentários do Pablo sobre os comentários postados....

Chemis br

30/9/2008 17:26:41

Ricardo Galassi

Faço minhas as palavras do Felipe Dias de Miranda e do Guilherme [WOA].

Resumidamente, um roteiro e um texto excelentes, mas que davam pra ser lapidados. E deixo aqui um elogio para o efeito sonoro da água caindo. Muito bom pra aumentar a tensão e inserir o espectador.

A atuação do assassino foi muito boa. Agora, a atuação do psicólogo estraga tudo. Nada convincente, muito teatral. Em momento nenhum eu conseguia acreditar que era uma pessoa sendo ameaçada de morte, e não um ator amigo que topou fazer aquilo de graça.

Mas o filme me mostrou como é difícil fazer um filme, mesmo que a pessoa seja um expert no assunto, como é o caso do Pablo. Acertou em vários pontos, mas as variáveis são muitas.

Ricardo Galassi br

30/9/2008 17:44:52

Lucas

Nossa! Esperei muito tempo pra ver esse filme e fiquei maravilhado.
Parabéns Pablo, adorei seu trabalho!

Lucas br

30/9/2008 18:55:56

Fernando Duarte

Olá, Pablo, quanta honra em poder asssitir a seu projeto realizado. Confesso que estava muito curioso.
Passado a curiosidade, digo que gostei do trabalho. Acho que o trabalho dos atores poderia ser mais apurado, principalmente quanto ao "dr.". No início, quando o matador está "monologando" ficou parecendo comigo, quando falo alguma coisa, pra escutar depois no gravador e/ou tape, não senti como se fosse o personagem falando e sim o ator se lembrando do texto decorado (não sei se fui claro).
Não vi nenhum comentário a respeito do título ambíguo por aqui (talvez tenha sido debatido em posts anteriores, que não vi) A_ética ou Anética?
A figura do matador representa ambas.
Pablo, me desculpe por alguma bobagem que tenha escrito, mas não tenho intenção de destinchar sua película, numa análise criteriosa.
Abração querido Pablo.

Fernando Duarte br

30/9/2008 19:24:32

Marcelo Formiga

"Pablo, hospeda no Cinema em Cena por um tempo, pq não consigo baixar do megaupload, que é barrado o acesso na minha empresa ..."

Cade a etica nesse comentario de um amigo acima? Smile

Marcelo Formiga br

30/9/2008 20:34:47

Roberto Ases

Poderia falar várias coisas, mas não seriam relevantes perto no que o filme realmente peca: é chato e desinteressante.

Roberto Ases br

30/9/2008 21:10:08

Clécio

Achei o filme interessante, principalmente pelo fato de ser um filme de estreia e um curta metragem, em que o autor tem pouco tempo para passar a mensagem. Ainda assim o roteiro consegue criar um clima de tensão crescente, ainda que o desenrolar seja previsivel a forma como era mostrado e dialogado era bem interessante. O grande problema, a meu ver, é o final abrupto e confuso. Fiquei claramente com a sensação de que perdi alguma coisa. Achei que não foi bem trabalhado. Fiquei confuso, e no mal sentido.
Entretanto, gostei do cinismo com que é tratada a questão da ética. A reiteração da ideia é bem interessante até porque a discussão realmente é profunda... estamos falando de ética em um personagem criminoso, que vive de matar outras pessoas... quer dizer, é uma ideia distorcida de ética, ou não? Muito interessante essa discussão, que comporta muitas ideias, até a tradicional do O que é ética? Porque essa palavra é tão usada, por todo o tipo de pessoal e moral? Muito legal essa ideia e a meu ver é o que de melhor tem o filme.

Clécio br

30/9/2008 22:31:47

Pietro costa

Pablo, parabéns pelo trabalho.
Gostei muito da historia , foi bem criativa.
E gosto muito de filmes que "acabam no começo" ou que se autoreferenciam , chamo isso de efeito "deja vu" no cinema.
Sò faço 2 críticas que ao meu ver diminuiram o filme.
1- A cena do flashback ficou um pouco confusa, eu mesmo tive que reve-la pois achei muito rápida e assim nao entendi o comentario do Dr. logo após.
2- Não gostei muito da atuação do doutor, não sei bem explicar mas apenas não achei convincente.
3- Mais uma que pensei agora, o assassino foi realmente muito bom, minha única reclamação é que se ele fosse um pouco mais intimidante seria melhor. Pense em Chigurh, ou Dexter embora eles fossem interessantes para o publico, o público jamais duvida do que são capazes.

Em geral gostei muito do filme, e sendo o seu primeiro, fico ansioso para quando você se aventurar neste meio novamente.

Pietro costa br

30/9/2008 22:44:19

Miguel

A_ética.

O curta já começa com uma marca autoral, digamos assim, um elegante plano inicial retirado diretamente de O Poderoso Chefão que já nos dá aquela sensação clara de ser um filme de Villaça, mesmo que isso pareça absurdo, levando-se em conta que é seu primeiro filme.Uma pena porém, que os planos seguintes não sejam tão felizes quanto o que dá inicio a narrativa.À partir daí pode-se notar a presença de quebras de raccord e enquadramentos que poderiam ser melhor trabalhados.Claro,tudo isso muito comum e aceitável, vindo de um diretor de primeira viagem.Vale também criticar o trabalho dos atores,o matador é muito irregular na construção do seu personagem,parecendo frio em alguns momentos e se exaltando em outros.Dando um ar forçado a sua caracterização.O Dr.Marcos, realmente não convence ao expressar sua agonia, simplesmente um casting infeliz, já que o ator em nenhum momento nos passa a emoção necessária.É necessário ressaltar no entanto a qualidade dos planos que antecedem o climax,eles por sí só, já transmitem um nervosismo essencial para trama.O recurso do Flashback,o qual pessoalmente não gosto, na trama se demonstra acertado ao passo que, eu, como espectador necessitei do mesmo para melhor compreensão do filme.-Como não li outras criticas (assim como Pablo) não sei o que outras pessoas acharam-.
Em suma, pode se dizer que foi uma estréia muito acima do esperado,demonstrando ao meu ver, mais qualidades como roteirista do que como diretor,mas que no todo,é muito promissora.Parabéns Pablo.Continue nessa estrada tão difícil que é fazer cinema no Brasil.

Miguel Moura

Miguel

30/9/2008 23:39:48

Raphael Aguiar

Ótimo curta, Pablo.

Apenas dois comentários... e uma sugestão:


(ATENÇÃO: SPOILERS)


1) No curta, a ética é relativizada à condição de meio, em vez de um fim em si: ela aparece como um código inquebrável e necessário à perpetuação de uma conduta amoral; um simples ardil. Esse argumento é deveras interessante.

2) Bem, dei-me conta de que o personagem matador é um verdadeiro serial killer, que executa um ciclo aparentemente interminável e sempre obedecendo a um padrão.

Isso não chamaria a atenção das autoridades?

Que tal uma continuação explorando isso? Como, por exemplo... uma caçada ao matador?

P.S. Foi bom ver o mestre Jota D'Ângelo no seu curta. Cheguei a sentir pena da sua cara de medo no carro. Absolutamente natural.

Raphael Aguiar br

1/10/2008 0:54:55

Felipe Fonseca

Olá Pablo!!

Acabei de assistir o curta e gostei!

É curioso você ter-se valido de um tipo de final que já vi muitas vezes você criticar, mas eu particularmente não tenho nenhum grande problema com isso, especialmente nesse curta. Afinal, a seqüência só serve para evidenciar algo que já estava ali na história e fechar o filme de maneira mais apoteótica.

Eu gostei muito da atuação do Carlos Magno, mas achei que a do Ílvio ficou a desejar. E como colega diretor, eu sempre acho que a responsabilidade disso é do diretor e não do ator, já que somos nós os responsáveis por decidir levar a atuação do ator para a tela. Nesse caso específico do personagem de Ílvio, achei também que a maquiagem poderia ter ajudado um pouquinho mais. Senti muita falta de um suor mais evidente, algo que ajudaria muito para demonstrar o nervosismo dele. Também senti falta de alguns planos mais fechados em seus rosto, mostrando os olhos e o suor mais de perto. São detalhes, mas que acredito que fazem a diferença.

Bom, no geral fiquei muito feliz em ver um filme bacana e sem ser "metido a besta", como talvez muitos esperassem de um crítico. Espero que ele faça uma bela carreira e que você continue fazendo filmes, além de continuar sendo meu crítico favorito.

Um grande abraço!!

Felipe Fonseca br

1/10/2008 2:12:46

Daniel Pelotama

Tinha minhas dúvidas sobre o sucesso do filme. Então, decidi assistir... E não é que é bom? Parabéns Pablo! Mandou bem!

Depois escrevo uma critica...

Daniel Pelotama br

1/10/2008 5:10:43

Leonardo Brondani Schenkel

Infelizmente não fiquei satisfeito ao término do curta, por um simples motivo: achei as atuações fracas, principalmente a do psicólogo. Por causa disso não consegui levar os personagens à sério e achei os diálogos forçados.

Por outro lado, isso quer dizer que pra mim a culpa não foi a direção. Smile

Espero que meu comentário não sirva de desestímulo, pelo contrário. Sou fã do seu trabalho como crítico, e quem sabe daqui a alguns anos não seja também fã do seu trabalho como diretor? Boa sorte! ...E bons filmes? Wink

Leonardo Brondani Schenkel se

1/10/2008 11:56:26

Filipe Jardim

Estou deprimido, fico alguns dias sem acessar o blog, e sou punido em não ser um dos primeiros a assistir esse filme, sei que sou um leitor recente do blog (do site em sí, nem tanto), mas aprendi a apreciar profundamente as discussões por aqui (muito embora não comente frequentemente).

Vou começar a baixar o filme assim que chegar em casa.

Aliás, Pablo, gostaria de elogiar a iniciativa, distribuir cultura pela internet, está de parabéns!

Um forte abraço!

Filipe Jardim br

1/10/2008 13:08:15

Robson França

O link para a minha crítica:

http://www.robsonfranca.eti.br/node/16

Abraços e bons filmes! (tanto produzidos como vistos)

Robson França br

1/10/2008 13:37:55

Pablo Moysés

Vi 2 vezes. Achei péssimo. Atuações muito ruins, teatrais. Aliás, a coisa toda não parece filme e sim um teatro filmado. O flashback tem aquela típica edição "videoclipe" e é completamente desnecessário. Uma boa idéia mal realizada, essa foi a sensação que tive quando terminei de assistir.

Enfim... tenho que concordar com quem disse aqui que o Villaça como diretor é um ótimo crítico.

Pablo Moysés br

1/10/2008 16:51:12

carlos

gostei, do filme, entendo que como eh o primeiro tem algumas falhas, mas achei bem legal
nao entendo porque criticam o roteiro, acho que fica meio obvio que ele fala da etica para incentivar o "alvo" a contratar seus serviços
o pequeno maior problema na minha opiniao eh que o filme nao passa a tensao que deveria
abraço e continue fazendo filmes

carlos br

1/10/2008 16:56:53

André Graciotti

Gostei de algumas idéias do diálogo (como o bandido interromper o outro falando ao mesmo tempo, pra demonstrar que ja "conhece a ladainha") e sempre gosto de histórias que investem em conceitos cíclicos - como a última cena voltar à primeira de alguma forma.

Mas achei que os fracos atores prejudicaram muito o texto (o homem da cadeira olha para um lado e para o outro pelo menos umas 3 vezes. Uma reação caricata e implausível, considerando as óbvias proporções do local), a edição é bem cansativa e o desfecho, ainda que previsível, confunde ao tentar explicar demais. Esse flashback pra "explicar o que realmente aconteceu", pela maneira como foi utilizado, vindo "do nada", me lembrou do Paul Giamatti no final do fraquíssimo "O Ilusionista", quando, repentinamente, ele se dá conta do que aconteceu e vemos flashbacks explicativos. Você mesmo (Pablo) criticou bastante o recurso (q eu também acho péssimo) e utilizou no seu filme...de forma mais confusa ainda, já que mostra rostos que nem vimos antes (como eu disse, a explicação vai se tornando óbvia, mas quando vem aquelas imagens, a associação dos personagens fica confusa).

Mas achei bacana a iniciativa, já q é dificil ver críticos se aventurando na realização de filmes. Que venham mais filmes e parabéns pela iniciativa.

André Graciotti br

1/10/2008 20:19:28

Leonardo

Pablo, espero que consigas ler este comentário. Uma sugestão para hospedar seu vídeo é o site BLIP.TV - http://www.blip.tv

Tente hospedar seu filme lá. É de qualidade, bom, rápido e confiável.

Leonardo br

1/10/2008 20:37:34

Márcio

Gostei bastante do filme, roteiro bem elaborado. Não é perfeito, diria que o roteiro é bem melhor que a direção (não que tenha achado ruim, mas o roteiro está um nível acima). Achei a interpretação do Dr. Marcos bem mais ou menos. E eu, pessoalmente, teria matado o doutor sem que ele soubesse do truque do matador. Acho que assim o final teria passado um pouco mais rápido e não ficaria previsível como, de certa forma, ficou - acho que todo mundo sacou a idéia um pouco antes do que deveria.

Por outro lado, sem o criticado flash-back, será que reconheceríamos o personagem do Macedo na cena final? Por isso, eu até já acho que essa passagem fez bem pro filme.

Márcio

1/10/2008 20:43:21

Márcio

Só pra complementar: **** (4 estrelas)

Espero que você volte a fazer curtas, Pablo. E tomara que seja novamente com um roteiro elaborado como foi com A_Ética.

Márcio

1/10/2008 22:48:04

Nilson Jr.

Ta importante mesmo, A_ética é capa da Folha Online!
www1.folha.uol.com.br/.../ult90u451174.shtml

Nilson Jr. br

1/10/2008 22:54:49

Fernando

vai passar nos festivais de cinema??

Fernando br

2/10/2008 0:07:10

Ricardo Braga

Achei bacana seu curta. É preciso coragem pra realizar um filme após ter obtido notoriedade como crítico porque a cobrança vem em dobro. Fiquei impressionado também com sua moral. Uma quase figuração do Jota Dangelo? Isso que é participação especial!

Abraço

Ricardo Braga br

2/10/2008 0:23:02

Israel

Qual é o objetivo desse underline em A_ética? Pra que isso?

Israel br

2/10/2008 7:48:47

Leandro

Parabéns, Pablo, o trabalho ficou muito bom, mas tenho algumas ressalvas...
Houve certos momentos em que eu acho que não era necessário gravar com a câmera na mão, pra passar um certo tipo de tensão... Houve momentos ali que foram bem bacanas, e os diálogos até que ficaram muito bem escritos (sou estudante de cinema e faço roteiros tb, então eu entendo a dificuldade de escrever um diálogo de mais de 10 min.)

Há sim, e acho que a interpretação do assassino poderia ter sido mais caricatural mesmo,algo Felliniano, talvez. Faltou ironia para o personagem, eu acho.

Mas no geral o curta ficou bom e eu gostei bastante. A fotografia, o crescimento da tensão, tudo ficou bem construído, meus parabéns.

Leandro br

2/10/2008 8:06:46

pingback

Pingback from abiyaa.com

Pablo Villaça estréia filme "A_ética" na internet | Abiyaa

abiyaa.com

2/10/2008 8:45:10

Rafael

Eu achei um pouco engraçada essa questão do flashback aqui.

Por um lado, de fato mostra que os leitores desse blog fazem parte da "elite" (não gosto do termo, mas enfim) dos cinéfilos da internet brasileira, por se incomodar com este tipo de recurso, isso considerando que segundo uma pesquisa que saiu no UOL (www1.folha.uol.com.br/.../fq2908200808.htm - só para assinantes), a maior parte do público brasileiro (43%) gosta de filmes de ação, acha os filmes de Hollywood ótimos ou bons (72%) e prefere filmes dublados (e a gente ainda reclama quando só tem filme ruim passando nos "multiplex" da vida. Questão de mercado, pura e simples - distribuidoras precisam ganhar dinheiro). São pessoas que certamente gostam de ir no cinema para "deligar o cérebro e aproveitar o filme", e portanto, provavelmente prefeririam tramas com o máximo de explicação possível. Não é o caso da maioria das pessoas que comentaram aqui, e isso é algo a ser exaltado.

Por outro lado, eu pelo menos, não enxergo uma forma mais eficaz de amarrar a estória. Imaginando, por exemplo, que o filme terminasse com o matador atirando no Dr. Marcos, como acho que vi alguém sugerindo (não vou reler 150 comentários pra ter certeza). Ia ficar completamente sem sentido, "pointless". Aposto que nesse caso, choveriam comentários reclamando da necessidade de amarrar a estória com um flashback ou algo do tipo, hehehehe. Na verdade, se o curta terminasse assim, ia me passar a sensação de completo amadorismo na forma de compor um roteiro. Do tipo "vou terminar meu curta de um jeito não-usual, vai ser legal", sendo que esse jeito "não-usual" na verdade é uma bosta.

Ou ainda se houvesse um corte direto para o Macedo amarrado na cadeira. Não sei, eu acharia meio mal amarrado também. Talvez passasse até uma sensação de "pressa", de final mal trabalhado. Acho que o melhor jeito de fechar esse tipo de história, deixando tudo amarradinho, é dessa forma mesmo.

Ademais, considerei este um bom curta, com defeitos. Os que mais me incomodaram foram algumas reações meio "fakes", exageradas, dos atores em alguns momentos (que talvez seja o que alguns estão chamando de "atuações de novela"), e talvez um certo excesso de plano/contra-plano em alguns momentos da conversa dos dois personagens - mas isso é bem pessoal, eu sou fã de planos mais longos e lentos mesmo. Ainda que reconheça a importância deste tipo de montagem para a criação de um certo clima de tensão no curta. Mas apreciei a movimentação da câmera da metade pro final do curta, e gostei bastante da produção: fotografia e cenografia muito bem construídas.

Mas acredito que seja uma boa estréia...melhor que boa parte dos curtas que eu já vi por aí.

Abraços.

Rafael br

2/10/2008 9:15:40

Pablo Moysés


Não tem problema nenhum o uso do flashback em qualquer filme que seja, contanto que seja bem feito e traga algo de relevante. Não é o caso desse curta, onde ele aparece completamente deslocado. Só serviu pra piorar o já estava ruim.

Só deixando claro que pra mim o maior problema do curta é mesmo a direção. O resultado poderia ter sido até razoável se o roteiro tivesse sido dirigido por alguem que entende da função. O Villaça escreve muito bem... resolveu dirigir e deu no que deu.



Pablo Moysés br

2/10/2008 20:34:36

Guilherme Guio

Pablo, como já há cerca de 150 comentários anteriores ao meu, vou poupar palavras e dizer apenas "Meus parabéns" pela excelente estréia como diretor. De fato, seu curta não é isento de falhas (sua resolução é um pouco atropelada para os menos atentos), mas é sempre louvável admirar quando um cinéfilo usa seus conhecimentos da área com o intuito de fazer uma boa obra.

De todo modo, só gostaria de lhe fazer um pedido como fã... por favor, faça outro curta com o Matador de Carlos Magno Ribeiro. Minha curiosidade disparou em relação á exploração de tal personagem.

Grande abraço.

Guilherme Guio br

3/10/2008 9:27:11

Rogério

Puta que pariu, Pablo! Parabéns, continue "cometendo" mais curtas nesse nível e, futuramente, brinde-nos com um longa (com um roteiro seu, naturalmente). Bravo pela brilhante estréia.

Rogério br

3/10/2008 13:09:10

Luiz

Eu gostei, mas acho que alguns diálogos soam muito artificiais, e no fim das contas o cara não se mostra nada ético, né?

Luiz br

3/10/2008 15:49:07

Rafael Medeiros Vieira

Fodástico, eu gostaria de ter essas mentes brilhantes trabalahndo nos filmes do Renato Aragão.


Rafael Medeiros Vieira br

3/10/2008 18:42:36

Thiago

Pablo, li em um post seu, posterior a este, sua avaliação as críticas que sofreu e devo discordar das pessoas que acharam o flashback desnecessário. Acho que 3 coisas devem ser consideradas em filmes como o seu com relação ao uso desse recurso ao final do filme e que pode ter sido visto com maus olhos (crítica construtiva) por algumas pessoas, o que não é o meu caso. A primeira consideração a ser feita é sobre se era ou não necessário tal recurso. É verdade que era possível entender a perfeitamente a história mesmo sem ele, o que me leva a segunda consideração, a de na verdade ele serviu ao filme como algo estiloso dando um toque seu como diretor. E o terceiro é que imagino que quem não gostou pode ter tido como motivo o número cada vez maior de filmes que tem usado o recurso como "tapa buraco" de um roteiro falho ou mesmo incompetente. Também por já ter sido usado de maneira correta em filmes inteligentes como "Saw" (considerando apenas o primeiro, é claro ) ou mesmo o único "Sexto Sentido", dando a impressão de não ser mais considerado algo novo. Mas, não acho que um recurso deva ser abolido só por que foi usado anteriormente, muito menos quando corretamente aplicado, como você fez. Não posso deixar de elogiar um filme que com apenas pouco mais de 13 minutos conseguiu segurar a atenção do espectador, de forma prazeirosa, para apenas no final fazer a grande revelação. Uma coisa que chamou minha atenção e que considero o melhor no seu curta, foi a forma que você e sua equipe conseguiram explicar as coisas sem ter que entrega-las de bandeja para o público, algo que você sempre criticou em seus textos ( que acompanho há anos ), dizendo que os cineastas chamavam seu público de burro ao faze-lo. Como no momento em que o prisioneiro grita por socorro e seu algoz diz que não adianta e se justifica parcialmente pelo trabalho de tê-lo trazido para um local tão isolado, chagando ao brilhantismo de deixar claro o real motivo para tal comportamento apenas no fim do filme e de maneira tão inteligente. Nada me dá mais prazer que ver um filme sem buracos no roteiro.
Sempre que lia suas críticas ficava imaginado. Como seria um filme dirigido por ele com algum dos roteristas extremamente competentes que temos no Brasil? Bem, matei minha curiosidade e fiquei mais feliz ainda por você ter escrito a história.
Realmente gostaria, e muito, de ver um longa metragem feito por um profissional do seu gabarito.
Agora vou fazer um comentário que poderá ser considerado deplorável por você, por isto, desde já, peço desculpas pela possível bobagem que irei dizer. Os diálogos usados no seu filme me remetiam imediatamente aos usados em um filme de língua inglesa, chegando ao ponto de eu assisti-lo imaginado as legendas em amarelo na parte inferior da tela, isso ao meu ver não foi defeito, apenas mostra que como diretor você é material de exportação. Digo isso porque se comparamos seu filme e a linguagem usada nele, com os grandes filmes nacionais não pareciam palavras que seriam usadas por aqui na situação apresentada.
Gostaria de falar muito mais sobre cada minuto da produção mas nem mesmo sei se você terá tempo de ler este enorme post. De qualquer forma deixo aqui meus parabéns e desejo que consiga dirigir seu primeiro longa o mais rápido possível.

Thiago br

4/10/2008 15:22:24

Eduardo N. Maurício


EEEE Pablo, cara
n gostei do seu curta,
e admirável vc, que critica friamente filmes com temática fraca, cair na mesma estrada.

cara, francamente, vc como cineasta / roteirista e tão ruim quanto os outros que critica,

e melhor ficar nas resenhas mesmo.

Eduardo N. Maurício br

5/10/2008 14:46:04

Michel Ramos

Me decepcionei. Esperava algo tão bom quanto as criticas que você escreve, e que não tivesse tantos clichês quantos os péssimos filmes que você assiste e que com habilidade, os critica.

Por que num galpão "misterioso" sempre colocam um barulinho da água no fundo? Isso é estremamente batido. Em relação à história, me fez lembrar a terceira hitória contada em Amores Brutos, onde o homem que é "encomendado" a matar, põe "mandante" e "presa" frente a frente, porém, me pareceu inferior. Quanto as atuações, foram boas o suficiente para o nível geral do curta, mas poderiam ter sido melhores. O roteiro é bom, inteligente, realista, tenta nos fazer acreditar na situação. A fotografia e a produção de arte pecaram no cenário. Em um curta, onde é hambientizado em apenas um local, o cenário vira um "ator", e me senti numa peça de teatro com aquele local "avermelhado" e com os (mais uma vez clichê) lixos e coisas jogadas (ou colocadas de forma a parecer jogadas) pelo chão. Não consigo imaginar a personagem principal trocando a lâmpada do local para vermelha, apenas para deixar um clima mais "interessante" e "perigoso". Outra coisa que me decepcionou profundamente foi a forma como o psicologo foi subjulgado. Por que não outra profissão? (não, não sou psicologo!) Por que ao invés, o psicologo conseguisse entender o Matador, ou então ainda se controlasse o suficiente para conversar com este?

E por fim... Por que, por Deus, todo filme brasileiro insiste em usar de constantes palavrões?

Michel Ramos br

5/10/2008 14:53:17

Léo Kildare Louback

Desculpe, Pablo, mas nao dá para admitir esse filme. Nao te conheco (desculpe, nao tenho cedilha)entao nao se trata de um comentário contra a sua pessoa. Mas isso nao é cinema. Nao convence como roteiro nem como possibilidade de um querer dizer. Tudo muito explícito (suas idéias muit cruas sobre ética e o que tal ética motivaria). O discurso é batido e antiquado defendido de forma excessivamente teatralizada e pouco convincente pelos atores, principalmente por Ílvio, que nao sabe fazer muita coisa além de iinterpretar espíritos pretensamente engracados. Me entristeci assim como quando assisti ao curta "Chuva nos telhados antigos", do Rafael Conde. Desperdício de trabalho e equipe técnica que poderia estar dedicada a outro trabalho com um mínino de simbolismo e poesia. Até para colocar um ator atirando na cabeca de outro é preciso tragar o espectador para que ele acredite naquilo tudo. Nunca li uma crítica sua, o que me ajuda a ser imparcial. Mas acredito que voce é bem melhor que o que vemos nesse filme com cara de cena teatral amadora gravada com uma câmera de bolso por quem só nao queria perder o momento mais importante da vida de dois amigos que sonham em fazer cinema e resolvem encarnar eles mesmos os protagonistas. De que servem os críticos, senao para exaltar ou destruir a arte, muitas vezes enxergando-a com olhos maquiados por experiências limitadas ou excessivas. De qualquer forma todo crítico deveria fazer igual a você, se arriscando a criar o alvo das críticas para saber finalmente de que se trata realmente o cinema na sua tanta complexidade. Todavia, agora que está feito, é preciso olhar de fora e perceber sem muito esforco que o que você fez deve voltar para o papel de onde nunca deveria ter saído. Por favor nao faca desse curta um longa, a menos que você possa conduzir seu espectador disperso depois de um dia de mundo externo para um outro mundo qualquer e mais fascinante escondido na sala escura de um cinema qualquer. Se escrever um roteiro é díficil, se de alguma forma você nao domine as estruturas narrativas necessárias para desenvolver idéias que te atormentam, se una a alguém que possa trabalhar com você e te ajudar a dar vazao aos seus pensamentos de futuro artista.

Léo Kildare Louback de

6/10/2008 19:50:11

Daniel "Dedo" Martins

Olá Pablo,

sabe-se lá se você lerá esse comentário aqui, no meio de tantos outros, mas lá vai.

Gostei muito do roteiro, que vai fisgando o espectador aos poucos, despertando o interesse em saber como vai terminar tudo aquilo. Também gostei da maneira como os clichês ("deve ter havido algum engano") são descartados, de maneira a soarem naturais.

O único ponto negativo, a meu ver, é a quantidade de cortes, que ficou muito mais para TV que para cinema. Poderia haver planos mais longos, afinal, o que estabelece o dinamismo da cena são os diálogos e não as ações.

É isso aí. Parabéns. Espero o próximo. E talvez um longa, por que não?

Abraço.

Daniel "Dedo" Martins br

7/10/2008 18:12:17

Arnaldo Pinho

Uma observação.

O psiquiatra não reconheceu a voz do assassino quando o reencontrou. E pelo que o filme mostra, a conversa anterior entre os dois não se resumiu a duas ou três palavras. O assassino não foi visto na primeira vez, mas foi ouvido.

Arnaldo Pinho br

9/10/2008 16:32:55

Leandro Rodrigues

Otimo Pablo, gostei muito...
nao tem como liberar o roteiro pra download?
abraço

Leandro Rodrigues br

11/10/2008 18:54:57

Xokito Cunha

Naõ vou escrever mal, porque isso seria fácil. Mas acho importante mais uma pessoa produzindo filmes em BH. Queria saber do Pablo quanto custou esse filme? E porque ele não inscreveu o projeto em uma lei de incentivo e se tem algo contra lei de incentivo?

Xokito Cunha br

13/10/2008 0:30:10

Hashiro katano.

cara, q porra e essa?

Hashiro katano. br

15/10/2008 1:32:56

Alexander Bell

Gostei do curta. A melhor coisa sem dúvida é o roteiro. Mas algumas coisas ficaram a desejar: Os atores pareciam meio travados no início, mas melhoraram no final. Mas no geral os achei bem medianos.

E o Pablo que tanto comenta em seus filmes a falta de criatividade dos enquadramentos e coisas do tipo... não apresentou nada de novo ou interessante. E ele também vive reclamando dos "flashbacks cafonas" e cometeu o mesmo erro. Tudo bem que é a sua primeira experiência como diretor, mas por toda a "experiência teórica" que ele já tem, poderia ter chegado arrebentando, mostrando algo totalmente novo e empolgante. Algo que expressasse: "Olha, é assim que se faz um filme bom e inovador". Mas soou algo do tipo: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." Mas valeu 3 estrelas.

E na minha opinião... o assassino da história nunca foi ético. Tudo era só balela para conseguir mais um "cliente-vítima".

Alexander Bell br

15/10/2008 20:14:08

Luís

O nome ética é inapropriado para o filme, pois o que ocorre é um pseudo código de honra do assassino, nada haver com ética. Assim como os presidiários possuem os seus "códigos de honra" mesmo sendo bandidos de alta periculosidade, como por exemplo os demais presos abaixam os olhos quando passa uma mulher de outro preso. Basta ler o livro "Carandiruru" de Dráuzio Varela para perceber a variedade dos pseudos códigos de honra dos presidiários. O curta é bem improvisado, imagino que devido ao baixo orçamento para produzi-lo, como praticamente só um cenário e dois atores. E o roteiro é fraco, com palavrões cuspidos: "porra"... tentando ser fiel a um possível diálogo real de um bandido brasileiro. Tentou-se realizar um diálogo inteligente imerso em um ambiente fechado, mas não causou nenhuma surpresa agradável em termos de cinema. E se você for esmiuçar os filmes de ação que há por aí, verificará cenas semelhantes. Espero que a experiência amadora inicial possibilite que os próximos trabalhos sejam mais inteligentes e surpreendentes e que se busque uma trilha sonora mais tocante. "Bons filmes"

Luís br

15/10/2008 21:29:56

camurça

Pablo, como cineasta o senhor é um ótimo crítico....nada mais a declarar...

camurça br

16/10/2008 19:39:14

Pedro Felício Barbosa

a_ética

(2/5)

Pablo Villaça conseguiu o que parecia impossível: ele se tornou um dos maiores críticos de cinema do País. A impossibilidade a que me refiro aqui reside no fato de ele ter alcançado esse status (indiscutível e merecido) morando fora do eixo Rio-SP e sem precisar de um meio de comunicação monopolista (Veja, Folha de S. Paulo, O Globo, Set).
Bem, eis que agora Villaça lança seu primeiro curta-metragem. Quem lê com freqüência suas críticas entende essa escolha como natural. Infelizmente, o talento de Pablo como crítico não se reflete em seu primeiro filme. “a_ética” decepciona.
O belíssimo plano de abertura, que conduz com elegância um monólogo sobre certa “ética” de trabalho, é auspicioso. Fotografia (um vermelho Scorsese delicioso) e a montagem apontam para um cuidado especial com a produção. Entretanto, é no roteiro que “a_ética” falha miseravelmente. Os diálogos são embaraçosamente artificiais, característica que é acentuada pelo desempenho constrangedor dos dois atores (sobretudo o daquele que representa “o doutor”). Transbordam palavrões (numa visão pequeno-burguesa generalizante de que como se fala no submundo do crime). E se Villaça tenta exercitar um humor negro (pedestre, diga-se!) com frases como “é bom para extravasar” [do “ético” para o “doutor”, enquanto este gritava de desespero], é com falas como “uma porra de um xis marcado na porra da testa, caralho” e “foi por inveja, ele sempre quis ter 50% da nossa clínica” (ecos de novela das oito?!) que surgem os risos involuntários. A fraqueza do texto, que algumas vezes parece ser pastiche de “O Poderoso Chefão” e “O Invasor”, prejudica de forma irreversível a fluência do filme, haja vista que o enredo toma corpo em torno de um abismo entre a verossimilhança e a parábola: “a_ética” não funciona como parábola e não há sensação de verossimilhança que possa compensar essa falha.
Pablo compõe quadros eficazes, mas burocráticos. Plasticamente, “a_ética” agrada. Quanto à direção de atores, Villaça deixou a desejar – ou, quem sabe, a escalação poderia ter sido mais criteriosa.
A fluência, que, como já disse, é prejudicada pelo texto, sofre ainda mais com a falta de uma sensação claustrofóbica. O embate psicológico não ganha em intensidade com a escalada dramática do filme. A sensação de morte iminente, o clima claustrofóbico, a angústia crescente que faltam em “a_ética” são aqueles que, a título de comparação, transbordam em “O Quarto do Pânico” e “Jogos Mortais” (o primeiro).
Não é tarefa fácil para um diretor lidar com um duelo verbal entre dois personagens, e a inexperiência de Pablo deixa isso bem claro: vejam, por exemplo, como o “ético” se levanta durante uma conversa e vai até o canto do porão sem razão alguma a não ser permitir que algum movimento ocorra na tela. Por fim, é preciso falar sobre a reviravolta. Eu, particularmente, aprecio esse expediente. Em “a_ética”, a ausência de reviravolta não afetaria a coesão – já que é possível (embora não sem um pouco de argúcia) entender (ou subentender) a trama. Todavia, já que Pablo optou por inseri-la, esperava-se que o “flashback” facilitasse a compreensão imediata do enredo e das motivações do vilão. Estranhamente, o exato oposto acontece. O fato é que a reviravolta confunde (minha namorada, por exemplo, não entendeu). Talvez isso se deva às imagens dessaturadas e ao áudio confuso.
O curta de Pablo Villaça, enfim, decepciona bastante. Em todo caso, por confiar no talento desse crítico e admirar seu estofo cultural, espero que esse seu debut não passe de uma vírgula (ainda que no começo da frase) numa carreira fecunda.

Pedro Felício Barbosa br

17/10/2008 1:50:30

Pat_ético

Caro Pablo,

O filme está a sua cara!!!!


sério? 15 minutos do meu tempo? mesmo?
direçao de arte equivocada, atores extremamente mal dirigidos, câmera com parkinson, barulinho de urina ao fundo, psiquiatra sem expressões faciais acima do nariz, trilha (?) sonora horrorosa, montagem sofrível.

top 10 dos piores filmes que ja vi.

por favor, nunca use a lei de incentivo para realizar seus sonhos.

caso o faça, serei obrigado a iniciar um abaixo assinado para que o senhor seja banido de solos mineiros e tupiniquins.

Pat_ético br

17/10/2008 10:45:00

FáZinho

Foi bem escrito...
Gostei dos dialogos...

Parabens

FáZinho br

31/10/2008 13:25:34

mauricio

gostei da trama, nota-se as dificuldades técnicas, mas o enredo é bom, a falta de sutilidade no início parodiando o poderoso chefão é gritante, mas o enredo está de parabéns.

mauricio br

1/2/2009 0:33:15

dragoman2

Seu filme é um plágio, e eu vou provar.

dragoman2 br

1/2/2009 0:44:18

Pablo

Dragoman2, faça isso. Mas é melhor provar mesmo, porque esse é o tipo de acusação que me dará o maior prazer de derrubar com um processo.

Pablo

1/2/2009 0:47:15

dragoman2

faço gosto.

dragoman2 br

27/2/2009 0:49:33

Daniel

Desde q vc disse ter terminado o filme, estava ansioso para vê-lo. Mas acabei só assistindo agora.
Achei muito bom, apesar de levemente comprido para um curta. Mas muito bom. Parabéns.

Daniel br

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