Eu havia decidido não me manifestar sobre a eleição em Belo Horizonte por um motivo claro: a aliança entre PT e PSDB me deixou extremamente desconfortável. Mais do que isso: frustradíssimo. Além disso, por não ter familiaridade suficiente com Márcio Lacerda, preferi me manter afastado de todo o processo, mesmo que tenha imenso respeito por seu vice, Roberto Carvalho, no qual voto há anos para o cargo de deputado. (Curiosamente, tempos depois descobri que ele era marido de minha formidável gastro - e qualquer pessoa capaz de conquistar o respeito de minha excelente médica desta maneira merece créditos.) Se Carvalho fosse o candidato cabeça-de-chapa, teria recebido meu voto no primeiro turno; em vez disso, votei em Jô Moraes.
Dito isso, a campanha que Leonardo Quintão vem fazendo neste segundo turno é profundamente reprovável ao tentar associar Lacerda a denúncias das quais este já foi categoricamente inocentado. Além disso, o fundamentalismo religioso de sua família de evangélicos é algo que me incomoda terrivelmente - e se associarmos a tudo isto o fato de Quintão ser afilhado político de Newton Cardoso, uma das figuras mais desprezíveis e nojentas que a política mineira já gerou, aceitá-lo como possível prefeito torna-se algo assustador. Como se não bastasse, seu populismo descarado e este personagem "caipira" que ele vem encarnando, como se estivesse num Big Brother Brasil da vida, acaba de desqualificá-lo em minha visão.
Não há como deixar de apoiar Márcio Lacerda, portanto. E é isto que faço agora, neste blog.
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