Rafael Conde é um dos cineastas mais queridos de Belo Horizonte. Não há quem tenha uma única palavra negativa a dizer sobre o cara. Professor da UFMG e patologicamente tímido, ele é uma figura não só simpática no convívio social, mas, como profissional, é famoso por sua eterna disponibilidade em auxiliar os colegas. (É quase impossível ver um filme produzido em Minas que não tenha, nos agradecimentos, o nome dele.)
Há alguns anos, Rafael dirigiu seu primeiro longa, Samba Canção, que considero uma comédia divertida e extremamente inventiva por brincar com o próprio formato de captação da produção (ao longo da projeção, à medida que o cineasta-protagonista é obrigado a diminuir o orçamento de seu projeto, o próprio filme vai do 35mm colorido ao vídeo, refletindo sua jornada). É lamentável que ainda não tenha sido lançado em DVD, mesmo que isto implique em perder parte do charme por não poder reproduzir com total fidelidade o jogo metalingüístico.
Enfim. Tudo isso é para dizer que Rafael está lançando seu segundo longa, Fronteira, e que participará de um chat ao vivo hoje, às 16 horas. Vale a pena participar, porque o cara, além de bom de serviço, é gente fina à beça.