Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

by Pablo 11. dezembro 2008 21:16

Jerry Lewis, que há 42 anos faz uma bela campanha para angariar fundos para a pesquisa da cura da terrível distrofia muscular, foi escolhido para receber o prêmio Humanitário Jean Hersholt no Oscar 2009. Merecidíssimo; aliás, Lewis já deveria ter recebido um Oscar honorário há muitos anos por sua incrível contribuição ao cinema: além de comediante talentoso, foi ele quem inventou o video assist, hoje usado por qualquer produção, por mais barata que esta seja.

Ah, mas foi aí que associações de defesa dos direitos dos homossexuais começaram a protestar contra a escolha. Por quê? Simples: em duas ou três ocasiões nos últimos anos, o ator-roteirista-produtor-diretor fez piadas envolvendo a expressão "fag" ("veado"). Exemplo: quando um jornalista australiano perguntou o que ele achava do cricket, jogo popular no país, Lewis respondeu: "Tá louco? É jogo de veado!". Posteriormente, ele pediu desculpas, mas, meses depois, acabou sendo ouvido fazendo outra piada do tipo.

Isso transforma Jerry Lewis em homófobo?

Façam-me o favor. 

Uma coisa que me irrita tremendamente na GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, a mais importante associação do tipo nos EUA) e similares é esta patrulha ideológica que fazem: nada pode ser dito contra homossexuais ou acerca da homossexualidade - se isto acontecer, o autor da declaração é imediatamente tachado de homofóbico e obrigado a se desculpar.

Mais uma vez: façam-me o favor.

Sim, há aqueles que acham que estão apenas dizendo o que pensam quando, na realidade, exibem terrível homofobia (o leitor Fabrício Bastos, em seus comentários neste post, é um triste exemplo); porém, é fundamental manter a perspectiva. Por suas piadas, Lewis pode ser acusado, no máximo, de mau gosto e falta de graça, mas... homofobia? E mais: ninguém é obrigado a abraçar a causa gay. Não, vou além: ninguém é obrigado a aprovar a homossexualidade.

Em julho, ao comentar sobre o caso de uma modelo que disse que não queria que o filho fosse gay, escrevi, entre outras coisas:

"Os homossexuais têm todo o direito (aliás, têm o dever) de batalhar contra o preconceito e buscar igualdade de condições na sociedade contemporânea, mas isto implica em aceitar que ninguém é obrigado a achar que a homossexualidade é a melhor coisa do mundo e compreender que todos têm direito a opiniões diferentes, desde que estas não tenham, como objetivo, diminuir, ofender ou desqualificar os demais.

Não eram os gays que pregavam o "Viva a diferença!"? Então."

Aliás, se puderem, releiam todo o post para que meu argumento fique claro.

Resumindo: se o pastor Jorge Linhares tivesse dito, em seu sermão, que não aprova o casamento gay, eu teria desaprovado seu ponto de vista, mas não poderia condená-lo por isso. A repulsa veio, claro, quando ele passou a discursar sobre como a homossexualidade é algo "errado", sobre como temos que ter preconceito, sim, contra gays e sobre a inadequação de casais do mesmo sexo em criar crianças. A diferença é muito clara, não?

É preciso saber escolher os alvos para não dispersar a força do combate ao preconceito e também para não soar como uma irritante patrulha ideológica. O pastor Jorge Linhares merece ser combatido; a modelo citada acima e Jerry Lewis, não.

Bom senso e vitamina fazem bem pra todo mundo.

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Comentários

11/12/2008 21:52:14

Christiano

Tem também o caso do Pedro Bial, que na exibição de uma matéria sobre ballet no Fantástico, teria dito "isso é coisa de veado", quando a matéria estava começando a ser exibida. A Folha de S.Paulo considerou na época que a hipótese mais provável é que Bial tivesse feito o comentário acreditando que seu microfone estivesse desligado, teria feito a brincadeira de mau gosto. Entidades representantes dos gays e de bailarinos protestaram na época achando o comentário preconceituoso.

Matéria em www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq05059822.htm
Vídeo em http://br.youtube.com/watch?v=4U7fdjmh9wk

Christiano br

11/12/2008 21:58:40

Joca

Posso só pedir uma coisa um pouco relacionada Pablo? Você pode parar com essa bobajada de "homossexualidade" e começar a dizer HOMOSSEXUALISMO, feito 99% das pessoas?

Antes que me interrompam: Sim, eu sei que "ismo" é sufixo de algumas doença e por isso resolveram fazer esta troca, mas é uma TREMENDA VIADAGEM, para - agora sim - me ater ao tema. Você vai em uma aula de catecISMO, não uma aula de "catecalidade". Você prega o civismo em seu país, não o "civade". Pra que começar essa revolução idiota contra o "ismo" justamente com homossexualismo?

Eu, enquanto viver, falarei HOMOSSEXUALISMO e ALCOÓLATRA. Danem-se os que acham que isso denota doença, e ficam com essas bichices (de novo me atendo ao tema do post, hehe) de homossexualidade e "Fulano é um alcoolista"...

Joca

11/12/2008 21:58:45

Pedro d'Aquino

Parabéns, Pablo. Verdadeiro home run nessa série de posts sobre homossexualidade. Abordou todos os pontos de vista com clareza, justiça e sensatez.

Se apenas aplicasse todo esse senso crítico à política nacional.... brincadeira, brincadeira!

Pedro d'Aquino br

11/12/2008 22:27:20

Popé

Alguém pode me explicar o que é [i]video assist[i]?

Popé br

11/12/2008 22:27:32

Senhor F.

Fora do assunto mas, Pablo.

Vi em um outro post seu sobre o papi Noel dos correios e decidi participar.
Olhei várias cartas, algumas as crianças pediam coisas estranhas, como uma cirurgia plastica para uma tia! Mas teve uma que eu li, que uma mãe escrevia, dizendo que tinha sete filhos e queria uma camera digital! Cara de pau total.
Vou denovo no correio na segunda para levar o presente, sua dica foi fantástica, agradeço.

Uma coisa que me incomoda nessas "comunidades gays" é o fato de que eles enchem a paciencia sobre a sexualidade de alheia. Se acham que tal famoso é homosexual por exemplo, querem porque querem que ele assuma e ainda vire um ativista da "causa gay". Parecem que não tem confiança na causa que defendem e querem que alguem com "voz ativa" mostre que tem poder. Isso chega a níveis absurdos, como esse cantor Mika, que já recebeu cartas com ameaças só por não querer falar de sua sexualidade.
Não acho que ninguem deva "morar no armário" para sempre, mas querer tirar a força o sujeito já é terrivel.

Senhor F. br

11/12/2008 22:43:21

Zeca

>>>>Isso transforma Jerry Lewis em homofóbico?

Olha, eu reexaminaria esse ponto de vista, Pablo. O próprio uso de tais termos geralmente me deixa um pouco puto, mesmo como heterossexual, pelas várias implicações de seus usos sem examinação ou pensamento crítico (que acabam, em menor grau comparando com seus efeitos a gays, sendo prejudicial até pra quem não é homossexual). Acabam sendo forças bastante perniciosas e contribuindo para o tipo de gente que você não curte (gente como Huckabee e Jorge Linhares são a espuma de um copo. De uma série de relações, símbolos e signos em que tais termos tem cristalizados várias conotações e presunções falsas de como nós compreendemos grande parte do mundo - assim como termos raciais - de insulto, inferioridade, de ser execrável, de rezar para nunca ser isso etc etc etc...).

Eu não acho que seja motivo para desqualificar o prêmio do cara pelas coisas boas que ele fez. Com certeza não é. Mas esse aspecto dele é escroto (ou, considero eu, deveríamos almejar tentar ver como tal, mesmo se tanto já foi internalizado em nós). Todos temos escrotices em contradições bagunçadas. Vamos aceitar isso e tentar talvez levar isso mais em conta. Algumas coisas podem mudar.

E Joca, pra que se incomodar tanto com o outro uso? Não é como se a pessoa estivesse saindo de seu caminho para evitar o outro termo (como você está fazendo).

Zeca br

11/12/2008 22:49:46

xlucas

Popé
segundo a wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Video_assist

A video assist is a piece of equipment mounted onto a movie camera that allows (with the addition of a monitor) the director to see approximately the same view as the camera operator, and thus ensure that the film is being shot and framed the way he/she wants

Tentarei com meu porco inglês traduzir de forma meio livre (me corrijam quem perceber erros, por favor):

Video assist é um tipo de equipamento montado sobre uma camera de cinema que permite (em conjunto com um monitor) que o diretor tenha aproximadamente a mesma visão que o operador da camera, e então certifique-se que está sendo filmado e enquadrado da forma que ele/ela quer.

Bem, dei uma "adaptadazinha", mas acho que ficou claro.

xlucas br

11/12/2008 22:52:18

vanessa fermino

Protestar contra o Jerry Lewis é, sem dúvida, ridículo. Mas a história da modelo eu ainda não engoli. Não acho que ela tenha que ser punida nem nada, mas que o comentário foi infeliz, isso foi.
Não vejo a vida dos meus amigos e parentes héteros sendo mais fácil do que a minha. Quem dificulta a vida dos gays são, principalmente, pais e mães que ainda teimam em achar que ser hétero é melhor e declaram suas expectativas sobre a vida dos filhos... Não existe isso de vida de hétero ser mais fácil. A vida é dura pra todo mundo. Mais fácil é ser o que você é e o que te faz feliz - e poder contar com o apoio da família incondicionalmente.

vanessa fermino br

11/12/2008 22:58:31

Pablo

Vanessa, considerando que também falei, no post citado, que não gostaria que meu filho fosse gay, suponho que também seja homófobo, então?

Só perguntando. Smile

Pablo

11/12/2008 23:38:14

Joca

Zeca, eu protesto por um motivo bem simples: Estas IDIOTICES como inventarem de mudar a palavra "homossexualismo" para "homossexualidade" estão matando a língua portuguesa.

Inglês você lê um texto do século XIV e compreende a maioria do que está escrito. Alemão idem. Grego então, você pega algo do tempo de Cristo e está lá tudo muito claro. Português, não. Os desocupados começam com burrices como essa de trocar as palavras para supostamente "melhorar" a língua e a cada 100 anos o idioma vira um novo "Frankestein linguístico", e o idioma "velho e ultrapassado" vira algo obsoleto que não é mais entendido.

É fácil notar, se você parar pra pensar que daqui a 100 anos alguém vai ler um livro de nosso século e não entenderá o que é o tal do "homossexualismo", porque meia dúzia de pseudo-intelectuais resolveram aposentar a palavra e trocar por outra "melhor". Do mesmo modo não entenderão o que é alguém estar em "risco de vida" - porque um burro que não entende que isso significa "risco de [parte omitida: perder a] vida" resolveu trocar a expressão pra ninguém pensar que o risco de vida é de ganhar mais uma e ficar com duas vidas. E por assim em diante.

Temos que tomar uma acção em relação a isto.

Opa, usei uma palavra "errada". Algum "bem intencionado" feito os que pregam a "homossexualidade" e não o "homossexualismo" um belo dia decidiu que ali tem c's demais e resolveu cortar um...

E desde então a língua morre a cada dia mais um pouco.

Joca

11/12/2008 23:51:36

Romulo

Aulas de Sóciolingüística e Análise do Discurso cairiam bem a todos os que se metem a discutir a língua.

Romulo br

12/12/2008 0:06:07

Thiago Silva

no programa CQC - Custe O Que Custar - dessa semana passou uma reportagem em que o Danilo Gentilli afirmava para a ex prisioneira das FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Ingrid Betancourt que o Presidente Lula não considera os membros das FARCs como terroristas. com isso ele perguntou se ela teve que mostrar alguma cicatriz pra fazer com que nosso presidente mudasse de idéia. foi então que ela respondeu que a questão envolve coisas bem mais importantes e sérias que uma simples discussão semântica. acho o Danilo genial, mas digamos que nessa ele saiu "perdendo". acho que é mais ou menos a mesma coisa que essa história de "homossexualismo" e "homossexualidade".

fugindo um pouco do assunto e abordando um pouco o que o Joca falou sobre o português, por mim esse "acordo ortográfico" pode começar a vigorar amanhã que só quando eu morrer é que eu vou deixar de escrever "pára" (do verbo parar) pra diferenciar do "para" e "pêlos" pra diferenciar de "pelos".
aliás, aí está um ótimo tema pra um post e nova discussão Pablo, já que você escreve um português impecável: a reforma ortográfica da língua portuguesa e suas implicações.

Thiago Silva br

12/12/2008 0:24:24

Zeca

Paco, me parece que a linguagem é mais caótica e em maior constante mudança do que você parece estar disposto a admitir (independente da língua -- creio que mesmo um inglês entenderia pouco das várias formas de linguagem e costumes na língua inglesa de séculos atrás. Entenderia bem por cima - veja como Shakespeare é lido, por exemplo, e desde ele quase nada mudou pelo fato de ter sido uma língua dominante através de vários fatores histórico-sociais que tornaram ela temporariamente rígida, fora do controle ativo do ser humano. Ou mesmo grego, o mais básico se entende, mas veja quantas diferenças há nas várias traduções do mega-simples versos iniciais da Odisséia). Se Pablo (ou quem quer que seja) acha que - como "sexualidade" - "homossexualidade" seja mais fácil ("hihihi") acho que é apenas por vertentes naturais da linguagem e seu contexto.

Me parece que você está fazendo aquilo que critica. Julgando o "desvio de 'erro'" - que nem me pareceu desvio intencional e ativo, ao contrário do seu - como um terrível erro (pelo menos a escolha deles eu compreendo: se não por querer evitar conotações negativas, então, como eu, falando o que lhes vem com mais naturalidade).

Zeca br

12/12/2008 0:26:44

Zeca

Ou seja, texto demais pra simplesmente "língua não morre: é traveco e fênix".

Zeca br

12/12/2008 0:31:38

Zeca

E mal pelo "Paco". Era obviamente "Joca".

Zeca br

12/12/2008 1:58:12

Miguel

Veado? O xingamento não é viado?

O Jerry Lewis pode não ser homófobo, mas o termo é ofensivo. Ninguém usa o mesmo num contexto positivo, como um elogio. É sempre uma associação a falta de masculinidade. O homem gay é visto como um sinônimo de inferioridade, logo passível de ridicularização.

Ninguém é obrigado a abraçar a "causa gay", nem a aprovar a homossexualidade, mas como você mesmo disse: "todos têm direito a opiniões diferentes, desde que estas não tenham, como objetivo, diminuir, ofender ou desqualificar os demais."

Miguel br

12/12/2008 9:40:13

Andre nogueira

Putz, o pau ta quebrando aki nos ultimos posts hein. Vamos acalmar um pouco gente, para amenizar a situação, cada um poderia pegar uma cartinha do correio "que valha a pena" e realizar o sonho da mesma e feliz natal pra todos.
Caso encerrado.

Andre nogueira br

12/12/2008 9:49:40

Rafael Medeiros Vieira

Essa perseguição contra comediantes já aconteceu com Renato Aragão, e hj suas piadas são sem graça pq é censurado por N motivos.


Rafael Medeiros Vieira br

12/12/2008 9:53:16

Rafael Medeiros Vieira

Enquanto isso, o Programa Pânico na TV rema contra a maré do moralismo atual e faz piada de tudo e de todos.

Leva muitos processos, vide caso Carolina Dieckmann, mas a audiência está nas alturas, levam prêmios todos os anos, e continuam no ar, mesmo com mudança brusca de horário.

Rafael Medeiros Vieira br

12/12/2008 11:03:23

Higgo

O que me espanta nesse tipo de discussão é o quanto as pessoas estão dispostas a justificar seus pontos de vista, por quaisquer argumentos, desde que sejam "suficientes" para manter a opinião (ou a verdade absoluta em que acreditam). Se nesses tipos de debates estivessem opinadores dispostos a trocar informação, trocar argumentações - em vez de disputar com elas -, aí sim evoluiríamos de alguma forma.

Uma discussão pressupõe a defesa de um ponto de vista, porém o melhor dela é quando os envolvidos estão dispostos a aprender com isso, em vez de "apenas" vencer o oponente, e se sentir dono do título de dono da verdade. Este é o exemplo do Huckabbe lah, e de algumas pessoas que vêm aqui apenas pra jogar argumentos insanos, sem sequer parar para entender os opostos.

Higgo br

12/12/2008 11:18:19

Achilles de Leo

(ah, deixemos de firulas! É disso que se trata, não é mesmo? A leitura é óbvia.)

hhihihihi

Achilles de Leo br

12/12/2008 11:57:01

Rafael Lima

Mas na internet só se discute para provar que o seu e-penis é maior que o e-penis dos outros Smile

De verdade, raras vezes vi gente entrando numa "discussão" com disposição pra ouvir.

Mas, voltando ao tema

Como ja falaram ae... o lance de fazer piadas com o homossexualismo é algo meio... complicado. Eu concordo que você ficar chamando alguem de "viado", para dizer q ele é um homossexual, mesmo quando nao é, apenas para humilha-lo, faz com que voce "diminua" os homossexuais. Mas quando você tem amigos que são gays, e está no meio de gente esclarecida, e que brinca com essas coisas, inclusive dizendo "Isso é coisa de viado" (Inclusive gente que está na luta pela aprovação do casamento gay e tudo mais), a coisa inteira perde muito esse peso.... o problema é achar que ser homossexual é algo horrivel. Se um cara chama outro de viado pq ele acha quer "ser viado" é a pior coisa que pode acontecer, eu acho q no minimo ,existe desinformação ae, e desinformação leva ao preconceito. Se o cara é esclarecido e consegue brincar com a propria sexualidade, e a sexualidade dos outros, sem achar q , por isso, fulano é inferior por ter a sexualidade diferente, eu não consigo ver problema.


Uma vez vi uma frase que achei bem legal... "As pessoas não deveriam ser julgadas pelo que fazem na intimidade do próprio quarto".



Rafael Lima us

12/12/2008 12:03:25

Rafael Medeiros Vieira

Apenas um comentário sem fugir do assunto sobre preconceito, eu vejo que o modismo hj é ter preconceito contra EMOS, que no meu tempo eram chamados de GÓTICOS, putz até o coitado do escritor e jornalista Eduardo "007" Torelli sofreu pertubações com isso no orkut, somente pq ele estava com uma foto vestido de preto e com uma franja no rosto, embora faça isso a décadas e nunca houve qualquer problema antes.

Lamentável a sociedade, somente o fato de vc ter um estilo que não combina com o seu já existe o preconceito, mesmo que isso seja apenas um engano, como ocorreu com ele.

E eu sofro preconceito muito forte por principalmente "idosas" que passam por mim na rua, e somente nos dias que estou com a barba grande e usando óculos de sol, pq será? Fico com cara de mal caráter? Com cara de drogado, embora tenho alergia a remédios e cigarro? Ou pq é comum vc ter repulsa do desconhecido ou daquilo que desaprova? Pois é, como meu cabelo cresce muito, tenho que fazer a barba para ser melhor visto pela sociedade dos anos 50 em 2008.



E com relação a Jerry Lewis, o cara já merecia uma homenagem ao Oscar a muito tempo, e eu todo ano apostava nele como homenageado. Não importa o prêmio, mas pelo fato de ser lembrado pela Academia e com certeza será muito aplaudido, bom ...é uma honraria imensa a este grande artista.


Rafael Medeiros Vieira br

12/12/2008 12:54:43

Adilson Marcelino

Pablo,
Confesso que estou sem condições agora de analisar o seu post sobre não querer que o Luca fosse gay. Mas, de imediato, confesso que sua declaração me causa desconforto e tristeza.
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 13:01:50

Di.ogo. Simão

"Se o cara é esclarecido e consegue brincar com a propria sexualidade, e a sexualidade dos outros, sem achar q , por isso, fulano é inferior por ter a sexualidade diferente, eu não consigo ver problema."

Pronto..era isso que eu queria falar!

Di.ogo. Simão br

12/12/2008 13:30:47

Achilles de Leo

Adilson,
Vc é pai? Pretende ter filho? Vc quer que seu filho seja gay?

Porque por mais que vc nao se importe q seu filho seja gay, não é a mesma coisa que desejar que ele seja.

Por acaso vc é "heterofobico"?

Veja o contrário: Eu quero que meu filho seja hetero.
Sou homofobico, certo? Ham?

Galera, eu tenho 22 anos, tenho 3 sobrinhos homens lindos (5, 2 e 1,5 anos) q amo e me enchem de orgulho... Sou gay. E definitivamente quero que meus sobrinhos sejam hetero.

Pergunta: sofro de falta de personalidade/opinião por causa disso?

Se daqui 15 anos o mundo será um lugar mais fácil para viver, eu não sei. Mas sei que aos meus 15 anos, foi bem complicado e o exemplo mais fácil e comum é: estar num lugar, se interessar por alguém e não saber se ao se aproximar receberá um sorriso ou um educado "não" ou uma porrada... Eu nunca soube (ainda nao sei, as vezes) em quem confiar, seja para sexo, amizade ou desabafo. Vivi todos os conflitos naturais de um adolescente sem ter o apoio de qualquer pessoa da minha família, e se Deus não tivesse colocado amigos (por acaso, todos heteros) fieis e bondosos no meu caminho, provavelmente eu teria me perdido ou me escondido.

O mundo é mais fácil para quem é hetero. Mais fácil, não fácil.
Eu sei disso porque vivo um lado e testemunho muito de perto o outro.

Então, cara, se vc é gay ou nao, nao importa. Se por acaso for e teve a sorte de uma vida mais fácil, parabens de verdade, vc teve muita sorte. Mas não critique quem nao tem/teve a mesma esperança (ou sorte).

Talvez daqui cem anos a sociedade tenha mudado a ponto de casais gays serem tao comuns e respeitados quanto casais inter-raciais. Mas se cem anos atrás uma escrava violentada pelo patrão torcia para o filho nascer "clarinho", por que não posso desejar que meus herdeiros sejam heteros?

Moral da história: espero que Digo, Theus, Thi e Luca cresçam homens saudáveis, inteligentes, bondosos e heteros.

Achilles de Leo br

12/12/2008 13:32:54

Achilles de Leo

Uhm... Acho que nunca escrevi tanto por aqui. Sorry.

Achilles de Leo br

12/12/2008 13:54:32

Mosca

Acho que o Achilles colocou um ponto final na questão.
Palmas pra ele pela coragem e pelo bom senso.
E, Pablo, "Billy Elleãot" foi a pior piada do ano, quiçá da década.
Se tivesse um Framboesa de Ouro das críticas cinematográficas, essa ganharia de longe o Prêmio Piada Mais Infame.
Hehehehehe!
Abraços a todo mundo!

Mosca br

12/12/2008 14:12:23

Pablo

Adilson,

você me conhece. Somos amigos há muitos anos. Em algum momento, em todo esse tempo, você viu qualquer sinal de intolerância ou preconceito da minha parte com relação à homossexualidade? Há alguma dúvida em sua mente sobre o que penso a respeito? Meu carinho por todos os meus amigos gays (e você sabe que tenho MUITOS; inclusive, como já dito, parentes muito próximos do meu coração) é autêntico e sei que sabe disso.

E você também sabe como os homossexuais são vitimados por preconceitos, questionamentos, olhares tortos e tudo mais. Ora, basta ler alguns dos comentários de leitores neste blog para ver isso. E não é porque sou heterossexual que me furto de lutar a boa luta ao lado dos GLBTT (acertei?) - como, creio, também já provei aqui.

Mas façamos uma analogia. Posso ser o maior patriota do mundo. Abomino guerra (e você também sabe disso), mas suponhamos que eu não fosse assim. O Brasil entrou em guerra com, sei lá, a Colômbia para defender seus maiores interesses nacionais. Posso apoiar a guerra e até oferecer-me para ir para o front. Mas no momento em que Luca manifestasse seu interesse em se alistar, meu coração se encolheria de preocupação.

Hipocrisia? Sem dúvida. Mas o amor do pai pelo filho é assim; jamais queremos que ele nem sequer corra o mínimo risco de vir a se machucar.

Como eu disse naquele post linkado acima, vivemos numa sociedade tristemente preconceituosa - e guardadas as devidas proporções, os gays são, hoje, os negros de um século atrás. Muitos são até mesmo mortos por serem quem são.

E eu, como pai, quero resguardar meu filho de todas as formas possíveis.

Ainda assim, você leu aquele post? Pois nele digo:

"Dito isso, se Luca algum dia se aproximar de mim e revelar que é homossexual, absolutamente nada mudaria em minha mente. Eu passaria a me preocupar mais, é verdade, pois sei como esse mundo pode ser cruel com quem pertence a uma minoria, mas não digo nem que "aceitaria" a homossexualidade de meu filho porque não creio que este verbo seria o mais adequado, já que "não aceitar" estaria completamente fora de questão e nem seria um direito meu. Se ele se sentisse atraído por outros homens, a discussão já teria morrido antes de nascer; seria a natureza dele e, sendo meu filho e eu o amando exatamente como ele é, isto faria parte do pacote que amo.

Eu ficaria "triste"? Não, porque seria ridículo entristecer-me com algo que faria parte de quem meu filho é e que não faz mal a ninguém (ao contrário do que sentiria se descobrisse que ele é, sei lá, um psicopata). Em resumo: a discussão sobre "querer ou não" que meu filho seja gay deixaria de ter sentido a partir do momento em que ele se definisse como hetero ou homossexual.

Mas - e aí retorno à questão inicial - manifestar o desejo de que o filho seja heterossexual (ou "de esquerda" ou "espírita" ou "cruzeirense") não é a mesma coisa de dizer que quem é homossexual (ou de "direita" ou "católico" ou "atleticano") não presta."

Espero que tenha compreendido minha posição. Se mesmo assim continuar desapontado comigo, ficarei triste, acredite. Mas teremos que concordar em discordar.

Do seu amigo,
Pablo

Pablo

12/12/2008 14:16:12

Pablo

Ah, e Achilles: belíssimo comentário. Obrigado pela coragem e pela confiança.

Pablo

12/12/2008 14:23:07

Achilles de Leo

Acabei de observar um detalhe que preciso corrigir:

"...sem ter o apoio de qualquer pessoa da minha família..."

Isso não é porque me desprezaram, mas porque fui covarde demais para confiar em alguém.

Achilles de Leo br

12/12/2008 14:28:27

Thales Coelho

Pablo, desculpe desvirtuar o tema do post, mas gostaria que você fizesse comentários a respeito da microssérie Capitu da Rede Globo.
Eu particularmente a estou achando excelente, direção perfeita, atuações mais ainda, principalmente do Michel Melamed, é de um ar onírico que eu há muito não via na TV.
Gostaria que você desse uma olhada e uma opinião.
Abração,
Thales

Thales Coelho br

12/12/2008 14:41:54

Allan Verissimo

Jerry Lewis realmente merece um Oscar Honorario por ser talentoso e ter criado esse video assist.Mas acho que a Academia tem preconceito contra ele por ele ser comediante.

Allan Verissimo br

12/12/2008 14:46:17

Adilson Marcelino

Pablo,
Sei quem é você.
Ao contrário de você, Achilles.
E Achilles, quando disse que estava triste em relação ao pronunciamento do Pablo é porque somos amigos. E eu sou gay. Pelo menos, com prática homossexual, há 20 anos.
Mas não ataquei ao Pablo, só disse que estava triste e desconfortável, e ainda continuo assim com ele, não mais desconfortável, mas profundamente triste. Daí que não precisa se reportar a mim dessa forma que passa um pouco da incisiva e que está mais para a agressiva. Não nos conhecemos, o que pode ser uma pena, mas também não temos que conhecer todo mundo.

Pablo, você não vê que é contraditório você afirmar "que não gostaria que o Luca fosse gay"?
Acho que se você compreendesse profundamente essa questão essa seria uma questão que nem faria parte dos seus desejos.
E aí você elenca uma série de motivos, que são até reais, mas você não acha que esse pensamento é completamente disassociado do que defende?

Sua declaração, claro, não faz de você um homofóbico, mesmo porque senão não seríamos amigos. Mas, ao meu ver, embaça a sua compreensão do que é ser homossexual e, mais que isto, embaça o seu querer pelo seu filho.
Desculpe-me, mas sua frase para mim é o mesmo que dissesse "não gostaria que meu filho fosse negro".

Homossexual, querido amigo, é classificação de dicionário e, para muitos, fascista entendimento de leis e de religiões.
Homossexualismo´quer dizer apenas duas pessoas do mesmo sexo se amando e/ou trepando e/ou se odiando, etc etc etc.

Em nada, querido Pablo, em nada me diferencio de você. E ouso pensar que, nos últimos anos, você tem sofrido muito mais que eu. Ou seja, ser hetero não quer dizer mais felicidade ou mais facilidade, e ser homo não quer dizer mais infelicidade ou mais dificuldade.
As leis, a sociedade civil e muitos estreitos adeptos da religião nos vêem assim? Vêem! Mas se hoje nós gays podemos, inclusive discutir isso por aqui, é porque muitos outros gays, e, sobretudo, as chamadas bichinhas de plantão, ou as chamadas hoje patrulhas ideológicas serviram, e serve, de bucha de canhão no front para isso. E eu tenho o maior orgulho por todos eles. (então Achilles, o tempo se faz é hoje, pra daí sim, esperar um amanhã melhor).

O que gostaria de ver um pai desejando para um filho é saúde e boa sorte, meu caro. E felicidade, claro, mas esta sem estar subjugada a condições sexuais, religiosas, etc. O resto deveria ser o desejo do filho.

Para mim, pai não querer que filho seja gay é tão infundado como, por exemplo, querer, por ser advogado, que o filho também seja. Porque no final das contas é tudo igual, ser hetero, homo, trans, médico, advogado, artista.
A única coisa que muda é a forma como somos vistos.
E, querido amigo, não gosto nenhum pouco da forma, como enfim descubro, que você, mesmo que indiretamente, me vê.
Adilson Marcelino


Adilson Marcelino

12/12/2008 14:54:56

Pablo

E, querido amigo, não gosto nenhum pouco da forma, como enfim descubro, que você, mesmo que indiretamente, me vê.

E como te vejo, Adilson? Por favor, não tire conclusões absolutamente incorretas a partir de um desejo de pai para que o filho tenha uma vida menos turbulenta.

Para mim, pai não querer que filho seja gay é tão infundado como, por exemplo, querer, por ser advogado, que o filho também seja.

Curioso que diga isso: eu ADORARIA que Luca viesse a trabalhar com Cinema, em qualquer área que fosse. Se ele decidir ser contador, no entanto, continuará sendo meu filho amado.

Beijo do amigo,
Pablo

Pablo

12/12/2008 15:01:03

Adilson Marcelino

Pablo,
Não são conclusões precipitadas.
Quando digo como me vê, quero dizer o homossexual que vê em mim, pois é você mesmo que faz a distinção - ainda que seja se reportando ao seu filho.

Quanto ao querer que o filho seja advogado, é claro que é uma analogia, né?
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 15:36:40

George Pedrosa

Pablo, imagine a situação hipotética: Jerry Lewis, ao invés de ter tido que críquete é "jogo de viado" (fag game), teria dito que é "jogo de crioulo" (nigger game). Sua reação seria a mesma quando os protestos viessem à tona? Pergunta sincera.

Racismo de qualquer tipo é universalmente condenado (exceto quando o alvo são os árabes), mas homofobia, aparentemente, não.

Também acho um exagero esses protestos. Se o ator pediu desculpas, não acho que ele deva ser condenado por isso. Eu mesmo uso muito a palavra "viado" com um sentido ofensivo, isso vem do linguajar que escuto desde criança. Mas não tento me iludir achando que estou defendendo a liberdade de expressão ao usar essa palavra, me esforço para não utilizá-la e peço desculpas se alguém se sentir ofendido.

Já no caso da modelo, eu diria que o comentário foi infeliz, sim. Se ela tivesse clarificado e tivesse dito que não queria que seu filho fôsse gay porque sua vida seria mais difícil, tudo bem, mas o mero fato de que ela nem se preocupou em apresentar um motivo plausível para esse desejo parece indicar, para mim, que ela realmente não quer que o filho seja gay porque não gosta de gays.

George Pedrosa br

12/12/2008 15:54:31

Pablo

Adilson,

serei sincero: não consigo compreender como minha posição de pai implica em uma "desaprovação" ou "qualificação" de quem você, meu amigo querido, é como ser humano. Não consigo, assumo humildemente. Creio que, para compreender, eu teria que estar na sua pele, sentir o que você sente e ter passado por tudo o que passou ao longo de sua vida. E isto, infelizmente, é impossível.

O que me resta é pedir desculpas por ter te deixado "profundamente triste". Não foi minha intenção e, repito, continuo sem entender como fiz isso.

Mas... ironicamente, isto não reforça meu argumento? Você diz supor que, nos últimos anos, eu "sofri muito mais do que você". É possível. Mais: é provável. No entanto, neste exato momento, foi a atitude de um amigo seu, um amigo que se orgulha de defender a causa gay mesmo sendo hetero, que te entristeceu. Nesse instante, você está triste comigo por perceber que, por maior que seja minha empatia pelo que você vive como homossexual, há sentimentos e frustrações que, por ser hetero, eu simplesmente jamais conseguirei compreender.

E eu não quero isso para o Luca ou para a Nina. Não quero que, certo dia, eles sejam magoados por alguém que consideravam como um grande amigo apenas porque este não é capaz de compreender (como eu não compreendo) por que uma posição que julga perfeitamente razoável se revelou tão dolorosa para alguém tão querido.

Tristemente, ao escrever isso, fecho o círculo e volto a te magoar sem perceber como estou fazendo isso. E novamente peço desculpas.

Mesmo que não saiba exatamente por que estou me desculpando.

Abraço carinhoso,
Pablo

Pablo

12/12/2008 15:59:06

Vitorio Soldatelli

Acredito q o preconceito parte dos dois lados, claro q inegavelmente gays e negros sofrem mais com ele... mas e quando um negro te chama de "branquelo", racismo também, sempre tem os dois lados da moeda...
Concordo com o Pablo quando ele diz q "gostaria" q o Luca não fosse gay, o argumento dele é o mais sincero possivel e demonstra todo o amor q ele sente pelo piá...
Ao passo q o Adilson, supostamente quer "negar" que a vida seja mais dificil para o homossexual, com certeza ele ja esta em posição de ter uma vida normal sendo gay, pois fazem muitos anos, que ótimo pra ele, mas garanto q no começo não foi fácil a transição e aceitação da condição, não por parte dele, e sim pela sociedade... e é nesse ponto que o Pablo diz q seria "melhor" o Luca não passar por isso. Simples assim.

Vitorio Soldatelli

12/12/2008 16:17:40

Achilles de Leo

"...que passa um pouco da incisiva e que está mais para a agressiva."

Cara, juro que não foi a intenção. Mas reli e percebi que meu texto soou um pouco... hostil. Sorry...

O que vc diz faz bastante sentido, mas ainda nao chegamos ao ponto de ser gay ser apenas um detalhe como ser negro, branco, loiro, ruivo, ter olhos azuis ou castanhos... Ou mesmo ser médico ou cineasta. Este seria um mundo ideal. Mas hoje como posso lidar com isso dessa forma (não "me preocupando" se meus sobrinhos serao gays) sabendo que há consequencias?

Volto a mencionar o passado, e agora, falando por mim, se eu vivesse cento e poucos anos atrás e tivesse uma filha (já perceberam que sou caucasiano, certo?) eu jamais desejaria que ela se casasse com um escravo. E não porque sou racista (por Deus, claro que não!) mas porque a vida dela seria extremamente difícil - especialmente sendo mulher.

Entende o que quero dizer? Isto q vc diz é a descrição de um mundo ideal.
Que, tenho certeza, um dia será uma realidade. Mas não é hoje. E provavelmente ainda não será daqui 10 anos.

e

"Pablo,
Sei quem é você.
Ao contrário de você, Achilles."

Como assim?!! Pablito e eu somos veeelhos amigos! hahaha (brincadeirinha, somos não. Bons colegas, no caso rrss)

Abraços, bóis.

Achilles de Leo br

12/12/2008 16:44:47

Adilson Marcelino

Vitorio,
Só se fosse muito alienado para dizer que a vida dos gays não é difícil. Mas entenda, não acho que isso seja o cerne da questão. Sofremos porque vivemos. E é claro que tive problemas na infância, adolescência e primeira juventude, mas desconheço alguém que não tenha tido, só que, talvez, por outros motivos. Ou seja, ser gay - para quem acredita que há um ser gay, pois eu acho que sou é homem como você ou qualquer outro - pode não tornar a vida de alguém tão difícil como pode ser a de algum hetero, por exemplo. A prática sexual não garante felicidade ou infelicidade, mas, insisto, só na forma como somos vistos pelo outro, ou por nós mesmos enquanto isso for um problema. Não renego meus sofrimentos passados, só não estaciono neles e nem faço deles motivo para me vitimar. Talvez o desejo homossexual não seja mesmo uma escolha - mas não tenho garantias para dizer isso, pois nossa mente - e é ela que comanda o desejo - é mais complexa que imaginanos e mesmo teorias como a dos gens suicidas por exemplo, que pode ser usada por muitos como agentes fascitas, despertam meu interesse. Mas sei que se for escolha, eu jamais gostaria de ser algo diferente do que sou.

Achilles,vivemos o agora e se somos resultado de tudo, pelo menos é no agora que trafegamos. Imaginar-se em época de escravidão, por exemplo, para justificar postura atual, parece-me - e, por favor, não quero parecer ofensivo - covardia. O mundo de amanhã é resultado de hoje e, atrevo-me a dizer-lhe que seria muito melhor se você tentasse fazê-lo melhor para seus sobrinhos - com certeza - mas para você também. E são os movimentos sociais das minorias que vêm lutando por isso cotidianamente. Muitos reclamas do politicamente correto - e aqui nesse blog mesmo já se falou nisso - mas quando os politicamente implicam com quem fala, por exemplo, sobre prostituição infantil e lutam para a correção, eles estão certos. Se é infantil não é prostituição, é exploração. E é policiando essa conduta que vai corrigir paradigamas enfronhados na infância como já disseram em outro comment por aqui.

Pablo querido, é claro que aceito suas desculpas. Mas é que essa questão de homossexualidade é complexa mesmo. Sei da sua boa intenção - no melhor sentido do termo - mas quis pontuar sua declaração porque gostaria que você refletisse mais sobre ela e visse - caso possa ou consiga ver um dia - que ela é mais um tijolo no preconceito construído sobre a sexualidade e acaba, indiretamente, contribuindo para esse terrível estado de coisas.
Estou disponível caso queira falar mais sobre o assunto
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 16:53:33

Renan Angelicci

Adilson, por favor, entenda o Pablo! Eu não o conheço além do que este Blog (e suas críticas) permitem, mas eu tenho a plena certeza de que nele não há um pingo de homofobia ou o mais remoto preconceito.

Eu sou hetero, tenho amigos gays, e, honestamente, se um filho ou filha algum dia virar pra mim e disser 'Pai, sou gay', eu não vou nem saber o que dizer. Sabe por quê? Porque não faz a menor diferença! Não faria a menor diferença na relação pai - filho/filha. Eu olharia e diria 'Err... Tá!'.

No entanto, eu não posso deixar de concordar com o Pablo. Ratificando o que ele já disse, acho perfeitamente natural expressar o desejo de que seu filho seja hetero, mas só porque sabe que ele VAI TER QUE enfrentar o preconceito. E, como pai, o Pablo tem todo o direito de querer minimizar o sofrimento na vida de Luca e Nina tanto quanto possível; mas ele também quer maximizar a felicidade, embora, as duas coisas pareçam ser equivalentes, podem não ser.

É por querer que seus filhos sejam felizes que o Pablo apoiaria e lutaria com o filho ou filha que se declarasse gay, lutaria pela sua felicidade; e nesse, caso, isso significa viver a homossexualidade, encontrar o amor que todos queremos encontrar. Oras, todos queremos que nossos filhos sejam felizes ao máximo! Nessas circunstâncias, isso significam sofrer menos quanto for possível por ser gay (através de atitudes repugnantes de terceiros, como o Pastor Jorge Linhares), e encontrar alguém para amar e fazer feliz.

Realmente não vejo como isso pode ter te magoado, Adilson. De novo, por favor, entenda o Pablo. O próprio Achilles compartilha do nosso ponto de vista! E não adianta ser idealista, infelizmente. Se você é gay, está fadado a correr o risco de ser vítima das situações mais ingratas. E se, nesse mundo, você se vê submetido a essas situações - como a triste Prop 8 - pelo simples fato de amar alguém do mesmo sexo, é porque esse mundo não é feito de pessoas como o Pablo.


E Pablo... Sei que você já recebeu esse conselho inúmeras vezes, mas eu não posso deixar de te pedir: pelo amor de Deus, não exponha a sua vida assim; tão exposta que aqui você tem um total estranho dando pitaco numa relação com um amigo.

Também acho que nunca escrevi tanto no Blog...

Abraço.

Renan Angelicci br

12/12/2008 17:11:26

Di.ogo. Simão

Concordo com Achilles, Renan e com Pablo.

Di.ogo. Simão br

12/12/2008 17:26:05

Adilson Marcelino

Renan,
Fico feliz com seu email respeitoso, e mesmo carinhoso.
Entenda. É claro que entendo o Pablo, que é meu amigo, e respeito a opinião dele. Mas é exatamente por sermos amigos que me sinto no direito de discordar dele publicamente sobre essa questão.

Eu não vivo num mundo ideal Renan - e quem vive?
O que disse e quero dizer é que todas as principais questões levantadas pelos movimentos sociais - que muitas vezes são vistas como patrulhas -são absolutamente necessárias para nós, as chamadas minorias.

Particularmente, não vejo nenhuma diferença entre nós dois, por exemplo - ainda que você tenha prática hetero e eu homo. Mas sei que socialmente somos vistos diferentes, e por isso temos mesmo que lutar por questões como a união civil, por exemplo. Só que assim como muitas das chamdas bichas loucas pintaram a boca de batom e fora dar a cara à tapa nas ruas, outros se organizam politicamente e outros dão visibilidades ao aprofundamento de outras questões que envolvem o assunto, como estou fazendo aqui agora. Muitos me acusam de ter essa transparência porque trabalho com cultura e esse meio é facilitador, mas não é verdade. Mesmo quando trabalhei em meio a um grupo de engenheiros - sem querer generalizar - completamente antagônicos, ainda assim sempre me posicionei. Acho que é dando visibilidade a partir de mim que consigo dar visibilidade para o grupo. E entendo que é minha forma de batalhar por um mundo melhor, e que essa atitude não é mais importante que a das bichas loucas, as patrulhas, os travestis etc. São complementares.

Não vivo num mundo ideal - mais quem vive?
Mas é nosso dever fazer do mundo de agora melhor. Mesmo porque quando o Achilles se preocupa - sinceramente, me parece - com os sobrinhos, não deixo de pensar: será que lá, na época deles, eles estarão fazendo sexo como se faz hoje?

Como diz o Paulinho da Viola, meu tempo é hoje.
O fato de um pai amar os amigos gays, mas não querer que os filhos sejam, é um soco sim no meu estômago e no meu coração.

Haverá um dia sim, eu acredito, que será mais fácil ser gay como já é infinitamente mais fácil ser gay hoje.
Como a Alice (HBO) disse, a vida não é fácil, mas é uma só. Não pretendo colocar o pé no acelerador como ela diz e ir vivendo, mas não vou desistir de lutar para que, pelo menos meus amigos, eliminem o desejo de não querer ter filhos gays - porque abraçar o filho gay quando ele se colocar assim, gerações anteriores à nossa já deram conta de fazer, como a da minha mãe de 78 anos, por exemplo.
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 17:28:02

Pedro S. E.

Ah, e Achilles: belíssimo comentário. [2]

Pedro S. E. br

12/12/2008 17:50:01

Renan Angelicci

Adilson,
Não há a menor diferença entre nós dois, de fato. Sem querer soar Luther King, mas eu realmente sonho com o dia em que, quando um amigo disser 'Já soube? Fulano tá namorando!' nós só saberemos se é homem ou mulher quando conhecermos a pessoa em questão e - mais importante - até nós conhecermos, não daremos a mínima!

-

Acho que eu começo a entender seu ponto de vista, Adilson. Se for o que eu vislumbro, aqui segue:

É triste o fato de que eu, Pablo e Achilles sejamos obrigados a expressar nosso desejo em ter filhos hetero (pelos motivos que já citamos), mas isso acontece porque existe gente preconceituosa no mundo. O triste é que nós precisemos nos preocupar com isso.

Como você disse, não deve parar de lutar até que, pelo menos seus amigos, eliminem o desejo de não querer ter filhos gays. Mas você não consegue compartilhar do ponto de vista de que esse 'medo' é inspirado pelo mesmo preconceito que você quer combater? E eu não acho que isso seja um 'ciclo vicioso', como acredito que seja o que pensa, porque, como eu já disse, não há um pingo de qualquer preconceito em gente como o Pablo, ou eu.

Renan Angelicci br

12/12/2008 17:51:53

Adilson Marcelino

Caros,
Não sei se essa discussão continuará e se haverá mais comentários direcionados a mim. Adorei participar, principalmente pelo nível das discussões.
Mas é que estou fazendo 45 anos hoje - viu, Pablo! - e tenho que sair agora de frente do computador para encontrar meu namorado.
Um abraço para todos.
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 17:53:33

Renan Angelicci

Feliz aniversário, Adilson =

Renan Angelicci br

12/12/2008 17:53:40

Renan Angelicci

*=)

Renan Angelicci br

12/12/2008 18:16:51

Tremper

Achilles, pessoas pontuadas como você, pablo,e alguns amigos que tenho, estão me fazendo, com que eu, depois dos 30 esteja me tornando uma pessoa melhor, entendo os homosseuais e perdendo o preconceito.Infelizmente, o radicalismo de pessoas como o Adilson, me fazem ver, que hetero ou homo, preto ou branco, há raidcais em tudo, que parecem querer que todos pensei iguais a eles... louvavel a defesa de sua causa, mas tão reprovável seu radicalismo quanto era minha ignorãncia até tempos atrás... é como ocorreu esses dias.. minha irmã está em coma num hospital, e comentei ao meu sogro que soforo muito com isso, e se ela morrer, não sei como vou conseguir resguardar tanto sofrimento.. ele disse: "então não és espirita de verdade, pois o espirita aceita que a morte tem sua hora"... que palhaçada, amo muito minha irmã e a dor de perde-la obvio, será maior que qualquer religião ou modo de pensar.. mas nem por isso alguém pode medir ou julgar o quanto eu sou ou não fiel aos que escolhi como filosofia religiosa.. são radicais, donos da verdade assim, que infelizmente existem em todos os lados.. como muitas mulheres, que após a liberação feminina (que foi uma das coisas mais maravilhosas da historia humana) passaram a adquirir costumes que os homens tinham com elas, como uma espécie de vingança... radicalismo não leva a nada

Tremper br

12/12/2008 18:51:39

Achilles de Leo

"minha irmã está em coma num hospital" e a vida mostrando seus acasos... (veja o post Saudades)

Tremper, parabens pela evolução q, pelo visto, vai continuar...

Adilson, felicidades, cara! Namorado? Poxa, já tava pensando em te convidar pra um café hahha (brincadeirinha, rsrs) (esses viados q nao perdem uma oportunidade de viadagem `´)

Abraços, men!

Achilles de Leo br

12/12/2008 22:25:11

Adilson Marcelino


Renan,
Muito obrigado pelos votos de felicidade.
Obrigado também por querer olhar mais de perto para o que tenho falado aqui e saiba que também tenho olhado atentamente para o que ando ouvindo por aqui - e meu ouvido sabe ser apaixonado e atento.

Tremper
A internet é maravilhosa, mas às vezes embaça um pouco o que parecemos ser para o outro. Não sou radical não, muito pelo contrário. Só me dispus à todas essas reflexões porque partiu de uma divergência de opinião de um amigo para outro amigo. Daí chegaram o Vitorio, o Achilles e o Renan, e a conversa ficou ainda mais interessante. Mas não espinafrei ninguém e nem quis impor a ferro e fogo a minha opinião. Vi muito mais como troca e trocas me interessam por demais.
Talvez seja mesmo um tanto radical sobre o que penso sobre homossexualidae, mas é porque isso é o resultado empírico de cerca de 20 anos. Mas achei interessante falar sobre porque percebi que havi espaço para discussão sobre sutilezas importantes que envolvem a questão.
Não sou tão pesado como possa ter parecido. Pode perguntar para o Pablo - até sei ser divertido.

Achilles, pois é, são 6 anos de namoro.
Agora, adorei a brincadeirinha.
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

12/12/2008 23:49:32

Sylvia Angélico

Engraçado. Quando o Pablito afirmou lá atrás que não gostaria que Luca fosse gay, também confesso ter me sentido meio...incomodada.

Antes de sair do armário para o meu pai - a figura familiar mais importante na minha vida - eu vivia testando a tolerância dele para esse assunto. Tinha uma amiga abertamente gay na faculdade que na época foi alvo de intenso preconceito (familiar!) e virava e mexia eu dava um jeito de comentar sobre isso com meu pai, de modo a testá-lo. E sua resposta era sempre categórica: "que besteira! coitada da menina; temos que amar os filhos do mesmo jeito. Se fosse minha filho ou meu filho, não mudaria absolutamente nada!"

Isso me confortava absurdamente. Tanto que deixei as coisas rolarem e ele acabou descobrindo.

Pois bem. Um dia fatídico, ele pediu que eu fosse vê-lo sem levar minha namorada. Era de noite, jantaríamos juntos na casa dele. Antes do jantar, contudo, ele me chamou para uma conversa em sua sala privada de negócios - o que me deixou apavorada e imediatamente arrependida de ter deixado tudo tão transparente. Fechando bem a porta, ele começou a falar. Com voz trêmula e deixando escapar algumas lágrimas (o que me deixou angustiadíssima) ele repetia: "É uma fase". "É a falta da sua mãe." "Será que essa menina não está se aproveitando de você?" "Ué, mas você já teve namorado!" "Essa não é a Sylvia que conheço!"

Mas o pior de tudo, foi ouvi-lo dizer, já quase em prantos: "Como eu queria que você se tornasse mãe!" "Você está abrindo mão da maior alegria que um ser humano pode experimentar!"

Olha, Pablito, foi duro. Sim, foi muito duro para meu pai. Por essa ele não esperava. Mesmo sem querer eu interferi nos sonhos dele. Sonhos no "piloto automático", que ele nem sabia que existiam. Me senti como eu se estivesse cuspindo no modelo que me foi apresentado durante toda a minha vida e que mesmo falho (meu pai se casou três vezes), ajudou a formar quem sou. Até hoje é difícil tirar da cabeça que, para meu pai, eu só poderia experimentar o ápice da felicidade vivendo como ele viveu.

Esse foi o único preconceito importante que sofri. Pelo menos foi o único que me marcou.

Enfim, quis dividir com você esse ponto de vista de filha, rs.

Sylvia Angélico br

13/12/2008 0:30:39

vanessa fermino

Oi Pablo,
Desculpe não ter respondido antes (passei o dia fora e só agora pude ler a discussão aqui).
Não encaro como homofobia da sua parte. Apenas, como disse o Adilson, com desconforto e tristeza.
Discordamos na questão das expectativas sobre um filho. E isso talvez se deva ao fato de que eu não tenho filhos (rs...) - falo aqui somente com a experiência filha gay.

O que eu queria ter dito foi brilhantemente traduzido aqui nas palavras do Adilson. Assim como ele, também me fiquei triste com a sua declaração. (Me lembro que a Sylvia, inclusive, tentou conversar sobre isso contigo no msn na época do post da modelo...)

Ainda acho que a questão da dificuldade na vida dos gays começa - e termina - dentro de casa. O único sofrimento que tive em toda a minha vida sendo lésbica foi "causado" pela minha mãe que não lidou bem com a revelação.
É por isso que eu continuo batendo nesta mesma tecla. O que um filho precisa é de apoio e suporte dos pais.
Se a sociedade é intolerante e isso dificulta a vida dos gays:
a) podemos começar a mudar essa situação dentro de casa;
b) um filho que se sente seguro em casa para ser quem ele quiser terá melhores condições de enfrentar possíveis situações de preconceito. Se ele é acolhido pela família não se sentirá culpado nem envergonhado.

Eu sei que nada vai mudar seus desejos e medos sobre o futuro do Luca ou da Nina. Todos os pais parecem já ter em mente o que e quem serão seus filhos no futuro - ou pelo menos o que e quem eles NÃO serão. Só digo que, como filha, não é lá muito agradável viver sabendo que você é a decepção da família só porque a sua idéia de felicidade é diferente da dos seus pais.

Sem ressentimentos!

Beijos

vanessa fermino br

13/12/2008 0:40:00

Pablo

Sylvia e Vanessa,

vocês parecem pressupor que, por não desejar que meus filhos sejam homossexuais, eu os rejeitaria caso assim se revelassem - ou, no mínimo, tentaria "demovê-los" da idéia da homossexualidade. Ou mesmo que demonstraria certo desconforto.

Estão erradas. Vou repetir, aqui, a parte relevante da discussão:

"Dito isso, se Luca algum dia se aproximar de mim e revelar que é homossexual, absolutamente nada mudaria em minha mente. Eu passaria a me preocupar mais, é verdade, pois sei como esse mundo pode ser cruel com quem pertence a uma minoria, mas não digo nem que "aceitaria" a homossexualidade de meu filho porque não creio que este verbo seria o mais adequado, já que "não aceitar" estaria completamente fora de questão e nem seria um direito meu. Se ele se sentisse atraído por outros homens, a discussão já teria morrido antes de nascer; seria a natureza dele e, sendo meu filho e eu o amando exatamente como ele é, isto faria parte do pacote que amo.

Eu ficaria "triste"? Não, porque seria ridículo entristecer-me com algo que faria parte de quem meu filho é e que não faz mal a ninguém (ao contrário do que sentiria se descobrisse que ele é, sei lá, um psicopata). Em resumo: a discussão sobre "querer ou não" que meu filho seja gay deixaria de ter sentido a partir do momento em que ele se definisse como hetero ou homossexual."

Beijos,
Pablo

Pablo

13/12/2008 15:01:38

Renan Angelicci

Eu ainda não entendo como há prosseguimento para a discussão...

Ao meu ver - do Pablo e do Achilles - vocês, Sylvia, Vanessa e Adilson estão andando em círculos por não compreenderem o ponto básico da questão levantada pelo Pablo no primeiro post em que ele comentou sobre a modelo. Não é 'medo' que o filho seja gay, pelo fato de ser gay. É a consciência de que o filho tem grandes chances de sofrer o preconceito imposto pela sociedade. Só isso. Mas eu imagino também que vocês, Sylvia, Vanessa e Adilson também estejam achando que nós não compreendemos e andamos em círculos em torno da questão...

Então... sei lá.

Renan Angelicci br

13/12/2008 15:36:13

Adilson Marcelino

Renan,
Acho que deixei claro no último comentário para você, não?
Só voltei a comentar em função dos comentários do Tremper me chamando
de radical.
Desde sempre entendi a posição de vocês, como deixei claro a minha e
entendo as de Sylvia e Vanessa.
Não é imposição de verdade não meu caro, pelo menos de minha parte.
Já aprendi muito aqui sobre o tema. Para o bem e para o mal.
Abs,
Adilson

Adilson Marcelino

13/12/2008 15:43:33

Adilson Marcelino

E mais Renan.
Tanto eu, quanto Sylvia e Vanessa partimos de reflexões a partir do desconforto e da tristeza. E esses dois sentimentos dizem muito do que sentimos pelo Pablo e pelo quanto essa questão está enfronhada na nossa carne, na nossa mente e no nosso coração.
Vocês terem se agregado à discussão, com falas pertinentes e respeitosas, foi entendido por mim, desde o início, como gentileza e enriquecimento da discussão.
Abs
Adilson Marcelino

Adilson Marcelino

13/12/2008 15:44:41

Renan Angelicci

Adilson,
Deixou clar. Eu me referia mais a Vanessa e a Sylvia. E nunca te acusei de tentar impôr nada o_O Muito pelo contrário, suas opiniões sempre foram muito bem colocadas.

Abraços,
Renan

Renan Angelicci br

13/12/2008 15:44:54

Renan Angelicci

*claro

Renan Angelicci br

5/12/2009 22:59:50

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