Eu adoro política. Mas todos aqui sabem disso. O que talvez não saibam é que meu gosto por política não diz respeito apenas às grandes campanhas nacionais, mas também a outras infinitamente menos "grandiosas": ao longo da vida, fundei o grêmio do colégio Promove Savassi e fui seu presidente por dois anos; fui presidente (ou seu equivalente: Diretor Geral) do D.A. do ICB, na UFMG; fui presidente do comitê dos estudantes secundaristas de Belo Horizonte, na época do Fora Collor (quando dei dúzias de entrevistas, discursei em carro de som em plena Praça da Liberdade e na Praça Sete, e quase fui espancado pelo MR-8 por motivos que agora não vêm mais ao caso); e só não saí como candidato a Diretor Geral do DCE da UFMG porque senti que meu curso estava sendo muito sacrificado - mas na época eu contava com o apoio geral da diretoria corrente e da UNE.
Digo isso porque estou intensamente envolvido numa das mais ferozes campanhas que já vi pela diretoria da OFCS. Não estou concorrendo, mas apoiando três candidatos que se colocaram contra os três diretores atuais - e como membro veterano da organização (estou lá há sete anos), tenho participado dos debates e aconselhado os três opositores com relação às melhores estratégias de campanha, etc. e tal. Mas tem sido uma campanha impiedosa de ambos os lados - a impressão é a de que um cargo importantíssimo para o futuro da humanidade está em jogo, o que não deixa de ser engraçado (embora não tire a seriedade da campanha).
O fato é que, como podem ver, adoro política. De qualquer tipo ou dimensão.