Filmes + Filmes + Filmes

by Pablo 4. maio 2009 21:36

Filmes que vi (ou revi) recentemente:

Sua Última Façanha (Lonely Are the Brave, EUA, 1962. Dir: David Miller. Com: Kirk Douglas, Walter Matthau, Gena Rowlands, Michael Kane, Carroll O’Connor, William Schallert, George Kennedy, Bill Bixby.) - Douglas oferece uma atuação curiosamente divertida, mas o roteiro de Dalton Trumbo (normalmente um mestre) fracassa ao se concentrar na longa perseguição em vez de fornecer elementos para que possamos comprender melhor as motivações do protagonista. (2 estrelas em 5)

Adorável Vagabundo (Meet John Doe, EUA, 1941. Dir: Frank Capra. Com: Gary Cooper, Barbara Stanwyck, Walter Brennan, Edward Arnold, James Gleason, Irving Bacon.) - Além de trazer aquela que é provavelmente a pior cena dirigida por Capra em sua carreira (o monólogo de Regis Toomey na prefeitura), o filme é um água com açúcar repleto de diálogos patriotas/cristãos patéticos, artificiais e piegas. (1 estrela em 5)

As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, EUA, 1940. Dir: John Ford. Com: Henry Fonda, Jane Darwell, John Carradine, Russell Simpson, O.Z. Whitehead, Dorris Bowdon, Charley Grapewin, John Qualen, Zeffie Tilbury, Frank Darien.) - John Ford transforma a trajetória da família Joad em um poderoso manifesto político que, quase 70 anos depois, mantém-se tragicamente atual. (5 estrelas em 5)

Zulu (Idem, Inglaterra, 1964. Dir: Cy Endfield. Com: Stanley Baker, Michael Caine, James Booth, Nigel Green, Jack Hawkins, Ulla Jacobson, David Kernan, Joe Powell e narração de Richard Burton.) - Responsável por lançar a carreira de Caine, o filme merece créditos também por evitar retratar os zulus como caricaturas selvagens, mas, mesmo que seja hábil ao criar uma atmosfera de urgência e desespero, acaba tornando-se longo demais. (3 estrelas em 5)

A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, EUA, 1971. Dir: Peter Bogdanovich. Com: Timothy Bottoms, Jeff Bridges, Cybill Shepherd, Ben Johnson, Cloris Leachman, Ellen Burstyn, Eileen Brennan, Clu Gulager, Sam Bottoms, Randy Quaid.) - Em seu momento mais sólido como diretor (numa carreira que se auto-destruiria pouco depois), Bogdanovich cria um monumento à melancolia. (5 estrelas em 5)

Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives, EUA, 1946. Dir: William Wyler. Com: Dana Andrews, Fredric March, Harold Russell, Myrna Loy, Teresa Wright, Virginia Mayo, Cathy O’Donnell, Hoagy Carmichael, Gladys George,.) - Este belíssimo estudo sobre as seqüelas sociais e psicológicas da guerra (para não mencionar as físicas) permanece atual mais de 60 anos depois de seu lançamento, impressionando não só pelas atuações (Russell é fantástico), mas também pelo virtuosismo estético. (5 estrelas em 5)

Vinícius (Idem, Brasil/Espanha, 2005. Dir: Miguel Faria Jr. Com: Camila Morgado, Ricardo Blat, Chico Buarque, Gilberto Gil, Ferreira Gullar, Caetano Veloso, Edu Lobo, Toquinho, Maria Bethânia, Tônia Carrero, Miúcha.) - Ainda que sua estrutura seja excessivamente tradicional (o que não condiz com a versatilidade de seu protagonista), o filme é didático, poético e passional na medida certa. (5 estrelas em 5)

Orfeu Negro (Idem, França/Brasil/Itália, 1959. Dir: Marcel Camus. Com: Breno Mello, Marpessa Dawn, Léa Garcia, Lourdes de Oliveira, Adhemar Ferreira da Silva.) - O belo conceito de Vinícius e a magnífica música de Tom Jobim não conseguem salvar este filme que, apesar de esteticamente impecável (ou talvez por isso), confunde alegoria e caricatura. (3 estrelas em 5)

Dois Heróis Bem Trapalhões (Crimewave, EUA, 1985. Dir: Sam Raimi. Com: Reed Birney, Louise Lasser, Brion James, Paul L. Smith, Edward R. Pressman, Bruce Campbell, Richard Bright, Frances McDormand, Ted Raimi, Ethan Coen, Joel Coen.) - Raimi exibe a mesma energia ensandecida de Evil Dead, arrancando algumas risadas justamente graças ao volume e ao histrionismo de sua direção (e também, em parte, em função do roteiro amalucado dos irmãos Coen). (3 estrelas em 5)

O Outro Lado da Cidade Proibida (Dong gong xi gong, China, 1996. Dir: Zhang Yuan. Com: Han Si, Hu Jun, Ye Jing, Zhao Wei.) - Sua inegável relevância política e social (especialmente à época de seu lançamento) infelizmente não se traduz em qualidade narrativa. (2 estrelas em 5)

A Dama Oculta (The Lady Vanishes, Inglaterra, 1938. Dir: Alfred Hitchcock. Com: Margaret Lockwood, Michael Redgrave, Paul Lukas, Dame May Whitty, Cecil Parker, Linden Travers, Naunton Wayne, Basil Radford.) - Mais interessado em explorar a inabalável fleuma britânica como fonte de humor do que em realmente criar um suspense intrigante, este é um dos últimos exemplares da primeira fase da carreira de Hitchcock e diverte mais do que impressiona. (3 estrelas em 5)

Desencanto (Brief Encounter, Inglaterra, 1945. Dir: David Lean. Com: Celia Johnson, Trevor Howard, Stanley Holloway, Joyce Carey, Cyril Raymond, Everley Gregg.) - Responsável pela primeira das sete indicações de Lean ao Oscar de Direção, este drama retrata seu par romântico com sensibilidade e complexidade (especialmente para a época), pecando apenas pela insistência em introduzir diversas cenas de alívio cômico conduzidas por Holloway e Carey. (4 estrelas em 5)

Um Crime de Mestre (Fracture, EUA/Alemanha, 2007. Dir: Gregory Hoblit. Com: Ryan Gosling, Anthony Hopkins, Embeth Davidtz, Rosamund Pike, David Strathairn, Billy Burke, Cliff Curtis, Fiona Shaw, Bob Gunton, Xander Berkeley, Zoe Kazan.) - Um thriller bem realizado que abusa do talento da dupla principal para tentar se diferenciar de tantos outros exemplares do gênero. E quase consegue. (3 estrelas em 5)

Os Gritos do Silêncio (The Killing Fields, Inglaterra, 1984. Dir: Roland Joffé. Com: Haing S. Ngor, Sam Waterston, John Malkovich, Craig T. Nelson, Julian Sands, Spalding Gray, Bill Paterson.) - Se a primeira metade impressiona pelo virtuosismo técnico, a segunda fascina pela coragem em observar sem sensacionalismo a magnífica força de vontade de um sobrevivente, beneficiando-se ainda da maravilhosa performance semi-auto-biográfica de Ngor. (4 estrelas em 5)

Hitman – Assassino 47 (Hitman, EUA/França, 2007. Dir: Xavier Gens. Com: Timothy Olyphant, Dougray Scott, Olga Kurylenko, Robert Knepper, Ulrich Thomsen, Henry Ian Cusick, Michael Offei.) - Olyphant faz o possível com um personagem unidimensional por natureza, mas o roteiro absurdo e a direção frágil de Gens, que parece acreditar que cortes rápidos substituem arcos narrativos, impedem que o filme seja mais do que algo com cheiro de produção feita diretamente para (1 estrela em 5)

Blowup – Depois Daquele Beijo (Blowup, Inglaterra, 1966. Dir: Michelangelo Antonioni. Com: David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, John Castle, Jane Birkin, Gillian Hills, Peter Bowles.) - O rigor estético aqui exibido por Antonioni, somado à excepcional montagem de Frank Clarke, à bela fotografia de Carlo Di Palma e à atuação inspirada de Hemming, garante ao filme um vigor e um charme que só crescem com o tempo. (5 estrelas em 5)

Performance (Idem, Inglaterra, 1970. Dir: Donald Cammell, Nicolas Roeg. Com: James Fox, Mick Jagger, Anita Pallenberg, Michèle Breton, Ann Sidney, John Bindon, Johnny Shannon, Kenneth Colley.) - Em sua estréia como ator, Jagger surpreende pela intensidade e expressividade, ao passo que Fox, um intérprete já consagrado à época, impressiona pela coragem em protagonizar um filme que retratou como poucos a insanidade da Londres daquele período. (4 estrelas em 5)

Narradores de Javé (Idem, Brasil, 2003. Dir: Eliane Caffé. Com: José Dumont, Nelson Xavier, Nelson Dantas, Gero Camilo, Matheus Nachtergaele, Rui Rezende, Luci Pereira.) - Crítica no Cinema em Cena. (5 estrelas em 5)

A Doce Vida (La Dolce Vita, Itália, 1960. Dir: Federico Fellini. Com: Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Yvonne Furneaux, Magali Noel, Alain Cuny, Annibale Ninchi, Walter Santesso.) - Mágico e inesquecível, representa não apenas um fascinante estudo de personagem, mas também um mergulho dilacerante na fragilidade humana. E se Mastroianni aqui oferece sua performance definitiva, Ekberg tornou-se, para sempre, uma das maiores personificações de sensualidade oferecidas pelo Cinema. (5 estrelas em 5)

The Alphabet Killer (Idem, EUA, 2008. Dir: Rob Schmidt. Com: Eliza Dushku, Cary Elwes, Timothy Hutton, Michael Ironside, Tom Malloy, Bill Moseley, Carl Lumbly, Melissa Leo, Tom Noonan, Martin Donovan.) - Chega a impressionar que, em meio a tantos elementos desastrosos, a atuação de Eliza Dushku (que também co-produziu o longa) seja inegavelmente a pior coisa do filme. (1 estrela em 5)

Sedução e Vingança (Ms .45, EUA, 1981. Dir: Abel Ferrara. Com: Zoë Lund, Albert Sinkys, Darlene Stuto, Helen McGara, Nike Zachmanoglou, Abel Ferrara, Peter Yellen, Editta Sherman, Jack Thibeau.) - Tolo em sua obviedade temática e narrativa, surge como uma submistura de Taxi Driver e Desejo de Matar, transformando uma ode feminista num exercício paradoxalmente misógino e pueril. (2 estrelas em 5)

Ghost Town – Um Espírito Atrás de Mim (Ghost Town, EUA, 2008. Dir: David Koepp. Com: Ricky Gervais, Téa Leoni, Greg Kinnear, Alan Ruck, Aasif Mandvi, Bridget Moloney, Kristen Wiig, Dana Ivey.) - Gervais, Leoni (adorável) e Kinnear estabelecem uma boa dinâmica, elevando o roteiro convencional e divertindo mais do que o material conseguiria naturalmente. (3 estrelas em 5)

4.3 ponto(s). Avaliado por 7 pessoas

  • Currently 4,285714/5 Stars.
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Comentários

4/5/2009 21:51:36

Rafael

Sobre Hitman, Pablo, o Xavier Gens foi demitido antes do filme ser finalizado, pois aparentemente não aceitou as intervenções da Fox.
Daí a Fox mandou regravar algumas cenas e chamou um montador (Nicolas de Toth) para montar o filme ao seu modo.

Rafael br

4/5/2009 21:51:36

Rafael

Sobre Hitman, Pablo, o Xavier Gens foi demitido antes do filme ser finalizado, pois aparentemente não aceitou as intervenções da Fox.
Daí a Fox mandou regravar algumas cenas e chamou um montador (Nicolas de Toth) para montar o filme ao seu modo.

Rafael br

4/5/2009 22:37:32

Marcia Silva

Nossa, viu um monte de clássicos, hein? Fiquei com vontade de rever Blow Up agora... XD Só por curiosidade, quantos filmes vc costuma assistir por semana?

Marcia Silva br

4/5/2009 22:52:43

hep_alien

Desculpa estar comentando em um post que não é sobre o assunto, mas eu já percebo há algum tempo, e isso ficou mais claro agora com o seu post sobre o diálogo de In Treatment, que você tem um apreço especial por bons diálogos. E como você também gosta de seriados, eu te indico (caso você ainda não tenha visto), um seriado bem família mas com diálogos geniais: Gilmore Girls. Tenho certeza que você aproveitaria muito da fluidez e ótima construção dos diálogos dessa série que remete muito às Screwball Comedies.

Sem falar que eu gostaria muito de ler você falando sobre a série. Se morasse aí perto poderia te emprestar algumas temporadas. Tong

hep_alien br

4/5/2009 23:43:34

Shaun Red

Gritos do silêncio é EXCELENTE. não me canso de assistir.

Shaun Red br

5/5/2009 8:15:28

Julio Santiago

Pablo,
post bacana:
inacio-a.blog.uol.com.br/...-05-03_2009-05-09.html

Não se se vc chegou a ver, mas muito bacana!
Abraços

Julio Santiago br

5/5/2009 8:16:37

Julio Santiago

http://inacio-a.blog.uol.com.br/

Julio Santiago br

5/5/2009 8:24:20

Flávio

Pablo vc chegou a assistir Dragon Bom... digo Ball? Se já comenta ai tmbm. E Hitman é um personagem maravilhoso nos games. Ele é um assassino de aluguel de que se arrepende das mortes e busca auxilio em uma igreja e se torna um deles, até que alguem mata o padre que o esta ajudando e ele retorna à ação. Mas ele se torna uma pessoa triste por isso. Isso tudo acontece nos dois primeiros games (que não terminei pois é muito dificil memso huahua)e não sei toda a historia mas existem varios momentos marcantes e emocionantes nos games que transformam Hitman em um personagem interessantissimo. coisa que infelizmente não acontece no filme, o que é uma pena. Max Payne tambem seria um ótimo filme se soubessem trabalhar o personagem maravilhoso e dramático que tinham nas mãos. E o mesmo serve para Wolverine. fiquei muito decepcionado com essas adaptações. Minha esperança esta em The Watchmen que ainda não passou na minha cidade (e nem vai passar, fiquei surpreso com Wolvie na sessão de 0:00 do dia 1/05 hehe).

Flávio br

5/5/2009 9:03:18

Geosman F. L. Junior

Pablo (Villaça) sei que não é o assusto em questão, mas...
Ultimamente tenho lido várias listas sobre filmes diretores e atores. Na maioria das vezes Katharine Hepburn está sempre em primeiro ou segundo lugar entre as melhores atrizes. gostaria de saber o que fazia dela tão boa atriz. Já tentei ver alguns de seus filmes, mas moro no interior de Goiás, e nas locadoras dqui só se encontra blockbusters.

Obrigado pela atenção.
Espero resposta.

Geosman F. L. Junior br

5/5/2009 10:59:09

Renato Pastor

Aí Pablo, falando em críticas, vc foi citado no The Agony Booth (sobre o filme mamma mia):

"it's just not very good. I'm not alone in this opinion. According to Rotten Tomatoes, 163 reviewers came together to give Mamma Mia! a mediocre 53%. Most agreed with Pablo Villaca, who said, "Mamma Mia! Beatles? Não, é ABBA! Ai, ai! O filme nunca acaba!"

HAhahAHh

Renato Pastor br

5/5/2009 11:01:29

Renato Pastor

Ah, esqueci, e aquie sta o link para o "recap" inteiro, vale a pena: www.agonybooth.com/agonizer/Mamma_Mia__2008.aspx

Renato Pastor br

5/5/2009 13:33:39

Lucas

Em seu momento mais sólido como diretor (numa carreira que se auto-destruiria pouco depois), Bogdanovich cria um monumento à melancolia.


E Paper Moon (73)?

Lucas us

5/5/2009 13:35:16

Pablo

Lucas, gosto do Lua de Papel, mas acho A Última Sessão de Cinema infinitamente superior.

Pablo

5/5/2009 16:17:58

Alê Camargo

Pablo, soube do Dom DeLuise? Mais um que se vai...

Alê Camargo br

5/5/2009 23:28:54

Fábio Henrique Carmo

Ei, "Desencanto" merece 5 estrelas!

Fábio Henrique Carmo br

8/5/2009 10:00:33

Alex Melo

Ano passado resolvi começar a ver os clássicos, e em Abril terminei a década de 40, então alguns destes eu vi estes dias....


Adoravel Vagabundo - Achei um bom filme. Pode ser o mais fraco dos clássicos do Capra (meus favoritos são 'este mundo é um hospício', e logicamente 'a felicidade não se compra'), mas não achei ruim, não.

As vinhas da ira - Baita filme, tanto no aspecto político, quanto nas atuações. E Peter fonda era um expetáculo (semana passada vi Rio Vermelho, mandando muito bem em Western)

Os melhores anos de nossas vidas - Filmaço, e Russel é impressionante, mais ainda tendo sido este o 1º e um dos únicos filmes da vida do cara. Talento nato!

Desencanto - Por incrível que pareça, gosto mais deste que do Lawrence do mesmo diretor. Pena que tão pouco conhecida es pérola.

Por último, acabo de ver Crepúsculo dos deuses, para iniciar os anos 50. Impressionante... vendo este, só espero o que virá com A Malvada, que disputou todos os prêmios com este no ano que saíram.

Alex Melo br

17/5/2009 1:09:46

G.O.B.

Cruzes, só foi assistir La Dolce Vita agora? E se diz crítico de cinema...

G.O.B. br

17/5/2009 2:00:32

Pablo

Além de covarde e canalha, como demonstrou em outro post já devidamente respondido, você também é analfabeto, pelo visto. Caso contrário, teria percebido que escrevi que esta lista era de filmes vistou ou REVISTOS recentemente.

Pablo

17/5/2009 2:01:53

Pablo

Ah, sim: como estarei no Paraná em junho, perto de você, portanto, talvez queira me encontrar pessoalmente para fazer suas acusações de "plágio". Seria interessante.

Pablo

17/5/2009 12:03:21

G.O.B.

Quanto amor, nem esperava ser respondido. Você podia aprender alguma coisa com o Reinaldo Azevedo e não dar atenção pra comentários de leitor "covarde", "canalha", "analfabeto" (se eu eu não sei o que é plágio, você sabe menos ainda o que é calúnia).

G.O.B. br

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