Ei, crianças.
Ontem foi um dia exaustivo. Como os aeroportos de Brasília e Confins estavam fechados em função do mau tempo, fiquei mofando por seis horas na sala de embarque do aeroporto. A situação estava tão feia que, em certo momento, um senhor que estava sentado no chão se levantou para beber água e tomaram seu lugar - o que me obrigou a ceder o meu para ele. (Publiquei algumas fotos da sala no Twitpic, para que tenham uma idéia do caos.) Assim, embora tivesse chegado ao aeroporto às 6h15 da manhã (o que me obrigou a levantar às 5h, para que pudesse pegar o ônibus da conexão aeroporto às 5h30), só fui embarcar quase às 13 horas, chegando a Brasília às 14h30. Como se não bastasse, a) o pouso foi terrível e quase me provocou um pequeno ataque de pânico; e b) depois de esperar por minha mala na esteira, descobri que ela não viera no avião. Fui encaminhado ao setor de bagagens extraviadas e, aliviado, descobri que ela conseguira algo que eu falhara em obter: um lugar num vôo anterior.
À tarde, fui ao Espaço ECCO para conhecer o local do curso e achei espaçoso e agradável. O telão e o som funcionaram bem e a turma (com 30 alunos) foi bastante simpática e respondeu bem à aula.
Estas viagens, aliás, têm sido interessantes. Uma das coisas curiosas é perceber como as pessoas são diferentes em cada cidade; não "melhores" ou "piores", apenas diferentes. Em alguns locais, os alunos se abrem imediatamente; em outros, precisam de uma ou duas aulas. Ali, fazem mil perguntas; aqui, quase não abrem a boca. Além disso, saltar do frio congelante de Curitiba para o tempo ameno de BH para o calor seco de Brasília é um lembrete impactante da extensão desse nosso país maravilhoso e de sua diversidade geográfica, climática e, claro, cultural.
Mas confesso que agora estou querendo parar um pouquinho - ao menos por um ou dois meses - para descansar. Estas viagens constantes são muito cansativas.