Intervalo para um breve comentário sobre as mulheres

by Pablo 30. outubro 2009 01:57

Estamos no fim de 2009. Já se foi o tempo em que o mundo aceitava que as mulheres fossem tratadas como escravas dos homens em qualquer esfera imaginável: sexual, profissional, doméstica, etc. Elas conquistaram o direito de voto. Lutaram para que pudessem ser vistas como iguais, não como seres biológica, intelectual e moralmente inferiores aos homens - estes, sim, criaturas notavelmente atrasadas. Dominaram o mercado de trabalho. Batalharam pelo direito de não serem hostilizadas ou consideradas putas apenas porque se liberaram sexualmente. A pílula, antes tabu, hoje é distribuída pelos governos mais esclarecidos. E se antes o lugar da mulher era "na cozinha" e cuidando da casa e dos filhos enquanto esperavam o maridinho chegar em casa para o jantar, hoje elas estão nas faculdades, tornando-se profissionais tão ou mais capacitadas do que aqueles que antes as dominavam e controlavam à base de força e preconceito.

Lindo.

Claro que elas ainda recebem, em média, bem menos do que seus colegas do sexo masculino para desempenharem as mesmas funções. Continuam a ser vítimas de estupro e violência doméstica em todo o mundo. Ainda estão longe de conseguirem representatividade nos governos da maior parte dos países.

Ah, mas estamos evoluindo, certo? As novas gerações concluirão o trabalho, esclarecidas como são, não é mesmo?

Oh, sim, evidente. Desde que uma mulher não se atreva a usar uma minissaia em uma faculdade, pois então será imediatamente seguida por uma turba de universitários aos gritos de "Puta! Puta!" até ser retirada do prédio sob escolta policial, num linchamento moral que remete à Inquisição. Os mesmos estudantes que, numa discussão de bar, certamente diriam que a prática do apedrejamento de mulheres "desonradas" em certos vilarejos muçulmanos é um "absurdo", "coisa de bárbaros", não hesitaram em atirar pedras verbais e morais numa colega que se atreveu a mostrar as coxas. Como ela pôde fazer isso? Conspurcar um ambiente sacrossanto com suas formas femininas, que todos sabem ser pecaminosas por natureza? Destruam-na! Humilhem-na! Impeçam-na de retornar ao convívio dos Bons! Se matá-la é impossível, assassinemos seu espírito! E se alguém questionar esta atitude, afirme que ela também "fez outras coisas", além de usar a minissaia - afinal, isto justificaria tudo, certo?

Não sei o que dizer, sinceramente. A cada vez que sinto-me ingenuamente tentado a acreditar que o mundo está melhorando, mesmo que a passos de tartaruga manca, sou trazido de volta à realidade. Um dublador que se recusa a emprestar sua voz a um ator num filme sobre homossexuais. Um pastor evangélico que prega, para um grupo de crianças, que a homossexualidade é uma doença. Uma jovem verbalmente queimada em praça pública por usar uma saia 10 centímetros menor do que o esperado.

Chega a doer, esta descrença na Humanidade. Mas se os nossos jovens agem assim, que direito tenho de sonhar num mundo mais iluminado para meus filhos?

Para encerrar, sei que este blog tem um número de acessos imenso. Tenho orgulho disso. E sei que conquistei esse "leitorado" não apenas em função do que escrevo, mas por respeitar quem me lê.

Mas há momentos para exceções e há aqueles que não merecem respeito algum.

Estatisticamente falando, é impossível que não haja um único leitor que estude na faculdade de São Bernardo do Campo  (Uniban) na qual o incidente (eufemismo) ocorreu. E provavelmente há muitos que conhecem alguém que lá estude. Pois para aqueles que participaram daquela "mobilização", digo sem reservas: vocês são uns imbecis. Uns Neandertais. Um desperdício de oxigênio. Aliás, mais do que isso: são desperdício de pele. Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade. Vocês desafiam o conceito de Evolução. 

E se você é mulher e se juntou à turba... Deus. Ainda bem que Rosa Luxemburgo, Simone de Beauvoir e Betty Friedan estão mortas e não tiveram que testemunhar seu legado sendo usado para que companheiras de sexo agissem com a mesma mentalidade símia dos machos que por tanto tempo aprisionaram seus corpos e espíritos.

(P.S.: Se no intuito de mostrar que você é esclarecido e evoluído resolveu defender a jovem chamando aqueles que a xingaram de "viados"... má notícia: você também é um imbecil.)

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Comentários

30/10/2009 2:36:45

Yuri C.

Sabia que você não ia se aguentar nos 140 caracteres. ^^

Yuri C. br

30/10/2009 2:40:02

Wally

Yikes. Não sabia deste "acidente". Realmente uma vergonha para a humanidade em sí, provando que, no plano geral, o ser humano ainda é bárbaro e primitivo.

Wally br

30/10/2009 2:47:10

Felipe Rocha

Se esses caras fazem esse showzinho todo por causa de uma minissaia, peço que os proibam de ir até a minha universidade, pois é provável que aconteça uma chacina!

Felipe Rocha br

30/10/2009 2:59:43

Antonio Ugá

Sabia que iria escrever um post sobre o tema. Concordo com grande parte do que vc disse, embora, mesmo que seja um exagero da ideia da sua parte (ou não), acho muito pesada a afirmação da esterilização, ainda mais quando sabemos que isso é fruto em grande parte da "socialização/educação" e não genética.

É muito triste ver que acontece isso numa universidade, fico feliz em acreditar que isso provavelmente nunca aconteceria onde estudo.

Antonio Ugá br

30/10/2009 3:28:12

Higgo

Concordo em todas as letras.

E aplaudo todos os xingamentos/ verdades - à flor da pele que fez aos bárbaros!!

Mas, por outro lado, receio que confundam a defesa da liberdade de ser vulgar, com a defesa da vulgaridade. Porque, no País em que vivemos, não duvido nada que logo, logo, a ofendida irá nesses programas da tarde, vitimada, logicamente, e disposta a divulgar o absurdo de que foi acometida. E talvez seja até canonizada como "Santa da Minissaia" ou modelo-dançarina do novo "Funk do vestido curto".

Temo por essa ação hipócrita desses universitários que se comportaram como bárbaros; mas também temo a contrapartida das mulheres-frutas. É um duelo difícil de assistir.

Higgo br

30/10/2009 5:12:05

Leandro Moraes

É uma coisa de orgulho, por exemplo, o homem que se dedica tanto na malhação e veste uma regata ou anda sem camisa. É a mesma coisa quando você se dedica a qualquer atividade (e não digo que só possa ser bom em uma coisa). Ou então a mulher nasceu com pernas (se tiver coxas finas também não pode usar minis-saia?) e está condenada a secar elas.

Vulgaridade é uma palavra pra separar um dos outros: Eu sou legal, você é vulgar. Uma prostituta de luxo se veste como minha irmã rica ou como a garota dos meus sonhos, então não é vulgar. Um prostituta de porto se veste com roupas velhas, essa é vulgar. Ora, a do porto só não veste como a minha irmã por que não tem grana ou não tem aquele "algo mais", como um dom pra decoração e esses fru-frus.

E se for em algum programa, que mal há? Aposto que este programa não é o que as pessoas que criticam assistem mesmo. Cada um com sua turma.

Leandro Moraes

30/10/2009 5:16:29

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30/10/2009 6:00:29

Érika Z.

Comentei no Twitter:

"Conheço quem estuda lá e por isso sei que ela fez mais que usar a tal saia. Parece que ela provocou mesmo. Não que justifique."

Infelizmente usei contados 140 caracteres para me expressar um assunto que é muito mais complexo que isso.
Em primeiro lugar, não aprovo a atitude de praticamente toda a faculdade. Realmente nada justifica uma pessoa sair escoltada e publicamente humilhada de seu lugar de estudo por usar uma minissaia. É uma atitude bárbara, sem dúvidas.
Mas, desde que fiquei sabendo do acontecido, estranhei uma faculdade inteira se revoltar por causa do comprimento da saia da garota e desconfiei que houvesse algo mais. Mais tarde veio a confirmação de um amigo que estuda na mesma instituição da moça: ela desfilava pelos corredores e passava nas portas das salas de aula instigando os garoto a saírem. Ela queria chamar a atenção e acho que ninguém duvida disso. Além, é claro, de nós vivermos numa sociedade que possui suas convenções, inclusive de vestuário. Assim como ninguém vai à praia de vestigo longo, não é apropriado ir à faculdade com a mesma roupa que se vai à balada. Eu não ofenderia a moça pelo figurino, afinal cada um sabe de si, mas não concordo com a escolha dela.

Repito: não justifica e não aprovo a atitude desses estudantes, mais certo seria ignorar a garota e seguir cada um com seus afazeres. Mas o erro deles, que foi grande e indesculpável, não apaga os escorregões que a menina também deu.

Érika Z. br

30/10/2009 6:28:54

Krowela

Sobre o comentário de Érika:

Se não justifica, porque dizer isso no twitter e aqui nos comentários? Se não justifica não há o que dizer.

Concordo com todas as palavras do Pablo. Se ela provocou os garotos acho que o problema é dela e os que se sentem ameaçados, não gostam, julgam como vulgaridade que ignorem a moça e quem está próximo dela e tem estima por ela que se responsabilize em avisá-la das consequencias do que ela faz.

Krowela br

30/10/2009 7:01:16

Rafael Lima

Pablo, eu não tenho dúvidas de que o mundo está melhorando. O problema é que, enquanto os preconceitos caem, os valores mudam e a violencia retrocede (E não falo só da violencia física ou da violencia urbana), aqueles que são violentos, que são preconceituosos precisam se manifestar de forma mais forte e brutal, pois estão começando a se sentir mais acuados.

Já tem algum tempo que esse fenomeno está acontecendo com a humanidade. Enquanto parece que a humanidade está tentando caminhar para alguma direção evolutiva, aqueles que não querem ter que "mexer a bunda" para acompanhar essa evolução (Seja por preguiça, seja por interesse) colocam todas suas forças pra freiar isso. Então, enquanto existe no mundo acontecendo algo como isso: www.marchamundial.org , existe também uma imprensa que se especializa em comentar como bandido deve ser morto, ou líderes religiosos dizendo que gays devem ser hostilizados, etc etc.

Eu acho que já passou do momento de, aqueles que percebem esse caminho evolutivo da humanidade, começar a chamar um pouco da responsabilidade pelo mundo pra si e começar a fazer coisas e se expressar também. Não podemos deixar que esses poucos que ainda acreditam na pré-história humana (E que, infelizmente, são poucos mas detêm boa parte do poder real) pareçam ser a maioria dominadora da coisa.

Não são, e não podem ser.

Rafael Lima br

30/10/2009 7:57:47

Luiz

É claro que é para ficarmos indignados com o que aconteceu, mas também não é para perdermos a esperança na humanidade. O mundo tem, sim, melhorado. Só que a moralidade evolui de forma bem mais lenta do que a inteligência e a tecnologia. Ainda há muitos imbecis por aí, que cometem essas barbaridades. E é claro que eu nunca defenderia os grupinho de seres atrasados que cometeram esse ato contra a moça, mas ela também deveria ter o bom senso de não ir com certo tipo de roupa para uma aula. Já reclamam tanto de que a universidade tornou-se um local de drogados, então para que tornar a situação ainda pior? Se cada um fizesse a sua parte, já estaríamos em um mundo melhor. Eles erraram, mas ela também.

Luiz br

30/10/2009 8:12:40

Astrogildo Peçanha de K. Brito

O povo acredita muito no que aparece na TV e no jornal, e pelo jeito você foi nessa onda, Pablo.

Tenho CERTEZA que tem mais nessa história que ela simplesmente ter ido de minissaia. Deve ter sido namorada de um, que largou pelo outro e acabou terminando com um terceiro, e aí os insatisfeitos chamaram grupinhos pra começar a zoar ela. Ou então alguém viu alguma foto "suspeita" dela em algum site e repassou pra todo mundo...

Não que eu queira dizer que é culpa dela, longe disso... A vida é dela e ela tem todo o direito de fazer o que quer que passe por sua cabeça. Só quero dizer que uma faculdade inteira não começa a zoar alguém do nada, só por uma roupa assim. Isso não aconteceria nem em estádio de futebol, só por causa da roupa. No máximo iria ter um coro de "Gostosa! Essa lá em casa! e etc" Tem uma "backstory" por trás disso, com certeza.

Astrogildo Peçanha de K. Brito

30/10/2009 8:48:48

Brasil Inteligente

É, coisa estranha... normalmente os homens adoram estas atitudes femininas, ainda mais na faculdade, com horário de verão... confesso que não vi a reportagem, mas pelo jeito, os caras foram infelizes no ato... belo post! De qualquer forma, eu discordo de uma coisa: O mundo está melhorando sim... Temos a liberdade de escrever tudo isso aqui sem ser julgado pela inquisição também! é um passo... falta agora conseguir mais e mais pessoas dispostas a expressar esses sentimentos é lutar pela melhoria da sociedade... abraço!

Brasil Inteligente br

30/10/2009 8:58:17

edu mazucato

é...essa historia esta mal contada pela midia... geralmente o bando de marmajoes iria disputar quem iria cortejar a mina e nao ficarem "espantando" ela xingando...
nunca vi esse tipo de coisa....

edu mazucato

30/10/2009 9:14:46

Valter

Pelos comentários de algumas pessoas, ela deve ter feito alguma coisa, pois uma faculdade inteira não ia fazer isso de graça. Mesmo que ela tivesse feito algo, e daí? Isso então justificaria o que foi feito? A questão aqui é o ato dos alunos daquela faculdade por si. Não há muito o que argumentar sobre motivações nesse caso, mas sobre o que eles fizeram.

Esse tipo de argumentação torta me lembra o que muitos homens acusados de estupro (muitos eram "homens de bem") usavam como defesa em um julgamento há décadas atrás: foi ela quem provocou, agindo assim, se vestindo assado, etc. Afinal, vários homens de bem não teriam feito isso de graça, teriam? O mais interessante é que muitos eram absolvidos.

Valter br

30/10/2009 9:18:01

Gabriel M

A questão é a seguinte: não importa se a história foi mal contada. Não importa se ela ficou se exibindo, se ela ficou se insinuando. Não importa se ela parou no meio da faculdade pra fazer um pole dance.

Qualquer pessoa com meio cérebro sabe que a atitude inteligente (como um universitário deveria ter) a se tomar num caso desses é simplesmente ignorar a garota, negar a ela o que ela quer: atenção (e veja bem, atenção e humilhação são duas coisas bem diferentes).

Ficar seguindo a mulher pra chamar de puta é digno de povinho de mente fechada que se sentiria mais confortável numa inquisição.

Gabriel M br

30/10/2009 9:36:06

=draupadi=

"Pois para aqueles que participaram daquela "mobilização", digo sem reservas: vocês são uns imbecis. Uns Neandertais. Um desperdício de oxigênio. Aliás, mais do que isso: são desperdício de pele. Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade."

combater violência com mais violência não vai nos levar muito além.
Além disso, mandar avisar a quem estuda na faculdade é só um jeito de alimentar uma ilusão de ótica de que o que aconteceu foi um fato isolado, em vez de admitir que o machismo está instaurado bem do nosso lado.
O sexismo está logo aqui.
www.csmonitor.com/2009/1013/p06s07-woam.html
www1.folha.uol.com.br/.../ult10116u643984.shtml

e detalhe para este texto da fAlha de SP, que justifica a necessidade da diminuição do Gap por meio de argumentos econômicos, ou seja, foda-se a necessidade de justiça. Antes de um ser humano, a mulher é um agente econômico. Como no caso dos gays, que primeiro tiveram de ser considerados "um ótimo nincho consumidor" para depois serem considerados cidadãos.

=draupadi= br

30/10/2009 10:21:31

André

Era um bando de homosexuais enciumados!... assim pode?

André br

30/10/2009 10:40:56

Rodrigo Maia

Também acho essa história muito da mal contada...
Não que justifique a atitude dos estudantes. Mas acontecem coisas tão ou mais graves que isso nas faculdades brasieliras (q tal os trotes sádicos da USP ou os eventuais estupros noturnos aqui da UnB?).

Mas acho arriscado reagir dessa forma, com essa virulência, a uma situação a que só tivemos acesso pela imprensa brasileira isenta e honesta, que tão bem nos informa sobre tudo e todos.

Que tal nos informarmos melhor antes d ir com as pedras? Que tal não sermos como o casal que viu maldade no pai que beijou a filha em Fortaleza,e foi tratado como pedófilo pela imprensa, por parte da solciedade e pela polícia?

Se eu estudasse lá, ou conhecesse alguém que estudasse, com certeza diria a vcs: Foi isso mesmo, ataquem! Ou... Não, não foi nada disso.

Vamos com calma...

Apressado come cru.

Rodrigo Maia br

30/10/2009 10:44:12

Paulo Vinícius

Pablo,
Sou teu amigo, viu...
sério, sou teu amigo;
e quero continuar sendo...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Paulo Vinícius br

30/10/2009 10:50:58

Paulo Vinícius

Pablo disse que esse pessoal são uns imbecis. Uns Neandertais e Um desperdício de oxigênio...
Mas ninguém se atreva a chamá-los de "viados" - ser viado é uma coisa terrível, não é Villaça....
melhor ser um Neandertal?

Paulo Vinícius br

30/10/2009 11:00:06

Pablo

Esse papo de "história mal contada" é um dos grandes indícios do machismo impregnado em nosso modo de pensar - e o tal "não que isso justifique" é perigosissimo: se não justifica, por que mencionar?

Sejamos diretos: mesmo que a menina tivesse sido pega transando com o diretor, o faxineiro e sete alunos ao mesmo tempo na escadaria da faculdade, isso não justifica aquele linchamento. Alias, o que precisaria acontecer para que um HOMEM fosse tratado daquela maneira?

Pablo br

30/10/2009 11:08:03

Guilherme Huyer

A cada ano minha porcentagem de concordância com as críticas do Pablo aumenta. Mas mesmo se eu discordasse de 90% do que ele escreve sobre filmes, eu continuaria a concordar em praticamente 100% com sua moral.
Pablo, concordo plenamente com o que tu disse aqui. 'História mal contada' é desculpa furada. Os envolvidos no 'incidente' são de fato todas as palavras que você usou para retratá-los. Parabéns pela coragem em manifestar isso.

Guilherme Huyer

30/10/2009 11:25:24

James Figueiredo

Concordo com tudo que o Pablo disse.

E esse papinho de "não que justifique" ou "história mal contada" é mais ou menos como dizer: "Não sou racista, MAS, assim, se fulano fosse um pouco mais clarinho, um pouco mais discreto, não seria discriminado".

A coisa toda se resume ao seguinte: A nossa sociedade, fundada em cima da merda da moral cristã, temperada com "sangue latino", precisa (PRECISA) punir mulheres que ousem desfrutar, exibir, ou mesmo se sentir confortáveis com sua sexualidade.

James Figueiredo br

30/10/2009 11:25:50

Rodrigo Maia

Há de se mencionar sim oras. Num caso como esse, qto mais coisas ficarem esclarecidas, menor é a chance d se cometerem eventuais injustiças em cima de outra grave injustiça.

Vc estava lá? Foi testemunha ocular do ocorrido? Acha q não precisa ser, ou q não precisa conhecer A FUNDO os fatos antes de se posicionar de forma virulenta?
Não é a favor do linchamento da moça (também não sou)...

Mas e quanto ao linchamento dos imbecis?

Mesmo que os seus adversários se extremem, vc não pode se dar a esse luxo.
Senão, não será melhor que eles.

É como vc falou qdo contou sobre os camaradas que pegaram seu lugar na mostra.
Por que não teve a mesma atitude que tiveram contigo? Porque não recorreu à violência física ou verbal? Porque temos que ser melhores que isso, ou o convívio social vai por água abaixo.

Cuidado com os extremos...!

Rodrigo Maia br

30/10/2009 12:05:41

Maíra

Felipe Munhoz,

Não acho que Pablo deteste conservadores. Conservadores educados e estudados são bons para conversar, discutir. Alguns deles são mais inteligentes que certas pessoas da esquerda. O problema são conservadores como você, abortos da era Reagan, a direita "burra", cada vez mais numerosa que só sabe ficar na defensiva (como você acabou de fazer) ao invés de argumentar de maneira inteligente (talvez por não ter capacidade).

Maíra br

30/10/2009 12:13:11

Rafael Ramos

Vi um dos videos e sabe o que pareceu? Que a menina estava numa penintenciária.

A Uniban, visualmente, parece uma penitenciária. Muitos alunos estavam se manifestando como se fossem detentos que há meses não viam mulheres. E só mesmo em penitenciária para você sair do lugar escoltado por policiais senão os 'detentos' te engolem.
Lamentável. E o pior é saber que esse pessoal representa uma parcela supostamente pensante da sociedade.

Rafael Ramos

30/10/2009 12:50:49

Lisandra A. Suzuki

Também concordo com o Pablo, tanto no post em si como no comentário logo acima. As pessoas acabam se aproveitando desse "zona cinzenta" para colocar sua hipocrisia em prática.

E até hoje ouço o bordão "eu traí-menti-violentei porque fulana provocou". Tenha dó, traiu-mentiu-violentou porque QUIS! Bastava dizer NÃO e pronto! Quem não quer de verdade, não faz! Tem livre arbítrio, não tem? Trate de usar.

Lisandra A. Suzuki br

30/10/2009 13:15:21

Renan Angelicci

C-A-R-A-L-H-O! Eu só fiquei sabendo dessa história agora, através do post do Pablo. E, quando li, imaginei que fosse algo "pequeno" (e não estou destituindo de gravidade a atitute), algum tumulto condenável causado por um grupo de 20, 30 alunos imbecis no máximo.

Até que fui pesquisar o ocorrido e ver o vídeo de uma reportagem. É indizível, simplesmente. Puta que me pariu. Nós somos um bando de Neandertais, de fato.

Renan Angelicci br

30/10/2009 13:31:39

Paulo Vinícius

Felipe e Maira...

Se querem se desentender, esse não é o melhor lugar...
antes de escrever leia o post e comente sobre "ele"...
Este é um blog usado para informação ou para conhecermos melhor o crítico Villaça até onde eu sei!
Lamentável esses insultos entre leitores... Só quem perde é o Diário de Bordo!

Paulo Vinícius br

30/10/2009 13:41:14

Eduardo

Não tinha ninguém na hora pra abrir a mala do carro, ligar a caixa de som, sintonizar a faixa 5 e dançar a coreografia de BEAT IT (que eu adoro), do Michael?

Assim todos sairiam em paz, como em Stockholm:

http://tinyurl.com/n3386o

;)

Eduardo br

30/10/2009 13:53:22

mirella lucena

eu me divirto mais lendo os comentários do que o texto em si! bravo!

mirella lucena br

30/10/2009 14:15:20

Felipe Fonseca

Concordo com você, Pablo.

E o comentário da Érika mostra exatamente a mentalidade das pessoas que executaram o ato. Mais uma vez, se "não justifica", por que sequer citar?

"Praia não é lugar de ir com roupa comprida"? Quer dizer que se você visse um muçulmano, um crente ou mesmo alguém com uma doença de pele ou simplesmente alguém tímido, ou ainda, uma pessoa que resolveu ir à praia, sem motivo, de roupa comprida, você acharia errado? Reprovável? Que a pessoa está "pedindo" pra ser escorraçada?

Faça-me o favor...

Já vi esse tipo de humilhação pública acontecer pessoalmente. E escrevam o que digo: aqui se faz, aqui se paga.

Felipe Fonseca br

30/10/2009 14:24:37

André

A intenção foi boa. O texto, não. Por que ela chamou a PM? As reportagens dizem que ela só foi xingada quando estava sendo escoltada pra fora. Ela estava sendo xingada antes? Ou chamou a PM porque ficou assustada com o assédio? Nesse caso, os alunos podem ter pensado "po, a guria vêm usando uma saia que é quase um cinto, e aí quando os homens começam a olhar, ela chama a polícia e se faz de vítima pra aparecer ainda mais?".

NÃO QUE JUSTIFIQUE (não sei em qual artigo da lei está escrito que é proibido dizer "não que justifique" em discussões, mas vou ignorá-lo) os palavrões da galera. Mas, no caso, os xingamentos seriam menos do preconceito por ela usar uma minissaia e mais pra responder à atitude exibicionista e arrogante da moça. Pessoalmente eu acho errado, mas, fazer o quê, se todos pensassem que nem eu, Fábio Rochemback não seria titular no Grêmio.

Ah, e coloque um homem na faculdade usando a mesma minisaia que essa guria estava usando. Não dou dois minutos pro cara ser chamado de viado.

Machismo é um problema grande da nossa sociedade. Aparentemente, o feminismo também.

André

30/10/2009 14:38:52

Chemis

Nossa, quanto comentário sem noção por aqui....
Não se justifica, não tem explicação e digo mais: se feminismo é tratar as pessoas com o mínimo de dignidade, então realmente sou feminista.

Chemis br

30/10/2009 14:43:03

Eric

É triste observar como as idéias do Hitler e outros menos cotados, podem ser sempre usadas em prol da extirpação do pensamento de quem nos desagrada:

"Pois para aqueles que participaram daquela "mobilização", digo sem reservas: vocês são uns imbecis. Uns Neandertais. Um desperdício de oxigênio. Aliás, mais do que isso: são desperdício de pele. Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade. Vocês desafiam o conceito de Evolução."

Sim... o conceito de evolução é realmente desafiador... haja visto que ela (a evolução) realmente só "brilha", em termos de sociedade, quando baseada na razão e na verdade. Quando se joga esses dois quesitos no lixo, a gente deve sempre se perguntar no intuito de se defender: "-Onde diabos vcs esconderam os apedrejadores?". E isso se aplica aos alunos a fim de uma algazarra, a dama de vermelho e ao PV.

Bem, fica-se no aguardo de algum aluno participante do "evento" postar informações idôneas.

Felipe Dias, kd vc??

Eric br

30/10/2009 15:00:53

Ra

evolução não existe.

Ra ae

30/10/2009 15:06:03

André Pizani

Pablo, eu entendo o comentário da Érika e discordo profundamente de você no ponto "se não justifica, por que mencionar?". Mesmo que não justifique, é sempre importante mencionar tudo para que conheçamos mais da história e tenhamos mais informações para analisar. Senão podemos ter opiniões precipitadas. Mesmo que você discorde da Érika, não retire dela o direito de mencionar o que ela achou relevante. Ela afirmou que sabe que o que a tal menina fez não justifica - e não justifica, mesmo - mas, talvez, ela tenha imaginado que seria correto que soubéssemos que a menina também cometeu algum erro que, de forma alguma, é apagado pelo erro dos alunos da universidade.

Eu não estou defendendo os alunos, concordo com você que eles agiram como imbecis. Mas achei importante dizer que eu compreendo as intenções da Érika, concordando ou não.

André Pizani br

30/10/2009 15:17:43

Denise

Pablo,

Concordo com tudo o que você escreveu no seu artigo! Parabéns a você! Como o gênero homem, em sua maioria, ainda é machista, atrasado, imbecil... E esse fato se passou numa faculdade! Sabe que, quando li a notícia, fiquei buscando motivos, como se não acreditasse. Fiquei achando que a reportagem estava incompleta ou eu não havia lido com atenção.
Lamentável, absurdo, patético. PATÉTICOS esses universitários!
Um beijo pra voce

Denise br

30/10/2009 15:19:59

Érika Z.

Eu ainda fiz questão de enfatizar que discordo da atitude deles, mas enfim.

Por que mencionar? Porque desde que eu me entendo por gente aprendi que nenhuma história, por mais simples que seja, possui apenas um lado. Existem várias versões de um mesmo fato e ignorá-los é ser superficial e simplista. Cito o outro lado - as atitudes da garota - porque acredito que todo ser humano age motivado por alguma coisa, mesmo que para cometer atos bárbaros. Eu gosto de analisar uma situação em todas as suas nuances, simplesmente assim. Sou fascinada pelos sentimentos humanos, por analisar algo até chegar no princípio de tudo. Até mesmo um assassino condenado tem direito de defesa.

Aos que perguntaram "por que mencionar", desculpas sinceras por não ter lido a parte que diz que apenas os que concordam integralmente com o texto do Pablo poderiam comentar e dar sua visão.

Érika Z. br

30/10/2009 15:25:38

Pablo

Felipe Munhoz, mensagens apagadas. E se não voltar mais a este blog, será um favor.

Pablo br

30/10/2009 16:13:47

Diogo

E cito ”Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade. Vocês desafiam o conceito de Evolução.” Hitler tb tinha essa concepção a respeito dos deficientes mentais, judeus, ciganos e homossexuais...

Diogo br

30/10/2009 16:16:42

Diogo

pablo não larga essa veia neocon

Diogo br

30/10/2009 16:59:35

Marco Peixe

Caramba... Fiquei conhecendo este caso somente aqui pelo post do Pablo tb...
Sempre converso com amigos sobre o comportamento das pessoas quando participantes de grandes grupos. É impressionante ver como indivíduos, em uma multidão, fazem coisas que provavelmente não fariam sozinhos! Como é o caso das torcidas em jogos de futebol...
Como já disseram aí em cima, isso só mostra como o ser humano ainda é bastante primitivo!

Marco Peixe br

30/10/2009 17:17:19

Eduardo Sandrini

Nossa, realmente vale a pena ver o video da reportagem (pra quem ainda nao viu) para entender a grandeza do q aconteceu.
Mesmo após ler o texto do Pablo e ler os comentarios aqui eu ainda assim nao fazia ideia do tamanho da calamidade.
É realmente para se preocupar quanto ao nosso futuro, até porq, esse preconceito infelizmente nao é algo isolado q so aconteceria em uma faculdade do Brasil.

Eduardo Sandrini de

30/10/2009 17:20:38

MarceloMaia

Bem amplo e cabuloso o cenário de sua reflexão, Pablo
Já o exemplo em questão, não me parece tão surpreendente... se vc olhar bem, verá um ou outro diariamente, talvez de menor intensidade que o citado...
Seria o exemplo citado, pior que os demais? Como falar em 'graus de bestialidade', se são de bestialidades em si que falamos?
(ih... me segura que é melhor...!)

Enfim, trago um testemunho de seu conterrâneo, Chico Xavier, narrado por um amigo seu, que casa bem com teu incômodo:

"Em uma de nossas inesquecíveis reuniões informais na já referida 'sala de luz', da casa de Chico Xavier, na presença de tio Urbano, minha esposa Tânia e outros companheiros, alguém abre diálogo, mais ou menos assim:
- Chico! Quanta gente ruim está na Terra! Toda hora a gente só ouve notícias de violências, crimes hediondos; a mídia somente divulga notícias tristes, sempre um mar de violências, um banho de sangue. Piorou muito a condição da Terra!
Chico observa-o em seu mutismo mineiro, como quem não quer nada, para logo dizer:
- Meu filho, você se enganou. A Terra nunca recebeu tanta gente boa como agora.
Saímos e, em nossa viagem de volta, por nossa tela mental, aquela assertiva de Chico deu-nos preocupações, pois até então compartilhávamos do pensamento do anônimo amigo.
Depois de algumas horas de viagem de retorno a Goiás, desfila-se em nossa mente o pensamento em sintonia com as palavras do Chico. É verdade, hoje temos creches, abrigos de idosos, escolas públicas com material escolar gratuito, merenda escolar, faculdades e universidades públicas, hospitais públicos, além de inúmeras instituições religiosas e filantrópicas preocupadas com os carentes. Todos os bairros de nossas cidades são assistidos pela sopa fraterna e pelos prontos socorros espirituais.
O Chico sempre com a razão. A Terra nunca recebeu tanta gente boa como agora!
"

...do Livro "Chico Xavier – Fonte de Luz e Bênçãos"
(Urbano T. Vieira, Dirceu Abdala)

Penso que é favor não tentarmos macular essa crença/sentimento...
Para alguns, ela é coluna vertebral, eixo estruturante e motivo de ação!

Legal é tentarmos ver o caso aqui exposto, e aqueles a que me referi mais acima, como "exceções que confirmam a regra". E assim, fecho com Rafael Lima:
eu não tenho dúvidas de que o mundo está melhorando. O problema é que, enquanto os preconceitos caem, os valores mudam e a violencia retrocede (E não falo só da violencia física ou da violencia urbana), aqueles que são violentos, que são preconceituosos precisam se manifestar de forma mais forte e brutal, pois estão começando a se sentir mais acuados.

MarceloMaia

30/10/2009 17:42:28

carlos

Ah, andré... pq ser homossexual é realmente a escória, certo???
patético!

Hétero (homem) faz mto mais estupidez segundo a maioria dos acontecimentos q temos notícia.

carlos br

30/10/2009 17:46:58

Pedro S.E.

"Sejamos diretos: mesmo que a menina tivesse sido pega transando com o diretor, o faxineiro e sete alunos ao mesmo tempo na escadaria da faculdade, isso não justifica aquele linchamento. Alias, o que precisaria acontecer para que um HOMEM fosse tratado daquela maneira? "

Pronto, fechou com chave de ouro.
Também gosto de pensar que o mundo se esforça para melhorar, e é bom pensar em pequenas gentilezas e camaradagens do dia-a-dia, num esforço justamente disso: de fazer desta vida algo que valha a pena.
Contudo, cedo ou tarde acabo lembrando justamente de posts como o do Pastor Evangélico (citado neste novo) e do casamento homossexual proibido por votação nos EUA, que vc chegou a postar um vídeo sobre aqui no blog.
Na hora de fazer fiasco por bobagem, o povo é ótimo em trabalhar junto.
Lamentável.

Pedro S.E. br

30/10/2009 17:49:30

Humberto de Souza

Discussão sobre o caso agora, às 17h50, no Geraldo Brasil, da Record. Não percam! ;)

Humberto de Souza br

30/10/2009 18:33:45

Alex Melo

Que história mal contada o quê!
Nada, absolutamente NADA justifica nem de longe o que aconteceu ali...
Mesmo que tivesse ido atrás de todos os homens da faculdade, nada jamais vai justificar aquela coisa absurda.

E as mulheres também - nada que a mina fez justifica a reação delas, tão estúpida quanto. Dá medo só de assistir algum vídeo sobre o assunto.´

É absurdo e pronto.

Alex Melo br

30/10/2009 18:36:11

Achilles de Leo

Pessoal, eu ainda nao vi um único video ou qualquer imagem desse caso... Entao nao sei como aconteceu, o que foi dito e feito exatamente.

Pelo que li, okay, foi desprezível e tal esse bando de tapado gritando "puta" por causa de uma minisaia. Mas... tem alguma coisa estranha nisso...

Tipo, quando um bando de homens se reune em volta de uma gostosa "exposta", quando nao rola algum atentado sexual, eles ficam dizendo coisas como "gostosa" "vou te comer" ou algo mais baixo. Não gritando puta como homens gritavam "bruxa!" na idade média.

Ou seja, parece que há alguma coisa não contada nessa história. E só martelando... Qualquer merda que a menina tenha feito, nao justifica (okay, já disseram isso mil vezes) a reação dessa galera, mas explica.

Violência nunca é certo (as vezes inevitavel, mas nunca certo). Mas é difícil não reagir quando se é provocado.


Os estouradinhos de plantao que o digam.

Achilles de Leo br

30/10/2009 18:37:20

vinicius Carlos Vieira

num li tudo por que num tive saco nenhum... mas a culpa é do segundo que gritou puta, se ele tivesse dado um tapa na cabeça do primeiro e mandado ele calar a boca teria resolvido o problema... só li de relance alguém falando que "ela deve ter feito alguma coisa" uma vez um policial falou a mesma frase para mim por que um velho disputou um vaga comigo em um supermercado e depois me perseguiu pela rua me ameaçando com uma chave de roda, parei na frente de um DP e contei a história pro cara e ele falou na minha cara "Você deve ter feito alguma coisa", eu sai aindando querendo "fazer alguma coisa com o PM"... por isso num interessa se ela fez ou não fez, porra linchamento (ainda que moral) é foda... só depois disso tudo tenho a impressão de que ninguém daqueles FDPs que ficaram chingando a mina vai bater no peito e falar que fez!!! sabem por que??? por que sabem que se o cara ao lado deles (o segundo) tivessem mandado eles calarem as bocas eles teriam calado...

vinicius Carlos Vieira br

30/10/2009 18:44:00

Alex Melo

Práqueles que não viram o vídeo, vejam então.. não foram 20 ou 30 pessoas, mas uma faculdade inteira, umas 700 pessoas em 3 ou 4 andares formando uma roda para xingar a menina.

Na CBN falaram que chegaram a cuspir nela (se é verdade, aí já não sei).

E alguns aqui iniciaram mais uma vez um debate Esquerda X Direita(conservadores) - desculpem, mas não consegui entender o que tem a ver esta história sem noção com este tipo de debate. Eu, hein...

Alex Melo br

30/10/2009 18:56:45

Rone

Citando John Doe: "Não me peça para ter pena daquelas pessoas. Eu não choro por elas mais do que choro pelas milhares que morreram em Sodoma e Gomorra...." O que será que aprendem naquela instituição?

Rone br

30/10/2009 18:59:27

Júlio

Pelo pouco que sei deste caso parece que a menina foi com uma roupa bem vulgar para faculdade.Nada justificaria tal atitude destes imbecis mesmo.Se a moda pega hein ??? Porque mulher usando traje vulgar é que não falta no Brasil,seja nas ruas ou na TV.Mas imbecil é imbecil,tambem tem em todo lugar até nas faculdades.Qualquer pessoa normal que não goste de pessoas vulgares,eu por exemplo detesto,simplesmente não ia querer aproximação com a moça e nada mais.Isso foi na grande São Paulo hein !!!! oh roça !!!!
PS:A moça já está nas tvs,será quando ela sai na playboy? Eu sei,problema da moça.

Júlio br

30/10/2009 19:16:52

vinicius Carlos Vieira

tava lendo uma materia no G1 sobre o caso e no mesmo momento me veio a imagem da crianças do livro "Senhor das Moscas" atuando diante de uma obrigação maior com seus semelhantes, apredejando e matando não por achar certo ou errado, mas sim por que ao seu lado estava fazendo a mesma coisa... fiquei triste com a humanidade...

vinicius Carlos Vieira br

30/10/2009 19:24:08

Não Sabio

Concordo com tudo Pablo, infelizmente li atrasado e estou muito afim de ler o que todos falam, pois o conteúdo é vasto.

É triste que tudo isso tenha ocorrido justamente numa faculdade, local onde o ensino deveria ser superior, onde a reflexão sobre cidadania, direitos humanos e justiça sempre deveriam ser lembrados e estudados com razão, lógica e bom senso, independente do curso seja ele mais prático, técnico, teórico ou acadêmico.

Não sei se peço para minhas amigas terem medo ou pavor, pois se ocorre isso nas mentes jovens e "abertas" imagina o zé povão!

Nada justifica o ocorrido, mas está bem mal explicada esta história, na era da web, blogs, twitter, talvez esta menina não era tão santa, e com certeza pagou mais do que devia.

Pablo, por gentileza, me responda uma coisa, quando você vai criar um post defendendo a causa dos negros?!

Pois ontem eram os gays, hoje são as mulheres, mas não são a única minoria que sofre no Brasil e no mundo.

Não Sabio br

30/10/2009 19:43:02

Aquiman Costa

Foi lamentável o ocorreu com a garota. Lamentável.

Aquiman Costa br

30/10/2009 19:53:53

Leo Saberto

Interessante como muitos brasileiros na internet estao se indignando com o tal video. Alguns usam o video como prova de que somos uma nacao de terceiro mundo, outros o veem como evidencia de que ainda somos um povo muito moralista. Minha reacao foi um tanto diferente.

Por incrivel que pareca, eu nao me surpreendi com o video. O motivo? Nasci em SP e por isso sei que tipo de aluno é aceito em faculdades como a UniBan. A unica coisa que esse video prova é que o ensino do Brasil continua desigual, pois é triste constatar que num mesmo estado voce tem exemplos tao nitidos do melhor e do pior tipo de universidades.

Isso vai soar meio elitista, mas no colegial eu tinha um professor de matematica que dizia que quem nao fosse bem na aula dele teria que estudar na UniBan. Logico que isso era brincadeira, mas como voces sabem, toda brincadeira tem um fundo de verdade. E a verdade esta no tal video onde vemos a garota sendo escoltada pelos policiais.

Triste? Com certeza. Surpreeendente? Nao acho. Ja dizia o ditado: "De onde menos se espera, é dai que nao sai nada mesmo".

Leo Saberto us

30/10/2009 20:14:08

Thiago Lucio Oliveira da Silva

Eu acho que o Pablo deu uma exagerada. Eu acho revoltante e deprimente que esse comportamento da garota tenha ganhado essa dimensão, mas sem querer entrar no mérito de julgá-la, a minha linha de raciocínio vai de encontro com aquela de que existem roupas adequadas para cada lugar. Sem saber o tamanho da minissaia, acho que não é a vestimenta mais adequada para ir numa faculdade. Se fosse para uma festa e tal, blz. Nos tempos de faculdade eu tinha aula aos sábados de manhã e era comum as garotas irem mais à vontade nesse dia, mas nada que provocasse tanto a esse ponto.

Se ela tem o direito de usar a roupa que quer, quando quiser? Ok, concordo. É um direito dela, mas ela está ciente do "risco" que corre. E como comentei, achei uma reação exagerada por parte da faculdade, mas nesse ambiente uma simples manifestação de reprovação pode gerar um efeito dominó incontrolável que ganha os corredores num instante. Sempre quando eu vejo uma mulher de minissaia na rua, eu observo, além da beleza escultural que é valorizada, que muitas delas ficam puxando a roupa pra baixo ou quando sai com uma roupa mais decotada e fica toda hora colocando o cabelo na frente ou puxando pra cima ou pro lado. Eu penso: pra que sair de casa pra depois ficar o tempo todo se arrumando?

Não acho que é o final do mundo, embora considere que tenha sido uma reação exagerada. Vida que segue...

Thiago Lucio Oliveira da Silva br

30/10/2009 20:29:31

Marcos Costa Melo

Confesso que quando vi essa bobagem na TV até demorei um tempo para acreditar. Absolutamente lamentável. Só não me decepciono mais porque já sou um descrente no ser humano há muito tempo.

Marcos Costa Melo br

30/10/2009 20:45:50

Ceila Santos

Hummmmmmmmmmm...Também estou indignada com a manifestação ofensiva, mas julgar o erro dos estudantes com tantos adjetivos soa um pouco com o que eles próprios fizeram com a estudante, não? Acho que a reação coletiva na universidade aponta para aspecto social que está no nosso cotidiano e pra nos revoltarmos contra isso precisamos reagir de forma construtiva. O que esse bando precisa aprender agora? Será que, apesar de tudo, não temos condições de reverter uma cultura dessa. Eu queria muito saber quais são as tais medidas disciplinares que esse bando vai ter porque é a impunidade que perpetua a moralidade preconceituosa

Ceila Santos br

30/10/2009 20:46:43

André Nique Costa

"Ah, andré... pq ser homossexual é realmente a escória, certo???
patético!"

Onde eu falei isso? Tua homofobia acaba de IRROMPER através da falsa casca do politicamente correto agora, rapaz.

André Nique Costa

30/10/2009 21:26:44

carlos

Antes de tentar "falar bonito", vc não é o centro do mundo - assim como não existe apenas um andré nestes comentários.

carlos br

30/10/2009 21:28:17

paladino79

Enquanto lia o post do Pablo e os comentários do pessoal, achava que estava havendo um certo exagero e que deveria haver alguma outra explicação que não o simples uso de uma minissaia, por menor que fosse... Porém, agora que vi o vídeo, realmente, não há nada que justifique a reação da faculdade, é algo completamente absurdo!! Muito triste de ver, especialmente em uma faculdade...

paladino79 br

30/10/2009 22:08:45

Thiago Lucio Oliveira da Silva

Se as críticas são voltadas à manifestação agressiva e covarde dos estudantes contra a garota, acho justo. Agora eu também não concordo com o fato dela ir pra faculdade com uma minissaia.

Thiago Lucio Oliveira da Silva br

30/10/2009 22:11:24

Thiago Lucio Oliveira da Silva

Eu vi agora o vídeo da expulsão da garota e o que se nota é um bando de carniceiros...

Thiago Lucio Oliveira da Silva br

30/10/2009 22:26:21

Chemis

Thiago, mas acho que o fato é que não podemos nos impor independente de gostarmos ou não das escolhas que outras pessoas fazem. Eu posso achar a roupa que alguém usa tão de mau gosto que para mim não mereceria ver a luz do dia (e seeeeempre vejo). Mas, por que diabos eu me acharia no direito de exteriorizar isso? Ainda mais de forma tão 'carniceira', como você disse?
Se há um código de conduta na faculdade que estabelece o tipo de roupa adequada, ela poderia ter sido chamada a conversar com alguém que falaria a ela sobre isso. Nada mais.

Chemis br

30/10/2009 22:47:22

Oz

Pois eu acho que em uma faculdade ou universidade, como templos do saber, do ensino SUPERIOR, deveria ser permitod ir PELADO se quisesse.
Vim pro blog só esperando encontrar um post sobre o assunto e fico feliz que tenha encontrado. Quase vomitei de tanto nojo dessa gente.

Oz br

30/10/2009 22:59:30

Mary Graf

Nossa, também fiquei sabendo pelo seu blog, Pablo. Sinceramente, um absurdo. Sempre usei saias e vestidos curtos como bem quis, e juro que nunca imaginei uma situação como essa. A hipocrisia das pessoas é uma coisa incrível! Aposto o quanto quiser que os mesmos caras que rechaçaram a garota publicamente estavam loucos pra ter uma chance com ela. E não importa se ela seduzia ou deixava de seduzir quem quer que fosse! Que tipos de caras são esses que humilham alguém pelo simples fato de essa pessoa demonstrar algum tipo de interesse? E eu duvido muito que ela tenha feito alguma coisa para todos aqueles que a linxaram! Eu ein...
A ignorância de alguns dos alunos da tal UNIBAN ficou ainda mais explícita pra mim depois de eu ver o seguinte post na comunidade da universidade, no orkut:

"ABAIXO ASSINADO - expulsão da loira obesa da facul
Verdadeiros alunos, venho por meio desta tentar organizar um abaixo assinado requerendo a saída de nossa "gordinha cara estragada" da universidade.

Por culpa dessa devassa, nossa universidade está sendo motivo de piadinhas, como: 'unibandidos, unibambi, etc".

Nossa universidade, diferentemente de outras, sempre prezou pelos bons costumes, pelo estudo, educação e não é umka boate, um prostíbulo.

VAMOS LUTAR POR NOSSA INSTITUIÇÃO, NÃO ABANDONAREMOS VOCÊ, UNIBAN, CONTE CONOSCO!"

O link: www.orkut.com.br/Main#CommMsgs

Tsc, tsc

Mary Graf br

30/10/2009 23:07:49

MarceloMaia

Curioso ver gente, aqui nos comments, usando termos como cidadania, direitos humanos e etc. para, logo em seguida, invocarem classificações como "zé povão"... e, ridicularmente, se verem "acima" destas...

Só lembremos que democracia sustenta-se numa unidade (embora hoje inatingível) denominada povo. E nela estamos, eu, vc, a moça da minissaia, o Lula, os eleitores do Serra e os caras que tomaram o "lugar do Pablo" no cinema...

É bem interessante ver nessa manifestação, bem como em outras aqui e acolá, aquilo que o filme Zeitgeist trata ao falar da promoção de um senso de divisão completamente desencaixada do sentido humano de poder e realidade, perfeitamente exemplificado por classificações como religião, patriotismo, raça, classe social e todas as outras formas de identificação separatista. Nesse sentido, um trecho do filme diz:

"Na nossa cultura somos treinados para nos diferenciarmos uns dos outros. Então ao olhar para outra pessoa, sua reação é imediatamente inseri-la num modelo - branco, esperto, burro, velho, moleque, rico, pobre, gay, alto, etc. E fazemos todas estas distinções dimensionais, colocando o outro em categorias e tratando-o dessa maneira específica. Daí conclui-se que só vemos os outros separados de nós, da forma em que os mesmos estão afastados e caracterizados.
Uma das mais dramáticas características da experiência de estar com outra pessoa e, de repente, reparar que em certos aspectos ela é exatamente como você, e não muito diferente de você, é experimentar o fato de que a essência que há em você e a essência que há em mim são, no fundo, uma só...!"

MarceloMaia br

30/10/2009 23:14:39

Eric

Dudes, confesso que achei o quinto parágrafo desse post do PV, a cara dum jeito de "dizer" de um certo blogueiro de uma determinada revista semanal. Assim como achei que ele (PV) carregou por demasiado nas tintas ao falar em esterilização. Pois bem. Por curiosidade fui ver se o tal, aquele, missivista tinha feito alguma referência ao assunto.

PQP! Eu só tenho a dizer que, excetuando-se os ataques de sempre ao Lula, o RA não deixou pedra sobre pedra, deixando-me a incômoda sensação de que o PV até usou de luva de pelica ao tratar do assunto!!

Eu até que concordo com os dois, mas admito uma certa ressalva baseada na seguinte citação (aff!!): "Exerça seus DIREITOS, mas nunca esqueça que vem de brinde as devidas consequências na forma de seus DEVERES". A não aceitação de algo tão óbvio, recai no tal do relativismo moral; ou então não passa de pura e simples vigarice, já que nesse terreno não há espaço para a ingenuidade.

Eric br

30/10/2009 23:17:21

xlucas

Eduardo,

Valeu pelo link do video do Michael jackson (de quem eu sou fanzaço Smile ). Adorei.

Caso se interesse escrevi sobre o documentario "This is it", em meu blog:
womni.blogspot.com/.../...-it-michael-jackson.html

xlucas br

30/10/2009 23:40:26

Carolina Carvalho

Aplaudo de pé o texto.

Sem comentários sobre tamanha atrocidade.

Carolina Carvalho

31/10/2009 0:35:05

the end

QUANDO VEJO ISTO, TENHO VONTADE DE RIR SEM PARAR...ESTA VIDA É UMA COMÉDIA DIÁRIA. JÁ OUVIRAM FALAR DE COMPORTAMENTO DE MANADA? MUITO COMUM PARA QUEM TRABALHA EM MERCADO FINACEIRO. HÁ UMA CRISE ECONÔMICA! MEU DEUS VOU VENDER TODAS MINHAS AÇÕES, MESMO QUE ISTO NÃO FAÇA SENTIDO. OUTRO EXEMPLO? A GRIPE SUÍNA! QUALQUER ESPIRRO, OU TOSSE? MEU DEUS POSSO MORRER! VOU CORRENDO PARA UM HOSPITAL POR QUE POSSO MORRER.. É MAIS CONFORTÁVEL AGIR QUANDO VÁRIAS PESSOAS FAZEM A MESMA COISA. VAMOS GRITAR "PUTA" PARA A GAROTA QUE ESTAVA DE SAIA CURTA! VAMOS VOTAR NESTE CANDIDATO POR QUE TODOS ESTÃO VOTANDO NELE! VAMOS USAR O FACEBOOK, O i-PHONE,COMPRAR O ULTIMO LIVRO DA SÉRIE CREPUSCULO,ADORAR UM BEZERRO DE OURO, QUEIMAR UMA BRUXA NA FOGUEIRA... SÃO INÚMEROS EXEMPLOS...É MUITO CONFORTAVEL AGIR COMO A MAIORIA... ALGUÉM COMEÇOU A GRITAR "PUTA" E TODOS OS CARNEIROS, DIGOS ALUNOS, GRITARAM.. O SER HUMANO É SELVAGEM POR NATUREZA, COVARDE POR OPÇÃO... POR MAIS QUE EVOLUIMOS.. NUNCA ME SURPREENDE.. A ÚNICA COISA QUE É CONSTANTE EM NOSSA HISTÓRIA É A NOSSA IMBECILIDADE,,,

the end br

31/10/2009 0:57:53

Androle Normifi

Respondo ao posto do Pablo com uma paráfrase de Margareth Tatcher:

"A realidade é conservadora".

Sem mais.

Androle Normifi br

31/10/2009 2:24:59

Otavio

Considero o fato lamentável, pelo que sei a reação foi exagerada e absurda. No entanto, não tenho conhecimento de uma maior parte. Avaliar apenas um lado da moeda através de um videozinho no YouTube seria uma atitude extremamente preguiçosa. Penso que se a garota tiver feito algo para provocar possa justificar sim. Se até um homicídio possui hipóteses justificáveis (vide legítima defesa ou estado de necessidade), imaginem uma agressão verbal. Não importa que os fatos bastem para justificar, importa que eles venham à tona. À partir daí sim, poderíamos tomar algum partido.

Eu poderia muito bem criticar todo aquele barulho por nada na Uniban, simplesmente, porque não estava lá. Se eu estivesse, certamente, minha curiosidade me tiraria da sala para ver o que estava ocorrendo, contribuindo com a balburdia. Por que a certeza? Porque fui correndo procurar o vídeo no YouTube. É assim que multidões agem. Como o “the end” afirmou pouco acima: “é mais confortável agir quando várias pessoas fazem a mesma coisa”.

Outra coisa, uma pessoa em sã consciência não torceria expansivamente para o Vasco no meio da torcida do Flamengo. Se esse cidadão fosse linchado, seria muito óbvio condenar a multidão. Não que esta estivesse correta, mas por que a surpresa? É preciso agir conforme condutas. Se quiser agir contra, é preciso lidar com as consequências. Grandes líderes despontam assim, além de um enorme número de medíocres que só querem aparecer. Lembremos de programas como o Superpop e de casos como o garoto do balão. Se não era isso que a aluna da Uniban queria, sinto muito pelo acontecido. Se era, seria justo insultá-la de imbecil em praça pública? E, posteriormente, por escrito?

Fico orgulhoso com o nível do debate alcançado aqui e compreendo a revolta do Pablo e de outros. No entanto, eu creio que, em suma, os xingamentos de “puta” e “imbecis” pouco se diferem. Ora, todos foram proclamados ofensivamente na busca pelo que cada um considera correto. Justifica? Para mim, é possível. É legítimo? Se for o que chamam de “liberdade de expressão”, sim. No entanto, a verdade seja dita: se alguém dissesse hoje a uma multidão “quem nunca pecou, atire a primeira pedra”, provavelmente, essa pessoa sofreria graves lesões.

Otavio br

31/10/2009 2:36:34

Lucas

O assustador é que são "universitários", e o problema é que os genes defeituosos serão transmitidos. Comportamento decepcionante e, infelizmente, auto-perpetuante.

Lucas us

31/10/2009 7:35:01

Robson França

Não tenho palavras para descrever tudo isso. Se por um lado a atitude dos jovens é totalmente condenável, a sua atitude Pablo também não é a das mais louváveis. Pregar extermínio de "genes" (muito embora isso sejam memes) por qualquer motivo é tão condenável quanto chamar uma moça - independente do comportamento desta - de p...

Além disso você, Pablo, faz um expediente que se, inicialmente, é considerado normal em discussões, já está me enchendo o saco: quando alguém discorda parcialmente das suas idéias você desqualifica o discordante, e não a idéia do mesmo. Para mim, além de covardia, é incapacidade de discutir como um adulto. Sim, porque toda essa verborragia do Sr. não soa como a de um adulto.

Como você prega a tolerância se:
1) Procura e escolhe culpados, tal como os hebreus que preferiram Jesus à Barrabás?
2) Julga e pune exemplarmente, ainda que desconheça a situação como um todo?
3) Pune apenas um dos lados, desconsiderando os problemas do outro lado?

Me desculpe, mas se a moça fizesse sexo com o diretor, faxineiro, uns três ou quatro professores na minha escola, ela era expulsa. Escola é para estudar, para aprender, pesquisar e não para orgias. Alunos se aglomerando no melhor estilo da música "Geni" do Chico Buarque também não acontece em escolas sérias. Uma coisa não justifica a outra, pelo amor de Deus! Mas uma coisa também não "santifica" a outra.

Outra coisa: eta povo hipócrita que nós temos. Gritam aos quatro ventos: "nehandertais!" "estúpidos!" "covardes!", mas quando ocorreu a Festa da GV (procurem por essa história), não houve esse tipo de comoção. Quando deixamos os jovens hoje assistir novelas com conteúdo impróprio (muito embora as emissoras não considerem assim) estamos preparando terreno para esse tipo de comportamento, de ambos os lados. E não fazemos nada para impedir isso.

Ainda tem algo pior: imaginemos que os jovens e a universidade em questão sejam punidos disciplinarmente (o que espero que aconteça), e a moça continue com o estigma de "vítima" e de "santa" (vão pedir a canonização dela?). Na próxima vez teremos não uma, mas várias jovens vestidas e se portando como a moça em questão. Ninguém vai dizer nada, mesmo que seja para impedir que a escola/evento/parque/etc. se transforme em uma alcova. Se iremos impedir que a moça seja chamada de p..., também iremos impedir qualquer reação para evitar tal atitude que, embora não se compare ao escárnio de chamar uma moça de p..., também não é algo digno de ser feito por uma mulher. Quando lutamos pelos interesses das "minorias", não queremos que elas tenham mais privilégios do que o "homem-branco-heterossexual-trabalhador-com moradia", mas que tenham os mesmos direitos. Claro que as minorias têm uma defasagem provocada pelo preconceito e discriminação, e isso deve ser levado em conta, por isso sou a favor das cotas para negros em universidades.

Voltado ao mister da discussão: o maior perigo na defesa de minorias (especialmente quando não se é membro dessas minorias) é santificá-las ou endeuzá-las sem necessidade. Eu, se fizesse parte de uma minoria, me sentiria tão ou mais ofendido do que pelos que me ofendem por pertencer a uma minoria. É complicado, por isso não vou me ater a esse ponto.

Finalmente, três coisas:
1) A atidude dos jovens é condenável, não é justificável. Mas isso não significa que a atitude da moça também seja louvável. Uma coisa que detesto, sinceramente, é quando polarizamos um problema, de modo a separar o joio do trigo. Nada justifica a atitude dos jovens, e nada justifica o comportamento da moça. São dois errados. Claro que devemos relativizar, mas continuam errados

2) Eu conheço só uma pessoa que estudou na referida universidade, mas há muito tempo. Já estudei em universidades, já dei aula em universidade particular, e infelizmente essa mentalidade está se tornando comum em alguns lugares. A jovem entra com roupas sumárias (e a confusão de versões dessa história só piora a situação) e ninguém da administração da universidade não fala nada? Alunos se reunem para massacrar a moça, cadê os bedéis (inspetores)? A moça chama a polícia (atitude mais que correta, dadas as circunstâncias), e a polícia foi bem "rápida", ainda mais considerando a localização da escola (se foi no ABC, fica próxima à Rod. Anchieta). Em suma, estamos fazendo toda uma análise e julgamento com base em histórias da internet. Somos muito evoluídos também! Podemos até chamar esses jovens de neandertais, mas nossa atitude (nossa, pois me incluo aqui) não é muito diferente dos alemães na década de 30 que, inspirados pela propaganda do partido nacional-socialista, passaram a ter um ódio mortal de judeus e ciganos (ninguém lembra deles quando se fala de segunda guerra, né?). Se geramos ódio e desconfiança por um grupo de pessoas por tão pouco em termos de informação, no que nós estamos nos transformando?

3) Estou, a partir de agora, "desacompanhando" o site e blog do CeC. Nada pessoal, mas acho que essa desqualificação dos debatentes já está ocorrendo em algumas críticas. Respeito e admiro o seu trabalho, Pablo, mas acho que esse comportamento acaba influenciando negativamente no final das contas.

Abraços

Robson França br

31/10/2009 8:07:00

Pablo

Robson, não gosto de ver leitores antigos partindo, mas não posso obrigá-lo a ficar.

Boa sorte e grande abraço.

Pablo

31/10/2009 9:19:56

Pedro Alexandre

Parabéns, Pablo, foi um post fantástico!!!! Apoio praticamente tudo que escreveu, exceto a parte da esterilização, foi mto forte. Todavia, mais uma vez demonstra ser uma pessoa eloquente e bastante preocupada com os males do mundo, algo que tem se tornado mto raro hj em dia.

Pedro Alexandre br

31/10/2009 10:17:18

Priscila

"Se geramos ódio e desconfiança por um grupo de pessoas por tão pouco em termos de informação, no que nós estamos nos transformando?"

Muito bem, muito bem.

Priscila br

31/10/2009 11:27:34

Juliana Freitas

Procurar um motivo, o menor que seja, para justificar o que houve é, com certeza, dar razão aos carrascos.

Juliana Freitas br

31/10/2009 11:27:55

Júlio

Só pra encerrar:é claro que a atitude dos "universitários" não se justifica,ponto final.Mas é lamentável ver que as mulheres cada dia estão se vulgarizando cada vez mais:falando,vestindo,agindo como verdadeiras putas em qualquer ambiente.
PS:Concordo em muita coisa que foi dita pelo Robson França.

Júlio br

31/10/2009 12:16:30

Josemir Junior

Pablo diz que os jovens que xingaram quem denegriu a moça também são uns "imbecis"...mas, espere! O Próprio Pablo que diz isso não é o Pablo que linhas acima escreveu: "vocês são uns imbecis. Uns Neandertais. Um desperdício de oxigênio. Aliás, mais do que isso: são desperdício de pele. Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade." Existe uma contradição explicíta aí ou deixei de entender algum ponto?

Josemir Junior br

31/10/2009 12:27:36

Cássio Campos

Concordo que a atitude dos alunos tenha sido exagerada ao extremo, algo que simplesmente não entendo, mas... mas... mas, entendo a revolta em si (embora não sua exteriorização absurda)... na minha faculdade, tem um grupinho de alunas, inteligantes (uma já tem dois diplomas aos 25 anos), que ficam andando com roupas mínimas, decotes enormes e se insinuando para os alunos E professores... é essa a liberdade que as mulheres lutaram tanto? As mulheres querem ser consideradas iguais, e não intocáveis... donas da razão... sei que a grande maioria das mulheres nunca iria com uma mini-saia dessas num ambiente de ensino... e isso diz tudo... é a situação que reflete o caso...

Sim, a atitude dos alunos é exagerada, absurda, fora de contexto (mesma situação do ambiente - podia ser uma igreja), mas a atitude da moça também não foi das mais acertadas, para aquela situação...

Cássio Campos br

31/10/2009 13:20:39

Thiago


Ótimo, quando você fizer o mesmo alvoroço por pessoas que não poder entrar em Tribunais, Delegacias e órgãos oficiais trajando bermudas, chinelos e minisaias, me avise. Tong

Thiago br

31/10/2009 13:26:04

Yves Brandão

O tal do "não que isso justifique", neste caso, acho que está sendo utilizado para acrescentar informações que, embora não justifiquem em nada a atitude dos dóceis alunos (estudo em universidade pública e NUNCA isto aconteceria lá; infelizmente, porém, sei que no caso das particulares é um pouco diferente, mas ainda assim esse caso choca pelo absurdo), vão simplesmente trazer informações a mais.

O que quero dizer é que, ao cogitar a tal "backstory", não estamos de maneira alguma tentando justificar a atitude dos que fizeram isso, a intenção não é essa, mas apenas entender um pouco mais sobre o caso que, afinal, estamos discutindo aqui. Afinal, não é exclusividade desta faculdade que mulheres se vistam assim.

Fora isso, de fato é muito cego quem acha que o machismo acabou. Creio (ou tenho esperanças) de que, muito gradualmente, estamos indo nesta direção. Também não é novidade que não só homens, como também mulheres, são machistas. Exemplos:

- O típico, mas infalível caso: o homem que "pega todas" é respeitado e reverenciado pela comunidade em geral, enquanto a mulher que faz exatamente a mesma coisa é considerada puta, etc.

- Que tipo de brinquedos são comumente relacionados a crianças de cada sexo? Meninos brincam com carrinhos, skates, bonecos de luta, etc. : brinquedos que remetem a liberdade e a força física; enquanto meninas brincam de casinha, de cuidar de bebês, com fogõezinhos, coisinhas de casa, etc. : brinquedos que remetem a ideia de que mulher fica em casa. Obviamente, tenho noção da inofensividade desta prática em cada caso específico, porém, ela representa, e aí não há como negar, a visão geral da sociedade. Porque não dar um carro de brinquedo como presente a uma menina?


Yves Brandão

31/10/2009 13:34:21

Mariana

"A atidude dos jovens é condenável, não é justificável. Mas isso não significa que a atitude da moça também seja louvável. Uma coisa que detesto, sinceramente, é quando polarizamos um problema, de modo a separar o joio do trigo. Nada justifica a atitude dos jovens, e nada justifica o comportamento da moça. São dois errados. Claro que devemos relativizar, mas continuam errados"

Sinceramente, acho triste ver que pessoas aparentemente esclarecidas tenham um pensamento tão mínimo, a ponto de achar errado o jeito de uma pessoa se vestir. Não conheço a moça e não faço a menor ideia das suas atitudes, mas creio que foi-se o tempo em que se julgava uma garota como prostituta pelo simples fato de ela ter pernas bonitas e querer mostrá-las. Que ela saísse pelada! Será que é realmente justo julgá-la pela aparência? Pelo que ela veste? Por onde ela mora? É ela quem deve julgar se acha adequado ou não usar roupas curtas e decotadas naquele ambiente. Melhor ser assim do ser um falso moralista, um hipócrita, agindo de forma recalcada para impor seus "ideiais", quando na verdade age de forma igual ou pior da que estava acusando a moça, na surdina.

Mas como diria Belchior: "Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais..."

PS: Engraçado ver o número de machistas disfarçados que comentam aqui.

Mariana br

31/10/2009 14:07:54

Rodrigo

Mariana, como vc se veste pra ir estudar?
E trabalhar?
E à noite, pra sair?
E em casa, pra ficar d boa?

Do jeito que vc quiser, certo?

E esse é o msm jeito, nas três situações?

Rodrigo br

31/10/2009 14:45:17

Mariana

Nas quatro situações eu me visto de jeitos diferentes sim, mas pq quero... E espero não ser apedrejada pq alguém achou a roupa que eu estava usando inadequada. É adequada pra mim, e aquele vestido deve ser adequado pra ela.

Mariana br

31/10/2009 14:57:40

doc brown

pablo, acho que esse foi um dos melhores textos que já vi vc escrever.

assim como você, não acredito mais na humanidade como um todo. é triste, mas o ser humano é, em geral, algo grotesco.

e isso me incomoda pq estou fazendo medicina e a cada dia que passa eu fico com menos vontade de ajudar alguém... o jeito é fazer radiologia ou pediatria...

abraços.

doc brown br

31/10/2009 15:00:44

doc brown

JOSEMIR: você tá confundido as coisas. o pablo se irritou com quem chamou de VIADOS os que gritaram "puta" para a moça, algo totalmente condenável e preconceituoso.

doc brown br

31/10/2009 15:08:34

Wendell

somente para esclarecer.
Estudei na Universidade Metodista que fica ha uns 800 metros da Uniban, existe uma delegacia entre as duas universidades por isso a policia chegou tão rápido.
Depois não há muito o que dizer, é só ver esse caso, garotos(as) estúpidos, depois a menina se aproveitando da história e posando de gostosa em programas televisivos, tem aquele famoso "dia da pendura" onde nossos esclarecidos estudantes de direitos vão a restaurantes e depois não pagam a conta e acham que é tudo aceitável porque é "tradição" (OAB nunca condena essa prática-se eu fosse dono de restaurante faria com que pagassem com os dentes que arrancaria deles), tem dia da guerra de frutas entre estudantes de medicina em SP (nunca vi se reunirem para entregar frutas a pobres) e assim vai o futuro de nosso estudantes universitários.

Wendell br

31/10/2009 16:16:25

Guilherme Huyer

Não me dei ao trabalho de ler grande parte dos comentários que nada dizem ou dizem a mesma coisa. Mas deu para perceber que muita gente que está reclamando do post simplesmente não entendeu o que leu. Triste. O texto do Robson França, apenas de acertar um pouquinho aqui e ali, é bastante falho. Não vou entrar no mérito das minorias aqui, pois acabaria escrevendo quase um artigo científico (e estes são grande e muito chatos de ler..).
Uma mente sóbria que se preze jamais interpretaria os xingamentos do Pablo como sua opinião exata. Há uma diferentça sutil ali (nem isso; é muito fácil de entender). Comparar o Pablo com um nazista??? Olha o que vocês estão falando?! Evito usar palavrões, mas, sério, FODAM-SE!

Guilherme Huyer

31/10/2009 17:43:15

Rafael Carvalhêdo

Pablo, esse seu post sobre este "incidente" me fez lembrar daqueles roteiros que no terceiro ato destroem tudo o que foi belissimamente construído nos dois primeiros. Sinto muito, mas você, como os roteiristas destas frustrantes estórias, perdeu totalmente a mão de seu discurso, abandonando o desenvolvimento cuidadoso, equilibrado e elegante da sua mensagem, além de se contradizer. E eu pensava que você estava cada dia menos excessivamente passional e radical! (2 estrelas em 5)

P.S.: Mas não perderei fé na humanidade e continuarei fã do seu trabalho!

Rafael Carvalhêdo br

31/10/2009 17:53:35

Rafael Carvalhêdo

Sobre o "incidente", também discordo da atitude desses estudantes e surpreendo-me. Saí de uma universidade que a "putaria" é apenas uma parte periférica (ignorável para alguns e aproveitável para outros) desse ambiente microssocial, que, aliás, poderia servir até como um objeto de pesquisa. A radicalidade desses estudantes é realmente imbecil e burra.

Rafael Carvalhêdo br

31/10/2009 20:15:27

Júlio

"É ela quem deve julgar se acha adequado ou não usar roupas curtas e decotadas naquele ambiente."
" creio que foi-se o tempo em que se julgava uma garota como prostituta pelo simples fato de ela ter pernas bonitas e querer mostrá-las. Que ela saísse pelada!"

Que absurdo Mariana !!!Me convida pra ir á sua casa ?? Vou de cueca,tá !!
Provavelmente o objetivo maior desta moça indo a faculdade vestida daquela maneira não é o estudo.É arrumar uma macho !!!!

Júlio br

31/10/2009 20:18:01

Júlio

ps: a atitude dos universários foi inaceitável,repugnante,como já disse anteriormente.

Júlio br

31/10/2009 20:47:12

Lucas

Alguns dos comentários são assustadoramente reveladores. Quanto recalque!

Lucas us

31/10/2009 22:42:21

Alan

Na próxima vez teremos não uma, mas várias jovens vestidas e se portando como a moça em questão. Ninguém vai dizer nada, mesmo que seja para impedir que a escola/evento/parque/etc. se transforme em uma alcova.

Meu Deus! Imaginei agora um mundo de mulheres de minissaia correndo livremente, tomando conta das ruas e nos perseguindo por toda parte! Tipo Madrugada dos Mortos com mulheres seminuas no lugar dos zumbis! Que horror!!!

Se isso acontecer, posso até me oferecer em holocausto para que elas deixem os outros em paz e ataquem apenas a mim. É um sacrifício, mas estou disposto a fazê-lo em prol da humanidade!

Falando sério agora, o pior é pensar que eu não posso garantir que isso jamais aconteceria na minha faculdade (refiro-me ao caso da UNIBAN, e não à invasão de seminuas-zumbis). Torço muito para que eu esteja errado.

Alan

1/11/2009 1:49:59

Eric

Totalmente off-topic:

Peter Jackson tem um rival a altura. E que altura:

www.youtube.com/watch

A partir de 18 de dezembro! Para os agraciados com a sorte, o negócio é assistir num IMax da vida...

Eric br

1/11/2009 11:13:25

Alan

Lendo com mais calma os comentários, pode-se observar um dos maiores clichês de quem quer emitir uma opinião repulsiva. A velha estratégia do "Juro que não sou 'isso', mas (coloque aqui um pensamento que caracteriza um 'isso')" ou do "Não tenho nada contra 'eles', mas (coloque aqui uma mensagem preconceituosa contra 'eles')". No caso dos comentários daqui, é outra variação: "Não concordo com o que fizeram, mas (dê a entender que concorda plenamente com o que fizeram)".

Vamos ver então se eu entendi: concordam plenamente com o pensamento dos estudantes discordando apenas da forma com que ele foi transmitido, certo? Concordam que era uma puta, mas que isto apenas não precisava ser gritado pela faculdade inteira?

Alan

1/11/2009 12:28:27

Rodrigo Maia

Alan, isso é o que VOCÊ está dizendo.
É uma conclusão sua, e a parte da "puta" é por sua conta.

Pelo menos no meu caso.

Agora, posso ter o direito de não concordar com o uso de DETERMINADO tipo de roupa em DETERMINADA situação...
Por exemplo, bermudas, ou trajes de banho, para se trabalhar em órgãos públicos (salvo algumas lógicas exceções). Ou algum outro caso, sei lá.

Mas daí a sair xingando ou atirando "pedras verbais"... Daí a externar isso, PRINCIPALMENTE de forma violenta, contribuindo no processo para o tumulto generalizado, e para a humilhação pública de homens, mulheres, crianças ou extraterrestres, vai uma distância OCEÂNICA.

É só usar o BOM SENSO que você entende.

Rodrigo Maia br

1/11/2009 15:54:40

Eric

É uma tendência natural, em parte devido as limitações do pensamento humano, polarizar as situações, Alan. Mas quando passamos a ver a adolescência por cima dos ombros, "começamos" a perceber que, entre o certo e o errado existem mais coisas do que imagina nossa vã filosofia.

Quer uma coisa mais bobinha do que essa de acharmos que tudo podemos em nossas vidas?? Que temos o direito de a tudo exercer, "justificando" infantilmente em cima da necessidade de praticar o que chamam de "vida própria"? E olha que não estou me referindo a características particularmente políticas dos direitos do indivíduo, mas sim, do fato de vivermos em sociedade.

Odiamos tamanha obviedade, mas isso não é gosto; isso é fato.

Sendo assim, aí eu, polarizo: Ou se está sendo muito ingênuo, ou por debaixo do tapete estão escondidas as segundas intenções de sempre. Enquanto isso vamos aguardando que a evolução, a nossa evolução, seja na forma de indivíduo ou de grupo, deixe de nos lembrar para que servem nossas unhas e dentes, quando nos tiram uma pretensa razão na análise de uma situação.

Quanto ao seu último parágrafo do penúltimo comentário, é realmente interessante observar, pelo que se lê por aí a fora, ao julgarem os alunos da tal universidade e a dama de vermelho, e não a sociedade como um todo. Isso demonstra um pragmatismo (só a ação humana, movida pela inteligência e energia, pode alterar os limites da... condição humana! A quem acredite nessa bobagem!!) simplesmente canhestro e imbuído de uma boa dose de preconceito. Nesse momento lembrei de uma passagem do filme "O Nevoeiro", baseado num conto do Stephen King. É algo mais ou menos assim: "Tire-lhe energia elétrica, fogo e água e o ser humano vai dizer a que veio". Eu completo: Falta de argumentos numa discussão, também...

Espero que o "Fantástico", que vai botar no ar reportagem a respeito hoje a noite, deixe claro que tal "desvio comportamental" tem a ver com nossa sociedade (e por que não dizer, nossa raça... a humana?) e não com os alunos da UNIBAN.

Sobre a idéia que nos é vendida desde o berço, em nosso mundinho ocidental, de que como indivíduos "tudo podemos", mesmo estando inserido em uma sociedade mantida a base de normas, regras, procedimentos, protocolos e obviamente leis, vai uma máxima de um certo cardeal da época da Inquisição: "_ Eles querem ser enganados. Pois... engane-os!". Em nome do discernimento e do bom senso eu completo: Amém!

Eric br

1/11/2009 16:12:16

Marco Antonio

”Todos que tomaram parte daquele ato vergonhoso deveriam ser esterilizados para que seus genes defeituosos não fossem transmitidos para as novas gerações como uma doença capaz de arruinar a Humanidade. Vocês desafiam o conceito de Evolução.”

"Desafiam",não : Destroem o conceito de Evolução.

Marco Antonio br

1/11/2009 17:28:55

Lucas

concordam plenamente com o pensamento dos estudantes discordando apenas da forma com que ele foi transmitido, certo?

Alan, acertou na mosca!

Esse tipo de argumentação torta me lembra o que muitos homens acusados de estupro (muitos eram "homens de bem") usavam como defesa em um julgamento há décadas atrás: foi ela quem provocou, agindo assim, se vestindo assado, etc.

Valter, idem. Impressionante como muitas pessoas (algumas bastante eloquentes) tentam racionalizar estas opiniões com um veu de maturidade, bom senso, ou moderação. Pra deixar bem claro: não está torta só a ação dos alunos, mas também a opinião por traz dela!

Ah, mas todo mundo tem direito à sua opinião! Evidentemente! Até mesmo os machistas/racistas/*istas. Isso não quer dizer que estas opiniões não sejam moralmente repugnantes, e escondam recalques e preconceitos profundos.

Lucas us

1/11/2009 18:24:39

Ludmila

Concordo com o Pablo. O lance negativo que só ocorre com mulheres é que a beldade acaba como símbolo sexual na mídia. Daqui a pouco estará posando pra revista "masculina". Né, não?

Ludmila br

1/11/2009 19:44:01

Cássio Campos

Pablo, vi a foto do vestido que a menina usou no G1 e devo me redimir... não é nem de longe o que eu imaginava... achei que era mto mais curto e ousado... vejo piores na minha faculdade diariamente... agora fiquei com dó da menina...

Cássio Campos br

1/11/2009 21:31:32

Rodrigo Maia

Realmente, após SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO (pelo menos mais do q num vídeo tosco do youtube e numa materiazinha da folha) sou obrigado aconcordar com o Pablo (em quase tudo: Menos na parte da esterilização. Mas acho que ele estava só brincando).

Rodrigo Maia br

2/11/2009 11:16:12

Thiago Lucio Oliveira da Silva

- A garota não estava com uma roupa adequada para usar em uma faculdade;
- A reação dos estudantes foi estúpida e inadequada.

Thiago Lucio Oliveira da Silva br

2/11/2009 16:02:36

Felipe Dias de Miranda

Resumindo sem muitas delongas a minha opinião: Radicalismos não são legais.

A moça foi radical achando que podia se portar de forma que quiser em locais públicos, os tais "neandertais" foram radicais ao julgar a moça de forma tremendamente violenta e a réplica do Pablo foi radical em sua repulsa. Radicalismos gerando radicalimos.

Alguém que chama outras pessoas de "desperdício de oxigênio" sem conhecê-las não é muito diferente dos que lincham uma moça e a chamam de "puta" sem conhecê-la. Não se responde radicalismos com radicalismos.

Felipe Dias de Miranda

2/11/2009 20:11:06

Jorge Virgilio

"Hoje elas estão nas faculdades, tornando-se profissionais tão ou mais capacitadas do que aqueles que antes as dominavam e controlavam à base de força e preconceito. "

Pablo, desculpe dizer isso, mas tem vez que você é tão radical quanto os radicais que você critica. Aquilo que nós chamamos de machismo jamais foi uma proposta unilateral, dos homens contra as mulheres. Você coloca como se os homens do mundo inteiro tivessem se unido deliberadamente para maltratar as mulheres, todos de má-fé e em tom conspiratório. Pelo amor de Deus, Pablo! Direitos das mulheres (e humanos) à parte [concordo extensivamente com você a este respeito), a questão dos gêneros é infinitamente mais complexa do que isso, é de um simplismo perigoso e ofensivo (a nós, homens) que você trate o assunto como se o problema todo reside na condição "desumana, predadora e animalesca" do macho. Os homens, historicamente, passam menos tempo com os filhos que as mães. Sendo assim, a cultura, qualquer que seja ela, sempre passa para geração seguinte quase que exclusivamente por vias femininas, e você vem me dizer que o machismo ou qualquer outro valor, bom ou mau, justo ou injusto, perduraria tanto tempo em tantos lugares diferentes se as próprias mulheres não fossem agentes ativos desse preconceito ou o que quer que seja? Você falou dos "homens neandertais" na maior naturalidade, como se o machismo fosse quase indissociável do homem e uma excessão nas mulheres. Quanta ingenuidade, Pablo! Poderia citar uma dezena de mulheres só do meu círculo íntimo (avós, então, nem se fala) que põem no chinelo qualquer machista homem que eu tenha conhecido. Nas instituições onde estudei as críticas ao comportamento feminino (principalmente o de natureza sexual) sempre partiram das próprias mulheres (muito raramente dos homens). Se elas se vestiam assim ou assado, se eram muito galinhas, era um bate-boca constante no mundo feminino. Essa semana mesmo minha dentista me falou de todo seu desprezo para com o "comportamento indecente" de uma outra dentista que "sai com todo mundo". Nunca um dos homens, do porteiro aos cirurgiões-dentistas que eu conheço de lá, me disseram algo sequer parecido. Então, Pablo, por favor, defendamos os direitos que devem ser defendidos (das mulheres, dos homossexuais, dos negros, das crianças, idosos,...), mas sem endemonizar ninguém. As mulheres estão com os pés enfiados nesta jaca tanto quanto nós homens.

Quanto ao "linchamento" da menina, não concordo. Mas acho que tem algo mais aí. Se tivesse sido um grupinho, poderia até se dizer que era preconceito, perseguição, mas um levante assim, ela deve ter aprontado algo. Isso faz dela merecedora do que aconteceu? Não! Nada justifica a humilhação de alguém, nem mesmo um possível criminoso. E por isso, me coloco contra a atitude deles, pois estou certo que havia meios mais "civilizados" de agir. Mas também não os julgo, nem digo que são as bestas do Apocalipse, já que existem pessoas que agem de forma tão completamente irritante que às vezes é impossível não perder a cabeça. A gente acaba cometendo loucura, que penso eu foi o que se passou por lá.

Jorge Virgilio br

2/11/2009 22:46:32

Magna

Que triste essa notícia... nunca achei que exposição por si só justificasse a cobiça ou rechaço. Exposição não é a mesma coisa que oferecimento, o fato de estar "a mostra do público" não quer dizer que seja público... muito triste isso.

Magna

3/11/2009 1:07:21

Maíra

Engraçado que o Jorge Virgílio escreve um post enooorme falando do preconceito de mulheres contra mulheres, etc, mas ao mesmo tempo não fala nada. Logo se percebe que não leu nada sobre o assunto. Jorge, a questão principal não quem tem preconceito contra quem. Algumas mulheres são machistas por causa da mentalidade que foi passada para ela da sociedade em que vive. Uma sociedade patriarcal. Sim, os homens passam mais tempo com a mãe, mas isso não significa que ele não é moldado pela sociedade em que vive, ou pela influência que o pai exerce em casa. Se a sociedade é patriarcal, é claro que o maior exemplo vai ser do pai, em quem ele vai se espelhar. E se você acha que as mulheres são mais machistas que os homens por falarem mal de mulheres, que tal dar uma passadinha na delegacia da mulher mais próxima. E já ouvi MUITO comentário machista de homens cara. Muito mais do que ouvi de mulheres.

Você parece que se sentiu ofendido pelo Pablo falar mal dos homens. Isso não foi pessoal, mas você deve reconhecer que o maior agente na repressão da mulher foi uma sociedade dominada, na mentalidade e no comportamento por homens.

Maíra br

3/11/2009 1:18:56

Maíra

E o povo aqui comentando que tem dois lados da mesma história. Não se iludam, isso é machismo sim. A menina não feriu ninguém, não machucou ninguém, não matou ninguém. NADA justifica a reação da turba. O Pablo tem razão, mesmo que ela fosse encontrada transando com cinco homens não justificaria tamanha humilhação. Se o traje fosse inapropriado, que algum professor avisasse a ela.

Isso me parece a antiga negação à sexualidade feminina. Se um homem tivesse ido de regata e sunga à Universidade seria tratado daquela forma? O que aconteceria no máximo seria uma aviso do professor para ser retirar da sala e se vestir adequadamente. Uma mulher de roupas curtas que tem a ousadia de gostar da atenção masculina é a "PUTA" que merece ser humilhada em público. Mulher ser sexualmente liberada? Não pode, ela merece nosso desprezo! Esse tipo de mentalidade que ainda prevalece no século 21.

Maíra br

3/11/2009 3:49:58

Jorge Virgilio

Eu não escrevi um post enorme falando do preconceito das mulheres contra as mulheres, escrevi um post enorme criticando o que eu achei que foi um exagero do Pablo - que por sinal é um senso comum, mas que não concordo. Entretanto, não me senti ofendido pelo que ele disse.

Não disse que as mulheres são mais machistas que os homens porque eu não saberia como mensurar o preconceito ou falta dele em alguém. Apenas não concordo que todas as culturas do mundo agiram de comum acordo contra as mulheres, que agiram deliberadamente contra as mulheres, e que os nossos antepassados (masculinos) eram todos uns grosseirões que resolviam tudo no braço.

A questão de gênero é complicada, sendo até anterior a sociedade humana, e estando presente em outras espécies. Acho medíocre passar a régua de forma generalizada por todos os povos do mundo e em todos os tempos. Isso não quer dizer nem de longe que devemos ser como eles. Mas também para escrachar todo mundo como malvadão, as coisas foram surgindo, e em alguns casos por necessidade, as pessoas foram se adaptando, algumas coisas não estavam bem, outros tentaram mudar. Em suma, é complexo, terrivelmente complexo.

Mas o que eu disse é que para as "mulheres machistas" há sempre uma desculpa, na pior das hipóteses a conspiração machista mundial é que é a grande responsável por ter feito uma lavagem cerebral nelas. Quanto aos homens, esses (quando são machistas) o são porque tem parte com o capiroto. Para falar a verdade, duvido muito que a maioria das pessoas reflita duas vezes sobre as coisas que elas acreditam.

Não dá pra dividir o dito pensamento machista em soft e hard. Em machismo de homem e de mulher. É o modo como a sociedade pensa, as mulheres são parte da sociedade, e são tão responsáveis por isso quanto qualquer homem, para o bem ou para o mal (para quem ainda acredita nessas coisas). Se a mulher tiver a desculpa de repetir esteriótipos por ter nascido numa sociedade patriarcal que "lhe fez a cabeça", o homem também tem. E daqui a pouco seremos um mundo de gente inocente.

Mas divago...

Resumindo: Pablo exagerou 1) ao colocar todo o problema dos gêneros nos ombros dos homens de forma unilateral "os homens escravizaram as mulheres". Talvez não tenha sido a intenção dele, mas me parece que ele vê o assunto assim (como se os homens do passado, e de hoje, escolhessem sua cultura e fossem doutos o bastante para remediá-la, a maioria não era, e segue não sendo). E, o mais importante, o Pablo exagerou no tratamento ao pessoal que organizou o "linchamento". Ainda que discorde deles, creio que ainda tenham o benefício da dúvida. Afinal, o que motivou uma universidade em peso a agir assim?

Mas frequentando o blog já há algum tempo sei que existem certos assuntos que o Pablo não consegue deixar passar batido sem uma opinião pra lá de extremista; embora não o faça com frequência. Se o assunto for um calo para ele, homem-bomba ainda é pouco! (brincadeira, Pablo) Só, Pablo, - minha opinião, direito seu ignorar - não endemonize, não endemonize!

Jorge Virgilio br

3/11/2009 10:08:49

Robson Saldanha

Não sou a favor de todo tipo de generalização, Pablo. Creio que é possível sim acreditar que o mundo está evoluindo e que as mentes também. É triste enxergar que ainda existem muitos jovens que se comportam dessa maneira ridícula e hostil diante de um fato tão pouco importante. Isso não vai fazer diferença na vida intelectual dela nem da faculdade. O que ocorreu foi dos mais absurdo e concordo com quase tudo que escreveu. A questão esterilidade é o que dá vontade que aconteça mesmo, no alto do raiva de uma atitude tão pequena, mas sabemos que isso jamais resolveria casos assim. A educação de dentro de casa é a melhor saida.

Robson Saldanha br

3/11/2009 11:11:28

José

Putz! Entrei no blog errado. Pensei que aqui se falava de cinema... foi mal ai!

José br

3/11/2009 13:35:10

Rafael Fontenele

Eu sinto saudades dos posts polêmicos do Pablo. ;)

Mas então, interessante, nessa reportagem dá pra ver que, na mesma faculdade, outra aluna foi covardemente agredida por se recusar a participar de um "protesto" contra uma mudança qualquer no sistema de provas em abril desse ano. Excelente exemplo de democracia. Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões:

g1.globo.com/.../...NGADA+POR+USAR+VESTIDO+CU.html

A propósito, na mesma reportagem, vemos que a "especialista" Glória Kalil concorda com parte dos leitores do blog. O mal uso da moda explica, mas não justifica o ato dos alunos. (ALERTA: essa foi uma frase irônica)

E sim, já vi colegas minhas dos tempos de faculdade usando vestidos mais curtos.


PS: Tem coisa mais irritante do que esses comentários reclamando quando um post do Pablo não fala sobre cinema? Aqui, o Pablo tem um SITE INTEIRO sobre cinema, vai ter que ficar falando exclusivamente disso no seu BLOG PESSOAL?

Rafael Fontenele br

3/11/2009 18:09:49

Rita

eu nunca fui chamada de PUTA....
mas pra algumas isso seria elogio..

Rita br

4/11/2009 7:54:49

Ricardo Dias

O Pablo adora rotular, por isso virou crítico de cinema. "Você é imbecil.." "Você também é". "Você não".. "Você é petista, logo é inteligente"..

Que piada...quem mandou não ficar nos EUA, agora aguenta rs.

Ricardo Dias

4/11/2009 10:42:16

Márcio Matos

"Eu apóio a sua Guerra de terror" (Borat).
Mas que povo esquentado, nunca ouviram falar em hipérbole, não?

Eu também prefiro um mundo sem esse tipo de gente (imbecis, Neandertais, desperdício de oxigênio) e me agradaria muito a solução do genocídio (embora seja inútil, pois o problema é uma nota característica da humanidade e não de um punhado de genes).

Eu só não devo esquecer que essa minha postura é tão maniqueísta quanto a outra. Por mais que minha convicção me diga que estou certo em repudiar a intolerância, quem me elegeu o baluarte da moralidade?

E digo mais: se a questão for posta em termos de maioria, então Deus nos abençõe!

Márcio Matos br

4/11/2009 12:26:07

Felipe Dias

"O modo de sentir do povo é simples e elementar. O esquema de interpretação do mundo só tem dois pólos: positivo e negativo, bem e mal." - Adolf Hitler




Até quando ficaremos no simplismo do "certo e errado", "mocinho e vilão", "santo e demônio" em tudo o que tange às questões humanas?

Felipe Dias

4/11/2009 20:59:10

Victor Costa

Não confundam a complexidade das coisas com a clareza de opiniões. Sim, as coisas possuem mais do que dois lados, mas não é por isso que deixaremos de julgar tais fatos como certos ou errados; basta entender que é uma OPINIÃO nossa e que estamos julgando FATOS, não pessoas. É, sim, totalmente recriminável a ação dos estudantes, mas não duvido que sejam boas pessoas, talvez alguns façam parte de associações filantrópicas... afinal, quem somos nós para julgar os estudantes? Estamos julgando suas ações, não podemos ter medo disso.

Agora, que existe o machismo no caso, não há como negar. Houve um caso num colégio antigo meu que a menina mandou um vídeo se masturbando para um garoto mais velho, porque ele exigiu para que ele ficasse com ela. No dia seguinte o garoto divulgou na internet e caíram de pau em cima da menina no colégio. A garota estava na sexta série. Pergunta: alguém falou alguma coisa do garoto, que no meu ponto de vista foi muito mais culpado, por ser mais velho e exigir o vídeo como condição ao fica? Não, caíram em cima dela. Pergunta: se fosse o contrário, se a garota tivesse pedido o vídeo como condição para o garoto, será que não chamariam-na de puta? E o garoto, alguém se lembraria?

Victor Costa br

7/11/2009 1:12:10

luciana f

de verdade?
as vezes eu tenho vergonha de fazer parte da raça humana.
mas neste caso me envergonho muito mais por ser colocada no 'mesmo bolo' que estas senhoritas que não se respeitam. as mulheres.

eu, do alto da minha imbecilidade, digo que adoraria ver essa mulherada levando uma surra "de acordo". só para [re]aprender a ser gente.

luciana f br

9/11/2009 15:00:24

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