Mostra de São Paulo 2009 - Dia 07

by Pablo 3. novembro 2009 12:10

(Abraços ao ex-aluno Fernando Colella e ao amigo Marcos Petrucelli, que encontrei nos últimos dias.)

E...

21)      Mamonas pra Sempre (O Doc) (Idem, Brasil, 2009). Dirigido por Cláudio Kahns.

A trajetória do grupo Mamonas Assassinas é cinematográfica por natureza: alçados à fama quase que da noite para o dia depois de passarem alguns anos no anonimato absoluto com sua banda anterior, seus cinco integrantes se tornaram uma verdadeira febre em todo país enquanto suas músicas eram cantadas por crianças, adolescentes e adultos – apenas para, no auge da carreira, morrerem num acidente de avião enquanto voltavam de um show.

Dirigido por Cláudio Kahns, este documentário sobre a banda faz um bom trabalho ao estabelecer as origens dos Mamonas: contando com preciosas imagens de arquivo, o cineasta resgata os shows do grupo quando este ainda se chamava Utopia e se levava a sério, entrevista os principais envolvidos na mudança de foco (e nome) da banda e estabelece, sem alardes ou melodrama, as origens humildes de seus integrantes – o que fica claro através dos depoimentos de parentes dos rapazes. Da mesma forma, Kahns é bem sucedido ao retratar os músicos como jovens alegres que, mesmo encarando o sucesso repentino com olhos deslumbrados, não passaram a ignorar as raízes (mesmo porque nem tiveram tempo para permitir que o sucesso lhes subisse à cabeça) – e particularmente tocante é testemunhar um dos irmãos Reoli ligando para a mãe de Los Angeles para contar que sentia falta de feijão na comida.

Triste desde o princípio por sabermos como aquela história irá terminar, Manonas Assassinas – O Doc tinha, portanto, tudo para se estabelecer como um longa interessante, divertido e comovente – e se não consegue atingir estes objetivos, a responsabilidade deve ser atribuída completamente às decisões pavorosamente equivocadas de seus realizadores, que, por algum motivo misterioso, decidiram que deveriam tentar  ser tão irreverentes quanto os próprios Mamonas, praticamente destruindo o filme em seus esforços neste sentido. Como explicar, por exemplo, a idéia de inserir animações de mamonas saltitantes sempre que o nome de um entrevistado surge na tela, completando a besteira com efeitos sonoros engraçadinhos que servem apenas para tirar o foco do que está sendo dito? E por que ninguém avisou o diretor de que o conceito de criar versões porcamente animadas (inspiradas em South Park, possivelmente) dos músicos e colocá-las atravessando a tela de tempos em tempos é algo não apenas patético e sem a menor graça como – novamente - serviria apenas para distrair o espectador? Mas creio que qualquer esperança de que o filme pudesse levar sua própria narrativa a sério foi realmente abandonada quando, durante uma entrevista com os pais de Dinho em uma fazenda, o cineasta e seu montador perceberam a presença de um peru ao fundo e, acreditem ou não, acharam que seria apropriado colocar um balão sobre a cabeça da ave com a frase “Yo soy del Peru!” – o que não tem graça alguma, tira o foco do depoimento e – o mais grave – é uma profunda falta de respeito para com o casal que está ali falando sobre o filho morto aos 24 anos de idade.

Porém, os problemas do longa vão além: ao repetir vários números musicais desnecessariamente, Mamonas Assassinas – O Doc perde o ritmo a partir da segunda metade da projeção, sendo prejudicado também pelo foco excessivo em Dinho, que, embora realmente fosse o mais carismático e divertido membro da banda, representava apenas 20% do grupo – e seus companheiros certamente mereciam um pouco mais de atenção do que a que recebem do filme, que se limita a citar rapidamente seus principais traços de personalidade durante uma entrevista. Para piorar, Kahns dedica menos de dez minutos à tragédia que vitimou a banda, ignorando completamente suas circunstâncias e também a deplorável exploração feita pela mídia na época. Além disso, o documentário não se preocupa com o que veio a seguir: qual o “legado” artístico e financeiro dos Mamonas? Eles continuam a gerar receita postumamente? E quem ganha com isso?

O mais lamentável é que o diretor tinha um entrevistado perfeito para cobrir todas estas questões: o músico e empresário Rick Bonadio, que, extremamente articulado e aberto, é, sem dúvida alguma, aquele que oferece as melhores informações ao longo da projeção – e, em parte, é graças a ele que o filme sobrevive (as imagens de arquivo e a própria história da banda respondem pela outra parte).

Infelizmente, a mesma produtora responsável por este documentário tem os direitos sobre a história dos Mamonas Assassinas e já está preparando um longa de ficção sobre os músicos. Mas o que podemos esperar deste novo projeto se seus realizadores não conseguiram demonstrar um mínimo de bom senso ou bom gosto nem mesmo ao lidarem diretamente com as pessoas envolvidas com a banda? (3 estrelas em 5)

 

22)      Patrik, Idade 1,5 (Patrik 1,5, Suécia, 2008). Dirigido por Ella Lemhagen. Com: Gustaf Skarsgård, Torkel Petersson, Tom Ljungman.

Göran e Sven Skoogh são um casal homossexual que, mudando para um confortável condomínio fechado em uma cidade sueca, se preparam para um passo importante em sua relação: a adoção de uma criança. Porém, por mais esclarecido que o país seja em relação à homossexualidade, o preconceito permanece vivo e, assim, eles se vêem no fim da lista de pais em busca de uma família. Assim, quando recebem uma carta indicando que foram escolhidos para receber Patrik, cuja idade é listada como “1,5”, ficam extasiados – especialmente Göran (Gustaf Skarsgård, filho de Stellan), o mais jovem dos dois. No entanto, lugar de um bebê adorável, eles recebem a vista de um adolescente de 15 anos que, rebelde e agressivo, é também terrivelmente homófobo.

Baseado numa peça escrita por Michael Druker, o roteiro da diretora Ella Lemhagen emprega o primeiro ato com inteligência ao estabelecer a importância que aquela adoção tem para os Skoogh. Aliás, a própria dinâmica do casal é desenvolvida com sensibilidade pela cineasta, incluindo as grandes diferenças entre suas personalidades: Göran é mais doce, sofisticado e detesta confrontações, ao passo que Torkel é explosivo, alcoólatra e fã de música country. Sem jamais tentar fazer rir – e sendo divertido justamente por isso -, o filme de Lemhagen deixa claro que, para os personagens, aquela situação é extremamente séria, o que não quer dizer que não possamos achar graça em todos aqueles contratempos.

Enriquecido por uma bela fotografia e pela eficiente direção de arte que usa as cores com sabedoria ao estabelecer os temperamentos daquelas pessoas (reparem como cada casa da vizinhança tem uma cor-chave que se contrapõe ao vermelho dominante no lar dos protagonistas), Patrik 1,5 desenvolve a narrativa de maneira orgânica, retratando a aproximação do trio principal de maneira fluida e sempre verossímil, apresentando-se como um longa divertido que, de quebra, traz uma bela mensagem sobre aceitação. (4 estrelas em 5)

 

23)      Eu Matei Minha Mãe (J’ai tué ma mère, Canadá, 2009). Dirigido por Xavier Dolan. Com: Xavier Dolan, Anne Dorval, François Arnaud, Suzanne Clément.

É permitido ter inveja de Xavier Dolan: aos 24 anos, o canadense roteirizou, dirigiu e protagonizou um filme que não apenas foi exibido em Cannes como recebeu três prêmios no festival – e mesmo que esteja longe de ser um Cidadão Kane, seu Eu Matei Minha Mãe é um trabalho sensível e visceral. Ah, sim: como se não bastasse, Dolan é um sujeito bonito que não enfrentaria muitos problemas para se estabelecer como galã. Canalha.

Girando em torno do relacionamento do jovem Hubert (Dolan) e sua explosiva mãe Chantale (Dorval), o filme adota uma abordagem intimista ao focar esta pequena família através de uma câmera que se mantém sempre próxima dos atores enquanto estes expõem o desprezo que seus personagens sentem um pelo outro. Constantemente gritando (o que se torna desgastante para o público, num efeito que Dolan provavelmente estava mesmo buscando), aquelas pessoas parecem se detestar – e é por isso que os ocasionais instantes de carinho que compartilham se tornam surpreendentemente significativos.

Contrapondo a escuridão constante da casa de Hubert e sua mãe com a claridade do apartamento no qual o namorado do rapaz mora (o que é mais do que adequado, já que o relacionamento deste com a própria mãe é extremamente harmonioso), Dolan também faz uma curiosa utilização da câmera lenta em planos que retratam explosões de violência do protagonista.

Exaustivo mas eficaz estudo de personagens, Eu Matei Minha Mãe ainda conta com um desfecho que, respeitando a lógica da história, soa satisfatório sem necessariamente poder ser considerado como um “final feliz”. (4 estrelas em 5)

 

24) Perseguição (Persécution, França, 2009). Dirigido por Patrice Chéreau. Com: Romain Duris, Charlotte Gainsbourg, Jean-Huges Anglade, Gillen Cohen, Michel Duchaussoy, Alex Descas.

Visualmente desinteressante e com um roteiro patético em sua simplicidade temática, Perseguição veste o disfarce do drama e do estudo de personagem para contar uma história trivial sobre um casal que jamais parece ser acertar graças à indisponibilidade emocional do rapaz (Duris) e a ausência física da moça (Gainsbourg), que vive viajando a trabalho. Assediado por um stalker (Anglade), Daniel acaba se mostrando muito mais aberto a aceitar a presença do amalucado sujeito do que em se entregar para a namorada. Resultado: o casal se encontra, chora, manifesta amor mútuo e finalmente conclui que não poderá permanecer junto. Até que, na cena seguinte, volta a se encontrar para repetir todo o processo.

Caso Daniel brilhasse ao sol, Perseguição poderia, portanto, ser uma versão “cabeça” de Crepúsculo. Algo profundamente decepcionante vindo do diretor de algo tão soberbo quanto A Rainha Margot. (1 estrela em 5)

 

  25)      Mau Dia para Pescar (Mal Dia para Pescar, Uruguai/Espanha, 2009). Dirigido por Alvaro Brechner. Com: Gary Piquer, Jouko Ahola, Antonella Costa, César Troncoso.

Mistura de O Lutador e Nove Rainhas, este candidato oficial do Uruguai ao Oscar 2010 gira em torno de um atleta de luta livre decadente (Ahola) que, acompanhado por um empresário trapaceiro que se intitula “Príncipe” (Piquer), viaja por cidadezinhas da América do Sul promovendo desafios nos quais oferece mil dólares para quem conseguir permanecer de pé no ringue por três minutos ao lado do “campeão”. Porém, ao chegar num vilarejo aparentemente igual a todos os outros, o “Príncipe” testemunha seu esquema habitual naufragar ao descobrir que o desafiante que havia subornado fora preso. Para piorar, uma bela mulher local (Costa) mostra-se determinada a ver seu próprio noivo subindo no ringue – e a forma física invejável do sujeito, aliada à sua fama de durão, deixa o empresário preocupado, já que, além do campeão não desconfiar de que suas lutas são “arranjadas”, eles não têm sequer o dinheiro para pagar o desafio.

Com roteiro escrito pelo diretor Álvaro Brechner e pelo ator Gary Piquer (a partir de um conto de Juan Carlos Onetti), Mau Dia para Pescar traz uma trama bem amarrada que se torna mais envolvente graças aos interessantes personagens que a movem. O “Príncipe”, por exemplo, é vivido por Piquer como um sujeito que, falando rápida e ininterruptamente, se julga claramente mais esperto do que os “caipiras” que costuma enganar – e que, talvez por isso, não percebe quando está sendo claramente manipulado. Com o cabelo preso num rabo-de-cavalo e o cavanhaque que buscam lhe conferir algum grau de sofisticação, deixando-o apenas com um ar de trapaceiro ainda maior, o sujeito curiosamente trata o campeão como uma criança, fazendo-o dormir toda a noite com uma melodia infantil e cuidando para que seus problemas de saúde não se tornem óbvios (e Jouko Ahola faz um belíssimo trabalho ao retratar a força do lutador ao mesmo tempo em que explora sua vulnerabilidade psicológica e emocional). Fechando o elenco, Antonella Costa encarna Adriana como uma pequena Lady Macbeth, tratando seu noivo Turco como um peão para que consiga o que deseja.

Com bons diálogos e uma estrutura narrativa bastante eficaz, Mau Dia para Pescar atinge seu auge numa cena absolutamente fantástica que, ambientada no quarto de hotel dividido pelo Príncipe e pelo campeão, traz uma conversa tocante, tensa e divertida entre os dois personagens, funcionando como um preparativo ideal para o clímax do filme.

E o fato de chegarmos ao desfecho nos importando com todos aqueles personagens (mesmo com a durona Adriana) é uma surpresa agradável que torna o longa ainda mais satisfatório. (5 estrelas em 5)

 

26)      Coffin Rock (Idem, Austrália, 2009). Dirigido por Rupert Glasson. Com: Lisa Chappell, Sam Parsonson, Rob Taylor, Joseph Del Re, Jodie Dry.

Caso tivesse sido produzido em Hollywood, Coffin Rock traria Ashley Judd no piloto automático em seu elenco, faturaria 50-60 milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas (um sucesso moderado, mas suficiente), contaria com um trabalho de câmera medíocre e seria prontamente esquecido assim que chegasse ao DVD.  Pois dirigido pelo australiano Rupert Glasson e protagonizado por Lisa Chappell, o filme realmente não é uma obra-prima memorável e certamente não será lembrado daqui a 20 anos como um trabalho seminal – e, ainda assim, ele se apresenta bem melhor do que esperado graças a uma atuação magnética de Chappell e, especialmente, ao cuidado que Glasson dedica aos aspectos visuais do longa.

Escrito pelo próprio diretor, o roteiro acompanha o casal Jessie (Chappell) e Rob (Taylor, um sósia envelhecido de Michael Bay), que não consegue ter filhos. Ao acompanhar o marido num teste de fertilidade numa clínica, Jessie é vista pelo recepcionista Evan (Parsonson), que se encanta por ela e decide conquistá-la, abandonando tudo para viver na pequena cidade litorânea que abriga o casal. Depois de uma noite de bebedeira, Jessie transa com o rapaz e, pouco depois, descobre estar grávida – e Evan passa a assediá-la violentamente para que ela o assuma como pai da criança.

Usando seu rosto jovem e aparentemente inofensivo de maneira eficaz ao contrastá-lo com os maneirismos do personagem, o estreante Sam Parsonson cria um vilão adequado ao gênero: instável e sempre falando sozinho, Evan é um rapaz que poderia apenas ser visto como sendo tímido e inseguro caso não conhecêssemos suas motivações – e, assim, quando ele presenteia a amada com  um ninho vazio, sabemos que, por trás de seu gesto aparentemente gentil, há uma alfinetada emocional poderosa que busca lembrar Jessie de que seu marido talvez jamais consiga engravidá-la. Enquanto isso, a neo-zelandesa Lisa Chappell, lindíssima em seus 41 anos e sem esconder suas charmosas linhas de expressão, se estabelece como uma protagonista forte e capaz de carregar o filme sozinha – embora, claro, eventualmente o roteiro sinta a necessidade de levá-la a ser salva por um homem.

Mas o que mais se destaca em Coffin Rock é mesmo o impecável trabalho de fotografia: quando Evan conversa ao telefone, por exemplo, uma cena que poderia ser corriqueira ganha destaque graças à composição elegante e ao magnífico contraluz promovido pelo pôr-do-sol ao fundo. Da mesma maneira, as cenas em que vemos o trailer iluminado do rapaz sob a chuva é algo não só belo esteticamente como ainda ressalta a estranheza do personagem em função de sua insistência em enfeitar seu velho trailer com luzes de Natal fora de época e sob aquele temporal. Além disso, com sua cuidadosa mise en scène, Glasson cria suspense ao enfocar Jessie conversando ao telefone sem perceber, no batente da porta – e no primeiro plano -, manchas de sangue deixadas por um ataque prévio de seu algoz.

Infelizmente, Coffin Rock acaba se entregando a todos os clichês que costumam enfraquecer os trabalhos do gênero: um vilão que consegue desaparecer num piscar de olhos enquanto a vítima se vira por meio segundo; a presença do macho-alfa como herói; e, claro, a indestrutibilidade do antagonista, que, embora humano, parece sobreviver a todo tipo de ataque enquanto permanece atrás da mocinha.

Ainda assim, é difícil ser excessivamente rigoroso com o roteiro quando o que está na tela demonstra tanto cuidado em sua concepção visual. (3 estrelas em 5)

5.0 ponto(s). Avaliado por 2 pessoas

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Comentários

3/11/2009 12:24:07

Brasil Inteligente

Sério que tem documentário do Mamonas??? Quero assistir! Deve ser demais!!!

Brasil Inteligente br

3/11/2009 14:51:44

Rafael Medeiros

Xavier Dolan é galã e o Pablo um tiozão.

Tenho 28 anos e chamaria o Pablo de Tiozão numa boa.

Rafael Medeiros br

3/11/2009 14:51:56

johnnybigode

mau dia para pescar é bom mesmo!

johnnybigode br

3/11/2009 15:18:25

Pablo

Não entendi, Rafael. Tiozao por que?

Pablo br

3/11/2009 15:49:10

Nilson Jr

Pablo,

achei no mínimo divertido o clipe do cantor francês Ludéal onde faz em um take só, pequenas representações de vários romances.

segue link: http://www.youtube.com/watch?v=ZYvw6TXUDGU

Nilson Jr br

3/11/2009 16:16:24

Rafael Medeiros

Tiozão é todo velhão que a garitada acha gente fina.

Rafael Medeiros br

3/11/2009 16:17:22

Rafael Medeiros

*gurizada, não garitada.

Rafael Medeiros br

3/11/2009 18:12:35

Graziela

Fiquei chocada qnd li sobre essas animaçõezinhas no filme sobre o mamonas. no primeiro parágrafo da sua crítica fiquei até com vontade de ver, mas tenho certeza que vou explodir de vergonha alheia nessa cena do peru. que horror!

Graziela br

3/11/2009 18:26:37

Marcos Petrucelli

Querido amigo Pablo, quero retribuir o abraço e dizer que nosso encontro, ainda que rápido, foi muito agradável. Fiquei feliz em vê-lo bem e com ótima saúde. Não deu nem tempo de perguntar como vai a criançada em casa (espero que ótimas e crescendo muito). Pena que nessa loucura da Mostra ficamos meio como barata-tonta, de uma sala à outra, tentando e torcendo para ser surpreendido pelos filmes. Infelizmente não foi o que aconteceu quando do nosso encontro, não é? "Perseguição" é simplesmente frustrante, prolixo como qualquer francês, mas que não diz absolutamente nada. Honestamente esperava que o personagem morresse atropelado por um ônibus como a mãe, pois ele merecia. Depois, saí igualmente aborrecido de "O Sol do Meio Dia"... Vago, um tanto insensato e um despropósito com atores tão bons como LC Vasconcelos e Chico Diaz. Eiane Caffé notadamente perdeu o controle da história - não vejo outra explicação para um final tão abrupto e sem sentido (o que aliás já esperava, devido às curvas dramáticas mal resolvidas). Bom, meu caro, precisamos nos encontrar com calma hora dessas. Na quinta estarei no encerramento da Mostra. Abraços. Petrucelli

Marcos Petrucelli br

3/11/2009 19:25:34

Matheus Rufino

Só uma correção, pelo que consta no imdb http://www.imdb.com/name/nm0230859/ , a "canalhice" do Xavier Dolan é ainda maior, ele é de março de 1989, portanto, tem apenas 20 anos, e não 24. O que me faz, com essa idade, 20 anos, sentir extremamente atrasado.

Matheus Rufino br

3/11/2009 19:39:40

maíra

O Pablo podia rodar o Brasil participando de Mostras. Viciante!

maíra br

3/11/2009 22:20:21

Reginaldo Bezerra

Qurido Pablo, queria muito que vc pudesse ver A Todo Volume ou It Might Get Loud!!!

Vi o trailer e fiquei frustrado por que não vou poder vê-lo logo. Abraços
Natal - RN

Reginaldo Bezerra br

4/11/2009 0:55:41

Renato Passos

Pablo, assisti hoje a um filme interessantíssimo que me remeteu a um que vi na mostra passada. São respectivamente "O dia da transa" e "The bluetooth virgin". Ambos giram em torno do tema da amizade masculina ou conforme a recente moda de Hollywood, "bromance". Ambos os filmes tem um humor delicioso, com diálogos espirituosos e com tom de improviso. É impossível não se identificar com os personagens e seus sentimentos uns pelos outros. O "bluetooth virgin" é ainda melhor, um 5 estrelas IMHO mas o "Dia da transa" também merece uma conferida... Um abraço e quem sabe não nos vemos na mostra...

Renato Passos br

9/11/2009 0:10:12

Fabiana

"Ah, sim: como se não bastasse, Dolan é um sujeito bonito que não enfrentaria muitos problemas para se estabelecer como galã. Canalha."

HAHAHAHAHAHAHA

Você é uma graça! : )

Fabiana br

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