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Finalmente comecei a assistir a "Six Feet Under", que, de fato, tem se revelado brilhante. Estou no nono episódio da primeira temporada e as aberturas de cada um, que trazem sempre uma morte, me deixam absurdamente tenso. Mas nenhuma me deixou tão abalado quanto aquela do nono, quando um garoto de seis anos morre ao brincar com uma arma de fogo.
Neste episódio, aliás, há um diálogo belíssimo (o autor é Christian Taylor):
"Se você perde o cônjuge, é chamado de viúvo. Se é uma criança e perde os pais, é chamado de órfão. Mas qual palavra descreve um pai que perdeu um filho? Acho que é algo horrível demais para ter um nome."
Não gosto nem de pensar em algo assim; qualquer tragédia envolvendo crianças mexe comigo de maneira visceral, a ponto de me deixar doente. Quando assisti a "O Quarto do Filho", que julguei maravilhoso, lembro-me de ter ficado impactado por dias e dias. E isto foi antes de ter o Luca.
Aliás, tenho o DVD do filme de Nanni Moretti há anos, mas nunca tive coragem de revê-lo. E não sei se algum dia terei.
Postado por Pablo
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