Poster: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

 

 

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Banner: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Datas de Estréia: Notas:
Brasil Exterior Crítico Assinante Distribuidora
24/03/2016 25/03/2016
Warner

Sobre o autor da crítica:

Pablo Villaça, 18 de setembro de 1974, é um crítico cinematográfico brasileiro. É editor do site Cinema em Cena, que criou em 1997, o mais antigo site de cinema no Brasil. Trabalha analisando filmes desde 1994 e colaborou em periódicos nacionais como MovieStar, Sci-Fi News, Sci-Fi Cinema, Replicante e SET. Também é professor de Linguagem e Crítica Cinematográficas.

Dirigido por Zack Snyder. Roteiro de Chris Terrio e David S. Goyer. Com: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Gal Gadot, Scoot McNairy, Callan Mulvey, Mercy Graves, Kevin Costner, Carla Gugino, Michael Shannon, Jeremy Irons e Holly Hunter.

A tarefa de Batman vs Superman não é fácil: além de ter que funcionar como continuação de duas das franquias mais importantes da Warner/DC, o filme é empregado para estabelecer as bases de outras duas séries (uma estrelada pela Mulher-Maravilha; outra, pela Liga da Justiça). O resultado, portanto, era quase inevitável: em vez de se concentrar na história que está contando, o longa soa disperso, sem foco, obviamente sentindo o peso da obrigação de preparar o terreno para as próximas – e, com isso, não desempenha nenhuma das duas tarefas particularmente bem.

Escrito por Chris Terrio e David S. Goyer (veterano do gênero), este novo projeto tem início corrigindo um erro que apontei em meu texto sobre O Homem de Aço, que ignorava covardemente as consequências da destruição provocada pela batalha entre Superman (Cavill) e Zod (Shannon). Aqui, vemos o confronto a partir do ponto de vista dos “civis” – particularmente, de Bruce Wayne (Affleck), que testemunha um dos prédios de sua empresa desabando e matando provavelmente todos os ocupantes. Convencido de que Superman é um perigo para o planeta, Wayne decide neutralizá-lo, o que acaba levando-o a conhecer Lex Luthor (Eisenberg), que tem seus próprios planos obscuros. Enquanto Lois Lane (Adams) tenta compreender o que realmente aconteceu em um incidente no deserto que pode levar o Congresso norte-americano a questionar seu namorado, a misteriosa Diana (Gadot) parece conduzir uma investigação particular que pode ou não envolver Luthor.

Pois é. Só pelo breve resumo acima, já é possível perceber o inchaço na trama do filme – o que, curiosamente, não elimina a sensação de que os longos 153 minutos representam um exagero. Por outro lado, se há algo que funciona é a dinâmica entre os dois personagens-título, cujas personalidades contrastantes trazem sempre o potencial de conflito. Se Superman é um idealista, por exemplo, Batman parece mais propenso ao niilismo; se Clark Kent acredita na Humanidade, Bruce Wayne a encara como caso perdido; se o primeiro se entrega apaixonadamente a Lois, o segundo logo é visto despertando ao lado de uma parceira sexual tão pouco significativa emocionalmente que o diretor Zack Snyder faz questão de nem sequer permitir que enxerguemos seu rosto, que mantém-se oculto pelo corpo do bilionário.

Não que o herói de Henry Cavill se mostre sereno, pois é encarnado pelo ator como um ser dividido entre a consciência acerca do próprio poder, da obrigação moral que este traz (algo incutido por seu pai) e do isolamento inevitável por ele provocado. Clark não se enxerga como um deus; ao contrário, sente paixões e necessidades humanas e, assim, é com claro desconforto e mesmo certa surpresa que percebe ser visto pela maior parte dos habitantes do planeta como um ser diferente – e o distanciamento que isto desperta o leva a se sentir... como o alienígena que insiste em não ser. Enquanto isso, Affleck oferece uma interpretação de Wayne/Batman bastante distante daquela de Christian Bale, o que se mostra acertado: seu Bruce, além de mais velho, é um justiceiro exaurido por duas décadas de uma luta contra o crime que jamais chega ao fim (“Bandidos são como ervas daninhas: você arranca um e surge outro”). Cínico e com um olhar cuja frieza constante denota uma vida interior semimorta, o sujeito se tornou claramente radicalizado e, consequentemente, mais cruel, já não exibindo o cuidado do passado para não provocar mortes ao enfrentar os criminosos. Além disso, sua postura preventiva no que diz respeito ao novo inimigo (“Se houver 1% de chance de ele ser inimigo, então temos que encarar isso como certeza absoluta”) quase se transforma em um comentário político no que diz respeito à postura dos Estados Unidos no cenário mundial contemporâneo – e o “quase” é porque Snyder obviamente não tem interesse algum nisso, abandonando a analogia rapidamente.

O cineasta, por sinal, aqui se mostra bem mais irregular do que de costume (quem leu o que escrevi sobre Madrugada dos Mortos, 300, Watchmen e mesmo Sucker Punch sabe que gosto de seu trabalho): os momentos icônicos – e que Snyder reconhece como tais – são bem estabelecidos – e o instante no qual os dois super-heróis se encaram pela primeira, vestidos com seus uniformes, resulta em um plano memorável que os traz grandiosos, imponentes e poderosos. Da mesma maneira, o diretor não economiza na iconografia religiosa ao retratar Superman (algo que também ocorria em O Homem de Aço), que constantemente é visto quase como um anjo em contraluz e com a capa no lugar das asas. Aliás, devo confessar que até mesmo a morte dos pais de Bruce Wayne (pois é, gente: eu não sabia que eles haviam sido assassinados na frente do garoto! Agora resta só descobrir o que houve com o tio Ben!) traz um ou outro plano que confere alguma novidade ao evento – e gostei particularmente do plano-detalhe no qual o movimento do disparo leva o colar de Martha Wayne a arrebentar.

Infelizmente, as virtudes no trabalho de Snyder param por aí: as sequências de ação, por exemplo, representam um verdadeiro caos visual, sendo construídas através de movimentos de câmera abruptos e de uma montagem que não compreende que cortes tão rápidos e numerosos exigem ao menos alguma organização cuidadosa da mise-en-scène para que o espectador consiga acompanhar o que está acontecendo. Para piorar, a paleta cinza, escura e dessaturada não só torna o longa esteticamente desinteressante como ainda transforma a experiência em 3D pavorosa (a montagem entrecortada também atrapalha). Como se não bastasse, a necessidade de garantir uma classificação indicativa mais leve obriga o realizador a desconsiderar (mais uma vez) os efeitos da violência que retrata, concentrando-se nos tiros em vez de nos alvos e praticamente ignorando os danos colaterais das batalhas que retrata (talvez o próximo filme comece mostrando o Flash revoltado ao testemunhar tudo à distância).

Mas estes problemas empalidecem diante do fraquíssimo roteiro, que, já de imediato, merece um banho de kryptonita ao apelar para várias sequências de sonhos/alucinações/conversas internas com personagens falecidos que, além de não acrescentarem nada à narrativa, ainda criam breves e dispensáveis momentos de confusão, quebrando também o ritmo da projeção. E se o que acontece no terceiro ato (e que, claro, não vou revelar) não provocar risos involuntários ou reações de “que porra é essa?”, é porque o espectador em questão já havia sido preparado pelos quadrinhos – o que, já adianto, não é desculpa para o filme em si, que deveria fazer sentido por si só em vez de simplesmente atirar... seja-lá-o-que-for-aquilo na história.

E se Cavill e Affleck exploram bem seus personagens (mesmo limitados pelo roteiro), o mesmo não pode ser dito sobre Jesse Eisenberg, que transforma Lex Luthor em uma coleção de tiques e maneirismos que convertem o vilão numa caricatura infantil que jamais soa ameaçadora (algo que se torna pior quando percebemos que, por trás de suas motivações, há o fato de ter... apanhado do pai). Para finalizar, Gal Gadot surge em cena – e isso é o máximo que posso dizer sobre sua personagem, que parece estar em um filme próprio, apenas cruzando eventualmente com os demais enquanto cuida de seus problemas, que nada parecem ter a ver com o restante da trama. E mesmo que eu aprecie a maneira como seus vestidos de festa trazem elementos metálicos que remetem ao uniforme que usará, isto não pode ser encarado como desenvolvimento de personagem, certo?

Pecando também na alteração súbita no comportamento dos personagens a partir do terceiro ato, Batman vs Superman ainda é um daqueles filmes que tentam provocar impacto dramático mesmo que o espectador saiba perfeitamente que as consequências vistas em cena não são exatamente “imutáveis”, sabotando o próprio esforço já de antemão. Para finalizar, a sequência de ação que ocupa todo o terceiro ato é um imenso desapontamento, apelando para uma criatura digital absurdamente genérica (já vi seres idênticos àquele em uns dez filmes) que torna impossível sentirmos qualquer urgência ou sombra de “realismo” (na falta de termo melhor) durante o que deveria ser o clímax da narrativa.

Ainda assim, Batman vs Superman não deixa de funcionar ao menos como um retrato da época em que vivemos: se há uns 40 ou 50 anos um longa trazendo os dois heróis provavelmente envolveria cores e alguma leveza, aqui vemos apenas sombras e tristeza – e quando até mesmo dois dos super-heróis mais “pacifistas” do gênero se entregam à matança inconsequente, é porque o mundo anda mesmo mal.

23 de Março de 2016

Assista também ao vídeo com comentários sobre o filme (sem spoilers):

 

Comente!

  • Valeria Loza em 19/01/2017 às 11:57

    Batman é um super-herói envolta em mistério, escuridão, força e fúria. Eu acho que o papel foi deixado para Ben Affleck porque reflete todas as características do personagem. Anteriormente, ele havia trabalhado um super-herói em Daredevil. (I compartilhar vezes para vê-lo novamente http://br.hbomax.tv/movie/TTL607702/Batman-Vs-Superman-A-Origem-Da-Justica), no início do filme é um pouco lento, no entanto, é necessário fornecer o contexto e tem ação, drama, mal, desespero, romance, tudo que você precisa para ficar no banco.

  • Victor Hugo em 28/04/2016 às 19:56

    Curioso você comentar a questão política no filme pois ela me pareceu muito mais implícita no filme do que foi citada no texto. Se analisarmos bem as ações do Batman nesse filme são justamente pautadas no reflexo dos Estados Unidos no cenário atual contemporâneo. O clima de paranoia e até de psicopatia do personagem( o que torna está a versão mais dúbia, complexa e interessante dele no cinema até o momento) estão associadas ao ataque kriptniano do filme anterior, o que desperta no personagem um forte sentimento de xenofobia, não só nele como na população, embora tenha sido o próprio Superman quem a tenha impedido.Aliais a sequencia do ataque em Metrópolis do filme anterior( que em muito lembra o 11 de Setembro) não é só para corrigir um erro do filme anterior, é para o contexto no qual o filme vai ser embasado, visto que todos os demais conflitos acontecem direta ou indiretamente por consequência desse fato. Inclusive é importante citar que é em cima do sentimento de ódio que o Lex Luthor manobra sobre todos, inclusive sobre o Batman, o que entra justamente na afirmação da crítica de que o Lex Luthor é um personagem com motivação fútil.Na verdade sua motivação é justamente sobre poder, e embora no início ele fale que sua motivação se deve ao receio dos novos meta humanos que surgem após o Superman( leia se liga da justiça) fica mais claro que sua verdadeira motivação se deve por uma simples questão de poder, o que o torna um vilão megalomaníaco a medida em que almeja o o poder. Isso do ponto de vista temático é ainda mais interessante porque cria uma dicotomia entre os dois seres humanos que confrontam o Superman, se o Batman por sua vez o confronta pelo sentimento de ódio e medo, o Lex o confronta ver o Superman como um ser de tamanho poder divino que se torna capaz de confrontar o seu. Aliais os maneirismos do personagem funcionam como parte de construção do personagem, que é mostrado como uma figura problemático que cresceu com uma visão distorcida da realidade e por isso não vê problemas em manipular os outros a seu bel prazer, um contraponto a figura do milionário bem sucedido e genial ao mesmo tempo, o que o torna um dos vilões mais atípicos dos recentes filmes de super heróis, com motivações que fogem do habita. Enfim, é de fato um filme com muitos problemas, mas que acerta mais do que erra e tem temas bem maduros para um filme desse sub gênero, como xenofobia, paranoia, poder, responsabilidade de atos e impotência frente ao desconhecido.

  • Iuri Palma em 10/04/2016 às 22:57

    Não posso falar muito pois dormi a sessão inteira. Pena que o filme tem muito barulho o que me fez acordar algumas vezes.

  • Marcos Davi Gonçalves de Oliveira em 10/04/2016 às 18:42

    Também dou 3 estrelas. A melhor personagem/atuação do filme é a de Holly Hunter como senadora June. Que carisma! A cena dela envolvendo o Super-Homem no tribunal emociona justamente pela sua construção de personagem, e a sabedoria do diretor e conceder a ela bastante tempo em tela em trechos anteriores. Também achei totalmente sem acerto a cena que sucede o fim da luta contra o vilão no terceiro ato. Se era para emocionar, não conseguiu, porque todo mundo sabe que aquela situação seria mudada.

  • HENRY CHINASKI em 10/04/2016 às 08:14

    Entediante no primeiro terço, à altura dos heróis no segundo e desconcertante no terço final. Ou seja, um filme com altos e baixos, indo do ótimo ao risível.

  • Renato Dias em 06/04/2016 às 11:30

    O mais irônico é que a maioria das críticas ruins não são direcionadas a Ben Affleck como Batman e olha que meses atrás a mera presença dele tinha decretado o filme como sendo um lixo.

  • Pedro Henrique Fonseca da Silva em 04/04/2016 às 22:12

    O filme é problemático mas não consegui ver essa tragédia toda que as críticas que malharam colocaram. A montagem foi uma coisa muito enrolada e dá pra ver claramente o que foi cena escrita na reta final ou "precisamos plantar isso pra usar no futuro". Lamento ver a volta dessa câmera lenta que tem a cena em velocidade normal e aí fica lenta por 3 segundos e volta ao normal, não ter isso no homem de aço foi um acerto mas aqui parece que voltou ao que o zack snyder tem que fazer sempre. E apesar da última cena já falar o que vem por aí foi muita coragem fazer aquela morte acontecer.

  • Lucas em 27/03/2016 às 07:27

    Afirmar que os sonhos não acrescentam em nada à narrativa é um comentário precipitado. Os sonhos revelam os capangas de dark side, e um enorme símbolo do vilão no chão árido de un deserto. Mas esse tipo de referência só os fãs e entusiastas conseguem captar. O sonho diz muito sobre o que virá nos próximos filmes, e, talvez explique o comportamento surtado de luthor, que pode estar sendo influenciado por dark side, referenciado diversas vezes no filme, principalmente no pesadelo de wayne.

  • Wellington Ferreira da Costa Jr em 27/03/2016 às 01:15

    Voltei! vi o filme e gostei mto exceto pelo apocalypse que é zuado e pela mudanca brusca mesmo de comportamento no terceiro ato - é exatamente isso - gal é realmente maravilhosa rs - e as cenas de luta do batman são infinitamente melhores que as do batman do nolan mas foi influenciada por ele (nolan) houve um upgrade aqui acho - gostei do affleck como batman e o luthor realmente é mto infantil e forcado três estrelas é mais que justo mesmo Pablera!! Abs!

  • Sergio Souza em 26/03/2016 às 14:08

    **Comentário com SPOILERS**

    Ótimo texto Pablo. Eu estava torcendo muito para que este filme fosse ao menos "muito bom", pois adoro o Superman do Snyder e este seu Batman ficou fantástico. E infelizmente só eles salvam o filme, esse roteiro desastroso acabou desperdiçando os outros personagens (talvez com exceção da Lois), trouxe um filme desnecessariamente longo com esse amontoado de cenas que não levam a lugar nenhum. Sério a necessidade de recontar a história do Batman??!!!! A Mulher Maravilha poderia ter entrado só no ato final, já que veio só para isto mesmo.
    Acho que o maior pecado do filme foi não terem desenvolvido melhor o "Super Vilão" Lex Luthor (gostei de Eisenberg no papel). Convenhamos, ele simplesmente sabe de tudo e de todos, manipula (principalmente o) Batman e Superman como quer, e pode-se dizer que é até ele quem forma a Liga da Justiça, wow!!
    Como fan da DC, é claro que várias coisas do filme me satisfazem (como o sonho/pesadelo no deserto, que termina com uma mensagem do Flash), mas foi só FanService mesmo.
    Também vi muita gente reclamando da forma piegas de como o Batman se abala ao ouvir Superman falar "Martha", e a resolução do combate em si.... ok, já era esperado, mas o pior é saber o que vem em seguida, pois a gente não aguenta, vê o trailer, aí já sabe que o Batman vai sair de lá e partir para aquela cena de ação dele contra as duas dúzias de capangas no prédio abandonado pra salvar a Martha.
    Enfim, acho que se não fosse fan, teria detestado o filme, o que me deixa preocupado com o futuro da franquia.

  • Fernanda Cavalcanti em 26/03/2016 às 11:40

    PERFEITO!
    "Enquanto isso, Affleck oferece uma interpretação de Wayne/Batman bastante distante daquela de Christian Bale, o que se mostra acertado: seu Bruce, além de mais velho, é um justiceiro exaurido por duas décadas de uma luta contra o crime que jamais chega ao fim (“Bandidos são como ervas daninhas: você arranca um e surge outro”). Cínico e com um olhar cuja frieza constante denota uma vida interior semimorta, o sujeito se tornou claramente radicalizado e, consequentemente, mais cruel, já não exibindo o cuidado do passado para não provocar mortes ao enfrentar os criminosos. "

    PENSEI A MESMA COISA, inclusive usei essa frase pra descrever esse aspecto do batman numa discussão ontem com os amigos no pós filme. Kkk

  • Fernanda Cavalcanti em 26/03/2016 às 11:36

    Poxa, realmente gostei do filme.
    Adorei o novo Batman, gosto muito desse aspecto da DC, esse distanciamento que eles insistem em manter de super heróis engraçadinhos e coloridinhos da marvel. O batman mais velho, aquela impressão de que ele apertou o foda-se. Kkk
    Gostei muito tb das cenas de açao e da trilha escandalosa. Tive prazer em assistir, foi emocionante.

    Pablo, faz uma versão da crítica com spoilers! Gostaria de ler tua opinião quanto a cena que envolve o nome martha etc.

  • John Constantine em 25/03/2016 às 13:09

    Ah, mas só pra complementar e mostrar que toda regra tem exceções, "Qual é o Nome do Bebê" é sensacional. :-D

  • John Constantine em 25/03/2016 às 13:06

    Pablo, engraçado como quando a gente acompanha um crítico há muito tempo, desenvolve um certo conhecimento sobre o mesmo. Já faz um bom tempo que percebi que não posso confiar em você quando o assunto é humor, pois geralmente discordamos (o que não deixa de ser curioso pois acho seu senso de humor fantástico), e venho percebendo que também não posso confiar em você quando o assunto é Zack Snyder. Sei que você já disse algumas vezes que gosta dele, mas eu realmente te acho muito complacente nas análises dos filmes que ele faz. :-D

  • Helder Matos Nogueira em 25/03/2016 às 12:07

    Só um adendo. Batman nem sempre foi pacifista. Em suas primeiras histórias ele até chegou a usar armas de fogo, e algumas vezes eliminava inimigos de forma grotesca. Como essa aqui: http://goodcomics.comicbookresources.com/wp-content/uploads/2011/12/batmankills2.jpg

  • Diogo Farias Fonseca em 25/03/2016 às 10:30

    Inchaço na trama? As histórias de Batman, Superman, Lex e Lois?

    "E mesmo que eu aprecie a maneira como seus vestidos de festa trazem elementos metálicos que remetem ao uniforme que usará, isto não pode ser encarado como desenvolvimento de personagem, certo?"

    Essa frase foi demais! Não concordo com quase tudo na crítica. Só esta frase sabe a Diana, já mostra que foi buscar a agulha no palheiro para detonar o filme.

  • Lincoln em 25/03/2016 às 01:43

    Eu sou bastante iliterado em questão de cinema :p mas já assisti ao filme, alguém poderia me esclarecer oq é esse "terceiro ato" q o Pablo disse q pode "provocar risos involuntários ou reações de 'que porra é essa?'" em quem não conhece os quadrinhos?

  • Wellington Ferreira da Costa Jr em 24/03/2016 às 14:54

    Gostei da crítica! bem fundamentada, sobre os ascpectos técnicos etc vou assistir amanha, mas a minha expectativa é baixa! é mta treta num filme só hehehe

  • Mel Portela em 24/03/2016 às 14:16

    Concordo plenamente com tudo o que foi dito.

  • MARVIN em 24/03/2016 às 09:38

    Discordo de muita coisa. O filme obviamente não é perfeito e poucos filmes são. O destaque do filme: trilha sonora do Hans Zimmer(que acho que deveria ter sido citado).. Apesar de o filme ter duração de 2h30 minutos, ele é muito bem desenvolvido ao contrário do que muitos dizem não ser, afinal para quem assistiu MoS sabe os motivos do Batman enfrentar o Superman, e assistindo o filme conhece o motivo do Superman enfrentar o Batman, deixando assim um filme sem enrolações. Os sonhos tem muito a ver com os quadrinhos. O problema do filme é esse, tá cheio de referência que muita gente não vai entender. O sonho do Batman no deserto, mostra os capangas do Darkseid, que provavelmente vai ser o vilão da liga. E isso ajuda a mostrar como o Bruce é um cara completamente paranoico e que não consegue relaxar. O clima é bem parecido com o das atuais animações da DC. Na hora me veio de The Flashpoint Paradox na cabeça. É um clima "pesado", e diferente, como se fosse tirado diretamente das páginas de uma HQ, o que pra mim é muito bem vindo, porque a fórmula da Marvel no cinema está muito cansativa. Na minha opinião não é um filme para o grande público, mas sim para os fãs do gênero, por isso tantas críticas negativas.

  • Willian Pedroso Luiz em 24/03/2016 às 03:27

    Achei a crítica bastante coerente, mas discordo da maioria do que foi dito sobre o terceiro ato e sobre a mulher maravilha. O primeiro porque o terceiro ato é única emoção que tem no filme, que em geral é bastante monótono, inclusive vi o filme em 3D e não achei que de forma alguma a experiência foi ruim, ou confusa. Já a segunda citada, foi algo que mais chamou atenção na sala de cinema em que eu estava, mulher maravilha aparecer foi o ápice do filme. Sobre a personagem não ser desenvolvida, ainda terá um filme solo que se passará antes desse momento, então quem entende do universo cinematográfico da DC já saberia disso. Achei que o problema de como você conduziu isso na crítica é que pareceu que tudo tem que acontecer e ser explicado ali, mas esse não é um filme que começa ou acaba em si mesmo, e sim apenas uma parte de um universo sendo montado.
    No restante, concordo muito com a crítica e acrescento que na minha opinião Snyder errou muito no exagero. É tanto sonho, tanta cena dispensável, tanta insistência na questão religiosa que fica extremamente cansativo e chato.
    Não achei um filme ruim, mas também não achei um filme legal (com exceção do terceiro ato, que pra mim é o que carregará o filme).

 

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